Em 1954 era publicado na Inglaterra a trilogia do escritor J.R.R. Tolkien O Senhor dos Anéis. Mais do que uma obra de fantasia, o inglês soube extrair de sua mente criativa toda a geografia da Terra-Média, sua história, povos e línguas. Nada mau para um filólogo da Universidade de Oxford cujo círculo de amizades incluía C.S. Lewis, também autor de uma vasta obra fantástica denominada As Crônicas de Nárnia. Pois bem, cerca de 50 anos depois de Tolkien ter mostrado ao mundo as aventuras de um hobbit para destruir O anel de imenso poder e dominação , o neozelandês Peter Jackson, que apresenta uma imensa semelhança com esse povo de menor estatura, assume o desafio de filmar o “infilmável” livro. Senhor dos Anéis não será a primeira nem a última obra a ser taxada como impossível de se transpor ao cinema . Por décadas duvidou-se que seria impossível um filme razoável da graphic novel Watchmen e este ano tivemos a prova de que fosse possível, com um resultado final bem satisfatório em qualidade fílmica. Mas no caso de Jackson toda uma estrutura megalomaníaca estava por trás. Os atores e equipe de produção foram transpostos para as terras da Nova Zelândia, país que apresenta paisagens belíssimas que se assemelham as descrições de Tolkien da Terra-Média. Por 5 anos houve um mergulho total para se construir cenários, figurinos, treinar cavalos, ensinar os atores a falar élfico, gravar, elaborar todos os efeitos especiais e fazer a edição final. Tinha tudo para ser um fracasso, mas resultou em uma trilogia primorosa que acumulou 17 Oscars nos 3 anos em que cada parte foi lançada. Apesar de toda liberdade criativa, Jackson ainda assim teve que abdicar de muitas coisas. Logo no roteiro cortou personagens como Tom Bombadil, o que causou comoção nos fãs mais fervorosos da obra literária. Mesmo assim houve muitas cenas gravadas que foram vetadas pela distribuidora a fim de evitar filmes de 4 horas de duração, o que poderia espantar o público e sua bilheteria. Mas quem soube admirar o trabalho do diretor pediu mais e teve em troca um primoroso box em DVD das versões estendidas de cada parte da Trilogia: A Sociedade do Anel (2001), As Duas Torres (2002) e O Retorno do Rei (2003). Infelizmente esta versão não foi lançada em terras tupiniquins, um erro grotesco que até hoje não compreendo. Porém, graças a ajuda de um amigo que viajou à Inglaterra pude enfim ter acesso a versão real deste verdadeiro clássico. Como fã fervorosa da obra literária e cinematográfica aconselho: leia o “paralelepípedo” literário e assista as 10 horas de mais bela obra cinematográfica.






















O Senhor dos Aneis ainda não conseguiu me fisgar, mas admiro o fato de JRR Tolkien te-lo escrito nos trincheiras. Eu vi o primeiro filme no cinema, mas os demais, não tive a mesma paciência. Estou esperando ansioso pela adaptação de Hobbit, de Guillermo Del Toro.
Beijos Mariana.
Divido minha vida cinematográfica em antes e depois de “O Senhor dos Anéis”. Foi através de “O Senhor dos Anéis” que voltei a amar o Cinema. Foi através de “O Senhor dos Anéis” que passei a cobrar dos filmes mais do que mero entretenimento, uma vez que, ao menos para mim, a obra de Tolkien (que também li (duas vezes por sinal) e sou fã fervoroso, mas, ainda assim, acreditem ou não, prefiro o filme – e Tom Bombadil fez falta, mas entendo a retirada dele da obra-cinematográfica) e, agora, de Peter Jackson, me levou a muitas reflexões sobre a vida e o sentido desta.
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Enfim, amo incondicionalmente a trilogia cinematográfica e emociono-me imensamente com a mesma (por mais racional e mal humorado que eu seja), tanto que, enquanto lia o seu texto, Mariana, meus olhos começaram a lacrimejar. Só espero que alguém aqui do trabalho não tenha reparado nisso
E que venha “O Hobbit”, apesar de acreditar que Guillermo Del Toro não terá a mesma afinidade que Peter Jackson demonstrou para com a obra de Tolkien.
De qualquer forma, creio que esta tem sido a maior espera de toda a minha vida.
Muito bom esse tópico, é interessante ler mais profundamente sobre a obra e sobre a vida do próprio autor.
A trilogia “O Senhor dos Anéis” está marcada na memórias de todos já, tanto na literatura quanto no cinema, e mais além ainda… em jogos também.
É tão impressionante ver como mentes de antigamente pensavam, como conseguiam criar tais mundos, do mesmo modo que George Lucas em “Star Wars”.