Se você, mulher, acha que Sex and the City – O Filme (2008) é o longa ideal para assistir com as amigas, é porque ainda não conferiu Caramelo (2007) da cineasta libanesa Nadine Labaki. De forma singela e muito mais próxima da nossa realidade de mulher do terceiro mundo, a obra narra a história de um grupo de amigas em um salão de beleza. Pode parecer superficial, mas as relações profundamente amorosas e sinceras que se desenvolvem através dos cuidados com a beleza feminina são por de mais emotivas. O caramelo que dá título ao filme remete a técnica libanesa de depilação: derrete-se o açúcar, fazendo-o virar uma espécie de pasta e é isto que arrancará os indesejáveis pelos da pele da mulherada. Porém não é só de pele que vive Caramelo, o filme também tem belíssimas cenas relacionadas a cabelera feminina. Uma das personagens do filme é homossexual e se apaixona por uma cliente que tem longos cabelos sempre lavados por ela no salão. Até o dia que a cliente decide cortas as longas madeixas curtíssimas! Na verdade, temos a transformação física metaforizando a transformação sexual e sentimental sugerida para a personagem. No longa também temos a delicada situação da garota que irá casar com um homem que muito ama, mas que precisará fazer uma reconstituição de hímen pois não é mais virgem e o noivo não o sabe. Outra personagem interessante é a quarentona que insiste em não aceitar que está envelhecendo, se vestindo de jovem e fingindo que ainda menstrua. Outra personagem é uma senhora em dúvida entre cuidar da irmã que está gagá ou embarcar em um amor. E por fim temos a belíssima Layale, interpretada por Nabine Labaki que também dirige o longa. Ela tem uma complicada relação com um homem casado e seu grande questionamento é descobrir quem é esse mulher que ele não abandona para enfim ficar com ela? As vezes as fêmeas são assim, sabem como é amar ou dar amor mas não conseguem entender essa possessão masculina de ter muitas de nós. Será que eles nunca vão entender que só eles nos bastam e que nós também deveríamos bastar a eles? Nossa mas que bobagem… afinal isto são apenas feminices açucaradas, não?!




















