No tempo que vampiro cinzento leva bola nas costas da namorada que pega lobisomem bombado, que tal o romance entre um garoto de sofre de bulling no colégio e uma vampira com aparecia de 12 anos? Com a mesma simplicidade do argumento, a estória se desenrola de maneira convincente em Deixe ela entrar. A falta de dó com o telespectador ao demonstrar cenas de estrema violência, como as que Hakan (Per Ragnar) corta o pescoço de vítimas dependuradas para poder alimentar a vampira Eli, não diminui o filme em nada, afinal são belas cenas violentas, totalmente inseridas no contexto, nada gratuíto, pois na medida que o filme se despe de maneirimos como criar suspense com trilha sonora ou efeitos especiais extremamente sofisticados. Faz pouco mais faz bonito. Seguindo a risca antigas regras dos vampiros: Ser destruído pela luz do sol e nunca entrar em uma casa sem ser convidado, é convincente, mesmo que Eli não tenha presas pontudas. Na verdade sua pequena boca na maioria das vezes está fechada, quando lambuzada de sangue. Abre mão de qualquer referencia religiosa, limitando o vampiro a um ser diferente com muita fome. Senti que certa personagem que escapou viva de um ataque de Eli, poderia ter dado contornos bem interessantes ao filme, mas a idéia foi jogada ao fogo de pronto. E também o verdadeiro rosto de Eli, deu uma enfraquecida, no convencimento em relação à personagem, acho que a jovem Lina Leandersson poderia ter se virado bem sem o tal artifício. Vale falar da boa fotografia do pálido Kare Hedebrant na pele do garoto Oskar. Como vampiras na tenra idade assustam. Cabe a Deixe ela entrar ficar ao lado de Entrevista com o Vampiro na minha prateleira.
Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/
Em uma França dominada por nazistas, surge um grupo de judeus, que se chama Bastardos, e que estão ali para exterminar nazistas, o nome de seu lider é Aldo Raine! Enquanto isso, uma judia dona de um cinema pretende vingança contra os nazistas.
Só pela sinopse você já percebe que é do Tarantino, porém, aqui, Quentin Tarantino está diferente, está com o pé no chão e com experiência adquirida de Kill Bill, Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Amor à Queima Roupa, etc. Os diálogos afiados de sempre dão um tom gostoso no filme, e Tarantino nós faz rir até em cenas bizarras, que não deveriam ser engraçados, creditos para ele! Acompanhad desse humor negro do diretor(que eu acho muito bom), essa violência até caricata as vezes, vem um elenco de tirar o chapéu: Brad Pitt, que interpreta o Tenente Aldo Raine com êxito, com um papel ótimo, sem deixar cair no caricato, porém, não é Brad Pitt que rouba a cena e sim: Christoph Waltz, que meu deus, a atuação é perfeita e rouba qualquer cena em que ele aparece(não é atoa que ganhou cannes).
Além disso tudo, tem a cena final do cinema que é totalmente empolgante, envolvente e tensa.
Quentin Tarantino, na minha opinião, aqui faz sua obra prima que vai marcar gerações.
Publicado por: Júlio Pereira
A atriz francesa Audrey Tautou já está inserida no imaginário coletivo da cultura pop pós-2000 como a doce e romântica Amélie Poulain do longa que relata seu fabuloso destino. Difícil é imaginá-la deixando o estigma desta personagem tão marcante, mesmo após estrelar filmes blockbusters como O Código Da Vinci (2006). Mas uma nova obra cinematográfica vêm desafiar o status e talento da atriz ao carregar nela a figura tão marcante e mitológica quanto qualquer outro ícone feminino que venha surgir. A figura em questão é a estilista Coco Chanel, que tem sua vida antes da fama nas passarelas e vitrines biografada no longa Coco Antes de Chanel (2009). Mais do que a semelhança de nacionalidade e da anatomia do nariz empinado, Audrey conseguiu encarnar com segurança e precisão Coco, sem precisar apelar para trejeitos imitativos, técnica comum em interpretações desse tipo. Além disso, o roteiro procura não cair no melodrama evitando explorar massivamente aspectos dramáticos da biografada, como o abandono no orfanato e a morte do amante. A direção de Anne Fountaine é como um tailler bem cortado por Chanel: tudo é preciso, pontual e discreto, sem qualquer excesso. Como grande mérito, o filme instiga o nosso senso de admiração ao mostrar uma mulher forte e geniosa, questionando e quebrando tabus que ultrapassam o vestuário e invadem o comportamental. Apesar da trama focar em dois romances marcantes na vida de Coco, a obra dá subsídios para compreendermos a construção da figura de Chanel como alguém totalmente independente e satisfeita com essa condição. Sendo assim, Coco Antes de Chanel é recomendado para amantes da moda, que ficarão satisfeitos e, contemplar pormenores da construção de tão famoso figurino. Além disso, o longa é para quem gosta de ver os bastidores de uma persona tão marcante quanto uma bela mulher vestindo um “pretinho básico” com colar de pérolas brancas. “Vista-se mal e notarão o vestido. Vista-se bem e notarão a mulher. C.C.”
“A biografia da estilista ganha, ares de história da carochinha. Uma carochinha muito bem vestida, aliás.”
Eduardo Viveiros – Omelete
“A diretora Anne Fontaine pega a cultuada figura da estilista francesa e transforma numa francesinha irritada e cheia de opinião.”
Geo Euzebio – CinePlayers
“A narrativa arrastada e pouco criativa não conquista nem os mais interessados em moda do que em cinema.”
Angélica Bito -- Cineclick
Sobre muitos filmes é possível dizer: “Nossa, esse filme conseguiu captar a essência da alma feminina”. Pega a mesma frase e troca a última palavra por masculina, e o que temos? 500 dias com ela. Há equivocadas declarações que já teriam conseguido isso em outras obras de ficção (Alta cof!! cof!! cof!! …delidade), não mesmo, botar uma mulher chorona 90 % de um filme está longe de alguém ter a pretensão de entender o nosso lado. A vitimização da mulherada tem sido uma tecla batida, por filmes mulherzinhas ao longo da História cinematográfica. Pela 2.ª vez, vejo um filme que consegue ser sincero em relação ao tema. O 1.ª seria o brasileiro Apenas o Fim. Mas, mesmo o Apenas, não vai tão fundo na compreensão da mágoa que uma mulher pode causar a um homem ao medir delimitações ao relacionamento. “Olha, gostei de você, mas não quero nada sério”, nossa imagina um homem dizendo isso para uma mulher no início de uma relação? A resposta seria: “Cortei logo” ou “Que insensível!!”, mas mulher está tudo bem. Por outro lado é muita pretensão de um cara, achar que uma mulher fará exatamente o que ele imagina. A cena que dividiu a tela em expectativa e realidade foi o maior golaço marcado nesse filme. E enxergar no espelho o Han Solo após uma noite de amor com aquela gata foi também demais. A cena em que o casal brinca num bazar que tem duas cozinhas em casa, todo no gestual fingindo estar servindo comida e sendo servido, demonstra o quão talentosos são os protagonistas. Mas, como uma boa comida, preparada pela sua bela esposa, achei que Webb acabou exagerando no sal em certo ponto ali pelo finalzinho. Em três cenas eu disse: “Perfeito pode terminar aí”, mas, continuou. Não quero entregar mais spoilers, vai ser uma ótima pedida de DVD para os casais que não tiveram perto da sua casa exibido o filme, e para os solteiros que nem eu que tem um cinema perto de casa que está exibindo o filme, pode ir rapaz, você vai aprender muito, principalmente que Ringo Star é o melhor dos Beatles. Coisa tão óbvia.
Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/
A auto-proclamada “Obra Prima” de Quentin Tarantino, Bastardos Inglórios, poderia facilmente se estabelecer como um clássico contemporâneo, não fossem os exageros estilísticos do Gênio.Mas o fato é que, a interpretação divertidíssima e excepcional de Brad Pitt sustenta o longa do início ao fim, arrancando ótimos momentos sempre que aparece.E por falar em sustentar o longa, outro que impressiona em sua interpretação é o austríaco Christoph Waltz que faz de seu Coronel Hans Landa um vilão único e marcante.E como não poderia deixar de ser, Tarantino inclue várias referências à história do cinema em seu filme: do nome do protagonista à discussões artificiais dos coadjuvantes, o apaixonado diretor sempre arranja um jeito de encaixar uma lembrança.Divertido e com diálogos memoráveis (A especialidade do diretor-roteirista), Bastardos Inglórios pode não ser um filme excepcional ou a “obra prima” anunciada, mas em um ano fraco de bons filmes, se destaca no meio de robôs gigantes, comandantes de orelhas pontudas e líderes de resistências;podendo até mesmo figurar entre os melhores do ano.
Publicado por: Elizeu Alves
Muitas vezes um filme merece ser assistido mais pela sua mensagem central do que pela qualidade fílmica. É o caso de Quase Deuses (2004) do diretor Joseph Sargent. A obra, originalmente concebida para o canal de Tv HBO e indicada a vários Emmys e Globos de Ouro, pode ser encontrada em DVD no país. Filmado e editado de maneira tradicional, com boa direção de arte na reconstrução de cenários e figurinos na América dos anos 40, 50 e 60, o filme não se sobressai em nenhum aspecto técnico. A trama é centrada em dois personagens, opostos em suas condições sociais ,mas movidos pela mesma paixão e desafio em salvar vidas. Em um pólo temos Dr. Alfred Blalock, vivido pelo excelente Alan Rickman, conhecido pelo grande público como o mau-humorado e sarcástico Professor Snape nos filmes da saga Harry Potter. No outro temos Vivien Thomas, interpretado por Mos Def que também pode ser visto no tocante Rebobine Por Favor (2008) do cineasta francês Michel Gondry. Blalock é um renomado médico e pesquisador da elite estado-unidense. Vivien é um jovem carpinteiro negro que procura vencer todo o preconceito e segregação racial para realizar o sonho de se tornar médico. E obstáculos é o que não faltam para Vivien, que tem a sua poupança para a faculdade confiscada devido a grande depressão. Ao se tornar assistente do Dr. Blalock em suas pesquisas de cirurgia cardíaca, Vivien conquista um meio de realizar seu sonho, mesmo com barreiras que transpassam a intolerância e a dificuldade financeira. No primeiro momento, o filme pode parecer uma boa obra de incentivo para quem deseja se tornar médico, ao estilo do emotivo Patch Adams (1998) entre outros que abarcam esta temática.Porém, analisando com mais atenção, a obra é um sensível impulso para quem nunca quer desistir de seus sonhos, por mais que o destino conspire em barreiras que com persistência e coragem podem sim ser quebradas .
“Quase Deuses é um achado! Daqueles filmes que você vai locar porque não tem muitas opções inéditas ou porque um atendente lhe indicou e não se arrependerá.”
Michelson Borges – Sugestão de Filmes
“Um filme que nos dá uma lição sobre humildade e respeito para com os demais, independente de cor, sexo, religião.”
LClarindo -- TotalCine
“O filme soa ralentado e quadrado. A história poderia ter sido contada com mais ousadia e agilidade.”
Rodolfo Lima – Cranik
Primeiro vencedor do Oscar de melhor filme, foi um dos três que conseguiram o feito de vencer na categoria principal e não ter sido indicado ao prêmio de melhor direção (juntam-se à Asas Grand Hotel e Conduzindo Miss Daisy). O filme foi feito em homenagem aos soldados que morreram na Primeira Guerra Mundial, que durou de 1914 a 1918. Os Estados Unidos enviaram tropas dez anos antes do lançamento desse longa de 1927. E pensar que depois de tudo isso o mundo ainda passaria por uma segunda Grande Guerra, que renderia grandes filmes em Hollywood.
Além disso, Asas foi o único filme mudo a vencer o Oscar de melhor filme. Ao contrário da regra daquele tempo, não temos muitas caras-e-bocas e interpretações afetadas aqui. A maioria dos atores traz uma sutileza na forma de mostrar o que seu personagem pensa e diz. A história é universal: a vizinha apaixonada por jovem é preterida por moça mais rica. Já essa outra gosta de outro homem, da mesma classe social que ela. O que era para ser algo inocente ganha contornos sombrios com a chegada da guerra. A arma que o filme mudo tem é a trilha sonora e na primeira hora de Asas o que desperta mais interesse àqueles que vivem num tempo em que o cinema é completamente diferente é justamente a forma como a música carrega o longa nas costas, sendo a responsável pela magia do cinema, com uma simbiose perfeita entre o ritmo do filme e o ritmo da música.
Não é exagero dizer que a trilha sonora é a alma do filme e no cinema mudo a alma era praticamente o único recurso para conhecermos o que se passava na tela grande. Dando nome aos bois, David e Sylvia é o casal rico, ambos vivendo um amor correspondido. Já Jack e Mary são os mais humildes, ainda em busca do reconhecimento do amado. Por conta dos dois garotos gostarem da mesma moça, cria-se uma inimizade mortal, que se transforma durante o treinamento para o combate. Como todo bom filme de guerra, é nessa parte que o longa fica mais emocionante e, por vezes, bem divertido.
Sou da opinião de que Asas poderia muito bem ser refilmado hoje e faria enorme sucesso, com todos os recursos que temos. Isso porque o roteiro é muito bom. Uma curiosidade é ver Gary Cooper em início de carreira (com 28 minutos de filme), fazendo uma ponta como Coronel White, que ensinaria os meninos a voar, mas sofre um acidente fatal antes. Esse foi apenas o quarto trabalho creditado desse grande ator, que antes disso foi figurante de quase trinta filmes. Mas a estrela do filme é Clara Bow, que tinha atingido o auge de popularidade naquele ano com o filme It. Aliás, essa atriz, nascida em 1905 se apósentou aos 26 anos, depois de casar e ter filhos, mas tem um acervo de 56 filmes! Na época em que fazia sucesso, era considerada uma mulher sexy e chegava a receber 45.000 cartas por mês. Ela é o grande destaque do filme, atuando realmente muito bem.
Numa grande sacada do roteiro, Mary também vai para guerra, dirigindo o veículo que transporta medicamentos. O primeiro destaque negativo de Asas se dá na ausência de ação nos primeiros quarenta minutos. Só depois da morte do personagem de Cooper que o filme realmente engrena. Mas ele se sustenta no início pela curiosidade de ver um longa de mais de oitenta anos. Quando foi lançado, Asas desbancou A General, hoje uma obra-prima de Buster Keaton mas à época um fracasso que deixou o comediante falido. Talvez por isso que hoje esqueçam desse bom filme de guerra e se lembrem só do derrotado Keaton, que não chegou nem a concorrer à estatueta.
As cenas aéreas são consideradas históricas e marcaram época pela perfeição técnica, ganhando até um prêmio da Academia. Hoje poucas ainda convencem, mas é nítida a qualidade das tomadas. Quando os dois amigos caem num front inglês, o filme começa a cansar um pouco e começamos a pensar porque ele precisa ser tão longo. Uma breve cena nas Champs-Elysée (com direito a um pouco da moda da época) e a volta do romance entre Jack e Mary (ele salva ela sem saber e depois ela retribui o gesto, o que lhe custa o emprego nas Forças Armadas) ainda ajudam um pouco, mas aí já estamos a espera da batalha final, com os últimos momentos da Primeira Guerra.
A espera vale a pena, já que são aproximadamente cinquenta minutos de ação, numa maneira até moderna de se mostrar um filme de guerra (nas décadas seguintes o orçamento limitado diminuiria as batalhas nas produções do gênero). Pena que se perdeu muito tempo com cenas menos interessantes. O fim trágico de David parecia ter sido desenhado quando ele é capturado pelos alemães, mas o americano rouba um avião inimigo e quando estava quase chegando na base dos Aliados, quis o destino que ele fosse abatido por Jack, agora seu grande amigo. É importante reconhecer que há filmes bons sobre a Primeira Guerra, que foi um verdadeiro massacre, por conta de duas invenções aniquiladoras: as trincheiras e os aviões, o que tornou a batalha mais sangrenta. Quanto ao filme, se ele fosse uns 45 minutos mais curto, seria um clássico. Mas, apesar de tudo, esse foi o primeiro grande filme de guerra que Hollywood nos trazia. William A. Wellman ainda dirigia grandes produções e venceria um Oscar pela direção de Nasce uma Estrela, obtendo outras três indicações.
Publicado por: Jorge Cruz Jr. -- www.oblogdojj.blogspot.com
O que mais admiro em filmes brasileiros (os bons) são os diálogos. Os mesmos são dinâmicos, curiosos, originais, comentam vários assuntos, e conseguem se ligar bem, um dialogo a outro, e claro, tudo isto em uma naturalidade… Por isto, se um filme brasileiro tem diálogos iguais ao que eu citei acima, já ganha pontos positivos, ao meu ver. Pois bem, “Divã” possui diálogos assim. Mas claro, não vou me estender muito nesta parte do filme, pois há vários outros pontos para comentar. Começando por Lilia Cabral. Adoro esta atriz, batalhadora, que conseguiu atingir o máximo de conceito e admiração, minha, na novela “A Favorita”, exibida na rede globo. Então, eu já sabia do que Lilia Cabral era capaz. Eu sabia que ela iria nos presentear com uma bela interpretação. E, claro, foi o que aconteceu. “Divã” é um filme light, e, pode-se dizer, bipolar. Horas você ri, e em outras você se emociona, sendo pela delicadeza, com que o filme aborda um assunto tão polêmico, pelo carinho que com que o filme é tratado e pela beleza que consta nos minutos de projeção do filme. Beleza esta que, figura várias cenas de “Divã”. Cenas lindas. E claro, para a criação destas cenas lindas, desta harmonia, foi preciso uma ótima parte técnica que coopera com fotografia, música e edição. Na verdade, não são só as cenas que trabalha em constante harmonia, os atores também. O elenco conta com, além de Lilia Cabral, Cauã Reymound e Reynaldo Gianecchini. “Divã” possui um ótimo roteiro, e, acima do ótimo roteiro, uma ótima direção, de José Alvarenga Jr.. O filme é uma adaptação de uma peça teatral, e conta a história de uma mulher que vive infeliz com seu casamento, e decide se separar, e se aventurar pela vida, por amores e por aventuras. Ótimo filme!
Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com






















