Há atores que se combinam. E geralmente, um filme com eles, se torna sucesso. É o caso de Steve Carell e Tina Fey, em \”Uma Noite Fora de Série\”. Junte dois atores carismáticos, um roteiro hilário e uma produção bem executada e você conseguirá criar um filme muito bom! É exatamente isto que acontece nesta produção. Acima de tudo, \”Uma Noite Fora de Série\” é um filme objetivo, vai direto ao ponto, sem enrolar e nos faz chorar de tanto rir! Há três cenas (as quais não irei revelar), que são hilárias. Só estas cenas já compensam o valor do ingresso. Mas claro, o filme possui muitos outros pontos positivos, como o roteiro, muito original, e o elenco, composto por Steve Carell e Tina Fey, como a dupla principal. Carell e Fey se encaixam muito bem. Já nos coadjuvantes, temos Mark Wahlberg e Ray Liotta, e uma pequena ponta do vocalista do grupo Black Eyed Peas, Will I Am. Mas quem realmente rouba a cena são o casal protagonista, o que é um fato louvável, levando em conta que os protagonistas principais devem cativar o público, e levar o filme. Perto de Carell e Fey, os outros coadjuvantes não são nada. Enfim, vou encerrar minha crítica por aqui, e fica a critério de vocês assistirem ou não. Mas o meu conselho e a minha opinião é: Não perca tempo, corra até o cinema, compre ingressos e assista a \”Uma Noite Fora de Série\”. A história: Um casal, a procura de uma noite romântica, se passa por um outro casal, para poder conseguir uma mesa em um restaurante. Mas eles não sabem que o casal que eles estavam se passando, estava metido com criminosos e chantagens. Então, eles tem que provar que não são este casal. Incrível!
Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com
Entre irmãos (Brothers) já me chamou atenção no trailer. Nele, cenas dramáticas e explosivas, prometendo um filme bom em atuações. Entre as cenas rápidas, deu para perceber que o ator Tobey Maguire (Homem-Aranha) estava muito mais magro do que o normal. E quando esse tipo de dedicação acontece, mostra que coisa boa vem por aí.
O filme conta a história de dois irmãos de personalidades e vidas diferentes. Um é soldado exemplar (orgulho do papai) e o outro, um ex-presidiário recém libertado. Quando o soldado (Tobey Maguire) vai numa missão ao Afeganistão e é dado como MORTO, seu irmão toma conta de sua vida, suas filhas e sua esposa. Daí você já imagina o que acontece quando ele aparece de volta? TENSO!
A promessa do trailer foi cumprida no filme. Tobey Maguire dá um show de atuação mostrando o que é paranóia, loucura, explosão, piti e raiva. O que fez ele ganhar uma indicação ao Globo de Ouro para Melhor Ator de 2009.
Mas o que eu gostei mais foi da atriz mirim de 11 anos, Bailee Madison, que interpreta a filha mais velha dele, no filme. Ela é boa ÓTIMA atriz em todos os tipos de cenas do filme: cenas de felicidade, de tensão extrema e, principalmente, em cenas de tristeza. Vai saber chorar assim na PQP! Incrível! Só digo uma coisa: A cena principal do filme, que acontece em uma mesa de jantar, é totalmente DELA! Ela carrega a cena inteira nas costas passando por cima de sete atores veteranos que estão ali com ela.
Fora isso, o filme tem mais tensão e climão-chato-em-família. Cenas do tipo, que está tudo muito calmo? daí começa leves provocações, que vão aumentando? aumentando? até que você pensa: AGORA FODEU! ESTOPIM! Vai voar coisas pela casa toda! IRRAAAÁ!
O filme também conta com Natalie Portman (V de Vingança) e Jake Gyllenhaal (O Segredo de Brokeback Mountain). Vamos dizer que essa película é um belo retrato de um trauma que vira paranóia! Eu gostei bastante e recomendo! Assistam!
Dica: NÃO vejam o trailer? ele conta o filme INTEIRO, literalmente. Repito: Não assistam o trailer!
Vão ao cinema! Cinema é cultura!
Publicado por: Vinicius Paraiba -- http://www.viniciusparaiba.com.br
Qual a importância de um artista para a sociedade a ponto de mobilizar o povo politicamente? Porque John Lennon, um artista que foi um ícone pop, se tornou de uma hora para a outra um ativista político, ou melhor, potencialmente um pacifista? Essas e outras perguntas encontram resposta em The U.S. X John Lennon. O filme se inicia de forma irregular tecnicamente falando, pois ganha a cara de extras de DVD, com sempre alguma personalidade sentada numa cadeira que teve direta ou indiretamente uma ligação com Lennon, inclusive a viúva Yoko Ono. No entanto, a ausência dos depoimentos de Paul McCartney e Ringo Star, que por ventura poderiam enriquecer o documentário, afinal se na época de ativismo houve um afastamento de Lennon dos outros Beatles, seria bom ouvir a opinião deles hoje em dia sobre o episódio, mas acaba que não se tornando necessário, eis que as testemunhas da fase militante de John Lennon estão presentes para dar seus depoimentos no documentário. O filme retrocede a fase de infância de Lennon, buscando entender o porquê da sua rebeldia, atribuindo como motivo a separação dos pais, sendo John criado apenas por sua mãe. Aí dá um salto para a queima de discos do Beatles, após a declaração de John Lennon, que para a juventude inglesa os Beatles eram mais populares que Jesus Cristo, algo que de pronto ele tentou se retratar, pois haviam interpretado ao pé da letra sua declaração, mas enfim, essa é a parte do filme para demonstrar o quanto a força da palavra de um Beatle poderia valer. Daí, imagens dos Beatles tocando Revolution. Pula para a lua de mel televisionada de John e Yoko, em que numa atitude esperta do casal, acabou se tornando um longo protesto de paz. Claro, contestado e ridicularizado pela imprensa. Daí o filme pega ritmo, e traça aquilo que a premissa tem a intenção de demonstrar que é quanto o poeta, pacifista e cantor incomodou os Senhores da Guerra. Com uma trilha sonora que conheço muito bem, eu que sou mais entusiasta do Lennon solo do que na sua carreira junto aos Beatles, hits como Give peace a chance, Imagine, Working class Hero, e outros, e seus eventuais significados. E as imagens de arquivo, tomam o contorno de demonstrar um Lennon, mais do que vivo e compreender muito bem a sua pessoa, e seu bravo combate contra a apatia da juventude, e o quão assusta lideranças repressoras a luta pela liberdade de expressão.
Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/
Normalmente, o que me faz sentir medo em um filme, é o realismo e não saber se aquilo é verdade mesmo ou não. Um dos filmes que mais me marcou foi A Bruxa de Blair. A publicidade em volta daquele filme, principalmente com virais na internet, fez com que um filme barato se tornasse recordista de bilheteria.
Eu, na época com 13 ou 14 anos, quando terminei de assistir ao filme, tive a impressão que precisava provar pra mim que aquilo não era verdade. A internet não ajudava muito naquela época e eu tive que ir dormir com aquele barulho.
Chegando a 2010, me aparece um filme chamado Contatos de 4º Grau (The Fourth Kind). Nele, diretamente no trailer, já havia a promessa de imagens reais amadoras, misturada com o filme em forma de reconstituição. Todo marketing existente foi em cima de que tudo era baseado em fatos reais.
Vamos dizer que, quem vai ao cinema achando que é real realmente sai impressionado de lá. Até porque, já no começo do filme, a atriz Mila Jovovich se apresenta, dando credibilidade ao conteúdo, dizendo que vai interpretar a psicóloga Dr. Abbey Tyler e que as imagens a seguir são completamente perturbadoras.
A sinopse é mais ou menos isso: O filme se passa no Alasca, onde misteriosamente são registrados um grande número de desaparecimentos. Quando a psicóloga Dr. Abigail começa a gravar suas sessões com pacientes traumatizados acaba descobrindo as mais perturbadoras evidências de abduções alienígenas, jamais reveladas ao público. Veja os fatos documentados por filmagens reais e tire suas conclusões.
Ok a tacada foi boa. Os atores que aparecem nas supostas fitas reais amadoras não são creditados no final. Sim o filme consegue o objetivo dele, que é assustar.
Mas na era da informação, a verdade sempre acaba vindo a público.
Um mês antes do lançamento do filme, os jornais Alaska descobriram que Abigail foi criada pelos próprios produtores. Funcionários do governo do Alasca declararam que não há nenhuma pessoa, com este nome, licenciada para trabalhar em qualquer função no Estado. E por fim o diretor do Alaska Psychiatric Institute e o presidente da Associação de Psicologia do Alasca declararam jamais ter ouvido falar de Abigail Tyler.
Provado tudo isso qual a graça do filme?
Quando um filme inteiro joga todo o seu peso em cima de um ponto só e é levado nessa única base durante os 98 minutos no MÍNIMO, a única coisa que tem que funcionar é o que eles estão dizendo que é verdade.
Um mês antes do lançamento, o único pilar de sustentação de Contatos de 4º Grau foi derrubado pela imprensa. E quem diria a mesma ferramenta que Bruxa de Blair usou a seu favor, lá em 1999, faturando 248 milhões em bilheteria, Contatos de 4º Grau tentou usar dez anos depois e acabou dando um tiro no pé.
Ou não … tire suas conclusões.
Publicado por: Vinicius Paraiba
Ser adolescente é viver plenamente durante quase 10 anos aquela linha tênue entre as brincadeiras infantis e as responsabilidades de adulto. Tudo se vive, chora, grita, ama e sofre quando se é jovem… E parace que esse tempo passa devagar e nunca chegamos a fase adulta. Mas quando se vê, você já está velho e viu que tudo passou rápido de mais. Ao assistir As Melhores Coisas do Mundo, novo longa da excelente cineasta Laís Bodanzky (Bicho de Sete Cabeças e Chega de Saudade), fui transportada em 10 anos no tempo passado, quando era uma adolescente de 15 anos que ia mal na prova de matemática, apesar de paquerar o professor, ouvia Backstreet Boys e Titãs, curtia Arquivo X, lia Capricho e pediu de aniversário uma viagem pra Disney. Que bom que eu mudei! Mas não foi fácil a mudança. Nunca se é. Através de Mano (Francisco Miguez), protagonista do longa, todos os conflitos juvenis são abordados: relacionamentos, família, amigos, drogas, sexo, e até rock n´roll. Sim, pois As Melhores Coisas do Mundo é o primeiro filme brasileiro a ter em sua trilha uma música dos Beatles, no caso a balada Something. O filme me tocou muito, especialmente em uma cena protagonizada por Fiuk, o galã da Malhação, filho de Fábio Jr que interpreta Pedro, o irmão de Mano.
(Cuidado que depois deste trecho há Spoiler -- revelação de um trecho referente ao final do filme)
Deprimido, perdido e sem chão, Pedro tenta o suicídio. Assistindo o filme em uma pré-estréia, e percebendo o que o personagem ia fazer, não aguentei. Meu coração apertou e meus pulmões pareciam querer me sufocar. Sai da sala na hora, dando de cara com a diretora, a Laís. Abracei-a e a parabenizei pelo longa, mas disse que precisava ir no banheiro que não estava aguentando a forte cena do suicídio. Molhei meu rosto com a gelada água da pia, me inclinei sobre ela e comecei a chorar. Uma mulher que estava no banheiro perguntou se eu estava bem, e eu disse que uma cena do filme tinha me tocado. Como um anjo da guarda anônimo ela me abraçou e confortou. Vocês nem imaginam como é para uma ex-suicida (me considero assim depois de 3 tentativas, Graças a Deus, mal-sucedidas) ver e se identificar com uma situação tão extrema. Acho que é exatamente pra isso que os filmes, o Cinema, serve… pra te dar aquela catarse, mexer, questionar e confortar. Não saí ilesa do longa da Laís…. e ninguém que foi adolescente (e humano) sairá. Ainda bem, nota 10 para As Melhores Coisas do Mundo!
Confesso que me sinto completamente desconfortável quando o roteiro, a história, de um filme muda drasticamente, no meio dele. Me sinto desconfortável porque ao meu ver, é um sinal de que o roteirista é inexperiente, pois não consegue ligar um fato ao outro de maneira melhor, então opta por mudar de repente, sem mais nem menos, o filme todo. Temos assim a impressão de que estamos assistindo a dois filmes. Claro que não estou falando de filmes como “Psicose”, onde Hitchcock e seu roteirista exploram ao máximo os personagens e a trama precisava, com certeza se encaminhar por outro rumo. Mas a diferença de obras-primas como “Psicose” e filmes como “Hancock” (um bom exemplo de filme, que na metade, muda completamente a história), é que “Hancock”, ao mudar totalmente o filme, mudou totalmente a sua ideia e a ideia do espectador, já “Psicose” continuou com sua ideia fixa. Além de inexperiente, as vezes sinto que o roteirista possui falta de criatividade, ou seja, quando suas ideias acabam, ele simplesmente muda completamente o roteiro. Infelizmente, “Uma Mulher Invisível” possui este erro: até a metade do filme, presenciamos uma história, e depois, ela muda completamente. Me decepcionei quando o filme se encerrou. Ao final das contas, não é um filme, mas sim mediano. Possui um erro fatal, capaz de condenar toda a produção: um roteiro mal escrito. O mesmo possui o erro que citei acima, além disto, não consegue criar comédia, algo que este filme prometia. Se tirarmos o roteiro, vemos um filme incrível! Uma ótima direção, parte técnica muito boa, e um elenco primoroso que conta com Selton Mello, como sempre, ótimo, Luana Piovani, Vladimir Brichta, Fernanda Torres (atriz que sou fã) e com ponta de Karina Bacci, e Marcelo Adnet. Enfim, tinha capacidade de ser bom, mas devido ao roteiro se torna mediano. O filme conta a história de um homem que se separou da mulher e cria uma mulher perfeita, mas com um problema: ela não existe. Ele se apaixona por ela, mas a relação dos dois pode ficar perigosa. “A Mulher Invisível” até consegue passar o tempo, mas não é nada especial.
Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com
Certamente o ser humano é aquele que mais se auto-subestima. Nunca acreditamos em nós mesmos ou quando muito vamos ao extremo oposto e achamos que somos o centro do universo. E nada como ouvir aquela música que nos coloca pra cima ou assistir um feel-good-movie (algo como, filme para se sentir bem). E este é o caso de Um Sonho Possível (2009) que deu o Oscar 2010 de melhor atriz para Sandra Bullock. Ela mesma, depois de tantos blockbusters e comédias românticas, nunca se levou a sério. Mas com o papel da decoradora cristã e republicana Leigh Anne Tuohy, ela se superou. De todos os filmes em que ela esteve particularmente gosto de Velocidade Máxima (1994) sua melhor “mocinha indefesa”, Miss Simpatia (2000) em seu melhor tino cômico e A Casa do Lago (2006) sua melhor comédia romântica estrelada, assim como em Velocidade, ao lado do galã Keanu Reeves, o eterno Neo de Matrix (1999). Porém seu mais surpreendente papel tinha sido em Cálculo Mortal (2002) como a investigadora Cassie Mayweather, em que ela explorou seu lado mais dramático… Até ver Um Sonho Possível. Por mais que o melodrama de final felizmente óbvio a cerca, é surpreendente a atitude e presença dela na tela grande. Que a “maldição do Oscar” não caia sobre ela e continuemos a ver Sandra Bullock como uma possível boa atriz.
Polemizar a cine-biografia de uma personalidade já é de praxe, vide os vários comentários gerados por longas como Lula, O Filho do Brasil (2010), Carlota Joaquina – Princesa do Brasil (1995) e Lamarca (1994), só para ficar em produções nacionais de mitos de nosso país. E uma figura religiosamente polêmica ganha sua versão cinematográfica. Chico Xavier (2010) estréia em uma data estratégica, uma sexta-feira santa em que se comemora o centenário do médium. Convidada pelo Omelete, fui na pré-estréia no longa em Paulínia onde parte dele foi filmado e participei de uma coletiva com o elenco e produção. O envolvimento de todos com o projeto é visível, principalmente do diretor Daniel Filho e dos 3 intérpretes de Chico, o menino Matheus Souza, Ângelo Antônio e Nelson Xavier. Cativar o espectador e aumentar a positiva aura em torno do protagonista parece ser o principal atrativo que fará com que multidões vão ao cinema para ver o filme, independente da crença religiosa. O longa tem suas falhas? Claro… Mas a própria figura de Chico parece purificar estes erros, fazendo com que mesmo uma cinéfila de carteirinha que sempre presta atenção em detalhes como produção, maquiagem, edição, direção de arte, fotografia e etc se esqueça de atentar para isso e se encante totalmente com a história, esquecendo do resto… Ao final meu interesse pelo retratado se intensificou ao ponto de incluir na lista das minhas próximas leituras a biografia As Vidas de Chico Xavier escrita pelo jornalista Marcel Souto Maior. Recomendo que o cinéfilo que lê este texto também o faça e tire suas próprias conclusões das mudanças que o contado com a história de Chico pode gerar…
























