O média-metragem Sobreviventes (2009) de Miriam Chnaidermann e Reynaldo Pinheiro já implica em seu título a temática central da qual trata a obra: homens e mulheres que se julgavam mortas pelos outros ou por eles mesmos por passarem pelas mais tristes penações, mas que estão vivos para semear sua história. Temos um detento que sobreviveu ao massacre do Carandiru, um mendigo que saiu das ruas, uma viciada em drogas que está limpa, presos políticos que sofreram tortura durante a ditadura militar, um soropositivo que ainda vive graças ao coquetel de remédios, uma mulher que teve depressão pós-parto e foi internada em um manicômio, uma mãe que perdeu duas filhas em um desabamento de terra sobre sua casa, uma grávida que sobreviveu a um grave acidente de carro, um professor negro que muito lutou para vencer o preconceito racial e um bandido que virou escritor. As imagens são simples: as pessoas sentam em uma confortável poltrona de veludo verde que está dentro do que parece um túnel de tijolos e seus depoimentos são intercalados com cenas de um ensaio da companhia de teatro Oficina e imagens de trens paulistanos correndo pelos trilhos. Tudo para metaforizar e enfatizar as belíssimos e comoventes falas destes sobreviventes do que valorizar a imagem em si. Assista a este documentário de coração e mente aberta, pois cada um tem a sua história, mas alguns têm uma trajetória especial e exemplar.
Exemplos
Mariana Bonfim26 de março de 2009





















Nossa, que pesado. Por que ninguém faz documentários sobre coisas leves? Que mania.
Me parece interessante. Eu gostaria de ver. Tem um domumentário que é muito bom que é o Fala Tu, de rapper cariocas, não focado no rap, mas em suas vidas e no sonho de ganhar a vida com o rap. Eu vi no Festival do Rio, sei lá quantos anos atrás.
Beijos Mariana.