Extermínio em Massa na Sala de Edição

Nossa Vida Não Cabe Num OpalaPara quem pensa que a edição de uma obra audiovisual envolve um interminável “corta-e-cola” de imagens, deveria voltar melhor os olhos para a editora Thelma Shoonmaker. É ela a responsável pela edição ágil e dinâmica dos filmes de Martin Scorsese, ganhando inclusive 3 Oscars por seu trabalho em “Touro Indomável” (1980), “O Aviador” (2004) e “Os Infiltrados” (2006). Uso a Thelma como exemplo para explicitar a importância da edição em um filme, pois é essa parte essencial na pós–produção que dá a vida ou sentencia a morte de um filme. No caso de “Nossa Vida Não Cabe num Opala” (2008) o filme foi terminantemente conduzido pelo corredor da morte cinematográfico. Li críticas, inclusive na Folha de São Paulo feita por Tino Monetti elogiando a edição de Willem Dias, denominando-a louvável. Me desculpem a humilde opinião dessa blogueira que já participou da edição de curtas, mas a edição de Willen é qualquer coisa menos louvável. Sabe quando você assiste aos filmes na televisão e a emissora corta ‘no nada’ para inserir um comercial? A edição de “Nossa Vida…” passa essa sensação de precariedade, além de se precipitar em colocar músicas erradas em horas impróprias. As interpretações dos atores (isso sim louvável) são assassinadas pelos cortes abruptos e a história acaba passando um vazio com a falta de objetivo e sentido. Juro que saí deprimida da sala de exibição, pois o filme tinha tudo para figurar com 4 ou 5 películas no MovieYou e acabou apenas com 2. Obrigada pela sentença, Willem Dias !

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