Assim Falavam os Símios
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

2001: Uma Odisséia no Espaço (1968)
Stanley Kubrick
Atravessar gerações de cinéfilo ao mesmo tempo ganhando o status de eterno Clássico. Que filmes já entraram para esta seleta lista? Para André Ventura da Cunha Vale no site Cinema em Cena Stanley Kubrick e sua obra 2001: Uma Odisséia no Espaço conseguiu ir além dos limites do universo cinematográfico, juntamente com o consagrado autor de ficção científica Sir Arthur C. Clarke, falecido em Março deste ano de 2008. “Quando duas das maiores autoridades em literatura e cinema se unem para fazer um filme, é de se esperar que saia uma coisa boa. Foi assim em 1968, quando o escritor de ficção científica Arthur Charles Clarke e o diretor de cinema Stanley Kubrick se juntaram e realizaram o espetacular 2001: Uma odisséia no espaço. O filme foi um sucesso imediato, não só pelas suas imagens intrigantes (como a da abertura, em que o Sol, a Terra e a Lua alinham-se), mas sim pela sua trama. 2001 conta toda a história da evolução humana, que começa com os homens-macaco, na parte do filme intitulada A Aurora do Homem, e termina com a transformação do astronauta David Bowman, interpretado por Keir Dullea. (...) Enfim, 2001: Uma Odisséia no Espaço faz parte da restrita galeria dos filmes que mudaram a história do cinema, que inclui apenas mais dois membros: Metrópolis, de Fritz Lang, e Matrix, de Larry e Andy Wachowski. 2001 não é um filme de ficção científica convencional.” O Blog Cine Rosebud nos dá uma contextualização á época que o filme entrou em cartaz no cinema, principalmente no que tange na visão da crítica com relação ao longa. “A recepção não foi das melhores e a crítica especializada dividiu opiniões à cerca do que tinha visto na tela. Ocorreram as mais diversas reações como gente deixando as salas e até mesmo algumas risadas dependendo das atitudes dos macacos na tela, no inicio do filme. Logo, Kubrick viu seu filme taxado de vazio, pretensioso, grotesco e amador. Sobretudo a crítica defendia que o diretor deveria ter usado ‘mais palavras’. No New York Times, em entrevista a William Kloman, Kubrick não fez referência a nenhuma crítica específica, apenas disse, com muita elegância: ‘Isso, claro, é parte da psicologia de resenhadores presos à palavra. Há certas áreas da realidade, ou da irrealidade, ânsia interior, chame isso como quiser, que são inacessíveis a palavras’. É claro que, paralelamente, o filme também despertava ótimas críticas positivas. Mas, a verdadeira intenção do cineasta tinha sido alcançada. Ele queria fazer ‘uma experiência intensamente subjetiva que alcançasse o espectador em níveis muito íntimos de consciência, como a música faz’”. O Portal Cinema ainda defende porque as críticas e análises desta obra são tão importantes. “Qual é o motivo para escrever uma critica de um filme que já conta com 40 anos de existência? Será admiração, ou a constatação de que ame-se ou odeie-se, este filme, acima de tudo consegue ter o estatuto de ‘obra de arte’. (...)Quem ler a critica muito provavelmente já viu o filme, e sabe certamente que os diálogos não são o ponto forte do filme. Este filme anda de mão dada com a subjectividade, e pretende questionar quem o visiona sobre os limites da consciência humana!” E neste final de ano, nada melhor do que parar para refletir a que passos a humanidade caminha rumo a 2009. Na lentidão cósmica ao som de Assim Falava Zaratrusta ou nos socos e grunhidos de bandos de símios?





