Todo Mundo Tem um Tio Que …
quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Mon Oncle (1958)
Jacques Tati
... é a ovelha negra da família! O tio que bebe de mais nas festas e começa a contar piadas de português. O tio eterno solteirão que tem um carrão e está sempre bem acompanhado. O tio atrapalhado que nunca consegue arranjar um emprego decente. O tio que te leva pra passear nos lugares mais legais. O tio que te dá aquele presente no Natal, aquele que você realmente queria ganhar. E não estamos falando de um par de meias! Pois é, a galeria de tios excêntricos não tem fim. Mas na década de 50 todos os tios conseguiram ser reunidos em um único tio: Monsieur Hulot. O clássico personagem do diretor e ator Jacques Tati nos encantou em cerca de 5 longas, mas foi em Mon Oncle (1958) que o personagem mais despertou risadas. Com um cachimbo na boca, grunhidos e muita expressão corporal acompanhamos a saga desse tio mala ao lado de seu sobrinho que, é claro, o considera um herói e exemplo a ser seguido. Prestando um pouco mais de atenção além das situações pitorescas, nos deparamos com uma grande crítica a classe burguesa emergente da época com o seu culto a futilidade e alta tecnologia. Cabe ressaltar também que alguns podem estabelecer uma ligação de Monsieur Hulot com Mister Bean. Não, não é apenas coincidência porque a criatura inglesa imitou descaradamente o criador francês, seja no jeito atrapalhado quanto no fato de nunca pronunciar uma única palavra além de sons indistinguíveis. Finalizo então esse post com uma amostra da inocente originalidade de Jacques Tati.





