“Mirem-se no exemplo daquelas mulheres, de Athenas!” Parece que a canção de Chico Buarque estava na cabeça do diretor e roteirista Cláudio Torres de A Mulher Invisível (2009) quando este criou a personagem de Amanda: gostosona, dona de casa prendada que limpa o chão de quatro e só de lingerie, assiste com prazer jogo de futebol da terceira divisão e aceita de maneira totalmente compreensiva uma traição do companheiro Pedro. Pedro e Amanda parecem papéis perfeitos e sob medida para Luana Piovanni e Selton Mello. Além disso, a química entre os dois funciona perfeitamente em tela o que resulta em cenas impagáveis entre o casal. Mas nem tudo são flores e, durante a película, Pedro vai dolorosamente constatando que Amanda não passa de fruto de sua imaginação machista. Machista sim, pois dá até um desgosto feminista ver o quanto Amanda é fútil e submissa durante boa parte da trama até a sua revolta final, que não evolui muito no quesito quebras de paradigmas. Mais do que revelar o lado feminino do homem, esta mulher expõe o que todo cara no fundo deseja: alguém com corpão 100% e questionamento zero… E isso nos faz lembrar que ainda existem em nossa sociedade brasileira diversas “mulheres invisíveis” que ficam a sombra de seus homens. Mulheres que não estudam ou trabalham sem total consentimento do companheiro, não cortam o cabelo curto porque eles não gostam, não fazem uma tatuagem porque não podem ser tocadas por outros homens, não andam de transporte público, pois seus machos acham que outros machos vão abusar delas durante as freadas. Parece absurdo e irreal, coisa de 50 nos atrás, mas existem sim mulheres que vivem esta pressão e eu conheço pessoalmente pelo menos uma que se encaixa em cada situação que descrevi acima. Todas longe ser Amélias, mas Helenas que se miraram no belo exemplo daquelas mulheres, de Athenas..





















Certos homens se contentam em ter bonecas de carne ao seu lado, mas creia que são as com personalidade forte que atraem mais, como aliais é da própria Luana Piovani. Eu ainda não vi o filme, mas de antemão digo que o filme também sofre com algo que é a mudança dos tempos, se você for pensar não é tão absurdo hoje em dia uma mulher curtir um futebol na tv, até pq tem muitas que jogam melhor que a gente. A garota do auto esporte sabe tudo de carro. Seria impossível por exemplo fazer o Homem Invisível, pois como diz o Caetano:
“Todo homem, todo lobisomem
Sabe a imensidão da fome
Que tem de viver
Todo homem sabe que essa fome
É mesmo grande
Até maior que o medo de morrer
Mas a gente nunca sabe mesmo
Que que quer uma mulher ”
Beijos Mariana
esse filme é uma mistura de coisas, indefinido. pra quem viu o forgetting sarah marshall vai ver que a maneira em que o selton recebe a noticia da separação é muito parecida com a do jason siegel e não porque é uma separação é assim e todos nos comportamos dessa maneira, e sim porque é muito parecida mesmo, os trejeitos do selton com os do jason. e pra quem viu lars and the real girl sabe que essa excentricidade engraçada de se apaixonar por uma mulher fruto de seu incosciente é quase igual a se apaixonar por uma boneca. esse filme força, o selton pode ser um bom ator, mas os gritos dele não soaram tão verdadeiros. eu ainda num consigo ver uma boa comédia aí. e ah!, eu prefiro a maria manoella.
A comparação com a música do Chico foi perfeita.
O filme se perde um pouco no roteiro no final, mas até que faz o papel de entreter. Concordo com o 3/5
Bjooo