Depois de duas incursões totalmente ficcionais no cinema com Por Trás do Pano (1999) e Cristina Quer Casar (2003), o diretor Luiz Villaça parte para um novo projeto: transpor para a grande tela a vida de Roberto Carlos Ramos no longa O Contador de Histórias (2009). O resultado é um filme tocante e honesto que soube equilibrar humor e drama na história difícil e sofrida de Roberto. Ao contar sua própria vida, o protagonista deixa claro que o que se passa na tela é o que ele viveu ou uma interpretação do que ele viveu, portanto, o público pode se preparar para cenas de fantasia infantil que o personagem vivia, ponto alto de cominicidade na trama. Já as partes ultra-realista são mesmo chocantes, e não é para menos pois menino foi logo aos 6 anos enviado a FEBEM por uma escolha ingênua e inocente de sua pobre mãe, que possuía mais de meia dúzia de filhos para alimentar com o seu trabalho como lavadeira na periferia de Belo Horizonte. Fugindo várias vezes da instituição, Roberto tinha tudo para ser o típico marginal que já vimos em filmes como Cidade de Deus (2002) de Fernando Meirelles ou Última Parada: 174 (2008) de Bruno Barreto. Mas por um golpe de sorte ou destino, o pequeno delinqüente conhece a pedagoga francesa Margherit, que acredita em sua recuperação e se empenha em educar o menino encantada pelo dom que o pequeno tem em contar de histórias. Longe de ser clichê ou melodramático O Contador de Histórias nos faz ri e ao mesmo tempo toca no ponto esperança, de que não podemos taxar preconceituosamente ninguém de irrecuperável, que todos possuímos chances, basta encontrá-las ou serem encontrados por ela.
Era uma Vez… Uma Segunda Chance!
Mariana Bonfim5 de agosto de 2009





















Eu estou meio desanimado com filmes nacionais, não tive muita sorte com os últimos que vi que simplesmente detestei (A Mulher do meu Amigo e O Aborto dos Outros) enfim, tenho curiosidade mas não nego que já entro na sala esperando pelo pior rs…