Allen Bergmaniano

crimes-e-pecados-a-criticaCom cerca de 45 obras cinematográficas no currículo, fica difícil escolher entre tantos ‘Woody Allens’ para compor um post Clássico em DVD. Mas para linkar com os outros filmes tratados essa semana, vamos a uma comédia de situações tão típica do diretor.  Pedro Henrique blog Tudo É Crítica nos introduz os temas principais a serem tratados no filme pelo cineasta.  “Alguma vez você já fez algo e se arrependeu logo depois? Por mais ridículo que isso possa parecer, você chegou a ficar depressivo(a) e/ou inquieto(a) com isso? Sim? Ótimo. Você está preparado(a). Não? Perfeito. Sua viagem e interação pelos sentimentos múltiplos discutidos por Woody Allen em Crimes e Pecados será de grande valia e de cunho questionativo impressionante. É mais ou menos aí que Allen centra sua história. Contando aventuras paralelas, Woody coloca em pauta os temas recorrentes em sua cinematografia: adultério, moral, religião e assassinato.” Parece um tema interessante , não? O CineReporter Rodrigo Carreiro ajuda a nos contextualizar como os fãs esperavam esse filme de Allen, de acordo com o que ele vinha produzindo na década de 80, no caso longas densos ao estilo bergmaniano. “Boa parte dos maiores especialistas na obra de Woody Allen considera Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors, EUA, 1989) a última das obras-primas que o cineasta nova-iorquino assinou durante a longa e brilhante carreira. Examinado dentro do contexto da época em que foi lançado originalmente nos cinemas, este julgamento faz sentido. Após a poeira baixar, contudo, percebe-se que ele mostra um otimismo algo excessivo, embora o filme seja bom e realize um tratamento cuidadoso de dois temas recorrentes na filmografia de Allen, a culpa e a insegurança sexual. (…) A verdade é que em 1989, quando a película estreou, os fãs de Woody Allen andavam se sentindo meio órfãos do cinema cômico que sempre representou a faceta mais amada do diretor. Havia alguns anos que Woody militava em filmes mais densos, mais psicológicos, profundamente influenciados pelo ídolo sueco Ingmar Bergman. Era um comediante deixando o humor de lado. Sendo assim, Crimes e Pecados foi saudado como um retorno de Allen à comédia, algo que o filme é, e ao mesmo tempo não é. De fato, Crimes e Pecados é uma tentativa evidente de unir, através de duas histórias de adultério bem diferentes em atmosfera, as duas facetas mais conhecidas do cineasta: o cômico e o psicólogo.” Cabe finalizar ressaltando a atemporalidade da obra que com 20 anos depois continua completamente verossímil. Pelo visto a humanidade continuara com suas ‘encanações’ de culpa e existencialismo por toda uma eternidade.

Crimes e Pecados Seja o 1º a comentar

Deixe um comentário