Quem vê o britânico Sacha Baron Cohen soltando piadas preconceituosas, inclusive com judeus, ao encarnar seus alter-egos Ali G, Borat e Brüno não imagina que este é judeu de família tradicional com uma formação acadêmica de História em Cambridge, que incluí uma tese sobre o envolvimento de judeus na Guerra Civil Norte-Americana. Tanta cultura resultou em um ator e comediante especializado em conseguir arrancar as situações mais espontâneas e bizarras de famosos, sub-celebridades ou pop-stars, seja usando a escatologia ou o humor negro. Em 2006 Sacha se tornou conhecido mundialmente e no Brasil através do longa Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América (2006), cujo roteiro chegou a concorrer ao Oscar e ao Globo de Ouro. Mas, como diria seu novo personagem, “Borat foi tão 2006”’ e agora é Brüno (2009) que desopilará o nosso fígado com as infâmias do mundo vazio e superficial de quem busca fama a qualquer custo. Qualquer MESMO! Seja ironizando os famosos que adotam bebês africanos ou cantam canções ao estilo We Are the World pela paz mundial, a crítica pesada e bem humorada está ali. Mas o grande mérito de Brüno é mostrar de forma escancarada como a sociedade machista e homofóbica ainda trata a homossexualidade como anomalia e doença, vide os pastores especialistas em “converter” gays para o heterossexualismo ou os machões que agem de forma enormemente ríspida quando recebem uma cantada de outro homem. Só mesmo o humor para nos fazer voltar os olhos para os maus da intolerância que ainda atacam o seio da humanidade. E que venham mais Borats e Brünos para me fazer pensar em coisas sérias, mas também para me fazer rir com consolos de punhos de borracha ou pênis falante.
“Com um roteiro muito mais coerente e encadeado que Borat, Brüno é uma eletrizante e hilariante crítica à intolerância. Piadas ácidas cobertas de purpurina.” -- Heitor Augusto / Yahoo! Brasil Cinema
“Uma escancarada e histérica crítica à ‘profissão de famoso’, esse interesse quase doentio pelas vidas de figuras públicas, e o que algumas pessoas fazem para obtê-lo.” – Érico Borgo / Omelete
“Hilário. Cômico. Engraçado. Crítico.” – Vinícius Silva / Correio
“Artificial e cruel quando deveria ser espontâneo e instigante.” – Pablo Villaça / Cinema em Cena
Um dos filmes mais badalados do ano passado foi Gomorra (2008) baseado no livro do jornalista siciliano Roberto Saviano. Longe de desmerecer o trabalho do diretor Matteo Garrone, o livro é de longe bem mais interessante principalmente por revelar uma verdade nua e crua da máfia italiana: se você pensa que o que vê nos filmes é inspirado no que acontece nos gangsters de verdade, está muito enganado. Pelo contrário, tudo aquilo que este gênero de filme mostra, como que acometidos por um grande senso de modismo, os criminosos passam a imitar. Alguns exemplos são bem interessantes, como os casos em que o grande culpado de inspiração foi o cineasta Quentin Tarantino. A maioria das guarda-costas de chefonas passaram a se vestir de amarelo queimado e pintar o cabelo de loiro depois que A Noiva interpretada por Uma Thurman em Kill Bill – vol 1 (2003) o fez. Um médico legista reclama das autópsias que precisa fazer, pois após o lançamento de Pulp Fiction (1994) os executores, ao atirar com a arma “de lado”, imitando Vincent (John Travolta) e Jules (Samuel L. Jackson) estavam mais dilacerando os corpos do que sendo letais. Mas o grande exemplo certamente foi o dado por O Poderoso Chefão (1972), o pai – ou seria padrinho?!- de todos os filmes de máfia. Mario Puzo ao criar o livro, e depois o roteiro, inventou o termo Padrinho para designar o chefe dos chefes no alto escalão dos sindicatos de mafiosos. O título original é inclusive Godfather, padrinho em inglês. Mas este termo é totalmente ficcional, nunca nenhuma máfia italiana o utilizou. Porém, depois do estrondoso sucesso da obra-prima de Francis Ford Coppola os criminosos sicilianos aderiram ao termo em um grande exemplo de vida imitando arte. E dentro da História do Cinema O Poderoso Chefão soube transpassar como nenhum outro a imposição de classificação em apenas um gênero, pois se for assim, ele é um filme que mistura praticamente tudo: drama, comédia, romance, suspense, policial… de uma forma unicamente bem cuidada. E finalizo deixando registrado o grande assombro do filme, claro, o próprio padrinho Don Corleone encarnado espiritualmente por Marlon Brando. Para quem possui qualquer pretensão nas artes dramáticas, este verdadeiro mito soube como ninguém aplicar o mais que conhecido Método de Stanislavski. E muito além disso, possui um dom de encarnar o outro mais do que simplesmente divino!
“Violento e realista, é um perfeito retrato de como a máfia podia ser boa e cruel ao mesmo tempo.”- Rodrigo Cunha / CinePlayers
“Todos os filmes sobre máfia resgatam maneirismos dessa trilogia inesquecível, uma verdadeira ópera estilizada, com todos os ingredientes que uma tragédia moderna poderia exigir.” Rodrigo Carreiro / CineReporter
“Um dos ápices do cinema narrativo, uma das obras-primas do cinema tout court, e um daqueles filmes sempre citados quando se quer dizer que a oposição entre arte e indústria é artificial.” Luiz Zanin / Estadão
“Com uma direção corajosa, firme, atuações monstruosas e um roteiro incrívelmente adaptado, O Poderoso Chefão é um filmaço que merece cada Oscar, prêmio e cada elogios e aplausos recebidos.” Renato Tavares / Cinema Num Clique
Após nos brindar com clássicos como: Laranja Mecânica, Taxi Driver, Apocalypse Now, Chinatown, Um Estranho no Ninho, Touro Indomável, O Iluminado, Operação França, Noivo Neurótico Noiva Nervosa, A Conversação, Monty Python: Em Busca do Cálice Sagrado, Rocky um Lutador, Star Wars: Uma Nova Esperança, Tubarão, Rede de Intrigas, Loucuras de Verão, O Franco-Atirador, Contatos Imediatos do Terceiro Grau, O Exorcista, Harold & Maude e O Homem Que Queria Ser Rei, não nos resta dúvida alguma de que a década de 70 foi a mais importante para a história do cinema. Entretanto, nenhum filme marcou mais os anos 70 do que as duas primeiras partes da trilogia ?O Poderoso Chefão?, sobretudo a primeira parte que é ainda mais excelente do que a segunda. Mas o que faz de ?O Poderoso Chefão? uma película tão marcante para a história do cinema? Seria a mágica atuação de Marlon Brando como Don Vito Corleone (eleita a melhor atuação masculina da história do cinema)? Seria a direção extremamente detalhista de Francis Ford Coppola (eleita uma das dez melhores direções da história do cinema)? Seria o complexo roteiro de Mario Puzo (eleito o segundo melhor roteiro da história do cinema) que nos apresenta à história de um homem cuja ambição e sede por poder vai destruindo completamente a sua família e tornando a vida deste cada vez mais triste e solitária? Ou seria então a belíssima trilha-sonora composta por Nino Rota (eleita a melhor trilha-sonora da história do cinema)? Particularmente, creio que a obra-prima do soberbo diretor Francis Ford Coppola seja a união de tudo isto e muito mais. Digo isto, pois para mim ?O Poderoso Chefão? é muito mais do que uma excelente obra cinematográfica, é a reunião de inúmeras cenas inesquecíveis que são projetadas na tela ao longo de aproximadamente 180 minutos. Entre tais cenas, as mais inesquecíveis são: o casamento de Connie, a cabeça de cavalo, o tiroteio no restaurante, o tiroteio na auto-estrada e aquela que pode ser considerada a mais bela cena da história do cinema: o romance de Michael e Apolônia.
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Mesmo não sendo uma obra tão inesquecível e cativante quanto a primeira, esta segunda parte da trilogia ? ?O Poderoso Chefão? possui uma história infinitamente mais complexa, madura e bem desenvolvida que a do primeiro filme. Em primeiro plano temos a continuação da saga de ?Michael Corleone? que, após escapar ileso de um atentado planejado contra ele por um de seus inimigos, decide investigar quem seria o suposto mandante do homicídio. Apesar de não conter seqüências de ação, a estória ?prende? o espectador pela maneira como vai sendo desenvolvida com o desenrolar do filme e pelo clima de mistério que esta confere ao mesmo (durante várias vezes flagrei-me perguntando: ?Quem almeja matar quem e por qual motivo??). Outro ponto forte desta estória é o fato dela retratar (ainda que seja apenas de soslaio) a Revolução Cubana que colocou Fidel Castro no poder. Em segundo plano temos a saga de ?Vito Andolini? que, após ter os pais e o único irmão assassinados, foge de sua terra natal (?Corleone?) e ruma para ?Nova York?, onde tem o nome alterado para ?Vito Corleone?. Passam-se vários anos e ?Vito? entra em conflito com ?Don Fanucci? (um mafioso cruel que extorquia dinheiro dos comerciantes italianos residentes em ?Nova York?). O rapaz decide então eliminar o seu desafeto e, após isso, se reúne a alguns amigos dando inicio à sua vida no submundo do crime. A estória de ?Vito? pode não ser tão complexa quanto a de ?Michael?, mas ainda assim ela é bem desenvolvida, conferindo um forte clima italiano e uma dose extra de beleza e magia ao filme (assim como acontece com o seu antecessor). Outro grande destaque do longa é a montagem deste que alterna magistralmente entre a história do ?passado? e a do ?presente? fazendo com que ambas não fiquem cansativas e/ou confusas em momento algum. As atuações estão todas ótimas (?Al Pacino? está extremamente inexpressivo, mas devemos levar em conta que o seu personagem é um homem sério e sisudo e isso faz com que o ator necessite realizar uma atuação inexpressiva, apesar de ele mudar o tom de voz perfeitamente sempre que necessário).
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Lamentável, tristemente lamentável ver um filme dotado de tantas características a seu favor ser tão subestimado por público e crítica especializada. É fato que esta despedida da trilogia ? ?O Poderoso Chefão? não alcança o mesmo ?glamour? que o seu episódio original (duvido muito que algum filme venha a realizar tal feito algum dia) e a mesma complexidade de seu episódio intermediário, mas não tem como negar que o mesmo encerra a saga da família mais famosa da história do Cinema com chave de ouro, ou melhor, chave de diamante. Só não digo que o diamante fôra perfeitamente lapidado em virtude à pavorosa atuação (se é que posso chamar de atuação) de ?Sofia Coppola? que, merecidamente, ?faturou? o ?Framboesa de Ouro? de Pior Atriz do respectivo ano. Entretanto, tal atuação não passa de uma pequena e insignificante falha em um longa tão fantástico quanto este. A atuação da filha de ?Francis Ford Coppola? se torna um semi-invisível risco de três milímetros perto do brilho que este precioso diamante cinematográfico emana. Mas o que torna este encerramento de trilogia algo tão fantástico assim? Simples, a junção das qualidades do primeiro filme com as qualidades do segundo. Mesmo não sendo tão mágico e complexo quanto o primeiro e o segundo episódio respectivamente o são, esta terceira parte consegue, principalmente através de ?flashbacks?, resgatar toda a magia do primeiro filme da série (só para constar, viagens à Sicília e personagens como ?Don Tomasino? e o guarda-costas ?Carlo? estão de volta em um clima quase que de ?revival?) e toda a complexidade da segunda parte (o roteiro é extremamente profundo e além de explorar toda a agonia e angústia do velho desiludido ?Michael Corleone? conta com uma estória que abrange as mais diversas polêmicas envolvendo o Vaticano no fim dos anos 70?, retratando desde as suspeitas vendas de empresas fortemente ligadas ao mesmo, até a eleição do ?Papa João Paulo I? e o suposto assassinato do ?Sumo Pontífice?). Quer que eu diga outro motivo para se assistir a ?O Poderoso Chefão ? Parte 3?? ?Al Pacino? realiza aqui sua melhor atuação.
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Tem tarefas que são tão fáceis de realizar que você fica impressionado que ainda consigam errar. Você filmar um filme inspirado em um videogame de luta é difícil, pois por mais que os personagens carreguem lá sua sinopse, não há alma, não há personalidade ali, o realizador tem que realmente ter imaginação, e em certos casos aliviar com a brutalidade do jogo para transpor de uma maneira mais palatável para o cinema, caso de Mortal Kombat. Filmar um quadrinho é difícil, pois muito embora certos já tenham até suas versões animadas, vai ser na essência da HQ que o realizador vai basear seu roteiro, e certos fatos muito importantes que levaram anos para ocorrer nos quadrinhos, vão ter que aparecer no primeiro filme da adaptação para o cinema para torná-la mais interessante, caso do Homem Aranha. Agora, um desenho animado cara, é praticamente algo mastigado para o realizador, veja nosso caro Michael Bay, que transpõe o que interessa para a tela com o seu Transformers. Ele erra a mão? Ô, se erra!! Mas perto de Stephen Sommers, Bay parece um gênio. Eu tenho recordações muito vagas do desenho animado, mas me lembro que a coisa mais interessante do desenho era aquele fogo cruzado das metralhadoras disparando lasers azuis (G.I.Joe) e vermelhos (COBRA), ou seja, a troca de disparos era o ápice do desenho, assim como é um Transformers ver um robô virando um carro e vice versa. Não é que no filme, não tem uma cena que se preze nesse quesito. Na primeira cena de fogo cruzado que vemos no filme temos por parte dos Cobra, soldados invulneráveis com suas armas de canhões de som, creio. E desfilando entre eles com seu corpão muito bem emoldurado por um colante aquela que tinha uma importância que até então eu ignorava, A Baronesa. Porque intitular de Rise of Cobra ou a Origem de Cobra em bom português, se a grande presença do filme é a atriz Sienna Miller na pele da Baronesa. Aliais muuuuitoooo prazer em conhece-la. Se tem um acerto que Sommers pode rivalizar com Bay é destacar essa atriz que já entrou disparado no rol das grandes musas de Hollywood. Ela vale o dobro do ingresso por assim dizer. Mas, se a produção tivesse um teor mais adulto, com cenas impróprias para menores, vide Coruja e Laurie em Watchmen, até que você, entenderia o porque de tanto destaque, mas não, foi apenas para ter uma ligação romantica piegas com o soldado Duke (Channing Tatum), que perde o brilho de protagonista face a simpatia de Ripcord (Marlon Wayans), que flerta muito bem com a belissima ruiva Scarllet (Rachel Nichols), cujo o nome da personagem completo, pasmem, é Shana Scarlett O?Hara, é mole? Pois, bem o único rosto conhecido, é do Sr.Dennis Quaid na pele do General Hawk, que aqui faz as vezes de bom burocrata, não participando tão ativamente das cenas de ação, tendo em vista que seu personagem sofre um ataque bem violento no primeiro contato com os Cobras, o que lhe manda para uma cadeira de rodas (Será referencia ao Prof.Xavier???). Pois, bem, a Baronesa pode tudo né, ela é a ex do mocinho, casada com um figurão o Barão de Cobray(???)(Grégori Fitoussi), por isso o título de Baronesa, nutre a paixão de seu Sansai Storm Shadow (Byung-hun Lee), nutre a paixão do Destro (Christopher Eccleston), ou seja, todo mundo apaixonado pela mulher, só faltou o seu irmão Rex (Joseph Gordon-Levitt), nutrir um sentimento incestuoso por ela, algo que em certo ponto do filme achei que iria rolar. Será que o Snake Eyes (Ray Park), também é apaixonado por ela? Ah, isso não saberemos porque por algum motivo que ninguém sabe ele não fala. Um festival de parentescos sem sentido, um festival de alistamentos sem sentido, o Doutor Cobra se entitula comandante ao seu bel prazer, viradas de casaca sem sentido, efeitos especiais meia boca, salvo as cenas realizadas em Paris, ponto alto das cenas de ação do filme, mas um roteiro fracote com figurinos que não me remetem em nada os trajes maneiros dos Cobra, ou seja, G.I. Joe diferente de Transformers, não passa para a nova geração o que nós na faixa dos 30 anos viamos naquele desenho animado. E vai ter continuação, lamentem. Quem sabe no próximo eles acertem ou errem menos. Ah, já ia me esquecendo, de falar do Arnold Vosloo que faz o Zartan, que no desenho era bem parecido com o Ozzy, teve a sua vaga garantia no filme por Sommers ter dirigido a Múmia. De certo esse vai ganhar algum prêmio especial do Mtv Movie Awards de melhor cena de assobio.
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Quando nos propomos a assistir uma obra cinematográfica nós fazemos a nossa parte: sentamos na cadeira do cinema ou no sofá da sala e prestamos atenção no que esta sendo apresentado. Em contrapartida, o filme precisa fazer a parte dele: nos convencer, cativar ou comprar (não no sentido capitalista) para que a relação seja no mínimo justa e interessante. E falando de forma passional, não sei se foi a semana estressante, mas hoje fui ao cinema para puramente relaxar a mente. Até tinha comprado ingresso para ver À Deriva (2009) do brasileiro Heitor Dhalia. Porém minha mente insistia em afirmar que hoje não era o dia certo para vê-lo. Foi quando me deparei com o cartaz de A Vida Secreta das Abelhas (2008) e certa de que o elenco norte-america me faria ver um filme de roteiro “fácil de entender”, tipicamente hollywoodiano, foi o que me fez trocar o ingresso. Que bom que eu estava enganada, pois logo na primeira cena vemos a pequena protagonista aos 4 anos atirando e matando a própria mãe. Nada leve, não? Sendo assim, vemos o desenrolar do drama da adolescente Lily (Dakota Fanning enfim madura) fugindo com sua tutora Rosaleen (Jennifer Hudson justificando o Oscar de atriz co-adjuvante) em busca das origens de sua mãe, já que seu pai (Paul Bettany sempre competente) apenas sabe repreende-la e castigá-la. O destino a faz encontrar 3 irmãs com nomes de meses que possuem um apiário: August (Queen Latifah cativante), May (Sophie Okonedo uma revelação) e June (Alicia Keys tentando bancar a durona). O resto da trama não cabe revelar, só cabe acrescentar o contexto histórico do filme: A recém aprovação dos direitos igualitários entre negros e brancos, algo que soa tão paradoxal na Era-Obama. Portanto me senti muito plena ao ver esta obra tão bem cuidada pela diretora Gina Prince-Bythewood, um verdadeiro mel roxo.
Em qualquer país, cidade ou lugar do mundo se ouve a mesma coisa e todos concordam: “E O Vento Levou…” é um clássico que se eternizou para sempre. Após 70 anos este filme ainda é considerado por muitos, o melhor filme que existiu! Na minha opinião, não é o melhor filme que existe ou assisti, mas é o melhor filme do gênero romance que vi até hoje! Me impressionei, são quase 4 horas de duração(mais especificamente 233 minutos), mas passam como se fossem umas 3 horas de filme. Um clássico do gênero com cenas imortais e atores que se consagraram por um papel no mesmo. O filme, na época, era inovador, tanto em seu lado técnico, como no resto do filme. O filme da muito certo e vale a pena, principalmente para cinéfilos, como eu, e amantes do gênero romance. “E O Vento Levou…” foi e é até hoje fonte de inspiração para vários filmes, que tentam imitar cenas marcantes do mesmo, como o reencontro, depois da guerra, entre a irmã de Scarlet O’Hara com o marido da mesma, ou quando Scarlet decide revolucionar sua vida, no campo de sua fazenda, ou até mesmo o clássico beijo romântico entre Scarlet e o galã(que não me recordo o nome). Outro ponto interessante, é a fotografia e a direção de arte, que conseguem criar um ótimo cenário de guerra e logo uma paisagem devastada, contradizendo a outra paisagem antes da guerra, antes da guerra o filme focava muito as paisagens do local e várias cenas eram externas, depois da guerra o filme ficou mais escuro, morto, sem belas paisagens, tudo devastado. Maravilhoso! Mais um clássico que para mim, é superior a “Ben-Hur”, “Lawrence da Arábia” e muitos outros clássicos do cinema, que são bons, mas são inferiores a esta obra prima!
Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com






















