Uma vez Disney, sempre Disney!

BOLT Walt Disney Pictures November 26, 2008_jpgSe a história não for melodramática,com pitadas de humor, superação de caráter e canções melosas, não será Disney. Pode até ser uma trama mediana, mas que nunca deixará de ser sentimental. Hoje para a Disney, o desafio é tentar se superar a cada dia, visto o que sua parceira/rival Pixar anda produzindo. O Blog ZeroOitocentos nos conta um pouco de como Bolt – Supercão (2008) repete a fórmula clássica da Disney. “Depois de muitas reviravoltas na produção, ter que suceder em animação o ‘fodáximo’ Wall-E e levar uma surra de Crepúsculo na sua estréia americana, chega aos cinemas brasileiros o filme do cachorro semi-esquizofrênico que é capaz de conquistar corações. Afinal, ninguém sabe brincar com sentimentos dos espectadores como a Disney, convenhamos. (…)Da animação como um todo, acho que foi surpreendente em vários níveis. Primeiro que a Disney preferiu por maneirar na parte cômica e caprichar mais no melodrama. Eles realmente estavam se esforçando ao máximo para tirar umas lágrimas dos espectadores. Não é um trabalho tão difícil também, visto que usaram o animal mais carismático do planeta como personagem principal. Da primeira cena de Bolt infante até os momentos mais dramáticos próximos do final, fica claro que estavam forçando para nos fazer soltar aquele ‘oooouuunnn’. As vezes forçaram até demais, mas nada reprovável. Definitivamente Bolt é um filme para os amantes de cães, do começo ao fim, ainda com as piadinhas sobre gatos e tudo mais.” Para o Blog Cinema e Argumento o filme pode ter pontos fracos, mas a mensagem que ele busca transmitir vai além. “Algumas vezes comprido e um pouco sem ritmo, Bolt -- Supercão tem sim seus defeitos, mas é muito fácil perdoar seus deslizes diante de uma produção tão sincera como essa. O filme, no final das contas, quer nos mostrar que não é fácil mudarmos o nosso papel no ciclo da vida. Sonhadores são sonhadores, realistas são realistas. Cada um vive em seu mundo e a inversão dos papéis nem sempre é bem sucedida. E, mesmo que alguns prefiram acreditar em ilusões mais convenientes, nossa passagem aqui na Terra é significativa, independente de como enxergamos os fatos. Não podemos ter sete vidas como os gatos, mas essa vida que vivemos já é boa o suficiente, como diz o próprio filme.”
Já o Blog Cinema Falado enfatiza que a Disney está apenas seguindo uma tendência oriunda de outras animações.  “No melhor estilo road movie, até o fim do filme, ele vive a experiência, ao mesmo tempo dolorida e prazerosa, de aprender a ser um cachorro comum. E justamente por isso poderá alcançar o seu objetivo como personagem. Alguns vêm no roteiro, uma narrativa de superação, bem ao estilo tradicional da Disney, com Pinóquio como paradigma. Outros associam esse esquema ficcional a O Show de Truman, em que Jim Carrey interpretava alguém que igualmente crescera dentro de um estúdio e não tinha consciência disso. Mas, na verdade, trata-se de uma continuidade da safra atual de desenhos focalizando animais que foram criados em zoológicos e que entram em contato com os mundos reais da floresta e das selvas urbanas: Madagascar, da Dreamworks, e Selvagem , da própria Disney.” Original ou não, vale então a pena conferir, mesmo se for pra SAR apenas umas gargalhadas ou derramar umas lágrimas.

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