Certamente para muitos cidadãos deste planeta, incluindo a blogueira que vos fala, considerou como a cena mais marcante do finado ano de 2008 aquela ocorrida no dia 15 de Dezembro. Em uma entrevista coletiva na invadida capital do Iraque Bagdá, o então presidente dos EUA George Walker Bush recebeu do jornalista iraquiano Muntazer al Zaidi duas sapatadas na cara acompanhada dos dizeres em árabe: “Este é seu beijo de despedida, cachorro!” Bush soube se desviar dos calçados com reflexo ninja, mas a ofensa ficou extremamente marcada na história recente. Depois de dois mandatos recheados de tropeços latentes e erros grotescos, o mundo dizia adeus ao texano guerreiro e saudava o havaiano cheio de paz, amor e esperança Barack Obama. Aproveitando a deixa política, o diretor nova-iorquino Oliver Stone lançou sua visão ante a biografia da conturbada figura de Bush. Stone possui no currículo longas que tratam de presidentes estado-unidenses, caso de JFK (1991) e Nixon (1995). Ambos longas têm em sua trama muita polêmica e nenhuma contundência ante aqueles que um dia ocuparam a Casa Branca. Mas no caso de W. (2008), sobre o Bush filho a contundência é, infelizmente, a regra. Há um certo sarcasmo em cena que nos proporciona momentos para nos deliciarmos em ver as trabalhadas com as quais o personagem conseguia se envolver. Em resumo vemos um filhinho de papai sem nenhuma aptidão ou dom latente tendo como única opção de vida ser a sombra do pai em uma carreia política republicana. Na maior parte das cenas Bush está comendo ou bebendo, uma interessante metáfora sobre sua fome e sede de poder e nada mais. Mas se fora nos antros políticos ele é um falastrão, durante as reuniões decisivas sobre a Guerra do Iraque ele não passava de um ouvinte deixando seu país nas mãos de uma decisão por guerra com o único objetivo de garantir as futuras reservas petrolíferas necessárias a manter uma nação que precisa de 25% da produção de energia mundial. Dói ouvir as falas de Bush menosprezando o Tratado de Kyoto. Ao final em uma famosa coletiva de imprensa ao ser questionado qual seria seu papel na história e quais foram seus erros e o que aprendeu com eles, há apenas balbucias como resposta. Josh Brolin, intérprete de Bush vale o ingresso. E pensar que um dia quando garoto ele interpretou o valentão do filme sessão da tarde Os Goonies (1985). Quanto a Stone, faltou-lhe ousadia. Faltou-lhe justa e merecidamente jogar alguns sapatos e se despedir do cachorro. E não estamos falando de Kenzie.





















W. Bush é tão idiota quanto Nixon, ia no automatico mesmo. Tatnto que ele depois de tanta coisa que fez de errado, a maior preocupãção no final de seu governo era ser engraçado. Eu li que o Obama, está abrindo a caixa preta, denunciando várias mazélas da Bush Era. Se isso mudará alguma coisa não sei, mas é bom ver o Governo do “Mundo” nas mãos certas.
Beijos Mariana.