No último dia 3 de Junho faleceu de forma ainda totalmente obscura e misteriosa, o ator californiano David Carradine. Fiquei demasiada triste e chocada, me sentindo uma pequena gafanhota órfã do Grande Gafanhoto! Cito o nome deste inseto pois Carradine, nascido em uma família de outros Carradines atores foi lançado ao estrelato pela série Kung-Fu que teve 4 temporadas entre 1972 e 1975. Um guerreiro do templo chinês Shaolin que vai para a América para usar o que sabe em prol de defender os fracos e oprimidos. Por pouco não seria Bruce Lee a ficar com o papel, mas era o destino de Carradine fazê-lo. Uma curiosidade interessante é que o primeiro papel em meio audiovisual de Jodie Foster foi nesta série aos 12 anos! (Para ver o vídeo clique AQUI) Mas o ator não ficou restrito ao universo da pancadaria. Com uma lista de mais de 200 filmes no currículo, deixando com sua morte 7 trabalhos inéditos, Carradine teve a imensa honra de ser dirigido por 2 grandes cineastas que admiro muito. Um deles foi o sueco Ingmar Bergman no longa O Olho da Serpente (1972) no qual Carradine faz o papel principal contranecenando com a belíssima Liv Ullmann. E o outro diretor foi o americano Quentin Tarantino, responsável por fazer com que a minha geração conhecesse o californiano. Em Kill Bill vol. 1 (2003) vemos apenas as mãos de Carradine sob a espada samurai e sua voz marcante. Mas em Kill Bill vol. 2 (2004) o vemos contracenando em belíssimos diálogos, como a sua clássica fala do Superman que pode ser vista no link abaixo. Apenas para falar um pouco mais da obra, penso que Tarantino foi muito mau compreendido nela. Primeiro que o correto seria termos apenas um volume, mas as questões comerciais falaram mais alto e tivemos essa dilaceração da obra em duas partes lançadas com a diferença de 1 ano entre uma e outra. Em segundo lugar, ninguém soube compreender muito bem a proposta de Tarantino de releitura de clássicos japoneses. Mas na opinião desta humilde blogueira, acho Kill Bill fantástico. Sei da importância de Pulp Fiction (1994) na história do cinema. Mas Kill Bill me facinou, tocou fazendo com que eu o assistisse muito mais vezes do que Pulp Fiction. Juro, toda vez que estou chateada e deprimida vejo Kill Bill para levantar meu ânimo pela vida. Não sei se é por temos uma mulher, mãe, forte e determinada como protagonista, a qualidade na trilha sonora, a presença de um anime no meio da história, mas pra mim Kill Bill é sim a grande obra–prima de Tarantino infelizmente mau compreendida. Voltando a Carradine deixo aqui registrada a promessa de ver todas as temporadas e todos os episódios de Kung Fu. Mas fica o pedido e a recomendação: Vejam Kill Bill sem preconceitos e amarras de rótulos!






















Um ator clássico, para filmes e programas clássicos. Eu acompanhei o Kung Fu: A Lenda Continua, que apesar de bem mais fraquinho que o original achava bem legalzão nos meus tenros anos. =] Triste a forma como morreu, mas é vida né?
Uma homenagem póstuma ao Grande Gafanhoto! Viva David Carradine! Agora contracenando com outros grande nomes do cinema… e até mesmo, quem sabe, fazendo um remake da série com Bruce Lee…
Gostaria aqui também de concordar com você: Kill Bill é a grande obra de Tarantino! O monólogo é o momento esperado em todo filme desse diretor… E o tema escolhido por ele, na minha opinião, foi ótimo! Gostaria de ter a certeza de que ele resumiu o filme nesse diálogo… mas não sei como… ele podia estar falando de Bill, disfarçado de um velho esperando a morte bater à porta… da Noiva, bancando de vítima…
Não sei… Só tenho certeza de que é um filme no qual se pode assistir inúmeras vezes!!
P.S.: Outros monólogos muito bons no filme são: O Discurso da Cottonmouth na mesa do Conselho e a Lenda de Pai Mei!
Eu também considero Kill Bill o melhor filme de Tarantino. Especificamente a 1.ª parte. A 2.ª já vem recheada das marcas registradas do diretor, não que elas sejam ruins, mas gosto mais do Kill Bill Vol.1. Tanto que o Kill Bill Vol. 2, imaginava que fosse um filme de duas horas de porrada entre o Bill e a Beatrix Kiddo, estiilo Yu Yu Hakusho, Cavaleiros do Zodiaco ou mesmo Dragon Ball, desenho claro. Mas, foi o que foi e foi ótimo assim.
R.I.P Caradine
Beijos Mariana