… No caso, o surgimento do rock feminino (ou feminista?). Terno e suspensórios, gravata e chapéu na cabeça. Poderíamos até estereotipar Patti Smith simplesmente por seu visual. Mas o documentário Patti Smith: Sonho de Vida (2008) em cartaz na 32º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo nos conduz além das lendas e do senso comum que se criaram a cerca de um dos maiores ícones da contracultura. Confesso que senti os 108 minutos de película de arrastando um pouco, 2 horas que pareciam 4! Mas depois refleti que a estética do documentário como um todo reflete intrinsecamente a personalidade da artista, ativista, mãe, mulher, Patti. A fotografia oscila de pontuais cenas coloridas a uma dominância do preto-e-branco. A edição acende e apaga a vida e o cotidiano, que hora aparece totalmente agitado com protestos anti-bush e shows viscerais e em outros momentos é pacificado pela proximidade com a família e a filosófica oriental. Mesmo sem conhecer muito de sua carreira, me surpreendi cantando algumas músicas marcantes para a história do rock, além de rir muito com a imitação que ela faz do amigo Bob Dylan (você pode conferir um pouco no trailer abaixo). De qualquer forma, fãs de punk ou folk, pros-Obama ou McCain, fica a recomendação de tentar entender um pouco dessa personalidade que mais parece um bando de cavalos selvagens descontroladamente a galope por um grande e imenso campo deserto de idéias e atitudes.
É uma Longa História… Onde Tudo Começou…
Mariana Bonfim24 de outubro de 2008





















Putz. Não sei se esse doc chega a Porto Alegre. Sou fã da Patti Smith. O álbum Horses é de cabeceira. Curti teu blog. Sou cinéfilo também, mas ainda bem preso ao cinema americano, desde Griffith até Christopher Nolan.

Meu blog é http://www.angelo-pilla.blogspot.com.br
Beijos.
Gostei mto de seu site! J