Certa vez um amigo blogueiro me mandou uma tirinha totalmente cinéfila que ele tinha concebido para o seu blog, o Irmãos Brain (clique AQUI para ver a tirinha). Se você reparar nos comentários vai perceber que apenas os fãs de Cinema, especialmente os do Mestre Stanley Kubrick captaram o espírito de piada inteligente da tira. Nem preciso explicitar muito o quanto eu rio a cada vez que releio a tira. Bem, como meu caro leitor do MovieYou percebeu, hoje é dia de conhecer um pouco mais do longa 2001 – Uma Odisséia no Espaço (1968), marco da ficção científica, já tendo visto ele muitas ou poucas vezes ou nunca tê-lo assistido. É bom lembrar que a escolha por tratar desse filme foi votada em enquete onde este concorreu com Matrix (1999) e Blade Runner (1982). Para este longa Kubrick contou com o imenso apoio do escritor de ficção científica Arthur C. Clarke, falecido este ano. Os dois conceberam em conjunto o roteiro do longa e durante as filmagens deste Clarke escreveu o livro, o qual Kubkick não quis que incluísse seu nome como co-autor, apesar de muito ter colaborado, por respeito ao amigo escritor. Clarke também foi responsável pelo roteiro de 2010 – O Ano em que Faremos Contato (1984), este dirigido por Peter Hyams. Agora porque Kubrick não quis comandar a continuação é um mistério que até agora o Google não conseguiu me desvendar. Se alguem souber, deixe nos Comentários, por favor! Vamos agora aos polêmicos personagens do longa. Os que merecem destaque aqui são os macacos, o monolito, o astronauta Dave Bowman (Keir Dullea – O Bom Pastor – 2006) e o computador HAL 9000 (Douglas Rain que repetiu a voz em 2010). Os macacos presentes no começo do longa servem de comparação com a humanidade em seu princípio, selvagem, irracional e brutal. A violenta briga por comida é o que move esta sociedade primitiva e ao símio jogar um osso para o alto, que se transforma em nave, damos um salto de milhões de anos na história. Talvez esse seja o maior corte temporal do Cinema em todos os tempos. E o futuro nos reserva uma humanidade resumida na figura do astronauta Dave, alguém frágil psicologicamente e extremamente influenciável. E quem se aproveita desta fraqueza humana é o representante máximo da inteligência artificial HAL 9000. Seria um indício de que no futuro as máquinas escravizarão os homens? Diz a lenda que HAL deriva de IBM, pois as letras da empresa precedem no alfabeto as do personagem. Fato é que no fundo a máquina metaforiza o lado cruel e frio das pessoas em busca de ambição e poder, passando por cima de tudo e todos. E o misterioso monolito negro que está presente no passado e futuro da história? Talvez seja Deus com seu olhar e presença onipotente e onipresente perante suas criaturas primárias. Para finalizar vamos a maior lenda urbana que permeia este longa. Pesquisando pela net, me deparei com o site A Fraude do Século que debate a tese de O Homem Foi a Lua? E um dos responsáveis por enganar a humanidade seria o cineasta Kubrick e toda a equipe do longa 2001. Com as mesmas técnicas utilizadas no filme, fotos enganosas nos fizeram crer que os norte-americanos pousaram no satélite natural da Terra. O site até apresenta uma suposta foto de Kubrick na NASA. Fofoca Verdade ou Fato Mentira cabe agora a você leitor refletir. Um excelente Ano Novo e até 2009 com mais Crítica Democratizada.
Atravessar gerações de cinéfilo ao mesmo tempo ganhando o status de eterno Clássico. Que filmes já entraram para esta seleta lista? Para André Ventura da Cunha Vale no site Cinema em Cena Stanley Kubrick e sua obra 2001: Uma Odisséia no Espaço conseguiu ir além dos limites do universo cinematográfico, juntamente com o consagrado autor de ficção científica Sir Arthur C. Clarke, falecido em Março deste ano de 2008. “Quando duas das maiores autoridades em literatura e cinema se unem para fazer um filme, é de se esperar que saia uma coisa boa. Foi assim em 1968, quando o escritor de ficção científica Arthur Charles Clarke e o diretor de cinema Stanley Kubrick se juntaram e realizaram o espetacular 2001: Uma odisséia no espaço. O filme foi um sucesso imediato, não só pelas suas imagens intrigantes (como a da abertura, em que o Sol, a Terra e a Lua alinham-se), mas sim pela sua trama. 2001 conta toda a história da evolução humana, que começa com os homens-macaco, na parte do filme intitulada A Aurora do Homem, e termina com a transformação do astronauta David Bowman, interpretado por Keir Dullea. (…) Enfim, 2001: Uma Odisséia no Espaço faz parte da restrita galeria dos filmes que mudaram a história do cinema, que inclui apenas mais dois membros: Metrópolis, de Fritz Lang, e Matrix, de Larry e Andy Wachowski. 2001 não é um filme de ficção científica convencional.” O Blog Cine Rosebud nos dá uma contextualização á época que o filme entrou em cartaz no cinema, principalmente no que tange na visão da crítica com relação ao longa. “A recepção não foi das melhores e a crítica especializada dividiu opiniões à cerca do que tinha visto na tela. Ocorreram as mais diversas reações como gente deixando as salas e até mesmo algumas risadas dependendo das atitudes dos macacos na tela, no inicio do filme. Logo, Kubrick viu seu filme taxado de vazio, pretensioso, grotesco e amador. Sobretudo a crítica defendia que o diretor deveria ter usado ‘mais palavras’. No New York Times, em entrevista a William Kloman, Kubrick não fez referência a nenhuma crítica específica, apenas disse, com muita elegância: ‘Isso, claro, é parte da psicologia de resenhadores presos à palavra. Há certas áreas da realidade, ou da irrealidade, ânsia interior, chame isso como quiser, que são inacessíveis a palavras’. É claro que, paralelamente, o filme também despertava ótimas críticas positivas. Mas, a verdadeira intenção do cineasta tinha sido alcançada. Ele queria fazer ‘uma experiência intensamente subjetiva que alcançasse o espectador em níveis muito íntimos de consciência, como a música faz’”. O Portal Cinema ainda defende porque as críticas e análises desta obra são tão importantes. “Qual é o motivo para escrever uma critica de um filme que já conta com 40 anos de existência? Será admiração, ou a constatação de que ame-se ou odeie-se, este filme, acima de tudo consegue ter o estatuto de ‘obra de arte’. (…)Quem ler a critica muito provavelmente já viu o filme, e sabe certamente que os diálogos não são o ponto forte do filme. Este filme anda de mão dada com a subjectividade, e pretende questionar quem o visiona sobre os limites da consciência humana!” E neste final de ano, nada melhor do que parar para refletir a que passos a humanidade caminha rumo a 2009. Na lentidão cósmica ao som de Assim Falava Zaratrusta ou nos socos e grunhidos de bandos de símios?
Você deve estar estranhando um título tão longo. Na verdade este é o trecho de uma música do filme Canções de Amor (2007), longa que já ganhou post aqui no MovieYou e que tem no elenco Louis Garrel. O ator está atualmente em cartaz em nosso país com A Fronteira da Alvorada (2008), que fez sua estréia por aqui na 32a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O filme é belíssimo, tendo a fotografia preta e branca e a interpretação romântica dos atores como ponto alto. Agora fique atento ao roteiro. A Fronteira… é um filme tipicamente fragmentado, daqueles que toda atenção e carinho é importante para não deixar escapar nenhum dos fios condutores da história. Portanto, nada de inventar de ver esse filme numa sessão de madrugada onde você pode correr o risco de cochilar e detestá-lo por esse descuido. Mas, como você pode ver, o post de hoje me fez inspirar a escrever além de uma crítica do filme A Fronteira … Então por que não fazer um apanhado de carreira ainda pouco extensa (cerca de 10 longas), mas tão marcante de Garrel? Vamos lá. Para começar o ator teve a sorte de já ter crescido no meio cinematográfico, afinal seu pai é o diretor Philippe Garrel. Pai e filho já trabalharam juntos em 2 longas de destaques, no caso Amantes Constantes (2005) e o próprio A Fronteira da Alvorada. Mas nesse caso para se tornar o ator francês de maior destaque no cinema daquele país, não bastou ‘Q.I.’. Sobrou muito talento e, é claro, beleza… Talento sim, pois nenhuma de suas interpretações passam batido. Sempre há energia, vida, calor e total abstenção de preconceito emanando de seus personagens. E seu trabalho se expande tanto no campo das artes que é difícil não se encantar com ele mostrando seus dotes cantantes em Canções de Amor. Aqui no Brasil muitos vão se lembrar de Garrel por conta de seu papel em Os Sonhadores (2003) do diretor italiano Bernardo Bertolucci. Lembro-me que o filme causou grandes filas nas poucas salas em que estava sendo exibido aqui na capital paulista. De qualquer forma, vale a procura pelas locadoras dos trabalhos que citei, além da ida ao cinema por A Fronteira… E depois, porque não, um post no Você… que tal?!
Ao caçar as críticas a respeito do filme francês A Fronteira da Alvorada (2008), encontrei boa parte delas escritas sob o calor da 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, na qual o filme estreou sob encantamentos e estranhamentos. Zanin em seu blog no Estadão nos transmite essa reação inicial da platéia do país. “História mística? Estudo sobre a obsessão amorosa? Era a dúvida da primeira platéia brasileira que via A Fronteira Alvorada, de Philippe Garrel. (…) Não é cinema para se perder. Mesmo porque, quaisquer que sejam as objeções, há sempre algo de desconfortável, alguma coisa que sai fora do esquadro -- e por isso mesmo nos tira do centro -- no cinema de Garrel.”
Se o filme dividiu o público da Mostra, não é to contraditório assim a Crítica ter também se dividido. Do lado dos que consideraram o filme uma obra-prima, temos o Le Chanpo “Confesso que ainda não consegui encontrar um adjetivo capaz de sintetizar este filme. (…) Digo isso por ‘n’ razões. A primeira é que este é um longa dirigido por Philippe Garrel, um dos maiores diretores da atualidade. Depois, o ator, seu filho, Louis Garrel, também pode ser considerado um dos melhores atores franceses da nova geração. A fotografia -- tanto comentada -- é assinada por William Lubtchansky, que desenvolveu um belo trabalho em P&B, dando ao filme a cara de clássico. E para arrematar, o roteiro maravilhoso, contando uma história de encontros e desencontros tão bem escrita que faz jus aos filmes da Nouvelle Vague. Depois de tantos elogios, não há nada a ser dito. Veja… e curta sua felicidade burguesa, mas com estilo, por favor!” Na corrente oposta temos Paulo Vilhaça do Cinema em Cena. “ Não posso dizer que apreciei realmente A Fronteira da Alvorada. Em primeiro lugar, Garrel se mostra auto-indulgente como de hábito ao desenvolver suas idéias num ritmo incomodamente irregular que nem mesmo a bela fotografia consegue compensar. Além disso, ao prender o espectador a um protagonista que, em suma, é um babaca egoísta e imaturo, o filme abusa da nossa boa-vontade – e ao ver o plano final, senti uma imensa satisfação quando, na realidade, provavelmente deveria estar experimentando certa frustração.” Fato é que o longa incomoda, e talvez isso baste.
?Bons? eram os tempos em que a gente ia numa vídeo locadora e havia aquele alerta para devolver a fita VHS rebobinada. No currículo de personagens do Jack Black ele já fez um professor roqueiro, um vendedor de discos e agora um catador de lixo, que faz as vezes de videomaker. É engraçado que Jack esteja sempre as voltas, que preservam um certo ar saudosista. Já Mos Def, é da mesma categoria do Ice Cube, carrega a carteira de rapper, mas na verdade é um ótimo ator. A dupla no novo filme de Michel Gondry é Jerry e Mike. Jerry é um catador de lixo que vive num trailer perto de uma usina elétrica, e Mike trabalha numa locadora que só trabalha com fitas cassetes para o Sr.Fletcher, muito bem interpretado por Danny Glover. Sob o risco de ter a sua locadora demolida, tendo em vista a falta de pagamento do aluguel, o Sr. Fletcher, se incube a sair por outras locadoras fora de sua cidade Passaic, em Nova Jérsei, e deixa por conta de seu único funcionário Mike, alertado-o para que mantenha seu amigo Jerry longe de sua locadora. Após a viagem do Sr. Fletcher, Jerry convence a Mike a ir ate a usina elétrica para sabotá-la, por crer ser uma ameaça à população da cidade. Na hora Mike deixa seu amigo maluco realizar sozinho seu plano e esse acaba sendo magnetizado, por uma descarga elétrica. E assim, ao entrar na Locadora Be kind rewind (Seja legal rebobine), acaba estragando todas as fitas VHS. Quando a cliente da locadora Senhorita Falewicz, pretende alugar Caça-Fantasmas e não consegue e percebendo a confusão instaurada na locadora dá o prazo de um dia para que o filme esteja disponível. E é a partir daí que Mike junto com seu amigo Jerry decidem criar versões suecadas do filmes que tem na sua locadora. Se o filme de Gondry se limitasse a isso já seria bom, porque as versões são extremamente engraçadas, com recursos para avô de menino maluquinho nenhum botar defeito, mas não, ele vai além. Demonstra o quanto a forma fria e perfeita cortou o barato de muita gente por aí. O quanto limitar o poder as grandes indústrias faz tão mal. É claro que alguém esqueceu que existe o YT, mas isso passa. A intenção do filme é demonstrar o quanto nós, o público somos importantes para o bom cinema, tanto que na última cena dá aquele glurb, de você não querer deixar as lágrimas descerem, mas não adianta, é uma cena bonita demais.
Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/
Sem sentido e com erros crassos de roteiro, foi assim que a crítica enxergou o longa A Lista – Você Está Livre Hoje? (2008). Comecemos por Érico Borgo do Omelete. “Não consigo encontrar lógica alguma para sequer começar a entender o que Ewan McGregor (O Sonho de Cassandra), Hugh Jackman (Scoop), Michelle Williams (Brokeback Mountain), Maggie Q (Missão: Impossível 3), Natasha Henstridge (A Experiência) e Charlotte Rampling (A Duquesa) estão fazendo em A Lista -- Você Está Livre Hoje? (Deception, 2008). O filme do suíço estreante Marcel Langenegger, egresso dos comerciais de TV, é um dos suspenses mais lamentáveis a chegarem às telas em muito tempo. A trama é uma sucessão de absurdos convenientes e coincidências -- algo que funciona uma, talvez duas vezes em uma história, mas em A Lista torna-se parte fundamental demais da estrutura para que levemos o filme a sério. (…) O único ponto positivo é o trabalho de Dante Spinotti, diretor de fotografia cheio de estilo que já trabalhou várias vezes com Michael Mann. Sua construção é sempre interessante e dramática. Mas em um caso perdido como A Lista, nem um Conrad L. Hall (1926-2003) adiantaria muito.Tudo errado.” Celso Sabadin no Yahoo! Cinema também não perdoou a perda de tempo que é o filme. “A Lista – Você Está Livre Hoje? ensaia uma interessante discussão sobre a impessoalidade e o individualismo dos tempos atuais. Como as grandes corporações – que sugam seus empregados até a última gota de alma – acabam criando executivos sem tempo até para as necessidades mais primais. Sexo inclusive. E como o homem de negócios desenvolve rotas de fuga que deságuam para uma verdadeira roleta russa sexual. Tudo com uma elegante direção de arte e uma fotografia em tons escuros, que ressalta a dramaticidade e a crueza da situação. Sim, o filme ‘ensaia’ todas estas discussões. Mas vira o jogo completamente e não segue nenhum destes caminhos. Pior: após uma envolvente e hipnótica primeira metade, A Lista – Você Está Livre Hoje? descamba para o policialesco convencional, igual a tanta coisa já vista antes, jogando por água abaixo o que poderia ser o embrião de uma bela idéia cinematográfica. Seria por este motivo que o título original do filme é Decepcion? Um desperdício de talento de dois grandes atores e do tempo do espectador, A Lista – Você Está Livre Hoje? faturou nas bilheterias norte-americanas menos de 1/5 de seu custo estimado de US$ 25 milhões.” Pelo visto, o público consegue às vezes farejar encrenca no ar oriundo da película…
O telefone toca e, ao atender, uma voz baixa e roca diz: “Are you free tonight?” Bom, pelo menos não é “You will day in seven days” … A Lista – Você Está Livre Hoje? (2008) tinha tudo para ser um thriller erótico tão bom quanto Nove Semanas e Meia de Amor (1986) e Femme Fatale (2002). Afinal contava a frente de um elenco de peso os atores ‘sexy symbols’ Hugh Jackman e Ewan McGregor. Pois é, utilizando uma metáfora de cunho sexual, podemos dizer que o longa do diretor suiço estreante Marcel Langenegger é, no mínimo, broxante. Para mim o roteiro fraco foi algo tão irritante neste longa, que nem a presença dos atores bonitões como paisagem passando a frente na tela, parecia um bom pretexto para ver ‘aquilo’ até o final. E a vergonha de ter chamado dois amigos para ir comigo, pois tinha ganho alguns ingressos da distribuidora? Bem pelo menos comemos pipoca e refrigerante e nos divertimos ‘zoando’ as incongruências da trama. Encerro o post com o trailer de A Lista, afinal se é para ver alguém bonito, esses dois minutos valem o suficiente do que gastar duas horas com algo desanimador. Afinal, como afirmo no título do post, beleza nunca compensa falta de conteúdo.
Misteriosas mortes acontecem nas principais cidades americanas, o que faz com que um professor, sua esposa e seu melhor amigo fujam para as fazendas da Pensilvania. Dirigido por M. Night Shyamalan (O Sexto Sentido) e com Mark Wahlberg, Zooey Deschanel e John Leguizamo no elenco.
Fim dos Tempos é um filme bem criativo tendo em mente um mundo em que a natureza se revolta com tudo que o ser humano já causou, com isso um veneno é liberado no ar, quando inalado as pessoas perdem a noção de tempo e lugar, assim fazendo de tudo para se suicidar. O filme é confuso, assim tendo que prestar bem a atenção em falas e em personagens, pois o diretor e roteirista (M.Night Shyamalan) tentou conduzir as pessoas para dentro do filme e no mesmo tempo incentivar de um jeito discreto e subliminar!
Mas o filme esta tendo muita discussão, pois muitas pessoas o estão achando exagerado ou sem sentido, pois algumas cenas são jogadas de forma que o público entenda de outro modo.
Reforço para assistirem esse filme, e para quem já assistiu que assista novamente prestando bem a atenção no que estão querendo passar para o público, até no mínimo das falas, e nas cenas rápidas, alguma coisa esta sendo passada, pense, compare no que está sendo transmitido.
Uma cena em que muitas pessoas acharam sem sentido foi quando o Matemático (John Leguizamo) faz uma conta para uma moça resolver,o público reclamou dizendo “estando no carro pronto para morrer, você acha que alguém faria isso numa hora dessa”
Ai está a questão, prestando a atenção no motivo da conta, estará mais uma dica sobre a grande dificuldade que estão passando, e será que poderíamos passar por isso
Agora será que alguma coisa mudará com a mensagem desse filme; as pessoas continuarão a destruir a natureza….
Publicado por: Richard
É muito difícil escrever sobre esse filme, não por causa da trama em si, que é simples (Um funcionário da CIA está escrevendo um livro sobre sua vida, mas perde o cd que guarda o conteúdo e dois funcionários de uma academia encontram o objeto e tentam se aproveitar da descoberta), mas do quão profundos são os personagens, como são interessantes. Vai do alcoólatra que não admite, a mulher que corta as frases do amante antes dele concluir, o amante que para se sentir melhor malha de manhã, a mulher que apesar de “feia” desperta a paixão platônica de um ex-padre. Um metrosexual que acha que pode ser ameaçador mudando o seu tom de voz. Pô, infinitas coisas que podemos discutir sobre esse filme. Só sei que há uma boa soneca inicial, para pegar ritmo e dar aquela gargalhada alta no cinema um pouco antes de subir os créditos.
Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/
Atendendo à pedidos dos meus colegas do curso Técnico em Publicidade, vou comentar aqui do MovieYou um filme clássico que vimos durante a disciplina de Ética. Sim, ainda há esperanças de construirmos futuros comunicadores sem malícia sensacionalista. Trata-se, portanto, de A Montanha dos Sete Abutres (1951) do icônico Billy Wilder, que assim como em Crepúsculo dos Deuses (1950), conseguiu desconstruir a decadência moral da sociedade norte-americana. Pois bem, a princípio vemos uma história focada em um repórter extremamente oportunista a procura de uma manchete que alavanque a sua carreira. Ele está em um momento profissional difícil, trabalhando em um pequeno jornal no interior do país, onde a maior reportagem a ser noticiada foi “O Segredo da Torta de Chocolate da Dona Benta”. Ele então se depara com um homem preso numa caverna desmoronada, criando a partir disso um verdadeiro circo em torno do resgate deste. Verdadeiro porque há cobrança de ingressos para entrar na área da tal montanha, venda de hot-dogs e um parque de diversões instalados no local. Tudo bem alienante enquanto se esperam pelo desfecho, ou seja, o salvamento. Mera semelhança com a especulação midiática que ocorre com grandes tragédias não é mera coincidência, a mais recente deles somente para tomarmos um exemplo seriam as inundações e desmoronamentos de correntes das chuvas em Santa Catarina. Todos os dias vemos o número de mortos subirem proporcionalmente à quantidade de citações sobre o assunto. E os dizeres dessas reportagens infelizmente nem sempre refletem boas intenções em ajudar as vítimas, e sim aumentar audiência e tiragem. Voltando a discutir o filme, podemos pegar uma metáfora interessante no título em português do filme. Afinal abutres são aves que rodeiam suas presas moribundas e dão a primeira bicada após a sua morte. E se contarmos o número de personagens que se aproveitam da tragédia do filme, teremos exatamente sete ao final da conta. Uma conta triste, antiética e desesperançada.





















