Hoje um buraco no meio de Manhattan, uma cratera de lembranças de dor e perda. Ao se aproximar dele, seu coração se oprime com a busca na memória de “Onde eu estava naquele 11 de Setembro ?”. Se a data marcou para sempre o terror na mente ocidental estado-unidense e nova-iorquina, um francês de nome Philippe Petit conseguiu em 7 de Agosto de 1974 um feito capaz de apenas recordamos as imponentes sombras do WTC como algo poético e que metaforiza totalmente o quanto o homem é capaz de quebrar as barreiras do que é taxado de “humanamente-impossível”. O diretor britânico James Marsh no documentário ganhador de Oscar e vários outros prêmios O Equilibrista (2008) nos faz um paralelo de como ocorreu a construção das Torres Gêmeas ao mesmo tempo em que um jovem circense planejava de forma artisticamente criminosa encenar o maior espetáculo da sua vida no topo delas. Vemos o que significa amizade e companheirismo ao nos depararmos com o quanto diversas pessoas se empenharam para que o feito não se transformasse em tragédia. Como deve ser difícil saber que a vida do outro está em suas mãos e, literalmente, por um fio. Mas o grande mérito deste crime artístico do século XX é todo de Petit. Ao vermos as imagens do vão vertical de 450 metros que ele atravessou 8 vezes em cima de um cabo de aço amarrado em cada torre, os piores palavrões vem à mente, além de alguns “louco, retardado, maluco” e adjetivos do gênero. E de arrepiar, chorar e pensar. Um tapa na cara do comodismo de que nada pode. Com talento e sim, muita ousadia acho que podemos nos dar até o luxo de arriscar. Não , não vou começar a fazer malabarismo com as minhas garrafas de cerveja esverdeadas. Mas acho que posso tentar superar a caminhada de 30 quilômetros por praias, pedras e trilhas no mato e mangue que fiz em 9 horas. O que acha?





















Inspirador, não assisti ainda, mas com certeza vou assistir. =]