Funny, How?!

Voltando a máxima de que “um dia serás compreendido”, parece que para o cineasta Martin Scorsese isso é uma regra, como nos conta o CineRepórter Roberto Carreiro “Um detalhe interessante a respeito da recepção ao trabalho de Martin Scorsese é que, via de regra, os filmes que ele dirigiu não fizeram muito sucesso de crítica quando foram lançados. As exceções a essa regra seriam Taxi Driver e Touro Indomável, duas obras-primas inquestionáveis, que ainda não chegaram a ser unanimidades positivas quando chegaram aos cinemas. Já Os Bons Companheiros (Goodfellas, EUA, 1990) não fez muito sucesso nos meses que se seguiram após o lançamento comercial. Foi preciso uma reavaliação crítica, algum tempo depois, para que o longa-metragem pudesse ser considerado um dos grandes trabalhos de Scorsese. E essa afirmação atualmente parece inquestionável.” Juliano Mion do CinePlayers também dá o tom de importância na história do cinema que o longa Os Bons Companheiros possui na história do Cinema. “Adaptação de Martin Scorsese do livro Wiseguy, de Nicholas Pileggi, o Os Bons Companheiros conta a história de Henry Hill (Liotta) e seus parceiros Jimmy Conway (Robert De Niro) e Tommy De Vitto (Joe Pesci) na ascensão ao mundo do crime. Além ser um retrato das suas engrenagens, o filme é um mergulho na mente do gângster, suas motivações, anseios e inquietações diante de um universo onde aderir à máfia lhe parece ser a melhor alternativa na tênue linha que pode o separar entre ser ‘alguém’ na vida ou ser um ‘nobody’, um Zé Ninguém. É, sobretudo, um retrato do sonho americano, em mais uma de suas formas. E é este o gênero que permitiu historicamente os cineastas deterem-se na fascinação americana pela violência e pela ilegalidade. ‘Pra mim, ser um gângster era melhor do que ser Presidente dos Estados Unidos’, proclama novamente em narração-off o personagem em mais um de seus aforismos particulares.” Encerro então esse post com a hilária cena de Joe Pesci, que merecidamente ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante por dar vida ao sarcástico Tommy De Vitto.

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