Atrasos e Acasos a La Marseillaise

Baby LoveSe questionamos que o Brasil é um país atrasado na legislação em prol dos homossexuais, um dos países berço de grandes revoluções também demonstra esse preconceituoso retardo, como mostra Marcelo Hessel Omelete: “O ator francês Lambert Wilson protagoniza este filme agridoce a favor dos direitos gays. Como um dos personagens de Baby Love (2008) diz logo no começo, até um país beato como a Espanha permite a casais homossexuais adotar filhos, mas na iluminista França isso é contra a lei.” Rômulo Augusto postou em seu blog Point do Cinema enfatizando que na verdade há um afastamento da atualidade no que ocorre no país. “Baby Love trata de um tema complexo e delicado de forma honesta sem cair na caricatura -- o que poderia acontecer facilmente. O universo dos personagens do filme situa-se longe dos problemas sociais que afetam a França atualmente -- em especial, as tensões entre nativos e imigrantes.” Já Luiz Zanin do Estadão nos apresentou como a idéia veio a tona ao diretor da obra. “Talvez, de fato, o filme de Vincent Garenq inspire uma conversa aberta sobre esse assunto polêmico. Isso porque é uma comédia sem preconceitos, que não se contenta em ilustrar as diversas faces de um problema, mas procura, pelo menos até certo ponto, criar personagens críveis, verdadeiros, matizados. Ele próprio tem origem em fatos reais. Garenq teve idéia para a história quando soube que Manu, um amigo de colégio homossexual, havia viajado num fim de semana, junto com o companheiro, para se encontrarem com um casal de lésbicas a fim de discutir a possibilidade de conceberem um filho em comum.” Portanto a trama de Baby Love funcionará plenamente para quem deseja iniciar a discussão sobre a polêmica, tomando cuidado para evitar a superficialidade em opinar em um assunto tão delicadamente humano.

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