Capitão Nascimento, Jack Bauer, Bradock, Rambo. Todos grandes machões do cinema que não tem medo de enfrentar o perigo e salvar a pátria (e o próprio rabo) a qualquer preço. E mais um desses homens de coragem figura agora na lista: William James interpretado por Jeremy Renner, merecidamente indicado à melhor ator juntamente com outras 8 categorias disputadas por Guerra ao Terror (2009) no Oscar 2010. É difícil entender como uma trama passada no Iraque focada no misto de adrenalina com testosterona que compõe o trabalho do esquadrão anti-bombas possa ter sido dirigido por uma mulher, Kathryn Bigelow. Com Caçadores de Emoção (1991), O Peso da Água (2000) entre outros filmes no currículo, a ex-mulher de James Cameron é a primeira diretora com chances reais de faturar a estatueta dourada. Seu trabalho atrás das câmeras é impecável, com muitos ângulos delicadamente conduzidos em lenta sequência, mas que transmitem sensações pesadas e negativas que só a morte eminente traz. Nas mais de 2 horas de projeção o contador explosivo ruma compulsoriamente de encontro ao público, cercando-o de fobia, medo e total apreensão. Uma ou outra cena de alívio cômico os tiram do transe, mas o roteiro perfeitamente bem conduzido hipnotiza totalmente rumo ao delírio massacrante de homens viciados em guerra. Talvez Avatar (2009) roube alguns prêmios de Guerra ao Terror, porém , ao contrário do conflito que ainda se estende apesar da vontade oposta do pacifista Obama, o filme certamente não sairá impune da história do Oscar.





















Engraçado que ao contrário de Avatar que foi uma mensagem mais universal de sucesso muito mais amplo no exterior, o ambiente de Guerra ao Terror é exatamente o inverso. Sob uma ótica extremamente americana e focada na segunda maior mazela do povo americano depois da recessão, o filme parece que é feito pra tocar o coração yankee acima de qualquer outra. A cena das caixas com os pertences dos soldados mortos é inconfundivelmente marca registrada de filmes de guerra americanos. Mesmo com esse ultra-nacionalismo e uma escorregada aqui e alí, os personagens bem construídos e a temática da guerra destruindo o homem por dentro ao invés de destruí-lo com balas, é simplesmente fodáximo. =]
Muito interessante o seu comentário e a análiese do filme, e ao q parece embora no globo de ouro ele tenha perdido o premio de melhor filme para AVATAR, dizm os especialitas q ao Oscar ele é favorito, foi certamente um filme despretensioso q acabou tornando-se um Cult, pela forma q é conduzida a historia q se resume na frase do frosntispcio, q Guerra é uma droga viciante…