Mariana Bonfim é amante da sétima arte. Já flertou muito com o cinema hollywoodiano, mas agora prefere affairs mais consistentes, como o cinema brasileiro, latino-americano ou europeu. Atualmente mantêm relacionamentos platônicos com a argentina Lucrecia Martel, o espanhol Pedro Almodóvar e o brasileiro José Padilha.








Go Johnny Go!

quinta-feira, 25 de junho de 2009
Trilogia De Volta Para o Futuro

Trilogia De Volta Para o Futuro (1985, 1989 e 1990)
Robert Zemeckis

A cinematografia hollywoodiana é feita de muitos erros, enganos que chegam a ser clássicos. Falo isso, pois perdi a contas que quantas vezes tive que esclarecer certos pontos que o faremos hoje neste post. O primeiro deles é aquele em que todo mundo pensa que O Estranho Mundo de Jack (2003) é do Tim Burton, mas ele apenas produziu e roteirizou a história. Como esclarecemos no post de Coraline e o Mundo Secreto (2008) o diretor responsável por toda aquela massinha cantante é Henry Selick. Outro engano muito comum é de que Quentin Tarantino dirigiu O Albergue (2005). Ele também apenas o produziu e todo o roteiro e direção ficou a cargo de Eli Roth, que em breve poderá ser visto atuando como um dos generais de Bastardos Inglórios (2009), este sim totalmente Tarantino. Até George Lucas não dirigiu todos os filmes da sua saga Star Wars. O Império Contra Ataca (1980), o melhor longa da trilogia clássica, foi dirigido por Irvin Kershner que acabou 10 anos depois dirigindo Robocop 2 (1990). E finalmente um engano clássico será desmistificado no post de hoje: Steven Spilberg NÃO dirigiu ou roteirizou a trilogia De Volta Para o Futuro. Ele também apenas produziu. Quem dirigiu foi Robert Zemeckis. E você pode estar se perguntando o que mais esse tal aí fez? Que tal a direção de Forrest Gump (1994), Contato (1997), O Náufrago (2000), Revelação (2000), O Expresso Polar (2004) e Beowulf (2007)? O roteiro Zelick dividiu seus escritos com Bob Gale, que dirigiu um filme muito bom que é um verdadeiro achado, apenas disponível em VHS no país: Viagem Sem Destino (2002). Com um elenco que conta com Gary Oldman, Michael J. Fox, James Marsden, Christopher Loyd, Chris Cooper, entre outros, retrata um grande road-movie misturado com boas doses de fantasia. Recomendo. De volta para onde estávamos, De Volta Para o Futuro é a grande trilogia que marca os anos 80. Com 3 histórias que se interligam totalmente no espaço e tempo somos conduzidos aos anos de 1885, 1955, 2015 e depois nos idos de 1800 no Velho Oeste. Quando revi a trilogia a pouco tempo atrás lembrava tudo do primeiro e do terceiro filme. O primeiro, quem nunca o viu na Sessão da Tarde que atire a primeira pedra. Agora o segundo, parecia que o estava vendo pela primeira vez, com toda aquela noção de um futuro super hi-tech que certamente não estamos vivenciando. Sim porque nós somos o futuro da década de 80, louco não?! O terceiro filme pode ter sido o menos visto por muitos, mas para mim é o mais engraçado. Tenho uma certa queda por faroestes e ver Martin McFly se apresentando como Clint Eastwood é de gargalhar! Outra pessoa desta produção que devo parabenizar é Alan Silvestri que compôs a trilha sonora do filme. Este também é um cara de um currículo e tanto, com duas indicações ao Oscar de melhor trilha sonora por Forrest Gum (1994) e O Expresso Polar (2004). Para você ver, como a indústria do cinema é composta por grandes nomes, mas , por favor, vamos dar os devidos créditos!

Conduzindo os Riscos

terça-feira, 23 de junho de 2009
Duplicidade

Duplicidade

O nova-iorquino Tony Gilroy é o responsável pelo roteiro de diversos bons filmes de ação ou suspense como Advogado do Diabo (1997), Armageddon (1998), Prova de Vida (2000) e os três longas da Trilogia Bourne. Com tanto crédito positivo, seu primeiro longa no qual além do roteiro conduziu a direção foi rodeado de expectativas. O resultado totalmente positivo pode ser visto em Conduta de Risco (2007) que garantiu uma das melhores interpretações de George Clooney e um Oscar para a andrógina, mas sempre excelente Tilda Swinton. Ainda falando de Oscar, o próprio Gilroy foi indicado a melhor roteiro original e direção naquele ano. Um filme que concorreu um total de 7 Oscars incluindo melhor filme não deixaria seu diretor passar em branco. Em Duplicidade (2009), seu segunda longa na dobradinha “Escrito e Dirigido por” Gilroy conseguiu a façanha de nos deliciarmos um belo e surpreendente roteiro, totalmente imprevisível. Além disso, proporciona que vejamos Clive Owen e Julia Roberts a vontade no papel de dois espiões trambiqueiros. Agora se você pensa que haverá FBI ou CIA no meio, está muito enganado. A trama toda gira em torno da dita espionagem industrial, algo que pelo visto deve ser lugar comum nas grandes corporações, conglomerados e multinacionais. A guerra de patentes é secreta e vence quem consegue roubar primeiro do outro. Pena que duas falhas grotescas atrapalhem o longa. A primeira são as janelinhas estilo 24 horas que não casam com a edição de vai e volta no tempo. É a segunda é a trilha sonora de sons remetendo a algo cubano e caribenho que nada tem a ver com o clima de capitalismo e malandragem. Cortou o clima e só aquele olhar por baixo dos óculos escuros de Clive Owen para retomar.

Finalmente um Filme da MINHA Geração!

sábado, 20 de junho de 2009
Apenas o Fim

Apenas o Fim

Relacionamentos amorosos. Todos vivem algum sabendo claramente que um dia eles começam, mas que um dia eles também acabam. Eles podem durar 4 dias como em As Pontes de Madison (1995), um verão como em O Segredo de Brokeback Mountain (2005) ou boa parte da vida como em O Curioso Caso de Benjamin Button (2008). Começar é fácil. Flerte, beijo, sexo, amor. E acabar? Pode ser a fuga de um, a briga de ambos, um matar o outro ou os dois se matarem. Mil casos infinitos de amor se espalham pelas tramas da cinematografia mundial. Mas finalmente o cinema brasileiro ganhou um longa a altura de toda uma geração que assistia Chaves e Cavaleiro dos Zodíacos, enquanto sonhava com o garoto mais bonito da sala ouvindo Back Street Boys ou tentava conquistar a menina dos sonhos usando camiseta de time de basquete norte-americano e blusa de flanela amarrada na cintura. Sim, pois a geração anos 90 também ama... e também termina seus amores. Falo de Apenas o Fim (2008) do ainda estudante de cinema na PUC/RJ Matheus Souza. Rifando uma garrafa de whisky e com boa vontade da galera do seu curso ele fez valer seu mais belo roteiro “woody-allenano”. A trama é simplória. Casal de 20 e poucos tem a sua última e derradeira conversa, meio lavação de roupa suja, antes de cada um ir pro seu lado. O que engrandece tudo isso são os geniais diálogos que citam Omelete, Jovem Nerd, Pokemón, He-Man, Super Trunfo, Menthos, Coca-cola, Mc Donald’s, Transformers, Star Wars, Bozo, Vovó Mafalda e tudo mais que marcou a vida de muitos. É de gargalhar com as sacadas. E também de chorar, pois quem nunca teve que terminar e ir pro seu lado, seguir sua vida, seu rumo mesmo que sem rumo? É clichê falar de amor ou falar que falar de amor é clichê que é clichê? Confusão nerdiana que nada. Apenas o fim, do que ficou pra trás e apesar de toda a mágoa será carregado no peito, pra sempre, melancolicamente, com muito amor.

Páginas: 1 2 3 4 5 6 7 8 ...37 38 39 Próxima