E eu que pretensiosamente enchia a boca para falar que O Estranho Mundo de Jack (1993) era uma criação exclusiva do Tim Burton, diretor cujo estilo mórbido e macabro consegue ser ao mesmo tempo encantador em sua trama e marcante em seu acabamento visual. Só para citar alguns de seus trabalhos temos Batman (1989) e Batman – O Retorno (1992), Edward Mãos de Tesoura (1990), A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça (1999), Peixe Grande (2003), A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005) e Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007). Como eu dizia, se O Estranho Mundo de Jack estampa o nome do diretor penso que foi apenas por uma questão comercial e pelo fato do argumento do filme ser dele. Mas o verdadeiro responsável pela magia do visual stop-motion do filme é Henry Selick. E agora, 16 anos (!) depois somos presenteados com um novo vislumbre de visual gótico, mas agora muito mais profundo e existencial com Coraline e o Mundo Secreto (2009). Cabe destacar que nesses 16 anos Selick se dedicou também a concepção visual de James e o Pêssego Gigante (1996). A questão da demora também se deve ao fato de, mesmo com várias inovações tecnológicas e digitais, a técnica de animação em stop-motion ainda exige a arte quase artesanal de construir bonecos e cenários de massa de modelar e infinitamente fotografá-los, “mexer um pouco a massinha” e então fotografá-los novamente. Porém o resultado final é deslumbrante, fico imaginando se tivesse visto o longa em 3-D. E para não ficar apenas no campo visual do filme, a trama em si é muito profunda e instigante. O roteiro é baseado no livro homônimo de Neil Gaiman, que apenas conhecia por seus trabalhos na graphic novel Sandman. Cabe também ressaltar que já faz tempo que deixei de subestimar as animações como algo que cabe apenas no universo infantil. Prova disso são os questionamentos que nós adultos podemos tirar de produções como Wall-E (2008), Happy Feet (2006) ou Bee Movie (2007). Mesmo assim fiz questão de levar minha priminha de 10 anos para assistir Coraline comigo, tanto pela temática do filme ser mais “dark” e assim ela talvez perder o medo do escuro, quanto pelo fato da personagem ter a mesma idade que ela, o que poderia gerar como consequência uma identificação quanto aos conflitos que ambas vivenciam. Após a sessão eu estava tagarelando sem parar sobre o quanto havia gostado do longa, e minha priminha estava silenciosa. Questionei-a sobre o que achara do filme e ela apenas se limitou ao “achei legal”, mas notei o quanto ela estava quieta e pensativa, refletindo sobre o que acabara de ver. Excelente, pois mais uma criança sai do mundo de fantasia e a transporta para o mundo real, sem mentiras, falsidade, estupidez, subestimação ou irrelevância.
Sim, É Tudo Massinha!
Mariana Bonfim25 de fevereiro de 2009




















[...] é do Tim Burton, mas ele apenas produziu e roteirizou a história. Como esclarecemos no post de Coraline e o Mundo Secreto (2008) o diretor responsável por toda aquela massinha cantante é Henry Selick. Outro engano muito [...]
pessoal gostei muito de vezes acharem o filme legal.
mais há um segredo (naum é massinha) é latex ,hoje em dia é muito dificil encontrar filmes de massinha é tudo com borracha latex
eu fasso animaçoes a alguns anos em stop motion (a famosa animaçao em massinha q naum é feita em massinha)tenho até algumas animaçoes na tv cultura.
aki uns links no making of de coraline vale apena ver
http://www.youtube.com/watch?v=46t10qz_6DA
http://www.youtube.com/watch?v=iP-umkLRC9A
http://www.youtube.com/watch?v=K5MS3sgOz5k
http://www.youtube.com/watch?v=2qPL-cypf_o
espero ter ajudado em algo.
aki esta um link de um filme feito de massinha esse sim é massinha
http://www.youtube.com/watch?v=1JHSBKvY23Q