Relacionamentos amorosos. Todos vivem algum sabendo claramente que um dia eles começam, mas que um dia eles também acabam. Eles podem durar 4 dias como em As Pontes de Madison (1995), um verão como em O Segredo de Brokeback Mountain (2005) ou boa parte da vida como em O Curioso Caso de Benjamin Button (2008). Começar é fácil. Flerte, beijo, sexo, amor. E acabar? Pode ser a fuga de um, a briga de ambos, um matar o outro ou os dois se matarem. Mil casos infinitos de amor se espalham pelas tramas da cinematografia mundial. Mas finalmente o cinema brasileiro ganhou um longa a altura de toda uma geração que assistia Chaves e Cavaleiro dos Zodíacos, enquanto sonhava com o garoto mais bonito da sala ouvindo Back Street Boys ou tentava conquistar a menina dos sonhos usando camiseta de time de basquete norte-americano e blusa de flanela amarrada na cintura. Sim, pois a geração anos 90 também ama… e também termina seus amores. Falo de Apenas o Fim (2008) do ainda estudante de cinema na PUC/RJ Matheus Souza. Rifando uma garrafa de whisky e com boa vontade da galera do seu curso ele fez valer seu mais belo roteiro “woody-alleano”. A trama é simplória. Casal de 20 e poucos tem a sua última e derradeira conversa, meio lavação de roupa suja, antes de cada um ir pro seu lado. O que engrandece tudo isso são os geniais diálogos que citam Omelete, Jovem Nerd, Pokemón, He-Man, Super Trunfo, Menthos, Coca-cola, Mc Donald’s, Transformers, Star Wars, Bozo, Vovó Mafalda e tudo mais que marcou a vida de muitos. É de gargalhar com as sacadas. E também de chorar, pois quem nunca teve que terminar e ir pro seu lado, seguir sua vida, seu rumo mesmo que sem rumo? É clichê falar de amor ou falar que falar de amor é clichê que é clichê? Confusão nerdiana que nada. Apenas o fim, do que ficou pra trás e apesar de toda a mágoa será carregado no peito, pra sempre, melancolicamente, com muito amor.





















Realmente Apenas o Fim, entra no meu Top 5 Brasil. Uma das cenas mais marcantes é quando o Gregório entra no banheiro e faz uma expressão de quem está prestes a cair no chão de tanta tristeza. E lá fora com a Erica Mader, com uma lágrima escorrendo pelo rosto. Linda demais essa cena. E sim, é para a geração que acha que Transformers é melhor que Godard.rsrs.
Beijos Mariana.
Ótima crítica!!! =) O filme é tudo isso que vc falou!!! DIÁLOGOS GENIAIS!!!
Tb escrevi uma: http://oglobo.globo.com/participe/mat/2008/10/07/eu-bonequinho_em_apenas_fim_qualquer_semelhanca_pode_nao_ser_mera_coincidencia-548597935.asp