Mariana Bonfim é amante da sétima arte. Já flertou muito com o cinema norte-americano, mas agora prefere affairs mais consistentes, como o cinema brasileiro, latino-americano ou europeu. Atualmente mantêm encontros periódicos com a argentina Lucrecia Martel, o espanhol Pedro Almodóvar e o brasileiro José Padilha.







Raindrops Keep Fallin’ on My Head

segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Butch Cassidy e Sundance Kid

Butch Cassidy e Sundance Kid (1969)
George Roy Hill

São muitos os atores e atrizes que ficam presos á um único gênero e papel. Ou será que você conseguiria imaginar Meg Ryan interpretando uma vilã extremamente maléfica e sádica ou Johnny Deep fazendo o papel de um ser humano normal, que acorda para ir trabalhar em um escritório todo dia e tem uma família feliz? Paul Newman, que infelizmente nos deixou no último sábado, pertencia ao rol dos grandes atores com uma carreira totalmente eclética. Suas interpretações percorreram desde o delicado gênero drama, como no longa Gata em Teto de Zinco Quente (1958) estrelado ao lado de Elisabeth Taylor, e O Mercador de Almas (1958) que lhe rendeu um prêmio no Festival de Cannes, ao violento estilo gangster em Golpe de Mestre (1973) e Estrada para Perdição (2002), sua última grande atuação na tela grande. Mas certamente foi nos faroestes que Newman pôde aflorar sua veia cômica, uma verdadeira contradição em um estilo de filme marcado pelos constantes tiros e socos. Hud (1963), Hombre (1967) e Oeste Selvagem (1976) são alguns exemplos pontuais que podem ser citados, porém, com um destaque óbvio para Butch Cassidy e Sundance Kid (1969). O diretor George Roy Hill soube como ninguém conduzir os, então, galãs Paul Newman e Robert Redford, resultando numa interpretação cativante graças à forte veia cômica e sarcástica da trama. Roy Hill ainda comandaria a dupla em outro grande sucesso, o já citado Golpe de Mestre, também contrabalanceando humor e violência. Finalizo o Clássico em DVD da semana com alguns dos grandes trechos desta marcante obra cinematográfica, embalada pela canção composta exclusivamente para o longa, sendo inclusive ganhadora do Oscar, Raindrops Keep Fallin' on My Head. Com esta perda, não somente as gotas de chuva escorrerão pelas nossas cabeças, mas as lágrimas apertadas estarão em nossos olhos ao apreciar inesquecíveis interpretações cinematográficas de uma época em que os grandes astros de Hollywood morriam de velhice depois de uma longa carreira e não de overdose precocemente nos abandonando.  

80 Minutos é Pouco…

sexta-feira, 26 de setembro de 2008
U23D

U23D

Fevereiro de 2006. Eu ainda era uma estudante de Ecologia e estava fazendo um estágio de 3 meses em uma comunidade isolada de pescadores chamada Marujá, localizada no Parque Estadual da Ilha do Cardoso, extremo litoral sul do estado de São Paulo já na fronteira com o Paraná. Eu estava a nada menos que 3 horas de barco e 5 horas de ônibus da capital paulista. Mesmo assim percorri este longo caminho até o Estádio do Morumbi para apreciar a Vertigo Tour da banda irlandesa U2. Apreciar não. DELIRAR. Não vou ser nem um pouco neutra e negar que o U2 é a minha banda favorita! Fiquei encantada e chorei do começo ao fim, cantei do começo ao fim, fiquei com o coração apertado e o estômago doendo do começo ao fim... E horas depois, ainda tremendo de êxtase, peguei o ônibus e o barco de volta para a ilha. Este ano fui presenteada em saber que poderia conferir o show no inovador formato 3D. Mesmo estando a certo tempo em cartaz, por questões de trabalho somente agora pude assistir a obra. E não me arrependi! Bem, você deve estar se perguntando por que eu dei apenas 4 películas para filme se sou tão fã assim. O problema é que passou rápido de mais a experiência em 3D. Dar apenas 1 hora e 20 minutos é explorar pouco o potencial tecnológico e musical que poderia render muito mais tempo de projeção. Além disso, o corte temporal resultou na ausência de canções como Elevation, Misterious Ways e City of Blinding Lights. Posso estar sendo uma fã abobada, reclamando de boca cheia. Mas fica aqui o elogio para a tecnologia 3D, que como está explicitada na sessão A Crítica, pode ajudar a diminuir a pirataria e mais uma vez inovar a indústria cinematográfica retardando o seu sempre tão anunciado fim. Além disso, poder ter a sensação de apreciar o show de ângulos inimagináveis, é único e totalmente inesquecível. Como aquela noite chuvosa de Fevereiro de 2006...

Com R$5,50 Eu Teria Comprado 6 Camisinhas e …

sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Branca de Neve - Depois do Casamento

Branca de Neve - Depois do Casamento

Mesmo aproveitando horários promocionais durante a semana, ir ao cinema a um preço justo e principalmente para ver uma obra que seja financeiramente compensadora, se torna em certos contextos algo escasso. Dito isso, os R$ 5,50 que gastei para conferir Branca de Neve – Depois do Casamento (2007) resultaram em perda de uma preciosa parcela de meu tempo e dinheiro. Poderia muito bem ter assistido outra coisa e, portanto, estar postando sobre outro filme aqui. Mas para não acharem também que tudo que eu assisto é bom, vamos lá. Para começar a sala estava quase totalmente vazia, com apenas 3 colegiais com pipoca e refrigerante ao fundo. Péssimo sinal! Durante a projeção, cada palavrão dito ou peitos e pênis aparecendo, risadinhas ecoavam do trio. E eu estática pensando ‘Meu Pai, quanta tinta e película indo para o ralo...’ Para resumir e também não ficar gastando espaço no MovieYou em um filme que pode estar sendo apenas mal-compreendido, vou simplificar minha recomendação: Se você nunca foi à um motel e assistiu aqueles filmes que passam nos canais prive disponíveis nas suítes mais caras, Branca de Neve – Depois do Casamento foi feito na medida certa para sua vasta experiência sexual.
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