O furacão Oscar passou de maneira fulminante na vida de Peter Jackson, laureando merecidamente o esforço deste diretor neozelandês em transportar o fantástico mundo de Tolkien para a grande tela. Após este período, o cineasta se aventurou em dirigir o fracassado King Kong (2009) e na produção de pérolas como Distrito 9 (2009), além de estar envolvidos em projetos super-aguardados como Tintin, em uma parceria com Steven Spielberg, e O Hobbit, com a companhia de Guillermo Del Toro. Neste meio tempo o diretor se envolveu na história sensível e marcante de Um Olhar do Paraíso (2009), baseado no livro homônimo de Alice Sebold. A trama conta sobre uma garota de 14 anos, estuprada e assassinada, que fica com o espírito aprisionado entre dois mundos, a terra e o céu, enquanto a sua tragédia não é vingada. O roteiro se divide em duas visões distintas e desconexas, a da menina neste purgatório, lembrando em muito as cenas coloridas e fantasiosas de Amor Além da Vida (1998), e na investigação do psicopata que a matou, em um estilo de suspense inconstante e inconsistente como o de Zodíaco (2007). O grande destaque da trama fica por conta das belas interpretações do elenco que compõe o filme: Susan Sarandon como avó da garota, Mark Wahlberg e Rachel Weisz como os pais. Ambas as atrizes já foram premiados pelo Oscar em Os Últimos Passos de um Homem (1995) e O Jardineiro Fiel (2005), respectivamente. Mark foi indicado em Os Infiltrados (2007) e Saoirse Roman, a protagonista, também recebeu uma indicação no mesmo ano por Desejo e Reparação (2007). Já Um Olhar no Paraíso marca sua participação no Oscar 2010 graças à atuação psicótica de Stanley Tucci, apesar de achar que ele perderá o prêmio de ator co-adjuvante para outro grande vilão, no caso Christoph Waltz como o coronel Hans Landa de Bastardos Inglórios (2009). Ao final, fica a dica deste sensível filme para quem possui uma mente aberta para a espiritualidade e esperançosa na humanidade que ainda somos capazes de encontrar, mesmo em meio a acontecimentos tão maldosos e brutais.





















Hans Landa é o que há. To torcendo pro Christopher Waltz também apensar de Tucci ser a melhor coisa do filme, sem dúvida.
Vou assistir agora, decisão feita após ler sua crítica! Simples, objetiva, mas com grande conteúdo histórico e sobre o roteiro! Parabéns!