Mariana Bonfim é amante da sétima arte. Já flertou muito com o cinema norte-americano, mas agora prefere affairs mais consistentes, como o cinema brasileiro, latino-americano ou europeu. Atualmente mantêm encontros periódicos com a argentina Lucrecia Martel, o espanhol Pedro Almodóvar e o brasileiro José Padilha.







O Macaco, O Astronauta, O Monolito e A Máquina.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
2001 - Uma Odisséia no Espaço

2001 - Uma Odisséia no Espaço (1968)
Stanley Kubrick

Certa vez um amigo blogueiro me mandou uma tirinha totalmente cinéfila que ele tinha concebido para o seu blog, o Irmãos Brain (clique AQUI para ver a tirinha). Se você reparar nos comentários vai perceber que apenas os fãs de Cinema, especialmente os do Mestre Stanley Kubrick captaram o espírito de piada inteligente da tira. Nem preciso explicitar muito o quanto eu rio a cada vez que releio a tira. Bem, como meu caro leitor do MovieYou percebeu, hoje é dia de conhecer um pouco mais do longa 2001 – Uma Odisséia no Espaço (1968), marco da ficção científica, já tendo visto ele muitas ou poucas vezes ou nunca tê-lo assistido. É bom lembrar que a escolha por tratar desse filme foi votada em enquete onde este concorreu com Matrix (1999) e Blade Runner (1982). Para este longa Kubrick contou com o imenso apoio do escritor de ficção científica Arthur C. Clarke, falecido este ano. Os dois conceberam em conjunto o roteiro do longa e durante as filmagens deste Clarke escreveu o livro, o qual Kubkick não quis que incluísse seu nome como co-autor, apesar de muito ter colaborado, por respeito ao amigo escritor. Clarke também foi responsável pelo roteiro de 2010 – O Ano em que Faremos Contato (1984), este dirigido por Peter Hyams. Agora porque Kubrick não quis comandar a continuação é um mistério que até agora o Google não conseguiu me desvendar. Se alguem souber, deixe nos Comentários, por favor! Vamos agora aos polêmicos personagens do longa. Os que merecem destaque aqui são os macacos, o monolito, o astronauta Dave Bowman (Keir Dullea – O Bom Pastor – 2006) e o computador HAL 9000 (Douglas Rain que repetiu a voz em 2010). Os macacos presentes no começo do longa servem de comparação com a humanidade em seu princípio, selvagem, irracional e brutal. A violenta briga por comida é o que move esta sociedade primitiva e ao símio jogar um osso para o alto, que se transforma em nave, damos um salto de milhões de anos na história. Talvez esse seja o maior corte temporal do Cinema em todos os tempos. E o futuro nos reserva uma humanidade resumida na figura do astronauta Dave, alguém frágil psicologicamente e extremamente influenciável. E quem se aproveita desta fraqueza humana é o representante máximo da inteligência artificial HAL 9000. Seria um indício de que no futuro as máquinas escravizarão os homens?  Diz a lenda que HAL deriva de IBM, pois as letras da empresa precedem no alfabeto as do personagem. Fato é que no fundo a máquina metaforiza o lado cruel e frio das pessoas em busca de ambição e poder, passando por cima de tudo e todos. E o misterioso monolito negro que está presente no passado e futuro da história? Talvez seja Deus com seu olhar e presença onipotente e onipresente perante suas criaturas primárias. Para finalizar vamos a maior lenda urbana que permeia este longa. Pesquisando pela net, me deparei com o site A Fraude do Século que debate a tese de O Homem Foi a Lua? E um dos responsáveis por enganar a humanidade seria o cineasta Kubrick e toda a equipe do longa 2001. Com as mesmas técnicas utilizadas no filme, fotos enganosas nos fizeram crer que os norte-americanos pousaram no satélite natural da Terra. O site até apresenta uma suposta foto de Kubrick na NASA. Fofoca Verdade ou Fato Mentira cabe agora a você leitor refletir. Um excelente Ano Novo e até 2009 com mais Crítica Democratizada.

“Mon lit ok encore / pour rire a salir les draps / mais je crains que pour tout ça / Tu doives entendre je t’aime…”

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
A Fronteira da Alvorada

A Fronteira da Alvorada

Você deve estar estranhando um título tão longo. Na verdade este é o trecho de uma música do filme Canções de Amor (2007), longa que já ganhou post aqui no MovieYou e que tem no elenco Louis Garrel. O ator está atualmente em cartaz em nosso país com A Fronteira da Alvorada (2008), que fez sua estréia por aqui na 32a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O filme é belíssimo, tendo a fotografia preta e branca e a interpretação romântica dos atores como ponto alto. Agora fique atento ao roteiro. A Fronteira… é um filme tipicamente fragmentado, daqueles que toda atenção e carinho é importante para não deixar escapar nenhum dos fios condutores da história. Portanto, nada de inventar de ver esse filme numa sessão de madrugada onde você pode correr o risco de cochilar e detestá-lo por esse descuido. Mas, como você pode ver, o post de hoje me fez inspirar a escrever além de uma crítica do filme A Fronteira … Então por que não fazer um apanhado de carreira ainda pouco extensa (cerca de 10 longas), mas tão marcante de Garrel? Vamos lá. Para começar o ator teve a sorte de já ter crescido no meio cinematográfico, afinal seu pai é o diretor Philippe Garrel. Pai e filho já trabalharam juntos em 2 longas de destaques, no caso Amantes Constantes (2005) e o próprio A Fronteira da Alvorada. Mas nesse caso para se tornar o ator francês de maior destaque no cinema daquele país, não bastou ‘Q.I.’. Sobrou muito talento e, é claro, beleza… Talento sim, pois nenhuma de suas interpretações passam batido. Sempre há energia, vida, calor e total abstenção de preconceito emanando de seus personagens. E seu trabalho se expande tanto no campo das artes que é difícil não se encantar com ele mostrando seus dotes cantantes em Canções de Amor. Aqui no Brasil muitos vão se lembrar de Garrel por conta de seu papel em Os Sonhadores (2003) do diretor italiano Bernardo Bertolucci. Lembro-me que o filme causou grandes filas nas poucas salas em que estava sendo exibido aqui na capital paulista. De qualquer forma, vale a procura pelas locadoras dos trabalhos que citei, além da ida ao cinema por A Fronteira… E depois, porque não, um post no Você… que tal?!

Beleza Nunca Compensa Falta de Conteúdo.

sábado, 13 de dezembro de 2008
A Lista - Você Está Livre Hoje?

A Lista - Você Está Livre Hoje?

O telefone toca e, ao atender, uma voz baixa e roca diz: “Are you free tonight?” Bom, pelo menos não é “You will day in seven days” … A Lista – Você Está Livre Hoje? (2008) tinha tudo para ser um thriller erótico tão bom quanto Nove Semanas e Meia de Amor (1986) e Femme Fatale (2002). Afinal contava a frente de um elenco de peso os atores ‘sexy symbols’ Hugh Jackman e Ewan McGregor. Pois é, utilizando uma metáfora de cunho sexual, podemos dizer que o longa do diretor suiço estreante Marcel Langenegger é, no mínimo, broxante. Para mim o roteiro fraco foi algo tão irritante neste longa, que nem a presença dos atores bonitões como paisagem passando a frente na tela, parecia um bom pretexto para ver ‘aquilo’ até o final. E a vergonha de ter chamado dois amigos para ir comigo, pois tinha ganho alguns ingressos da distribuidora? Bem pelo menos comemos pipoca e refrigerante e nos divertimos ‘zoando’ as incongruências da trama. Encerro o post com o trailer de A Lista, afinal se é para ver alguém bonito, esses dois minutos valem o suficiente do que gastar duas horas com algo desanimador. Afinal, como afirmo no título do post, beleza nunca compensa falta de conteúdo.

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