Extraindo apontamentos da crítica brasileira vê-se que criou uma imensa expectativa em torno de Matheus Sousa e seu Apenas o Fim (2008). Que seja apenas o começo… Celso Sabadin do CineClick faz as devidas comparações. “Sangue novo no cinema brasileiro. Com os jovens Matheus Souza na direção e Gregório Duvivier e Erika Mader nos papeis principais, Apenas o Fim vem conquistando prêmios e elogios por onde passa. E não sem motivos. Resultado de um projeto dos alunos da PUC carioca, o filme tem humor, frescor, interpretações irretocáveis, sentimento e simplicidade, muita simplicidade. (…) Um grande painel dos sentimentos humanos construído por dois jovens repletos de cultura pop. De Super Mario Bros a Dakota Fanning; de Star Wars a Michael Jackson. Tudo cozido dentro de um fervente caldeirão de emoções à flor da pele. Gregório Duvivier e Érika Mader (sobrinha de Malu Mader) passam uma espantosa veracidade. Atropelam-se ao falar, sorriem com ternura, enfurecem-se com ardor. Fica até difícil (impossível?) dizer o quanto há de roteiro escrito e o quanto há de improvisação entre ambos. De certa forma, lembra Antes do Amanhecer e Antes do Por-do-Sol, com Ethan Hawke e Julie Delpy. Mas com um delicioso tempero brasileiro.” E Zanin em seu blog no Estadão faz suas ressalvas. “É típico de uma época de exagero, falta de distanciamento crítico e entusiasmos passageiros como a nossa, mas Apenas o Fim, filme de Matheus Souza, já vem sendo saudado como novo caminho para o cinema brasileiro. Nada menos. Talvez o julgamento hiperbólico faça mais mal que bem tanto ao filme como aos atores e ao próprio realizador. Por outro lado, entende-se a receptividade efusiva, num momento em que não parece haver alternativas entre o drama de conteúdo social e a comédia romântica made in Globo para o cinema nacional. Apenas o Fim entra por outro caminho. É uma produção barata, com uma única locação, dois personagens principais e alguns secundários, que fala de amor, ou do final de um caso de amor. (…)há um inventário de todo um vocabulário de geração. Toda uma rede de referências tecida em contato com a cultura pop, do MSN ao Orkut, na qual Pokémon e Cavaleiros do Zodíaco podem servir como ferramentas auxiliares para decodificação do mundo. Goste-se ou não, é assim mesmo. Se bem que para espectadores menos antenados nessa espuma efêmera da cultura contemporânea talvez fosse necessário um glossário para entender o que se passa na tela. Por outro, há a aproximação muito explícita do cinema estreante de Matheus ao cinema veterano de Domingos Oliveira. Existem mesmo pontos comuns. Domingos focou-se se nas relações humanas numa época em que o cinema de qualidade no Brasil se obrigava, como por mandato popular, a esmiuçar a questão social e política.” Reitero… que seja apenas o começo…
Apenas o Começo
Opinião da Crítica20 de junho de 2009




















