Difícil calcular o impacto de uma produção como Milk -- A Voz da Igualdade (2008) para a sociedade americana pois ao mesmo tempo que se elege Obama como líder de um novo país tolerante ao mesmo tempo que restringe o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Tiago Marin do Blog Cinefilando debate os novos tempos que os EUA vivem, onde agora na era Obama impera a tolerância. Será? “É nisso que Milk -- A Voz da Igualdade atinge em cheio. Uma trama dos anos 70 que serve como uma ferramenta política pesadíssima para o presente. Que o discurso de Sean Penn e do roteirista Dustin Lance Black no Oscar não deixem dúvidas. E será que já houve alguma reação? Na entrada do Academy Awards 2009 havia protestantes religiosos que atacavam o filme e os envolvidos com ele, inclusive havia uma placa HEATH LEDGER BURN IN HELL (referência óbvia ao seu papel gay em O Segredo de Brokeback Mountain). Aqui, o dublador corriqueiro de Sean Penn se recusou a dublar o filme Milk, por ser evangélico. Em épocas de Yes we can! o filme faz uma pergunta pesada. Can we? E a resposta atual é negativa.” Em A Grande Arte do blogueiro Weiner debate as qualidades técnicas do filme ganhador do Oscar de Roteiro Original e Melhor Ator. “É bom perceber mudanças em Hollywood, já que há alguns anos atrás, um filme como Milk -- A Voz da Igualdade, dificilmente receberia tantas ovações por parte da crítica especializada. Apoiando com extrema lealdade a causa a qual se propõe, o filme encanta principalmente pelo realismo, já que não se prende em clichês e muito menos em hesitações. Milk não diminui a marcha na subida. Ele tem pressa. E, abusando da ousadia e da veracidade, acaba chamando a atenção. (…) Seria impossível levar uma história tão documental ao cinema se não se dispusesse de um roteirista habilitado, um diretor competente e, principalmente, de um elenco disposto a entregar-se de corpo e alma. Em Milk -- A Voz da Igualdade existe a coalescência perfeita entre estes três eixos -- o que culmina num material rico, interessante, ousado e profundamente profissional.” E finalmente no blog Cinema e Argumento de Matheus Pannebecker Há uma crítica a respeito da postura tomada por Gus Van Sant em seu primeiro filme explicitamente homossexual. “Se existe uma coisa que eu detesto é ser enganado por trailer. Confesso que eu tinha me empolgado muito com o trailer de Milk -- A Voz da Igualdade. Achei que veria uma humanização da luta por direitos, uma história que passasse emoção e me fizesse sentir encorajado a lutar por qualquer tipo de causa. Não aconteceu isso. Vi um longa regular, sem nenhuma cena marcante e com poucos aspectos realmente excelentes. O que importa aqui é a atuação de Penn, a figura visualmente mais empenhada na produção e um dos poucos que transmite bastante qualidade no resultado. O primeiro filme abertamente gay de Gus Van Sant é uma decepção. O diretor se vendeu e realizou um filme preso em formatos para satisfazer a crítica. Exatamente como fez anos atrás em Gênio Indomável. O resultado, então, de Milk -- A Voz da Igualdade pode até ser positivo mas nunca será estimulante.” E talvez tenhamos até passado da fase de estímulos para partir para a ação… Pelo menos é o que deveríamos fazer.
Mudanças ?
Opinião da Crítica18 de março de 2009




















