A primeira vez que tive contato com o filme de Carla Gallo, O Aborto dos Outros (2008), foi lendo a coluna da redatora-chefe da revista Época, Ruth de Aquino. Para mim aborto sempre foi uma questão exclusivamente feminina e que não há amparo legal atualmente no Brasil para quem opta por aborto (exceto estupro e má-formação) por dois motivos muito claros. Primeiro: a nossa lei sobre aborto de 1940 é claramente arcaica e machista, impedindo o direito feminino de decisão. Segundo: o Brasil não tem nível de educação suficiente para que o aborto seja considerado como última opção dentro de um planejamento familiar consciente, e não como método contraceptivo. O filme da diretora paulistana vem justamente cutucar nas feridas abertas pela questão. As situações mais chocantes mostradas no filme para mim foram a da menina de 13 anos estuprada a caminho da escola. Mesmo grávida, pediu uma Barbie de Dia das Crianças para a mãe. Teve o direito legal de abortar, mas sem antes deixar de ser destratada pelo escrivão que registrou seu Boletim de Ocorrência, a “alertando” que iria ser difícil ela conseguiu o direito na justiça. Não só conseguiu como assistimos a todo seu sofrimento e impacto psicológico durante o processo de contração induzida dentro de um hospital público de qualidade. Outro caso a se pensar é o da empregada doméstica que tomou um remédio abortivo e foi parar quase morta no hospital. Foi denunciada por uma vizinha e acabou ficando 1 semana algemada na maca! Temos aí o nosso abismo social do Brasil. As mulheres ricas vão a açougues de luxo, e pobres ficam desumanamente algemadas. Onde está a lei “neutra” nesses casos? Só cabe a Deus olhar por nós, mulheres. Pois se aborto é pecado, creio que Deus sabe o sofrimento que é ser mulher aqui na terra, principalmente neste sub-mundo que é Brasil, e que Ele se disponha a nos perdoar por poupar nossos filhos de sofrer as injustiças dessa terra desumana.
O Meu Aborto, O Seu Aborto !
Mariana Bonfim12 de setembro de 2008





















a ultima vez que vi deus e uma opinião favorável ao aborto no mesmo contexto foi quando a Record exibiu propagandas pró-aborto. bastante estranho, mas acho legal. meio incoerente, mas ótimo.
soh um ps: ma formaçao nao eh caso de aborto no brasil.. risco de vida da mae q eh…
Com tantas formas de evitar uma gravidez e tem gente que defende o aborto. O que o governo deveria é oferecer gratuitamente, pílulas anti-concepcionais. No nosso pais deveria existir planejamento familiar. Morrem mais mais pobres justamente por não terem acesso a informação e nem dinheiro para comprar a pílula.
E esse negócio de “direito da mulher” pra mim é puro feminismo. A mulher fez sozinha essa criança? Não. É injusto tratar o aborto como “questão exclusivamente feminina”.
Quer ver a contradição? Via de regra os pró aborto defendem um debate na sociedade e um plebiscito. Aí, eu eu pergunto: e quem vota? Ora, homens e mulheres. Eles dizem.
Mas não é uma “questão exclusivamente feminina”????
Ninguém tem direito de abortar uma criança. Mas todos deveriam te direito de escolher quantos filhos quer ter. Como? Planejament familiar e informação.
Ao meu ver esta é uma situação muito mais complicada do que parece. Vai além de preceitos morais ou religiosos. O que está se discutindo, de certa forma, é um tipo de homicídio, o aborto é nada mais que dar o direito da mãe tirar a vida do filho que ainda não nasceu – ocorre aqui quase uma relação de propriedade entre mãe e filho. Por mais que racionalmente pareça prudente privar uma criança nascida fora de uma realidade planejada de viver, esta decisão não pode ser feita por nós e tampouco pela criança e portanto por ninguém.
Mas, por outro lado, a situação não é tão simples – como negar a uma mulher que sofreu um estupro o direito de não ter o filho fruto deste crime? Eu diria que mesmo deixando de lado a opinião da Igreja, o que deveria de fato ser feito já que o Brasil é um país laico, ainda sobram alguns problemas, o principal é que o direito ao aborto se sobrepõe ao direito que a criança tem de viver.
o caso é o seguinte: quando começa a vida? na concepção, na formação do sistema nervoso ou no nascimento? resolvida essa questão, resolvido o problema do aborto, já que não da pra matar uma coisa que não ta viva. eu acho que na formação do sistema nervoso, logo, sou a favor do aborto, por qualquer motivo até o 3 mês de gravidez e contra depois disso até em caso de estupro, porque se a mãe foi estuprada e não aborto ou tomou qualquer providencia em 3 meses, não tem que reclamar nada. o direito não socorre aqueles que dormem…
[...] This post was mentioned on Twitter by Ipas Brasil. Ipas Brasil said: RT @MarianaBonfim Minha opinião sobre Aborto, após ver o filme de Carla Gallo "O Aborto dos Outros". http://migre.me/866C [...]
Olha quem é a favor do aborto!
Imagine sua mãe te abortando e vc nem taria a aqui escevendo comentario .
Ou seja vc é a favor da sua propria morte.
Se nao tivesse jeito de evitar um filho mas tem varios!
Até animal quando perde seus filhos no ventre sofrem.