O nova-iorquino Tony Gilroy é o responsável pelo roteiro de diversos bons filmes de ação ou suspense como Advogado do Diabo (1997), Armageddon (1998), Prova de Vida (2000) e os três longas da Trilogia Bourne. Com tanto crédito positivo, seu primeiro longa no qual além do roteiro conduziu a direção foi rodeado de expectativas. O resultado totalmente positivo pode ser visto em Conduta de Risco (2007) que garantiu uma das melhores interpretações de George Clooney e um Oscar para a andrógina, mas sempre excelente Tilda Swinton. Ainda falando de Oscar, o próprio Gilroy foi indicado a melhor roteiro original e direção naquele ano. Um filme que concorreu um total de 7 Oscars incluindo melhor filme não deixaria seu diretor passar em branco. Em Duplicidade (2009), seu segunda longa na dobradinha “Escrito e Dirigido por” Gilroy conseguiu a façanha de nos deliciarmos um belo e surpreendente roteiro, totalmente imprevisível. Além disso, proporciona que vejamos Clive Owen e Julia Roberts a vontade no papel de dois espiões trambiqueiros. Agora se você pensa que haverá FBI ou CIA no meio, está muito enganado. A trama toda gira em torno da dita espionagem industrial, algo que pelo visto deve ser lugar comum nas grandes corporações, conglomerados e multinacionais. A guerra de patentes é secreta e vence quem consegue roubar primeiro do outro. Pena que duas falhas grotescas atrapalhem o longa. A primeira são as janelinhas estilo 24 horas que não casam com a edição de vai e volta no tempo. É a segunda é a trilha sonora de sons remetendo a algo cubano e caribenho que nada tem a ver com o clima de capitalismo e malandragem. Cortou o clima e só aquele olhar por baixo dos óculos escuros de Clive Owen para retomar.




















Eu vi Conduta de Risco a caráter (terno e gravata, depois do trabalho) no Odeon na Cinelândia, e é um dos melhores filmes que falam da minha profissão. Muito bom mesmo.
Beijos Mariana.