Mariana Bonfim é amante da sétima arte. Já flertou muito com o cinema norte-americano, mas agora prefere affairs mais consistentes, como o cinema brasileiro, latino-americano ou europeu. Atualmente mantêm encontros periódicos com a argentina Lucrecia Martel, o espanhol Pedro Almodóvar e o brasileiro José Padilha.







Com R$5,50 Eu Teria Comprado 6 Camisinhas e …

sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Branca de Neve - Depois do Casamento

Branca de Neve - Depois do Casamento

Mesmo aproveitando horários promocionais durante a semana, ir ao cinema a um preço justo e principalmente para ver uma obra que seja financeiramente compensadora, se torna em certos contextos algo escasso. Dito isso, os R$ 5,50 que gastei para conferir Branca de Neve – Depois do Casamento (2007) resultaram em perda de uma preciosa parcela de meu tempo e dinheiro. Poderia muito bem ter assistido outra coisa e, portanto, estar postando sobre outro filme aqui. Mas para não acharem também que tudo que eu assisto é bom, vamos lá. Para começar a sala estava quase totalmente vazia, com apenas 3 colegiais com pipoca e refrigerante ao fundo. Péssimo sinal! Durante a projeção, cada palavrão dito ou peitos e pênis aparecendo, risadinhas ecoavam do trio. E eu estática pensando ‘Meu Pai, quanta tinta e película indo para o ralo...’ Para resumir e também não ficar gastando espaço no MovieYou em um filme que pode estar sendo apenas mal-compreendido, vou simplificar minha recomendação: Se você nunca foi à um motel e assistiu aqueles filmes que passam nos canais prive disponíveis nas suítes mais caras, Branca de Neve – Depois do Casamento foi feito na medida certa para sua vasta experiência sexual.

Um Dia Serás Compreendido!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Moulin Rouge!

Moulin Rouge! (2001)
Baz Luhrmann

Confesso que o contexto em que fui apreciar Moulin Rouge! (2001) foi um tanto quanto ‘alienado’. Eu tinha à época 16 anos e fui assistir ao filme com uma amiga fã de Christina Aguilera, hipnotizada pelo clip de Lady Marmalade. Nenhuma de nós, muito menos os outros presentes na sala de cinema, tinham qualquer idéia de que o filme era musical. Se para a maioria do pessoal da sala a sensação foi de total estranhamento ao ver os personagens cantando e dançando enquanto expõe suas paixões, eu e minha amiga ficamos encantadas! Na época eu já era fã de U2 e fiquei muito feliz com a inclusão da banda, e de outras como Nirvana, na trilha sonora totalmente moderna. Acabei re-assistindo o filme diversas vezes e decorando todas as músicas. Moulin Rouge! foi o primeiro musical que assisti, e até hoje é um dos filmes mais marcantes por justamente ter me surpreendido tanto na sala de projeção. Mas na época percebi que partilhava de uma admiração quase solitária, como na sessão de cinema com minha amiga. Revendo o filme na compania de outros amigos eu continuava sendo a única a gostar daquele esquema ‘cante-e-dance’. Até que ao entrar na faculdade de cinema, vi que não estava só em saber de cor o Elephant Love Medley. E também percebi que ao se distanciar em mais de 5 anos do filme, o público e a crítica já o via com outros olhos. Se na época de seu lançamento, o diretor do longa Baz Luhrmann foi negativamente visto e taxado de ‘brega’, hoje o filme Moulin Rouge! (2001) figura na categoria clássico graças à insistência de uma fatia de público e determinados críticos mais conscientes e de mente aberta. Não se espante com essa contradição. Cidadão Kane (1941) de Orson Welles e Blade Runner (1982) de Ridley Scott passaram por esse mesmo martírio: Antes Mal-Compreendido, Hoje CULT! E explicar porque isso ocorre é difícil até para qualquer Ciência Humana, como a Psicologia. A impressão é que a mente humana, quando está imersa, mergulhada em determinado contexto, não consegue analisar o que ocorre no próprio umbigo. Mas ao se distanciar geograficamente ou temporalmente a habilidade de análise se otimiza espantosamente. É como o meu professor de História nos questionava nesses meus ainda 16 anos: O peixe sabe que está no mar? Agora com 23 anos posso re-adaptar um pouco a pergunta: O ser humano sabe porque está no universo? Enquanto isso, vamos cantar e dançar...

Todo Crédito ao ABBA!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Mamma Mia!

Mamma Mia!

Eu não agüentei. Escrevo esse post ouvindo Dancing Queen, S.O.S, Gimme Gimme Gimme, Take a Chance on Me, Chiquitita, I Have a Dream, Honey Honey e Mamma Mia (é claro). Todos grandes hits de um dos ícones da década de 70, o ABBA. Sim, sou daqueles humanos que quando vai à festas de formatura ou casamento não vê a hora de chegar a parte Disco/GLS pra jogar as plumas e paetês para o alto , cantar e dançar. Por isso topei ir conferir o novo musical blockbuster Mamma Mia! (2008) e postar sobre ele aqui no blog, mesmo não sendo um tipo de produção cinematográfica que eu prefira. E depois do filme foi exatamente isso que restou: o ABBA. Ok, a fotografia é muito bonita, afinal gravar na Grécia dificilmente resultaria em erros. O elenco também tem crédito por possui grandes atores, mesmo os coadjuvantes, que se esforçam para que acreditemos na história sentimentaloide da filha que quer descobrir quem é seu pai. Pelo visto não tem Programa do Ratinho nem Teste de DNA naquele canto do mediterrâneo. Mas tudo bem, porque o negócio é a festa, cantar e dançar. Portanto Mamma Mia! é o filme perfeito para ir com a galera, emendando a sessão de cinema com uma balada Disco. Se não tiver nenhuma em sua cidade, organize-a. Só não esqueça de incluir Bee Gees, Village People, Gloria Gaynor e demais ícones setecentistas com toda purpurina necessária para animar a pista de dança.
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