Eita Mulher Porreta!

veronica-a-criticaVerônica (2009) foi um dos poucos lançamentos nacionais neste início de 2009, juntamente com o estrondoso sucesso comercial de Se eu Fosse Você 2 (2009). Como nos conta Angélica Bito Yahoo! Brasil Cinema, o filme tem como proposta se lançar como um filme de ação nacional, que sempre optou por oscilar entre drama e comédia apenas. “Na cinematografia brasileira, não há muito espaço para filmes de ação -- em comparação aos dramas, por exemplo -, tão populares quando falamos de Hollywood. Verônica, novo longa de Maurício Farias (O Coronel e o Lobisomem), tenta explorar esse vazio. Tenta, mas não consegue. Salvo pela excelente atuação de Andréa Beltrão -- que abandona a já consagrada carreira relacionada às atuações cômicas para construir uma personagem cansada do magistério -, o filme pode ser considerado uma perda de tempo. Principalmente pelo roteiro, que não se sustenta, levando o espectador mais do que o tolerável às referências que busca no cinema de John Cassavetes e seu Gloria (1980).” O Blog Cinema Falado de Luciano Ramos dá crédito imenso à Andréa Beltrão como a grande força por trás do longa. “Além da atuação do estudante Matheus de Sá (nas fotos com Andréa), outro mérito é o trabalho da própria Andréa Beltrão (Rio de Janeiro, 1964) que atribui vida real à personagem, representante dessa categoria profissional tão desrespeitada pela sociedade brasileira, aviltada pelo estado, ignorada pelas elites econômicas e esquecida pelo cinema. Farias dirige corretamente, com segurança nas seqüências de ação e suspense. O único ponto fraco de Verônica está mesmo na dramaturgia, que não consegue encontrar um desfecho para a trama à altura da maneira como foi aberta, levantando tantas questões tão importantes para o país.” Diego Benevides no Cinema com Rapadura arremata com seu comentário engrandecendo a força que Beltrão imprimiu em sua personagem como compensador pra um filme que no todo não faz jus a sua interpretação. “Andréa Beltrão é a responsável por trazer a grandeza de Verônica à tona. O filme não é inovador e pode-se até imaginar o desenrolar dos fatos e os conflitos que Verônica e Leandro passarão, mas é a competência e naturalidade de Beltrão que dá relevância à trama. Verônica nunca deixa de ser interessante. Leandro, mesmo sendo o motivador de tudo, acaba ficando em segundo plano. Ali é a história de uma brasileira que precisa correr para viver. Verônica corre quase a la Corra, Lola, Corra. O que é mais importante observar da história é como a protagonista precisa se virar dentro de uma sociedade cujas regras nem no papel estão.(…) O produto final dá um gostinho de que aquilo já foi visto, mas que mesmo assim valeu a pena acompanhar a virilidade de Verônica, a protagonista. É de grandes personagens que o cinema nacional precisa. Não adianta inserir violência, sexo e drogas para fazer sucesso. O que adianta é ter a consciência de que um grande personagem pode oferecer uma ótima história. Verônica o faz, mesmo que não completamente.” Como Beltrão declarou em entrevista a Folha de S.P. talvez ela consiga mesmo o que tanto almeja, ser a Bruce Willis do cinema nacional.

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