Um casal que durante toda a história não dizem seus nomes. Mas pra que um nome com uma história dessas? Dividido em capítulos o filme se mostra tenso desde o começo, com a cena do filho do casal caindo da janela. Enquanto isso o casal aparece em uma cena de sexo explícito em câmera lenta. Depois disso a mulher fica depressiva, e o marido tenta recuperá-la. Descobre que ela tem medo de voltar para uma floresta, na qual foi escrever um livro. Dentro da floresta eles ficam em uma cabana, que a cada momento ele entende oque aconteceu para sua mulher ficar daquele jeito. A fotgrafia do filme é um espetáculo. Esse é um filme que me deixou muito surpreso, nada previsível, com imagens fortes, um nojo necessário para causar o impacto perfeito no espectador. Uma das maiores surpresas que tive esse ano.
Publicado por: Fabiano Kaczorowsky Junior
Certo dia meu pai me trouxe um filme para eu ver, quando eu tinha uns 8 anos. Vi aquela capa que na época não me chamava atenção, aliás, filmes de drama nem me interessavam! Mas um dia quando não estava fazendo nada, fui ver o filme, esse filme era Forrest Gump. No final do longa, eu não acreditei no que eu tinha vista, era sim uma verdadeira obra de arte. Que fotografia belíssima que é a do filme, mostrando diversos cenários da historia americana. Realmente, Robert Zemeckis é um gênio, conseguindo mesclar a comédia, a ação, o drama, e tudo em apenas um filme, criando um clima extremamente agradável! Não podemos tirar os creditos do roteiro também, que é impecável. E se você acha que acabou por aí está enganado, pois uma das melhores coisas do filme é a maravilhosa atuação de Tom Hanks, e sim, esse é sua melhor atuação e seu melhor filme. Forrest Gump é imperdível… Se tornou meu filme preferido, e foi quem me fez virar fã de Cinema, do Tom Hanks e de Robert Zemeckis.
Run, Forrest, Run!
Publicado por: Júlio Pereira
Em algum momento o escritor Paulo Coelho transitou em nossas vidas, fosse para admirarmos suas obras de auto-ajuda que conseguem ser bem vendidas nos quatro cantos do mundo, ou achincalhar o fato de, apesar da escrita mediana, o autor compõe a Academia Brasileira de Letras, mas especificamente a cadeira de número 21. Minha fase Paulo Coelho ocorreu nos meados da adolescência quando li Veronika Decide Morrer e O Dêmonio e a Senhorita Prym. Deste último, pouco lembro a trama. Veronika, ao contrário, foi mais marcante, especialmente pelo fato de que o livro, que pertencia a um amigo, rodou pelas mãos de quase todos da turma. O boca-a-boca foi tão grande que todos queriam ler sobre a suicida. Não sei qual seria a minha reação ao ler o livro hoje, mais de 10 anos depois da primeira leitura. Porém, confesso que me enchi de curiosidade logo nos primeiros trailers do filme Veronika Decide Morrer (2009) da diretora britânica Emily Young, primeira adaptação de uma obra de Paulo Coelho para a tela grande . O filme possui alguns rostos familiares no elenco, como David Thewlis que interpreta o psiquiatra do sanatório em que a personagem central é internada. David ficou conhecido por interpretar o personagem de Remo Lupin nos longas de Harry Potter e, por conta disto, foi difícil enxergá-lo em outro papel. Outra interpretação de destaque foi a de Melissa Leo, uma atriz de grande competência que só ficou conhecida do grande público este ano ao ser indicada ao Oscar por Rio Congelado (2008). E quanto a protagonista Veronika? Inicialmente quem ficaria com o papel seria Kate Bosworth, a Louis Lane de Superman – O Retorno (2006). Por motivos obscuros ela desistiu da empreitada e Sarah Michelle Gellar, a eterna caça-vampiros Buffy, assumiu o papel, uma escolha aparentemente mais acertada. Sarah com 32 anos está longe de ainda querer interpretar “menininhas”e por isso mesmo é claro o esforço dela em querer encarar um papel mais forte e polêmico. E, apesar de não se deixar aprofundar pela trama em alguns momentos, Sarah me surpreendeu ao passar de forma competente pela cena mais difícil do filme. Não, não é a do suicídio inicial e sim quando ela toca piano e se masturba para um esquizofrênico. Tudo bem que os ângulos de câmera conseguiram esconder boa parte da eroticidade exigida, mesmo assim a atriz saiu aparentemente ilesa do constrangimento. Em resumo,o longa Veronika Decide Morrer acaba sendo “lugar-comum”, não pela mensagem obviamente otimista no final, mas por conseguir nos tocar e levar as lágrimas mesmo em nossa superficialidade.
“De uma forma geral, tem-se um filme com elenco mediano e a direção de Emily Young parece que transcorreu com tranquilidade.”
Cássia Ferreira – Pipoca Blog
“Um passatempo válido, que além de entretenimento pode servir para pequenas e rápidas reflexões sobre a sociedade e os seres humanos.”
Emilio Franco Jr. – CinePlayers
“Nada se aprofunda, ninguém tem nuances, as contradições expostas são limadas em troca de uma mensagem de auto-ajuda que precisa ficar explícita para ser eficaz.”
Luiz Zanin – Estadão
A graça dos Normais, Rui (Luis Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres), é eles não se adaptarem à situações que são as mais “normais”: Falta de público entusiasmado em videoquê, um relacionamento longo sem sexo, fio terra, fumar um cachimbo da paz evitando paranóia… Coisas que se tornaram mais do que normais. Vani, a mulher mais gostosa do mundo, isso digo eu, resolve que para aquecer sua relação, ela e Rui precisam de um ménage a troi, e esta sugere, uma mulher para tal. É engraçado pensar que ela sendo tão mais esperta do que ele, pense em algo que vai ser mais do agrado dele, do que dela, afinal ela terá que encher a cara para encarar uma… Desastrados e engraçados ao máximo na sua tarefa de encontrar uma parceira disponível para tanto. Mas, os Normais 2 tem alguma mensagem para os casais? Para que procurar outra pessoa, se a que está ao seu lado, está de bom tamanho? Ou melhor rir é ainda o melhor remédio.
Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/
De Junho de 2001 a Outubro de 2003 a mini-série Os Normais foi um marco na TV Brasileira pós-anos 2000 com tiradas sacadas e desbocadas do casal ficcional Rui (Luis Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres). Não há casal na vida real que não se identifique com todos os percalços no relacionamento deles com a maneira tão peculiar e desbocada que eles tratam de sexo, dividir o apartamento ou contas a pagar. Essa química pode-se explicar por um interessante ponto, pois os roteiros do programa foram justamente elaborados por um casal, o roteirista e escritor Alexandre Machado e Fernanda Young, hoje apresentadora do Irritando Fernanda Young no canal pago GNT. O primeiro longa oriundo da franquia foi lançado em Outubro de 2003, logo após do final da série. Intitulada Os Normais -- O Filme (2003), apresentava ao público um “filme-de-origem” ao expor em sua trama os percalços que fizeram com que Vani e Rui se conhecessem. E hoje, depois de 6 anos de lacuna, estréia em grande circuito Os Normais 2 – A Noite Mais Maluca de Todas (2009). Desta vez vemos como o casal passa pela crise dos 13 anos juntos, procurando das mais diversas formas como reacender a chama da rotina do relacionamento, bem a maneira do casal. A questão é que o filme parece de certa forma muito over em vários aspectos, seja a personagem de Vani excessivamente histérica ou Rui por de mais apagado. Há momentos bons, com gags semelhantes a da série. Mas, particularmente falando, não consigo mais rir com piadas que envolvam um animal quase em extinção e um comentário preconceituoso. Em dado momento do filme o casal se vê com uma preguiça em mãos. Detalhe que a preguiça insiste em fazer um determinado “barulinho” sendo que na vida real este doce mamífero da ordem Xenarthra não emite qualquer som. Pois bem, a preguiça aparece e o frame da cena é cortada para exibir os dizeres em tela preta e letras brancas: “Sabe o que resulta o cruzamento de um bicho-preguiça com um humano? Um baiano de colete.” Você riu aí do outro lado? Pois eu não… saudades de humor inteligente!
“Foi embora o climão de comédia romântica da estréia e voltam em maior dose os bons diálogos, o humor escrachado, físico e inteligente que tornaram a série um sucesso.”
Marcelo Forlani – Omelete
“O pior trailer do ano e uma das melhores comédias do ano. Vai entender…”
Maurício Saldanha – Cabine Celular
“O longa-metragem parece uma compilação de episódios da minissérie com a inserção da comédia pastelão em alguns momentos que não convence e enfraquece o produto final.”
Caíque Leda Gonçalves -- CinePlayers





















