O Adeus da Frente das Câmeras

gran-torino-a-criticaAté que se faça o contrário Gran Torino (2008) é o último longa de Clint Eastwood a frente das câmeras. Vejamos o que a crítica achou disto, a começar com o blog Fora de Cena. “Clint Eastwood disse recentemente que irá deixar o mundo da representação, e que o último filme em que participará como actor será em Gran Torino. É uma notícia que me deixa destroçado, pois embora não tenha acompanhado todos os filmes deste senhor (pois antes de eu nascer, já ele fazia filmes), Clint é sem dúvida um dos meus actores favoritos. Clint resolveu terminar em grande a sua carreira como actor, e para isso apresenta-nos um filme ao estilo Old School, que tão bem sabe fazer.(…) Este é o género de filme, que transmite uma realidade pura e dura, duma América em mudança e de adaptação para alguns (a maior parte das cenas foram filmadas no Estado de Michigan). Para aqueles que gostam de finais felizes, é provável que não achem o final de Gran Torino o mais adequado, mas é um final credível e muito pouco fantasioso, mas ao mesmo tempo, um pouco previsível. (…) Gran Torino é a prova de que com pouco dinheiro, uma história simples mas bem construída, e dedicação, é possível fazer um grande filme. Aprendam com o Clint pois ele não durará para sempre (infelizmente).” O blog Moviesense também exalta do filme despedida de Clint. “Clint Eastwood é um fenômeno. Em muitos sentidos. (…) Quem diria que o homem que conseguia fazer poucas expressões enquanto atuava, o que os críticos chamaram de quase inexistentes recursos dramáticos, se transformaria, depois, em um grande cineasta. Gosto do estilo Clint Eastwood. Artista completo e interessado por muitos elementos artísticos que compõe o cinema -- como antes foram gênios do grau de Alfred Hitchcock e Stanley Kubrick) -- ele se intromete nos detalhes de seus filmes, da trilha sonora à produção, do planejamento das cenas até detalhes nas linhas dos roteiros. E agora ele diz que vai parar de atuar. Gran Torino, até que se prove o contrário -- nunca se sabe quando um artista pode voltar atrás em uma decisão -, é o testemunho do ator Clint Eastwood. E que testemunho! A sua maneira o homem desconstrói alguns dos principais baluartes dos Estados Unidos -- e, porque não dizer, da cultura ocidental. Vejamos: família, Igreja, serviço à pátria, aceitação da multiculturalidade, entre outros elementos que nos formam e definem. Eastwood mistura cinismo, crítica e uma certa dureza para criticar o discurso vigente e mostrar que os tapetes por aí guardam mais sujeira do que as pessoas gostam de admitir.” Agora é esperar essas mesmas características que tanto o encantaram na sua atuação prossiga na sua sempre exaltante direção.

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