Galgando os Degraus da História do Cinema

os-intocaveisEm meados da década de 20 o cineasta soviético Sergei Eisenstein foi marcante e inovador em diversos momentos do filme O Encouraçado Potemkin (1925), especialmente na cena do massacre de civis na escadaria de Odessa. Mais de 60 anos depois, o diretor norte-americano Brian De Palma iria se inspirar no russo para elaborar outra cena que marcou o cinema hollywoodiano, no caso aquela protagonizada por diversos gângsters, um carrinho com um bebê e sua mãe na Railway Station no longa Os Intocáveis (1987). (O resultado pode ser visto no link abaixo) Este filme se propõe a retratar uma caçada ao maior e mais conhecido gângster de todos os tempos, Al Capone, interpretado com prazer por Robert De Niro. Mas o destaque da trama fica por conta de Sean Connery, o eterno James Bond, em um interessante e maduro papel que lhe garantiu o Oscar de melhor ator coadjuvante. Na cerimônia da academia em 1988 o longa ainda seria indicado por Figurino, Direção de Arte e Trilha Sonora composta pelo italiano Ennio Morricone, que já foi responsável pela música de mais de 500 obras cinematográficas e por isso mesmo recebeu em 2007 um Oscar honorário pela sua contribuição a arte do cinema. Recriando com perfeição a criminosa Chicago em sua era dourada e gloriosa, Os Intocáveis transpassa os rótulos comuns a um filme de gângster para marcar por uma trama que sabe equilibrar momentos de alívio cômico e pancadaria generalizada (algo que Michael Bay não o fez em Transformers 2). É um daqueles filmes que não envelhecem, bons para ser visto por qualquer pessoa cinéfila, ou não, interessada em gastar algumas horas de sua existência em algo que lhe acrescente além do puro entreterimento. E fica como dica final para quem gostar do longa, resgatar a séria homônima que fez muito sucesso na década de 60 estrelada pelo galã Robert Stack.

Os Intocáveis 4 Comentários
I’ll Kill Bill

kill-bill-vol-2-voceLevemente inferior do que seu antessessor, Kill Bill vol. 2, termina a saga da noiva (Uma Thurman), em busca de vingança. Esta segunda parte do magnífico Kill Bill vol. 1, é menos sangrenta e violenta (exeto na cena onde a noiva arranca o olho de sua adversária). Na verdade, esta continuação, é mais controlada em efeitos e é mais linear. Claro, Tarantino não deixa de voltar um pouco no tempo, só para deixar sua marca. O único efeito maior que o filme possui é seus 15 primeiros minutos serem completamente em preto e branco. A propósito, a única coisa que Kill Bill vol. 2 tem de melhor do que a primeira parte, é a cena, logo no iníco da projeção, onde Uma Thurman está num carro a caminho de matar Bill, e ela diz algo como: “Eu matei muita gente para chegar até aqui, e agora, só falta um, eu estou a caminho dele, …”, e ela encerra a cena dizendo: “I’ll kill Bill!”, ou seja, “Eu vou matar Bill!”. Genial! Enfim, Kill Bill vol. 1 é melhor que sua segunda parte, mas a mesma não deixa a desejar e é muito boa!

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Kill Bill vol. 2 1 Comentário
Instinto de Morte

instinto-de-morte-a-blogueiraSe a cara do Cinema Brasileiro atual é o Selton Mello, filme francês que se preze não pode deixar de ter em seu elenco Gérard Depardieu, mesmo que em participação especial. E no longa Inimigo Público N. 1 (2008) o veterano ator, que por sinal está BEM acima do peso, interpreta Guido, um mafioso no estilo padrinho de O Poderoso Chefão (1972). Mas a trama se centraliza em Jacques Mesrine, famoso gangster francês. A obra que está em cartaz em circuito brasileiro é o primeiro de dois filmes do diretor Jean-François Richet sobre Mesrine. Esta primeira parte se ambienta na década de 60 e mostra como um homem comum de família de classe média se tornou o mais procurado pela polícia parisiense. O segundo filme se propõe a relatar na década de 70  o declínio na carreira criminosa. Não há previsão da estréia do segundo filme em circuito nacional. O papel central é interpretado por Vincent Cassel, que nesta sexta-feira também poderá ser visto em circuito no filme brasileiro À Deriva (2009). Inimigo Público N.1 não possui uma trama inovadora, pois não será este nem o primeiro muito menos o último filme a glamurizar a vida de criminosos. Mas vale pela cena inicial que usa diversas câmeras em diversos ângulos para abrir a história, com uma situação que mais parece final de filme.

Inimigo Público N. 1 Seja o 1º a comentar
Sangue, Espadas e Mais Sangue!

Nesta crítica, vou comentar sobre o melhor filme de ação que eu assisti, até hoje! Há pessoas que não gostam, descriminam e tem preconceitos a respeito deste filme, mas na verdade, elas não entenderam o que Tarantino quis expor neste sensacional filme, que homenageia samurais, cowboys e outros filme do próprio diretor. Com já é de praxe do diretor Quentin Tarantino, o filme possui uma narrativa não linear, que nos faz prestar mais atenção no mesmo. Outro ponto de destaque no filme são os efeitos usados nele, como usar cenas em preto e branco, em anime, aplicar tons de azul, dividir a tela em duas partes e cortar bruscamente a trilha sonora. Bem ao estilo Tarantino… Tudo em Kill Bill vol. 1 se encaixa perfeitamente, gerando este filme maravilhoso que se tornou um ícone para outros filmes de ação. Ninguém mais daria tão certo no papel da noiva, como Uma Thurman, alias, foi por este filme que me tornei fã da atriz. Bem, Kill Bill vol.1 é simplesmente fantástico. Quentin Tarantino e Uma Thurman estão de parabéns, por realizar este filme tão grandioso e magnífico!

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

Kill Bill vol. 1 1 Comentário
A Sombra de Voldemort

harry-potter-6-voceQuem não gostaria de voar por Londres e barbarizar? É a sensação que temos nas primeiras cenas do novo Harry Potter (Daniel Radcliffe). Faz gostar de cara. Outra coisa que gostei foi não se dar o trabalho de apresentar ninguém. Sexto filme, obrigação do telespectador conhecer a todos. O filme tem um tom bem mais obscuro que me remete ao bom Prisioneiro, sendo que nesse não tem nenhum plot twitt maravilhoso. J.K, segue o ritmo dos filmes, pois seus personagens amadurecer e ganham o corpo e idade de seus protagonistas, se sexualizando demais até. A linda Hermione (Emma Watson) ficou chupando dedo, nesse capítulo, logo, no momento que os marmanjos, não tem mais que sentir culpa, por achá-la atraente. Ron (Rupert Grint) continua ser o melhor personagem da série, mais identificável, por mais que a gente queria saber aonde vai levar a saga de Harry. O filme parece se coberto pela nuvem de Voldemort de tão obscuro, perdendo o estilo pop dos anteriores. Bom por um lado, ruim por outro. Creio que a falta de foco talvez tenha sido o pior para o filme, pois Drako Malfoy (Tom Felton) ia e vinha, e acabava não sendo tão importante como foi nas outras vezes na trama, logo agora, assumindo de vez sua faceta vilão, e o próprio ator parece que envelheceu uns 20 anos de um filme para outro. Serão os cabelos brancos? Gosto da Belatriz Lestrange (Helena Bonham Carter), ela é decidida na função de vilã, uma bruxa em sua excelência, bradando seus: ?I killed Sirius Black, hi, hi,hi!!!?, muito embora eu não aceite aquela morte até hoje. Eu não sou leitor do livro, mas já sabia de antemão do maior spoiler do filme, a morte do… O que salva? Os efeitos especiais muito mais bem resolvidos, cenas de vôo e magias, soam muito mais naturais. O que marca? A inabalável amizade de Harry, Ron e Hermione, sustentada pela paciência dos atores ainda continuarem suportando os altos e baixos da franquia.

Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/

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Um Palpite para o Oscar 2010

inimigos-publicos-a-blogueiraFilmes de gângster, como O Poderoso Chefão (1972), Era uma Vez na América (1984) e Os Bons Companheiros (1990), geralmente pedem um olhar clássico: câmera parada, fotografia impecável e muitos estereótipos a la Al Capone. Porém um diretor como Michael Mann, que já dirigiu O Informante (1999), Ali (2001), Colateral (2004) e Miami Vice (2006) e possui um jeito muito particular de contar histórias com a sua câmera, ousou fazer diferente neste tradicional gênero no longa Inimigos Públicos (2009), forte candidato a diversas categorias ao Oscar na próxima cerimônia, incluindo melhor filme. Os poucos planos abertos são muito eficientes e até tradicionais de mais, mas é nos planos fechados, com câmeras muito focadas nas faces de seus personagens que Mann se revela e desdobra sua trama. Em alguns momentos as cenas podem até tremer de mais ou parecerem de certa forma caseiras, só que é tudo parte deste estilo do cineasta e cabe aceitar isto junto com a pipoca e o refrigerante. Outro bom motivo para ver este filme é o elenco recheado de ótimos e competentes atores. Christian Bale, sem a máscara de Cavaleiros das Trevas (2008), continua tentando fazer justiça representando o investigador caçador de gangsters. Marion Cotillard, que por baixo de quilos de maquiagem faturou o Oscar de melhor atriz por Piaf – Um Hino ao Amor (2007), está agora mostrando seu verdadeiro rosto ficando muito a vontade como a mocinha que forma par com o gangster número 1 do longa. E quem é este gangster? Nada mais, nada menos que Johnny Depp num dos pouquíssimos papéis em sua carreira em que o veremos sem maquiagem, sem trejeitos, sem over-action, fazendo um ser humano perto do que seria o normal! Será a primeira estatueta dourada para Depp? É aguardar o anúncio da academia e a cerimônia no próximo ano.

Inimigos Públicos 6 Comentários
A Mistura do Fracasso!

Confesso que não estava muito enpolgado para assistir a este filme, mas, decidi encarar. Eu já imaginava que o filme não seria lá grande coisa, mas também não esperava que iria assistir a um filme tão ruim! Ruim, a ponto de quase desisitir de assisti-lo!É até difícil de começar a comentar sobre \”Outlander\”, começar a comentar o tamanho farcasso. Bem, conseguimos perceber claramente que o diretor deste filme, cujo nome não sei, e nem quero saber, assistiu \”Matrix\”, \”O Pactos dos Lobos\”, a franquia \”Alien\”, a franquia \”Predador\”, e até \”A Vila\”, pois o filme copia pedaços, idéias e até sequencias destes filmes! Então, \”Outlander\” nada mais é do que uma copiação barata de inúmeros filmes, que marcaram o cinema! Meu Deus! É lastimável! Nada neste filme dá certo, nada! Os atores… bem, bonecos de massinha interpretariam melhor do que eles. O roteiro… mal conduzido e arrastado. A parte técnica… ruim, só é digno de destaque os efeitos especiais, que não são grande coisa, mas no filme todo, é a única coisa que presta! Enfim, filme horrível, chato, enjoado, insuportável… Aff, faltam palavras para descrever tamanha droga, que é \”Outlander\”!

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

Outlander 1 Comentário
Era para ser “filme-pipoca” do início ao fim! Infelizmente, não foi!

Por que será que toda a produção cinematográfica protagonizada por Jhonny Depp, cujo tema central seja: organizações criminosas, tem que ser tão alicerçada em inúmeros clichês do gênero Pensava eu enquanto assistia a Inimigos Públicos, sentado na terceira fileira da sala de cinema, recordando-me diretamente do fraco Profissão de Risco, que mais parecia um plágio do excelente Os Bons Companheiros e que contava com Depp encabeçando o elenco principal.

Coincidência ou não, à primeira vista Inimigos Públicos deu a entender que seria mais um filme do gênero gangster com Depp no elenco (ainda não assisti a Donnie Brasco para poder concretizar analogias por aqui) e recheado de situações para lá de clichês, bem como o longa Profissão de Risco, mencionado há pouco. Explico.

Quando a produção tem o seu início, nos vemos em uma prisão. Em seguida, o protagonista surge em cena e pouco mais para frente profere aquele que eu gostaria de marcar como sendo o grande diálogo do filme: Meus amigos me chamam de Jhon, mas um filho da p*** como você, é melhor me chamar de Sr. Dillinger. Trata-se de uma frase clichê Obviamente sim, mas Jhonny Depp consegue a proferir de um modo que não soe arrogante, como certamente soaria na pele de um ator menos talentoso, e isso faz com que o diálogo assuma um ar mais jocoso e não necessariamente ameaçador, o que acabaria nos remetendo à fala típica de um filme qualquer que já tenha sido reprisado uma quinze vezes no Domingo Maior.

Todavia, nem mesmo o talento ímpar do eterno Jack Sparrow acaba salvando a primeira hora de filme que, ao invés de explorar os seus protagonistas de maneira decente, se propõe a seguir mais um formato parecido com o supracitado Os Bons Companheiros, o ótimo O Gângster, o fenomenal Acossado e até mesmo o superestimado, embora interessante, Fogo Contra Fogo, o que acaba caracterizando um certo auto-plágio, uma vez que a produção enraizada por Al Pacino e Robert DeNiro era comandada pelo mesmo Michael Mann que assina como diretor em Inimigos Públicos.

Por que estou afirmando isso? Simples, porque ora o filme aborda a vida boêmia de Dillinger (o que nos remete à lembrança do filme Scorsesiano), ora aborda o relacionamento amoroso entre ele, um bandido cafajeste e apaixonado, e sua namorada, Billie Frechette, uma moça de certos princípios (o que também nos remete um pouco à lembrança de Os Bons Companheiros e, principalmente, Acossado) e ora pende para o eterno drama policial gato-e-rato (no que nos faz lembrar dos já mencionados O Gângster e Fogo Contra Fogo). O que há de errado nisso? Nada, ou melhor, não haveria nada de errado caso o roteiro se decidisse definitivamente qual caminho apetece traçar, e não é bem isso o que acaba acontecendo aqui.

Mas o filme se desenvolve e passa a ganhar um ar mais maduro. Adquire uma personalidade própria. Jhonny Depp vai se tornando cada vez mais Jhonny Depp. Michael Mann vai se tornando cada vez mais Michael Mann. O primeiro cria um personagem quase marcante, que só não se torna memorável ao extremo em face do primeiro ato insosso (e isso é culpa integral do roteiro, já que o astro hollywoodiano encarna o seu papel magistralmente bem, até mesmo durante a metade inicial do filme). Mann, por sua vez, vai abandonando aos poucos a direção excessivamente handcam à lá Jean-Luc Godard que havia adotado no início da produção e passa a realizar um trabalho com câmeras que tem muito mais a sua cara. Vide a maneira dinâmica e eficiente a qual ele adota para filmar o tenso tiroteio em meio ao bosque, ocorrido entre a metade e o início do terceiro ato, para se ter uma idéia da maestria de seu trabalho.

E embora a supracitada sequência não tenha o mesmo peso que aquela ocorrida em Fogo Contra Fogo (sim. Aquela mesma. Aquele tiroteio ininterrupto em meio ao trânsito que tem, em média, os seus dez minutos de extensão), mostra-se tensa o bastante para nos fazer arregalar os olhos durante toda a sua execução.

O filme ganha muito ritmo a partir de então. Incrível notarmos como uma única cena pode injetar um ritmo gradativamente diferente a uma produção cinematográfica. O longa pálido, insosso e sem personalidade de outrora toma vergonha na cara e ganha muito mais força, muito mais vigor, muito mais dinamicidade e muito mais adrenalina.

É aí que Mann passa a se dar conta de que o que tem em mãos é um simples filme gângster exageradamente comercial. Custava ter se dado conta disso desde o início da projeção? Caso Mann o tivesse feito, Inimigos Públicos teria nos brindado com uma metade inicial bastante parecida com a sua metade final e, consequentemente, a experiência teria se revelado muito mais satisfatória como um todo.

Destaque para a recriação da época (década de 1.930, no caso), que é feita desde a direção de Arte que espalha cartazes publicitários típicos daquele período por todo o cenário, até mesmo ao simples, mas bem bolado, fato de nos vermos capazes de assistir a alguns segundos de Looney Toones (em preto-e-branco, diga-se) dentro de uma sala de cinema (já que, na ocasião, as pessoas menos favorecidas, financeiramente falando, não tinham acesso à televisão).

Avaliação Final: 7,3 na escala de 10,0.

Publicado por: Daniel Esteves de Barros -- www.cinephylum.com.br

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Promessas Pagas, Prêmios Recebidos

o-pagador-de-promessas-a-blogueiraExiste uma lenda no Cinema Nacional que relata que no ano de 1962 durante o festival de Cannes na França o diretor brasileiro Anselmo Duarte levou consigo um pó preparado por um pai-de-santo do terreiro que frequentava. Assim que os juízes passaram por ele, ele lançou o pó nas costas destes e com isso a Palma de Ouro para O Pagador de Promessas (1962) estaria garantida… e foi o que então ocorreu! Desta forma, devemos afirmar que o reconhecimento de um importante festival cinematográfico para com uma das mais belas obras brasileiras se deve à fé ao Candomblé? Podemos dizer que sim. Não ao ato supersticioso e lendário de Duarte em si, mas pela iniciativa de durante uma época tão preconceituosa e cheia de hipocrisia, nosso país ser premiado por um longa que mostra o quanto é bela e intrínseca na cultura brasileira o sincretismo religioso entre o catolicismo e as religiões trazidas pelos escravos africanos. A forma como a história de Zé do Burro (Leonard Villar no seu papel mais marcante) é narrada pode parecer muito comum. Usando a simbologia da Paixão de Cristo, mostra este beato atravessando o sertão com uma cruz nas costas rumo à paróquia de Santa Bárbara, para cumprir uma promessa feita à santa para manter seu burro e maior amigo vivo. Porém ele é barrado pelo pároco por um pequeno detalhe: a promessa fora feita em um terreiro de Candomblé. E é este pequeno detalhe que dá tempero a toda a trama recheada de intolerância religiosa e também de ações políticas, pois o personagem principal além de ser acusado de herege é taxado de comunista por incitar a reforma agrária ao doar parte de suas terras aos pobres, ação que estava embutida na promessa para manter o burro vivo. Com uma trama com tantas simbologias e com uma mensagem politizada e anti-preconceito, é impossível não se render a ela. Mesmo sendo um jurado de festival de Cinema. É… penso que o tal pó de Duarte pode até ter dado uma forcinha. Mas competência cinematográfico é um dom inegável neste longa.

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Penetrando nas Lembranças do Mal

harrypotterandthehalfbloodprince-a-blogueiraHarry Potter e o Enigma do Príncipe (2009). Vamos ao filme e nada mais que o filme, por mais que há algum tempo atrás eu tenha lido as páginas desta belíssima obra composta pela britânica J.K. Rowling, provavelmente a mulher mais poderosa e rica de toda literatura universal. De todos os longas da franquia, Harry Potter e a Ordem da Fênix (2007) havia sido o mais congruente ao apresentar um visual mais pesado e dramático à saga potteriana. Seguindo nesta trilha mágica de acertos, o diretor David Yates continuou sua excelência no novo longa. As cenas de ação te pegam pela mão e te puxam para dentro da tela, como se gritasse que aquilo diz respeito a nós, meros trouxas do mundo real. Vale destacar a cena inicial dos Comensais da Morte em seu vôo mortífero por Londres e Dumbledore em momento Moisés dominando o fogo mais ao final do filme. Outro profissional magistralmente envolvido foi o diretor de fotografia Bruno Delbonnel, que possui no currículo duas indicações ao Oscar por O Fabuloso Destino de Amelie Poulin (2001) e Eterno Amor (2004), além de ter cuidado do psicodélico visual de Across the Universe (2007). Dos atores vale repetir que Alan Rickman nasceu para ser o severo Snape e o oscarizado por Iris (2001) Jim Broadbent deu o tom certo para o Professor Horácio. Do trio principal, todos evoluíram muito bem, tanto Rupert Grint esbanjando uma grande veia cômica em Rony, quanto Emma Watson e Daniel Radclifee encontrando o tom dramático em Hermione e Harry.  Fico feliz e tranqüila de saber que teremos mais dois filmes para o derradeiro Relíquias da Morte, pois há muitos detalhes importantes que não podem deixar de serem transpassados para a tela grande. E mais tranqüilo ainda de que está tudo nas mãos de Yates. Ou de sua varinha com escamas de dragão e penas de fênix, típica dos grandes diretores do mundo dos bruxos.

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