Alexandre Koball do Cineplayers mantêm a comparação entre a produção cinematográfica brasileira e argentina.
“O cinema argentino está passando por uma fase semelhante ao brasileiro: uma espécie de ressurgimento. O Filho da Noiva foi lançado no país durante o auge da crise econômica por lá, em 2001, e o filme reflete muito bem as características dessa crise em sua história. Confundindo-se entre comédia dramática ou drama cômico, ele possui as doses certas de cada gênero, embora no final das contas eu tenha chorado (não necessariamente estou falando literalmente) mais do que rido ao assistí-lo. Não há como fugir do clima negativista daquela época (hoje já um pouco aliviado, embora o país ainda esteja economicamente fraco), e isso fica bem evidente nos seus personagens, lotados de problemas cotidianos.” O Cine Repórter explicita o termo “buena onda”. “O cinema produzido na América Latina vive, no começo do novo século, um momento cinematográfico muito fértil. O que no Brasil se convencionou chamar de ‘cinema da retomada’ corresponde, em escala continental, ao movimento denominado ‘buena onda’. Embora os filmes brasileiros estejam inseridos nesse contexto, e Walter Salles seja considerado o líder do grupo de jovens cineastas latino-americanos, é o cinema da Argentina que vem conseguindo mais e melhores resultados. O Filho da Noiva (El Hijo de la Novia, Argentina/Espanha, 2001) é um dos melhores filmes da ‘buena onda’.” Aproveite então a marolinha.
La Buena Onda
Opinião da Crítica28 de abril de 2009





















