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	<title>:: MovieYou - A Crítica Democratizada :: &#187; A Blogueira</title>
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		<title>Ilha da Fantasia</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 17:04:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Blogueira]]></category>

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		<description><![CDATA[
Medo. Isolamento. Paranoia. Loucura. Ilusão. Insanidade &#8230; Estes são apenas alguns dos pontos tratados pela mais nova obra do mestre &#8220;gangsta&#8221; Martin Scorsese.  O livro no qual o filme Ilha do Medo (2010) se baseou recebeu no Brasil o título de Paciente 67. O autor é o best-seller Dennis Lehane que já teve outra obra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/03/shutter_island_ver2_xlg.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2285" title="shutter_island_ver2_xlg" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/03/shutter_island_ver2_xlg-212x300.jpg" alt="" whg="212" rhg="300" /></a></p>
<p>Medo. Isolamento. Paranoia. Loucura. Ilusão. Insanidade &#8230; Estes são apenas alguns dos pontos tratados pela mais nova obra do mestre &#8220;gangsta&#8221; Martin Scorsese.  O livro no qual o filme <em>Ilha do Medo</em> (2010) se baseou recebeu no Brasil o título de <em>Paciente 67</em>. O autor é o best-seller Dennis Lehane que já teve outra obra que se transformou num belíssimo filme nas mãos de Clint Eastwood: <em>Sobre Meninos e Lobos</em> (2003).  Em <em>Paciente 67 </em>somos conduzidos nos 4 dias em que um agente federal se vê, literalmente, claustrofobizado na ilha Shutter que detêm assassinos psicóticos. No filme houve a omissão ao pai do protagonista e de suas tendênsias suicidas. Nada disso, porém, tira o brilho ofusco do filme. Leonardo DiCaprio, assim como em <em>Foi Apenas um Sonho</em> (2008), me surpreendeu com uma imponente e visseral interpretação. Pontos também para Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Michelle Willians e o excelente Jacke Earle Haley (O Rorschach de <em>Watchmen </em>- 2009) roubando sua única cena como um dos pacientes do manicômio judiciário. A trama transporta para a grande tela o imprevissível desfecho que vale por todos os sustos tomados e o suspense delirante, além dos sonhos fantasiosos que nos confundem mais ainda. Pegue a balsa, tome uma aspirina, fume um cigarro e mergulhe nas geladas águas de uma ilha que faz com que nos confrontemos e , quem sabe, aceitemos os nossos mais profundos fantasmas. Tudo sob a tutela de um gênio do cinema ainda vivo e gratificantemente produtivo.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/HYVrHkYoY80&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Promoção Ninja Assassino &#8211; Resultado</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 15:24:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Blogueira]]></category>

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		<description><![CDATA[
O MovieYou premiou dois leitores com um par de ingressos cada para conferir Ninja Assassino .
A pergunta da vez era &#8220;Qual seria a sua missão mais desafiadora como ninja?&#8220;.
E os vencedores que faturam um par de ingressos cada para sessões de Ninja Assassino foram :
@RobsonPorps -- &#8220;A missão mais desafiadora seria entrar no senado num [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/ninja-assassin-one-sheet.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2262" title="ninja-assassin-one-sheet" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/ninja-assassin-one-sheet-200x300.jpg" alt="" whg="200" rhg="300" /></a></p>
<p>O MovieYou premiou dois leitores com um par de ingressos cada para conferir <a href="http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2010/02/03/sangue-ralo/" target="_blank"><em>Ninja Assassino</em></a> .</p>
<p>A pergunta da vez era &#8220;<strong>Qual seria a sua missão mais desafiadora como ninja?</strong>&#8220;.</p>
<p>E os vencedores que faturam um par de ingressos cada para sessões de Ninja Assassino foram :</p>
<p><a href="http://twitter.com/robsonporps/statuses/9480645896" target="_blank">@RobsonPorps</a> -- <em>&#8220;A missão mais desafiadora seria entrar no senado num sabado para matar alguém. Bem iria ficar na mão&#8230;&#8230;&#8221;</em></p>
<p><a href="http://twitter.com/rafagnomo/statuses/9482588315" target="_blank">@rafagnomo</a> -<em> &#8220;Minha missão mais desafiadora seria Matar Kratos do GOD OF WAR.&#8221;</em></p>
<p>Obrigado a todos os participantes e aguardem as próximas promoções no MovieYou!</p>
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		<title>Entre Dois Mundos</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 13:39:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Blogueira]]></category>

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		<description><![CDATA[O furacão Oscar passou de maneira fulminante na vida de Peter Jackson, laureando merecidamente o esforço deste diretor neozelandês em transportar o fantástico mundo de Tolkien para a grande tela. Após este período, o cineasta se aventurou em dirigir o fracassado King Kong (2009) e na produção de pérolas como Distrito 9 (2009), além de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Um-Olhar-do-Paraíso-A-BLOGUEIRA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2250" title="Um Olhar do Paraíso A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Um-Olhar-do-Paraíso-A-BLOGUEIRA-202x300.jpg" alt="" whg="202" rhg="300" /></a>O furacão Oscar passou de maneira fulminante na vida de Peter Jackson, laureando merecidamente o esforço deste diretor neozelandês em transportar o fantástico mundo de Tolkien para a grande tela. Após este período, o cineasta se aventurou em dirigir o fracassado <em>King Kong</em> (2009) e na produção de pérolas como <em>Distrito 9</em> (2009), além de estar envolvidos em projetos super-aguardados como <em>Tintin</em>, em uma parceria com Steven Spielberg, e <em>O Hobbit</em>, com a companhia de Guillermo Del Toro. Neste meio tempo o diretor se envolveu na história sensível e marcante de <em>Um Olhar do Paraíso</em> (2009), baseado no livro homônimo de Alice Sebold. A trama conta sobre uma garota de 14 anos, estuprada e assassinada, que fica com o espírito aprisionado entre dois mundos, a terra e o céu, enquanto a sua tragédia não é vingada. O roteiro se divide em duas visões distintas e desconexas, a da menina neste purgatório, lembrando em muito as cenas coloridas e fantasiosas de <em>Amor Além da Vida </em>(1998), e na investigação do psicopata que a matou, em um estilo de suspense inconstante e inconsistente como o de <em>Zodíaco</em> (2007). O grande destaque da trama fica por conta das belas interpretações do elenco que compõe o filme: Susan Sarandon como avó da garota, Mark Wahlberg e Rachel Weisz como os pais. Ambas as atrizes já foram premiados pelo Oscar em <em>Os Últimos Passos de um Homem</em> (1995) e <em>O Jardineiro Fiel </em>(2005), respectivamente. Mark foi indicado em <em>Os Infiltrados</em> (2007) e Saoirse Roman, a protagonista, também recebeu uma indicação no mesmo ano por <em>Desejo e Reparação</em> (2007). Já <em>Um Olhar no Paraíso</em> marca sua participação no Oscar 2010 graças à atuação psicótica de Stanley Tucci, apesar de achar que ele perderá o prêmio de ator co-adjuvante para outro grande vilão, no caso Christoph Waltz como o coronel Hans Landa de <em>Bastardos Inglórios</em> (2009). Ao final, fica a dica deste sensível filme para quem possui uma mente aberta para a espiritualidade e esperançosa na humanidade que ainda somos capazes de encontrar, mesmo em meio a acontecimentos tão maldosos e brutais.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/5wL83PlsPUg&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>War is a Drug</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 13:46:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Capitão Nascimento, Jack Bauer, Bradock, Rambo. Todos grandes machões do cinema que não tem medo de enfrentar o perigo e salvar a pátria (e o próprio rabo) a qualquer preço. E mais um desses homens de coragem figura agora na lista: William James interpretado por Jeremy Renner, merecidamente indicado à melhor ator juntamente com outras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Guerra-ao-Terror-A-BLOGUEIRA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2239" title="Guerra ao Terror A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Guerra-ao-Terror-A-BLOGUEIRA-200x300.jpg" alt="" whg="200" rhg="300" /></a>Capitão Nascimento, Jack Bauer, Bradock, Rambo. Todos grandes machões do cinema que não tem medo de enfrentar o perigo e salvar a pátria (e o próprio rabo) a qualquer preço. E mais um desses homens de coragem figura agora na lista: William James interpretado por Jeremy Renner, merecidamente indicado à melhor ator juntamente com outras 8 categorias disputadas por <em>Guerra ao Terror</em> (2009) no Oscar 2010. É difícil entender como uma trama passada no Iraque focada no misto de adrenalina com testosterona que compõe o trabalho do esquadrão anti-bombas possa ter sido dirigido por uma mulher, Kathryn Bigelow. Com <em>Caçadores de Emoção</em> (1991), <em>O Peso da Água</em> (2000) entre outros filmes no currículo, a ex-mulher de James Cameron é a primeira diretora com chances reais de faturar a estatueta dourada. Seu trabalho atrás das câmeras é impecável, com muitos ângulos delicadamente conduzidos em lenta sequência, mas que transmitem sensações pesadas e negativas que só a morte eminente traz. Nas mais de 2 horas de projeção o contador explosivo ruma compulsoriamente de encontro ao público, cercando-o de fobia, medo e total apreensão. Uma ou outra cena de alívio cômico os tiram do transe, mas o roteiro perfeitamente bem conduzido hipnotiza totalmente rumo ao delírio massacrante de homens viciados em guerra. Talvez <em>Avatar</em> (2009) roube alguns prêmios de <em>Guerra ao Terror</em>, porém , ao contrário do conflito que ainda se estende apesar da vontade oposta do pacifista Obama, o filme certamente não sairá impune da história do Oscar.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/SfOOMol2hjM&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Pétalas de Margarida</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 14:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tratando-se de Oscar, Morgan Freeman é um pé de coelho pra quem deseja que sua obra seja agraciada com o prêmio de melhor filme. Ao todo foram 3 longas em que Freeman atuou que receberam a honraria máxima da Academia: Menina de Ouro (2004), Os Imperdoáveis (1992) e Conduzindo Miss Daisy (1989).  Este último, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Conduzindo-Miss-Daisy-A-BLOGUEIRA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2232" title="Conduzindo Miss Daisy A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Conduzindo-Miss-Daisy-A-BLOGUEIRA-300x225.jpg" alt="" whg="300" rhg="225" /></a>Tratando-se de Oscar, Morgan Freeman é um pé de coelho pra quem deseja que sua obra seja agraciada com o prêmio de melhor filme. Ao todo foram 3 longas em que Freeman atuou que receberam a honraria máxima da Academia: <em>Menina de Ouro </em>(2004), <em>Os Imperdoáveis</em> (1992) e <em>Conduzindo Miss Daisy</em> (1989).  Este último, um drama doce e sensível, que também recebeu os Oscars de Roteiro Adaptado e Melhor Atriz para Jessica Tandy, estrela do clássico <em>Tomates Verdes Fritos</em> (1991) falecida em 1994. Ambientado nas décadas de 50, 60 e 70 o filme mostra a evolução do relacionamento da viúva Daisy com seu chofer Hoke, ao mesmo tempo que apresenta as mudanças de paradigmas (ou não) nos preconceitos da nação norte-americana. Ela judia. Ele negro. E ambos grandes amigos, apesar dos gracejos dele e da teimosia dela. À primeira vista a trama e a premissa do argumento principal podem parecer leves, mas cenas de uma sutileza impecável revelam a profundidade da obra, como a cena em que os policias “caipiras” do Alabama, bem desconfiados, os param na estrada especulando a viagem de ambos, ou quando o motorista precisa urinar na beira da estrada, pois os banheiros de postos de gasolina são apenas para brancos. Destaque também para a maquiagem, que faturou mais um Oscar para a produção. A equipe responsável soube envelhecer em 3 décadas até o co-adjuvante Dan Aykroyd, do filme “Sessão da Tarde” <em>Os Caça-Fantasmas</em> (1984), que interpreta o filho de Miss Daisy. Ao final, a sensação é que cada minuto nos leva a despir uma singela margarida tirando-lhe pétala por pétala num bem-me-quer / mal-me-quer gracioso.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/5I5MkrMzAs8&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Feminilidade e Sensibilidade em Quechua</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 13:34:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Filmes latino-americanos estão em minha lista de favoritos, principalmente os da cineasta argentina Lucrecia Martel, autora do clássico O Pântano (2001). E no último final de semana mais uma diretora sul-americana entrou para minha lista de favoritas: Claudia Llosa de A Teta Assustada (2009), ganhador do último Urso de Ouro em Berlin, prêmio que já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/A-Teta-Assustada-A-CRÍTICA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2228" title="A Teta Assustada A CRÍTICA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/A-Teta-Assustada-A-CRÍTICA-300x220.jpg" alt="" whg="300" rhg="220" /></a>Filmes latino-americanos estão em minha lista de favoritos, principalmente os da cineasta argentina Lucrecia Martel, autora do clássico <a href="http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2008/10/28/100-mais-machismo/" target="_blank"><em>O Pântano</em></a> (2001). E no último final de semana mais uma diretora sul-americana entrou para minha lista de favoritas: Claudia Llosa de <em>A Teta Assustada</em> (2009), ganhador do último Urso de Ouro em Berlin, prêmio que já agraciou os brasileiros <em>Tropa de Elite</em> (2007) e <em>Central do Brasil</em> (1998). Pela primeira vez apreciei um filme peruano, o que foi uma surpresa muito agradável! Claudia conseguiu transmitir as idiossincrasias da cultura andina, especialmente em sua essência feminina. A personagem de Fausta (Magaly Solier) possui os traços quéchuas e o peso de uma tradição supersticiosa. Para evitar engravidar por estupro, ela insere uma batata em sua vagina e passa boa parte do filme cortando os galhos que insistem em sair do tubérculo para fora de seu corpo. É chocante, porém real e verossímil. O cenário desta trama é a periferia da capital peruana, Lima, que têm a grande aparência de uma pedreira abandonada socialmente. O casamento é uma constante no longa, já que a família da protagonista trabalha oferecendo festas aos casais da favela. Já Fausta, parece a antítese desta tendência, foge dos homens apesar de carregar a batata protetora entre as pernas. Ao final, nos vemos conquistados por essa trama sensível e realista. <em>A Teta Assustada</em> está concorrendo ao Oscar 2010 de Melhor Filme Estrangeiro, apesar de provavelmente perder o prêmio para o alemão <em>A Fita Branca</em> (2009). Mesmo assim, não deixem de conferir este que figura entre os melhores filmes do último ano!</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/hAxBkfBBTTI&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Sangue Ralo</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 13:31:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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Como já dizia um velho ditado de república: “Se está no inferno, abraço o capeta&#8230; e nunca o faça sozinho!” Ontem em uma sessão de Ninja Assassino (2009) promovida pelo Omelete levei em minha companhia o @PikachuTwiteiro que trabalha comigo na agência de comunicação digital SeePix. Ele estava empolgado e eu curiosa, afinal a combinação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Ninja-Assassino-A-BLOGUEIRA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2221" title="Ninja Assassino A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Ninja-Assassino-A-BLOGUEIRA-202x300.jpg" alt="" whg="202" rhg="300" /></a></p>
<p>Como já dizia um velho ditado de república: “Se está no inferno, abraço o capeta&#8230; e nunca o faça sozinho!” Ontem em uma sessão de <em>Ninja Assassino</em> (2009) promovida pelo <a href="http://omelete.com.br/ " target="_blank">Omelete </a>levei em minha companhia o <a href="http://twitter.com/PikachuTwiteiro" target="_blank">@PikachuTwiteiro</a> que trabalha comigo na agência de comunicação digital <a href="http://twitter.com/SeePix/" target="_blank">SeePix</a>. Ele estava empolgado e eu curiosa, afinal a combinação dos irmãos Wachowskis e James McTeigue em <em>V de Vingança</em> (2005) foi muito bem sucedida, porque em um filme enfocando a cultura oriental a parceria daria errado? Pois é&#8230; Mas deu, e muito errado! O visual e fotografia do longa é impecável. As cenas de lutas são bem coreografadas e filmadas por belos ângulos. Destaque para a cena em que os jovens aprendizes lutam em meio a bolas de fogos penduradas no teto.  Mas o roteiro ralo e as interpretações minguadas põem o filme em um patamar muito inferior. Na saga <em>Kill Bill</em> (2003-2004) de Quentin Tarantino, o sangue é exposto de forma propositalmente cômica. Em <em>Ninja Assassino</em> o excesso de tinta vermelha provocou uma sensação adversa a de espanto com tamanha violência do Clã Ninja que está sendo investigado por uma agência da Europol. Ketchup, HotDog e Muita Fome. Estas foram as 3 alusões finais após o final dos créditos. E me desculpe Rain, protagonista da película, mas é melhor você continuar sua carreira de cantor galã do que tentar algo que você não é: ator!</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/OSbf2or1SFw&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Seja Italiano</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 13:42:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Federico Fellini foi um dos cineastas europeus mais influentes e imaginativos da sétima arte. Seus filmes sempre transmitem a sensação alucinógena de um sonho. O desejo sexual, o poder maternal e a fragilidade masculina são pontos comuns em sua obra. No auge da maturidade o diretor criou Fellini 8 ½ (1963) , um filme que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Nine-A-BLOGUEIRA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2213" title="Nine A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Nine-A-BLOGUEIRA-203x300.jpg" alt="" whg="203" rhg="300" /></a>Federico Fellini foi um dos cineastas europeus mais influentes e imaginativos da sétima arte. Seus filmes sempre transmitem a sensação alucinógena de um sonho. O desejo sexual, o poder maternal e a fragilidade masculina são pontos comuns em sua obra. No auge da maturidade o diretor criou <em>Fellini 8 ½</em> (1963) , um filme que apresentava Marcello Mastroianni, seu alter-ego recorrente, em um artista vivendo momentos de pânico e ausência criativa. Anos depois, Antonhy Minghella, diretor já falecido de <em>O Paciente Inglês</em> (1996), criou para os palcos da Broadway o musical Nine, espetáculo inspirado nas metáforas fellinianas, culminando em uma espécie de continuação de <em>8 ½</em>. E no último ano, Rob Marshall, responsável pelo sucesso oscarizado de <em>Chicago</em> (2002), trouxe à tela grande o glamuroso <em>Nine</em> (2009) com elenco estelar: Katie Holmes, Nicole Kidman, Judi Dench, Penélope Cruz, Marilon Coutilard e Sophia Loren, todas grandes atrizes ainda vivas. A frente destas poderosas mulheres está Daniel Day-Lewis, sempre acima da média, interpretando Guido, o sonhador diretor que não consegue se quer roteirizar seu novo filme. Tratando-se de Marshall, já era de se esperar números musicais grandiosos, mas a Itália soube se revelar o maior encanto do filme, com cenas de fotografia espetacular em Roma e arredores. Além do charmoso país, Coutilard vencedora do Oscar por Piaf (2007) rouba a cena com os melhores e mais vicerais momentos musicados do filme. Pena que as premiações deste início de ano não estejam sendo favorável ao filme, vide o péssimo <em>Se Beber Não Case</em> (2009) ter derrotado o musical no Globo de Ouro. Esperamos então que o Oscar seja bem mais justo e compensatório.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/pSG9mWbD1_I&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Alma Invencível</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 17:41:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Menina de Ouro (2004) é um dos filmes que, literalmente te dão um soco na cara. A história de uma lutadora de boxe, que apesar de todo esforço e suor em cima dos ringues, se vê obrigada a finalizar sua vida através da eutanásia, é de arrepiar e comover até aqueles de coração mais duro. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Invictus-A-BLOGUEIRA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2203" title="Invictus A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Invictus-A-BLOGUEIRA-204x300.jpg" alt="" whg="204" rhg="300" /></a>Menina de Ouro</em> (2004) é um dos filmes que, literalmente te dão um soco na cara. A história de uma lutadora de boxe, que apesar de todo esforço e suor em cima dos ringues, se vê obrigada a finalizar sua vida através da eutanásia, é de arrepiar e comover até aqueles de coração mais duro. Mas ao final do filme, a sensação é de pessimismo e ficamos com os ânimos atordoados com a conclusão do roteiro. Todo o brilhantismo dessa obra se deve, além de interpretações marcantes e oscarizadas de Morgan Freeman e Hilary Swank, ao fino trato dado pelo diretor Clint Eastwood, responsável por grandes obras da década de 90 e pós 2000, como <em>Os Imperdoáveis</em> (1992), <em>Sobre Meninos e Lobos</em> (2003) e <em>Cartas de Iwo Jima </em>(2006).  Se <em>Menina de Ouro</em> é um filme que permeia um esporte, boxe no caso, e te põe a nocaute no final, o novo filme de Eastwood <em>Invictus</em> (2009) provoca a sensação contrária. Otimismo, Perdão, Inspiração, Vitória e União são apenas alguns dos sentimentos positivos que a obra traz ao espectador. Morgan Freeman encarna Nelson Mandela no primeiro ano de seu mandato como presidente da África do Sul. Com o desafio de unir uma nação dividida racialmente, ele encontra no time de rúgbi do país a chance de provocar o sentimento de unidade em todos os cidadãos sul-africanos. Baseado numa obra real, Matt Damon, em um papel extremamente maduro,  também encanta como o capitão do time que não consegue ententer a complexa grandiosidade de Mandela, um homem que mesmo após 30 anos preso soube perdoar seus algozes. O filme é uma lição de vida e, tratando-se de Clint, de cinema também. As tomadas em câmera lenta dos jogos são poéticos balés de testosterona na lente do diretor. Caro espectador, prepare olhos e mente para <em>Invictus</em> e absorva o que duas grandes personalidades de nossa história tem a dizer e mostrar direto de seus corações e almas.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/VGzi9D9hl0o&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Liberdade Mesmo Que Tardia</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 20:34:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O bairro paulistano da Liberdade, reduto da cultura oriental na cidade de São Paulo, possui todos os elementos para um bom suspense noir: inferninhos iluminados por neon vermelho, prostitutas de todas as raças e leões de chácara em cada esquina. Com esse tempero com gosto de molho shoyu o diretor Nelson Yu Lik-wai  tentou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Plastic-City-A-BLOGUEIRA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2180" title="Poster Plastic City.indd" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Plastic-City-A-BLOGUEIRA-203x300.jpg" alt="" whg="203" rhg="300" /></a>O bairro paulistano da Liberdade, reduto da cultura oriental na cidade de São Paulo, possui todos os elementos para um bom suspense <em>noir</em>: inferninhos iluminados por neon vermelho, prostitutas de todas as raças e leões de chácara em cada esquina. Com esse tempero com gosto de molho shoyu o diretor Nelson Yu Lik-wai<em> </em> tentou levar o público a embarcar em <em>Plastic City</em> (2008), longa com uma trama cheia de metáforas, mas com buracos difíceis de enfrentar para qualquer ninja ou samurai. Nascido em Hong Kong, Yu Lik-wai<em> </em>desenvolveu a visão de uma Ásia ao mesmo tempo moderna e cheia de características de submundo e foi este o olhar usado nos mais de 15 filmes em que atuou como diretor de fotografia. Assumindo também a direção em 4 longas, esse olhar se acentuou nos limites de surrealismo, prova disso é a trama confusa de <em>Plastic City</em>. O filme começa apresentando o criminoso Yuda (Anthony Wong Chau-Sang) que vive do contrabando e venda de mercadorias Made in Asia, ou Made In Trabalho-Escravo&#8230; como preferir! Aparentemente estamos diante de uma biografia não autorizada de Law Kin Chong, o já proclamado Rei da 25 de Março, rua de comércio popular de São Paulo com o maior índice de produtos piratas por metro quadrado das Américas. Porém, esta linha narrativa é totalmente despistada no transcorrer das cenas e nos vemos diante de uma história que mistura iniciação yakusa, samurais urbanóides, periferias de grandes metrópoles, evangelismo e mais uma salada indigesta de simbologias. Sem ter quem o guie de forma sensata e coerente o espectador se perde totalmente e uma boa premissa acaba indo para o ralo. O argumento inicialmente interessante é suicidado por um ar artístico pedante de mais. Não só a narrativa é sucumbida por este erro, mas a linguagem cinematográfica da obra que deveria ser surreal e moderna peca em erros crassos, como a nítida e parca dublagem dos protagonistas quando falam em português. A conclusão depois de se ver <em>Plastic City</em> é a de que depois de tantos “vai-e-vens” que não levam a lugar algum fica o desejo de que a Liberdade seja cenário de um longa mais promissor e valioso no futuro.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/ZhOPsAdm2qo&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Monstros Interiores</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 15:02:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry e Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll figuram entre aquelas obras que adquirem sentidos distintos com o passar do tempo, ou melhor, de acordo com a maturidade do leitor.  Ambos os livros já ganharam diversas versões em audiovisual encantando gerações de admiradores da sétima arte. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Onde-Vivem-os-Monstros-A-BLOGUEIRA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2157" title="Onde Vivem os Monstros - A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Onde-Vivem-os-Monstros-A-BLOGUEIRA-195x300.jpg" alt="" whg="195" rhg="300" /></a></p>
<p><em>O Pequeno Príncipe</em> de Antoine de Saint-Exupéry e <em>Alice no País das Maravilhas</em> de Lewis Carroll figuram entre aquelas obras que adquirem sentidos distintos com o passar do tempo, ou melhor, de acordo com a maturidade do leitor.  Ambos os livros já ganharam diversas versões em audiovisual encantando gerações de admiradores da sétima arte. E agora, um cineasta excêntrico chamado Spike Jonze, que já dirigiu as loucuras cinematográficas <em>Quero Ser John Malkovich</em> (1999) e <em>Adaptação</em> (2002), encara o desafio de transpor para tela o clássico <em>Onde Vivem os Monstros</em> (2009) de Maurice Sendak. A bela metáfora de uma criança descobrindo seus aspectos negativos como raiva, ciúmes, ira e vingança cai como uma luva para adultos que desejam apreciar um belo filme de conotação fantasiosa e melancólica. Visualmente o longa traz muitas tomadas com a câmera nas mãos do diretor, correndo esbaforido para alcançar o sentimento dos atores e, principalmente, dos bonecos. Desde <em>História sem Fim</em> (1984) e da saga <em>Star Wars</em> não víamos no cinema bonecos de “pelo e arame” tão bem feitos. O elenco que dubla os monstrinhos peludos também surpreende, com nomes como Chris Cooper (oscarizado em 2003 por <em>Adaptação</em> do próprio Jonze), Forest Whitaker (<em>O Último Rei da Escócia</em> – 2006), Paul Dano (<em>Pequena Miss Sunshine</em> – 2006) Catherine O’Hara (<em>Esqueceram de Mim</em> – 1990) e James Gandolfine (do seriado mafioso <em>Família Soprano</em>) dublando a criatura de maior destaque, o pequeno-grande-bi-polar Carol. A semelhança entre a personalidade do menino Max (Max Records) e Carol ultrapassam a simples conotação e adquirem ares de espelhagem interior, no sentido em que o que os olhos de um vêem, o coração do outro sente. Adultos, preparem os lenços e a mente para um mergulho em pequenos traumas de infância e só levem suas crianças ao cinema se elas forem sensíveis e imaginativas&#8230; No final das contas, esqueçam estes conselhos bobos, pois, qualquer um de coração leve e mente livre irá se emocionar em visitar, mesmo que por 100 minutos, seus monstros interiores.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/b1vpSgh0DEs&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Nada Elementar, Meu Caro Ritchie&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 13:53:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem estiver acostumado com a sóbria narrativa literária com que Arthur Conan Doyle conduz suas personas nos livros de Sherlock Holmes, pode se preparar para uma revolução e modernização deste clássico detetive. O roteiro que conduz o primeiro filme da franquia (sim, o final dá margem para uma continuação) tem tudo que uma boa trama [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Sherlock-Holmes-A-BLOGUEIRA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2147" title="Sherlock Holmes A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Sherlock-Holmes-A-BLOGUEIRA-200x300.jpg" alt="" whg="200" rhg="300" /></a>Quem estiver acostumado com a sóbria narrativa literária com que Arthur Conan Doyle conduz suas personas nos livros de Sherlock Holmes, pode se preparar para uma revolução e modernização deste clássico detetive. O roteiro que conduz o primeiro filme da franquia (sim, o final dá margem para uma continuação) tem tudo que uma boa trama de aventura, mistério e suspense pede, menos obviedade. As pistas estão soltas no decorrer da história retratada em <em>Sherlock Holmes</em> (2009) para serem deduzidas e amarradas durante o clímax pelo investigador inglês. Mas a intelectualidade é apenas um charme vitoriano, junto com figurinos, direção de arte e ambientação do século retrasado. Os modernosos socos e sopapos típicos dos longas de Guy Ritchie, como <em>Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes</em> (1998) e <em>Snatch – Porcos e Diamantes</em> (2000) estão lá em belas câmeras lentas com exclusiva narração de Holmes para cada movimento a ser feito, como se a pancadaria também tivesse pistas à serem desvendadas, ou melhor, desafios à serem literalmente derrubados! Ângulos impensáveis, excelente trilha sonora de Hans Zimmer (responsável pelo som em <em>Cavaleiro das Trevas</em> – 2008) e elenco afiadíssimo formado por Robert Downey Jr. (Sherlock), Jude Law (Watson) e Rachel McAdams (Irene Adler) completam a obra que promete iniciar com o pé direito as grandes estréias de 2010. Um ótimo começo&#8230; E que venha Moriaty!</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/jzuxEUYYZsU&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>O Avatar de Gaia</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 03:49:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Terra, o planeta que nos acolhe, grita por socorro. Ás vezes ela clama de forma violenta, derramando lágrimas de tempestades e soluços trovejados. Em outros tempos ela sorri ao desabrochar de orquídeas raras em faunas intocadas. Gaia, por fim, ainda tenta respirar, mesmo com suas montanhas gélidas derretendo a cada árvore que padece. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2120" title="Avatar A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Avatar-A-BLOGUEIRA.jpg" alt="Avatar A BLOGUEIRA" whg="500" rhg="748" />A Terra, o planeta que nos acolhe, grita por socorro. Ás vezes ela clama de forma violenta, derramando lágrimas de tempestades e soluços trovejados. Em outros tempos ela sorri ao desabrochar de orquídeas raras em faunas intocadas. Gaia, por fim, ainda tenta respirar, mesmo com suas montanhas gélidas derretendo a cada árvore que padece. E não adianta em nada os homens de poder se sentarem em suas mesas de madeira reflorestada e fazerem suas políticas, seja no Rio, Kyoto ou Copenhagen. Gaia ainda chora. Ainda bem que homens de coragem usam a sua inteligência criativa para chamar a atenção de quem ainda insiste em se alienar na falsa esperança de que a Natureza responderá por si só, ou através de avatares. <em>Avatar</em> (2009) custou caro: 400 milhões de dólares. Pense em todo carbono produzido por essa montanha de dinheiro. Agora pare, sinta e, principalmente, reflita. Os seres azuis designados como Na´vi e a lua de Pandora são apenas ralas metáforas da raça humana, construída com engenhosa e assombrosa tecnologia? Não. Os avatares são tão profundos quanto qualquer alma ou espírito. Há uma jornada do herói, isto é fato para qualquer roteiro épico (e viva Joseph Campbell!). Mas há majoritariamente VIDA e uma bela e visualmente poética (in)direta sobre a merda (!) que a raça humana anda fazendo com Gaia, a machucando profunda e cancerosamente. Vamos nos deixar sucumbir pela iminente crise ambiental ou esperar que um Jake, Lula ou Obama nos devolva a paz verde? Eu, particularmente, não prefiro esperar&#8230; Veja <em>Avatar </em>em Imax, 3D, 2D, E-mule ou Pirata. Se a bela e pura semente da vida não te tocar o mínimo que seja, então você não é filho de Gaia&#8230;</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/aVdO-cx-McA&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Enologia do Fracasso</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Dec 2009 16:48:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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Sideways (2004) marcou o ano de seu lançamento como filme mais cult e aclamado do ano, mesmo tendo ganho apenas um Oscar, o de melhor roteiro adaptado. A alma do longa é Miles, personagem brilhantemente interpretado por Paul Giamatti, um cara tipicamente loser, escritor falido que tenta preencher sua vida com o pseudo-intelectualismo típico de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-2110" title="Sideways A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Sideways-A-BLOGUEIRA-197x300.jpg" alt="Sideways A BLOGUEIRA" whg="197" rhg="300" /></p>
<p><em>Sideways</em> (2004) marcou o ano de seu lançamento como filme mais cult e aclamado do ano, mesmo tendo ganho apenas um Oscar, o de melhor roteiro adaptado. A alma do longa é Miles, personagem brilhantemente interpretado por Paul Giamatti, um cara tipicamente loser, escritor falido que tenta preencher sua vida com o pseudo-intelectualismo típico de quem aprecia um vinho pelo viés enólogico. Com uma bela fotografia emoldurada pelas paisagens da rota do vinho californiana, a força da trama está nos diálogos que transpassam a malandragem e são altamente pontuados por vinhos e todos os seus sub-gêneros. Em alguns momentos nos questionamos se queremos um final feliz, pois o mais sádico e divertido é justamente ver os protagonistas se ferrando a cada taça. Não há como conter o riso com os tropeços bêbados a cada tentativa de se darem bem. Em resumo, <em>Sideways</em> é uma crônica da modernidade em que os fracassos são entorpecidos por vícios idílicos, sejam ele drogas, bebidas ou a mera intelectualidade.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/YS9ocP6FNvM&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Disney They Can</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 11:40:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A era Obama do politicamente correto adere aos estúdios Disney, e já não era sem tempo. Depois de mais de 80 anos de existência, a grife número 1 de animação do mundo produz seu primeiro longa com uma protagonista negra. Tiana de A Princesa e O Sapo (2009) vêm incorporar o roll das princesas ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2081" title="A Princesa e o Sapo A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/12/A-Princesa-e-o-Sapo-A-BLOGUEIRA.jpg" alt="A Princesa e o Sapo A BLOGUEIRA" whg="512" rhg="800" />A era Obama do politicamente correto adere aos estúdios Disney, e já não era sem tempo. Depois de mais de 80 anos de existência, a grife número 1 de animação do mundo produz seu primeiro longa com uma protagonista negra. Tiana de <em>A Princesa e O Sapo</em> (2009) vêm incorporar o roll das princesas ao lado de Branca de Neve, Cinderela , Bela Adormecida, Bela, Ariel, entre outras. O longa, ambientado em New Orleans, mostra uma forte e batalhadora heroína que sonha abrir um restaurante, necessitando de dinheiro para tal. Em uma metáfora da busca e transformação comportamental, a protagonista se transforma em sapa e passa a conviver com seres do pantâno até poder quebrar o feitiço que a amaldiçoou. Em um retorno aos musicais Disney que foram deixados de lado pelos moldes modernos da Pixar, a trilha sonora traz muito jazz e folk, se tornando o grande êxito do longa. E quem está por trás destas canções é o compositor Randy Newman que faturou um Oscar de Canção Original pela animação <em>Monstros S.A.</em> (2001). O roteiro escorrega um pouco no óbvio da lição de moral, mas Ron Clements, que já dirigiu <em>A Pequena Sereia</em> (1989), <em>Alladim</em> (1992) e <em>Hércules</em> (1997) foi capaz de produz mais um clássico Disney. Cabe agora esperar os reflexos na bilheteria revelando que o público infantil pós-2000 acostumado com modernidade e tecnologia, irá se encantar por uma história romântica e clássica.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/queJpV6P0W4&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Vícios Almodovorianos</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 10:44:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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Depois de mais de 30 obras cinematográficas concebidas desde a década de 70, o diretor espanhol Pedro Almodóvar já passou pelas definições de subversivo, pornográfico, cult até se tornar um adjetivo: almodovariano! Depois de Volver (2006) em que deixou de lado muito das características polêmicas que o consagraram, o cineasta retoma em Abraços Partidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2074" title="Abraços Partidos A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Abraços-Partidos-A-BLOGUEIRA.jpg" alt="Abraços Partidos A BLOGUEIRA" whg="200" rhg="286" /></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Depois de mais de 30 obras cinematográficas concebidas desde a década de 70, o diretor espanhol Pedro Almodóvar já passou pelas definições de subversivo, pornográfico, cult até se tornar um adjetivo: almodovariano! Depois de <em>Volver</em> (2006) em que deixou de lado muito das características polêmicas que o consagraram, o cineasta retoma em <em>Abraços Partidos</em> (2009) suas referências pessoais em uma bela homenagem ao cinema. Estão lá peitos, homossexuais, segredos, cores e Penélope Cruz, a cereja do bolo. Em certos aspectos o roteiro remete à trama de <em>Tudo Sobre Minha Mãe </em>(1999), mas quem guarda o segredo da história é o pai. Há a violência, obsessão e passionalidade. Mas, acima de tudo, há cinema, com uma história dentro da outra em uma típica metalinguagem almodovoriana. Visualmente e conceitualmente o longa está excelente, mas em seu roteiro há tropeços. Falta um clímax, ou mesmo anti-clímax e tudo fica solto no ar como se não tivesse importância e até a revelação de importantes segredos soam superficiais. Ausência de ousadia? Almodóvar pode sim estar ficando velho, contido. Porém isto não exime a criatividade que, com o tempo, deveriam florescer e não murchar.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/2B-X7b1MQjk&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Solidão Regada à Fumaça</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 15:29:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comodismo, pessimismo e auto-flagelismo. Os 3 “ismos” pilares de uma humanidade que às vezes insiste em andar em círculos, com um passo em falso sobre o outro. Este é o caso da personagem de Baby interpretada por uma Glória Pires à vontade no do longa É Proibido Fumar (2009) de Anna Muylaert, ganhador de 8 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2062" title="É Proibido Fumar  A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/12/É-Proibido-Fumar-A-BLOGUEIRA5.jpg" alt="É Proibido Fumar  A BLOGUEIRA" whg="200" rhg="294" />Comodismo, pessimismo e auto-flagelismo. Os 3 “ismos” pilares de uma humanidade que às vezes insiste em andar em círculos, com um passo em falso sobre o outro. Este é o caso da personagem de Baby interpretada por uma Glória Pires à vontade no do longa É Proibido Fumar (2009) de Anna Muylaert, ganhador de 8 Candangos inclusive Melhor Filme no último Festival de Brasília.Baby é a figura da mulher cinquentona que vive solitária na metrópole do mundo. Em um apartamento herdado da mãe e cheia de samambaias ela sobrevive ensinando violão as mais inusitadas figuras. Sua bengala e apoio psicológico é o cigarro, único amigo\inimigo que parece compreendê-la e confortá-la. Até que surge Max (Paulo Miklos, sempre excelente), próximo candidato a preencher a existência de Baby num possível detrimento do cigarro. Os grandes trunfos de É Proibido Fumar passam pela fluidez do roteiro, a coesão narrativa e visual, a trilha sonora docemente embalada por violões e a fotografia que torna qualquer ângulo agradável ao olhar. Não é a toa a consagração em Brasília. Com conflitos universais, o filme fecha o ano de 2009 na cinematografia nacional com uma reflexão. Depois do sucesso estrondoso das comédias Se eu Fosse Você 2, A Mulher Invisível e Divã , uma obra finaliza este ano com uma irônica introspecção. Será a prévia de um 2010 que se iniciará com a melodramática biografia de Lula? É ano de eleição, hora de decisão e seriedade. Mas calma que têm Copa antes. E que venham as bombas norte-coreanas.</p>
<h1><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/xqEF85oNIkY&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></h1>
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		<title>Flutuações Paralelas</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 18:29:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dificilmente as pessoas escolhem um filme pelo cartaz. Geralmente elas vão para o cinema no mínimo com a sinopse do longa na cabeça. Não foi o que ocorreu comigo na minha última ida a sala escura. Indecisa sobre o que ver, um pôster amarelo se iluminou e trouxe aos meus olhos o nome Michel Gondry. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-2037" title="Tokyo A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Tokyo-A-BLOGUEIRA-225x300.jpg" alt="Tokyo A BLOGUEIRA" whg="225" rhg="300" />Dificilmente as pessoas escolhem um filme pelo cartaz. Geralmente elas vão para o cinema no mínimo com a sinopse do longa na cabeça. Não foi o que ocorreu comigo na minha última ida a sala escura. Indecisa sobre o que ver, um pôster amarelo se iluminou e trouxe aos meus olhos o nome Michel Gondry. Na hora me veio a mente as belíssimas truncagens feitas pelo diretor nas suas obras <em>Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças</em> (2004) e <em>Rebobine Por Favor</em> (2008). O cartaz também trazia outros dois nomes: Joon-Ho Bong e Leos Carax. O nome do filme : <em>Tokyo!</em> (2008). Movida pela curiosidade em apreciar a reunião de 3 média-metragens, um de cada diretor, com o visionário olhar sobre a metrópole asiática, comprei o ingresso. A primeira história, de Michel Gondry intitulada <em>Decoração de Interiores</em> traz jovens personagens, na faixa dos 20 e poucos anos, que se arriscam a morar na cidade para tentar a sorte, ao mesmo tempo que procuram descobrir seu lugar no mundo e seu papel na sociedade. Um belo conflito universal que, em momento ou outro, cerca o indivíduo em torno dos questionamentos de “Quem sou eu?” e “Qual a minha função neste mundo?”. Ponto positivo para Gondry na cena em que uma das personagens se “coisifica” numa cadeira. A segunda história, a mais fraca das 3, é de Leos Carax intitulada <em>Mr. Merde </em>(Senhor Merda, em francês). Somos apresentados a uma persona que se relaciona de forma agressiva perante a sociedade, seja por sua postura esquisita ao olhar alheio ou atitudes destrutivamente agressivas. Há uma tentativa em debater a xenofobia entre nação receptora e imigrantes, conflito comum na geografia atual em que a globalização transporta as pessoas de um país ao outro em busca de uma situação econômica mais estável. Mas o diretor acaba pecando em cair no lugar comum e seu conto se perde. Uma curiosidade é a atriz francesa Julie Dreyfus,  a Sophie Fatale de Kill Bill vol.1 (2003) que faz uma ponta na trama. A última e mais sensível história é <em>Shaking Tokio</em> de Joon-Ho Bong que mostra um <em>hikikomori</em>, pessoa que se isola do contato social passando a viver recluso em sua residência, uma situação crônica e comum na saúde pública do Japão. Depois de mais de 10 anos nesta situação, o personagem central se vê tocado pela paixão, pelo visto a única coisa capaz de lhe tirar da letargia solitária. As sequências mais impressionantes deste segmento é ver as ruas de Tokio, em plena luz do dia, completamente vazias. Tokio!, que esteve presente no festival de Cannes de 2008, merece ser apreciado por qualquer cinéfilo interessado em ver um trabalho diferenciado que mostra conflitos universais em uma metrópole. Pouco importa ali que os olhos dos personagens são puxados e sua fala é numa língua inteligível. A humanidade está ali, gritando, clamando por atenção, amor, diferenciação e legitimidade.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/z1qzGPOXjQk&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Ícone, Mito, Mulher&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 01:03:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A atriz francesa Audrey Tautou já está inserida no imaginário coletivo da cultura pop pós-2000 como a doce e romântica Amélie Poulain do longa que relata seu fabuloso destino. Difícil é imaginá-la deixando o estigma desta personagem tão marcante, mesmo após estrelar filmes blockbusters como O Código Da Vinci (2006). Mas uma nova obra cinematográfica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2019" title="Coco Antes de Chanel A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Coco-Antes-de-Chanel-A-BLOGUEIRA.jpg" alt="Coco Antes de Chanel A BLOGUEIRA" whg="298" rhg="396" />A atriz francesa Audrey Tautou já está inserida no imaginário coletivo da cultura pop pós-2000 como a doce e romântica Amélie Poulain do longa que relata seu fabuloso destino. Difícil é imaginá-la deixando o estigma desta personagem tão marcante, mesmo após estrelar filmes blockbusters como <em>O Código Da Vinci</em> (2006). Mas uma nova obra cinematográfica vêm desafiar o status e talento da atriz ao carregar nela a figura tão marcante e mitológica quanto qualquer outro ícone feminino que venha surgir. A figura em questão é a estilista Coco Chanel, que tem sua vida antes da fama nas passarelas e vitrines biografada no longa <em>Coco Antes de Chanel</em> (2009). Mais do que a semelhança de nacionalidade e da anatomia do nariz empinado, Audrey conseguiu encarnar com segurança e precisão Coco, sem precisar apelar para trejeitos imitativos, técnica comum em interpretações desse tipo. Além disso, o roteiro procura não cair no melodrama evitando explorar massivamente aspectos dramáticos da biografada, como o abandono no orfanato e a morte do amante. A direção de Anne Fountaine é como um tailler bem cortado por Chanel: tudo é preciso, pontual e discreto, sem qualquer excesso. Como grande mérito, o filme instiga o nosso senso de admiração ao mostrar uma mulher forte e geniosa, questionando e quebrando tabus que ultrapassam o vestuário e invadem o comportamental. Apesar da trama focar em dois romances marcantes na vida de Coco, a obra dá subsídios para compreendermos a construção da figura de Chanel como alguém totalmente independente e satisfeita com essa condição. Sendo assim, <em>Coco Antes de Chanel</em> é recomendado para amantes da moda, que ficarão satisfeitos e, contemplar pormenores da construção de tão famoso figurino. Além disso, o longa é para quem gosta de ver os bastidores de uma persona tão marcante quanto uma bela mulher vestindo um “pretinho básico” com colar de pérolas brancas. “<em>Vista-se mal e notarão o vestido. Vista-se bem e notarão a mulher.</em> C.C.”</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/ctgyhLwoQ5c&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Algo Feito por Deus</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 13:06:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muitas vezes um filme merece ser assistido mais pela sua mensagem central do que pela qualidade fílmica. É o caso de Quase Deuses (2004) do diretor Joseph Sargent. A obra, originalmente concebida para o canal de Tv HBO e indicada a vários Emmys e Globos de Ouro, pode ser encontrada em DVD no país. Filmado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-2008" title="Quase Deuses A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Quase-Deuses-A-BLOGUEIRA-208x300.jpg" alt="Quase Deuses A BLOGUEIRA" whg="208" rhg="300" />Muitas vezes um filme merece ser assistido mais pela sua mensagem central do que pela qualidade fílmica. É o caso de <em>Quase Deuses</em> (2004) do diretor Joseph Sargent. A obra, originalmente concebida para o canal de Tv HBO e indicada a vários Emmys e Globos de Ouro, pode ser encontrada em DVD no país. Filmado e editado de maneira tradicional, com boa direção de arte na reconstrução de cenários e figurinos na América dos anos 40, 50 e 60, o filme não se sobressai em nenhum aspecto técnico. A trama é centrada em dois personagens, opostos em suas condições sociais ,mas movidos pela mesma paixão e desafio em salvar vidas. Em um pólo temos Dr. Alfred Blalock, vivido pelo excelente Alan Rickman, conhecido pelo grande público como o mau-humorado e sarcástico Professor Snape nos filmes da saga Harry Potter. No outro temos Vivien Thomas, interpretado por Mos Def que também pode ser visto no tocante <em>Rebobine Por Favor</em> (2008) do cineasta francês Michel Gondry. Blalock é um renomado médico e pesquisador da elite estado-unidense. Vivien é um jovem carpinteiro negro que procura vencer todo o preconceito e segregação racial para realizar o sonho de se tornar médico. E obstáculos é o que não faltam para Vivien, que tem a sua poupança para a faculdade confiscada devido a grande depressão. Ao se tornar assistente do Dr. Blalock em suas pesquisas de cirurgia cardíaca, Vivien conquista um meio de realizar seu sonho, mesmo com barreiras que transpassam a intolerância e a dificuldade financeira. No primeiro momento, o filme pode parecer uma boa obra de incentivo para quem deseja se tornar médico, ao estilo do emotivo <em>Patch Adams</em> (1998) entre outros que abarcam esta temática.Porém, analisando com mais atenção, a obra é um sensível impulso para quem nunca quer desistir de seus sonhos, por mais que o destino conspire em barreiras que com persistência e coragem podem sim ser quebradas .</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/UmiRohBSy5Y&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Mangangá Cordão de Ouro</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 14:52:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Começou como um web-hit na internet no qual o trailer propagado pelo YouTube mostrava cenas de luta bem concebidas e vôos do protagonista por paisagens exuberantes no melhor estilo O Tigre e o Dragão (2000). Mas desta vez o herói em questão não era Jet Li ou Jackie Chan, as lutas não pertenciam a qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1973" title="Besouro A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Besouro-A-BLOGUEIRA-204x300.jpg" alt="Besouro A BLOGUEIRA" whg="204" rhg="300" />Começou como um web-hit na internet no qual o trailer propagado pelo YouTube mostrava cenas de luta bem concebidas e vôos do protagonista por paisagens exuberantes no melhor estilo <em>O Tigre e o Dragão</em> (2000). Mas desta vez o herói em questão não era Jet Li ou Jackie Chan, as lutas não pertenciam a qualquer uma das artes marciais orientais e as paisagens não possuíam bambus em sua flora. Na tela despontava, ou melhor, voava Besouro, herói afro-brasileiro, exímio capoeirista, único esporte legitimamente nacional, que saltava pelas formações rochosas da belíssima Chapada Diamantina. De hit, virou a grande promessa de um filme de ação brazuca. E garanto que não é só de promessas que é feito <em>Besouro</em> (2009). João Daniel Tikhomiroff, renomado diretor publicitário em seu primeiro longa-metragem, tratou o projeto com muita gana e carinho e o resultado final de sua lente é espetacular. Há ângulos de câmera impensáveis, como a filmagem invertida dentro de um espelho d´água, ou o passeio ótico sob a visão de um sapo saltitando ou de um besouro voando. Na fotografia de <em>Besouro</em>, Tikhomiroff não soube só se aproveitar de belas paisagens e de uma direção de arte que reconstituí de forma perfeita o Recôncavo Baiano no início do século passado, seja em cenários ou nas roupas. O diretor criou com sua câmera uma linguagem totalmente particular para contar esta história com muito sucesso. Tikhomiroff recebeu diversas críticas negativas sobre a edição e o roteiro do filme. Mas novamente entra em cena a particularidade de uma escolha de linguagem para caber naquela narrativa, que lembra muito a de uma história em quadrinhos, algo que casa totalmente quando se quer tratar de atos de heroísmo. Outro ponto forte do filme são os aspectos religiosos, com uma bela concepção das representações religiosas do Candomblé sem maniqueísmos e com cuidadoso tratamento de figurino e maquiagem. E para fechar, a trilha sonora embala tudo com toques do mais moderno gingado. A meu ver o único aspecto que poderia ter sido melhor tratado no filme é a direção de atores, que em certos momentos necessitavam traduzir mais espontaneidade. Ao final das contas, mais do que um orgulho nacionalista, ver <em>Besouro</em> nos leva a refletir o quanto certas mudanças no comportamento de nossa sociedade depende de atos de heroísmo, ou da simples tolerância e respeito em aceitar o outro, o diferente.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/FXiob6SamEE&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Intolerância</title>
		<link>http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2009/10/22/intolerancia/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 01:41:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Blogueira]]></category>

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		<description><![CDATA[No florescer da sétima arte um cineasta ousou. Seu nome era D.W. Griffith e sua obra O Nascimento de Uma Nação (1915). Mais do que um marco em técnicas cinematográficas, o longa trouxe uma carga racista tão forte que foi capaz de reavivar depois de anos o movimento da Ku Klux Klan. Anos depois, numa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1961" title="Distrito 9 A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Distrito-9-A-BLOGUEIRA-199x300.jpg" alt="Distrito 9 A BLOGUEIRA" whg="199" rhg="300" />No florescer da sétima arte um cineasta ousou. Seu nome era D.W. Griffith e sua obra <em>O Nascimento de Uma Nação</em> (1915). Mais do que um marco em técnicas cinematográficas, o longa trouxe uma carga racista tão forte que foi capaz de reavivar depois de anos o movimento da Ku Klux Klan. Anos depois, numa tentativa de mea culpa, Griffith produziu o grandioso <em>Intolerância</em> (1916) sobre o preconceito por diversos períodos da humanidade. Não seria o primeiro nem o último filme sobre o tema. Pela história do cinema passaram diversas obras que debatem esta intolerância total pelo diferente que infelizmente parece tão intrínseco em alguns homens, como <em><a href="http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2009/02/15/julgamento-infantil/" target="_blank">O Sol É Para Todos</a></em> (1962), <em>A Cor Púrpura</em> (1985), <em>Mississipi em Chamas</em> (1988), <em>Amistad</em> (1997), <em>Philadelphia</em> (1993), <em>A Outra História Americana</em> (1998), <em>Crash</em> (2004). E este ano, por um mero acaso do destino, ou sorte/azar na tentativa de produzir um vídeo-game, Peter Jackson proporcionou às platéias cinéfilas umas das melhores discussões sobre o assunto, com o diferencial de apresentar ares de ficção científica e documentário. <em>Distrito 9</em> (2009) mostra de forma realista que a chegada dos aliens a terra não foi feita de forma pacífica para eles. E não estou falando de qualquer retaliação nos moldes americanóides mostrados em filmes do gênero de <em>Independence Day</em> (1997). A nave-mãe aterriza no coração periférico de Johanesburgo, África do Sul, local historicamente conhecido pelo regime segregatório do apartheid. As autoridades, sem saber o que fazer com a população alien, a isola no tal Distrito 9. A sociedade, temerosa do comportamento das criaturas, não suporta sua presença, a não ser aqueles que conseguem algum ganho financeiro e exploratório com estes. E no meio de interesses armamentistas e tecnológicos aparece a MNU, que passa a ser responsável pelo local. A área se transforma então numa verdadeira favela alien onde vemos cenas semelhantes ao que se mostra em <em>Tropa de Elite</em> (2007) e <em>Cidade de Deus</em> (2002), isto para ficar apenas em longas que retratam a nossa periferia. Mas o grande destaque do longa é o humano Wikus Van De Merwe (o excelente Sharlto Copley) que sofrerá na pele, em momentos que remetem ao filme <em>A Mosca</em> (1986), o que é ser discriminado, usado e descartado. Mais do que uma metáfora do preconceito racial, <em>Distrito 9</em> nos trás sensações viscerais da desumanidade que estamos vivendo de forma explícita na sociedade moderna. E não precisa de nenhuma nave alienígena para se dar conta disso. Basta olhar para tudo que há de humano ao seu redor. E sem alienações.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/69utrKauwVQ&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Nazismo Tarantinesco</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 00:29:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esqueça os livros de história e toda e qualquer obra, seja ela fílmica, literária ou cinematográfica que retrate os impactos da 2ª Guerra Mundial na história da humanidade. Ao entrar na sessão de Bastardos Inglórios (2009) você estará adentrando a mente de Quentin Tarantino e todas as suas referências pop, trash e undergrounds que já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1953" title="Bastardos Inglórios A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Bastardos-Inglórios-A-BLOGUEIRA-300x205.jpg" alt="Bastardos Inglórios A BLOGUEIRA" whg="300" rhg="205" />Esqueça os livros de história e toda e qualquer obra, seja ela fílmica, literária ou cinematográfica que retrate os impactos da 2ª Guerra Mundial na história da humanidade. Ao entrar na sessão de <em>Bastardos Inglórios</em> (2009) você estará adentrando a mente de Quentin Tarantino e todas as suas referências pop, trash e undergrounds que já vimos nos seus tão famosos longas, como <em>Cães de Aluguel</em> (1992), <em>Pulp Ficton</em> (1994), <em>Jackie Brown</em> (1997) e <em>Kill Bill</em> (2003-2004). Estão lá em <em>Bastardos</em> a violência exarcebada, porém esteticamente bela para o contexto; o diálogo de amenidades, com leite no lugar de hambúrgueres; interpretações caricatas e na medida certa, com destaque para o bastardo Aldo Raine (Brad Pitt – será que finalmente sai um Oscar ?) e o nazista Hans Landa (Christoph Waltz – premiado em Cannes como melhor ator pelo papel). Mas todos os personagens e todo o pseudo-contexto-histórico tem uma única motivação: mostrar a grotesca faceta que nos leva a nos vingarmos e mostrarmos uma raiva extrema nessa vingança. O tema já havia sido mostrado por Tarantino nos 2 volumes de <em>Kill Bill</em>. Nele o foco é uma noiva que mata tudo e todos a sua frente para vingar o massacre a que foi imposta e o fato de terem tirado do seu ventre sua amada filha. Em <em>Bastardo</em>, a vingança está numa emanharada trama onde interesses individuais e coletivos se sobrepõe. Por mais que alianças e tratos sejam feitos, há uma clara sensação que todos estão impondo sua razão e querendo acabar com tudo que lhe traumatizou e incomodou. Seja o Führer com suas razões já conhecidas e estudadas por biógrafos de Hitler, ou a bela projetista judia que quer incendiar em uma sessão de cinema a todos os nazistas que fizeram sua família e semelhantes sofrerem. O que resta ao final de bastardos inglórios são estes sentimentos primitivos movidos pelo nosso ódio contra o que nos fez mal um dia. A parte desta bela teia psicológica montada, o fato de vermos vários lugares-comuns de filmes do Tarantino hora me incomodou e hora me fez sentir feliz de estar vendo mais uma obra de um diretor que, confesso, muito admiro. Ver os letreiros amarelos introduzindo personagens e as músicas peculiares que só Tarantino desenterra foi maravilhoso. Mas a repetição de algumas músicas que também foram usadas na trilha sonora em outra obra, no caso <em>Kill Bill</em>, me fez questionar o vício criativo do cineasta. Quentin tem tudo que um diretor precisa fazer para um bom filme como o aval de ter produzido obras totalmente autorais e peculiares ao seu gosto e referências. Só fica o cuidado e desejo que ele não caia no lugar-comum de se auto-repetir, como por pouco não ocorreu em <em>Bastardos Inglórios</em>, e aproveite o que sabe para se superar e nos surpreender como público, admiradores, críticos e cinéfilos.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/yxw-eT-sr3w&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Mea Culpa Burguesa</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 06:53:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de dirigir o épico Guerra de Canudos (1997) e as biografias de ícones da história do país como Lamarca (1994), Mauá – O Imperador e o Rei (1999) e Zuzu Angel (2006) o cineasta carioca Sergio Resende opta por apresentar em seu novo filme, Salve Geral (2009), os bastidores de uma organização criminosa que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1926" title="Salve Geral A Blogueira" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Salve-Geral-A-Blogueira.jpg" alt="Salve Geral A Blogueira" whg="640" rhg="335" />Depois de dirigir o épico <em>Guerra de Canudos</em> (1997) e as biografias de ícones da história do país como <em>Lamarca </em>(1994), <em>Mauá – O Imperador e o Rei</em> (1999) e <em>Zuzu Angel</em> (2006) o cineasta carioca Sergio Resende opta por apresentar em seu novo filme, <em>Salve Geral</em> (2009), os bastidores de uma organização criminosa que em Maio de 2006 conseguiu paralisar a maior cidade do país levando-a ao caos e o medo. A organização em questão é o Primeiro Comando da Capital, ou PCC, que preconiza a Paz, Justiça e Liberdade pelos direitos dos presos que não são cumpridos pelo Estado, ao os expor em condições sub-humanas amontoados em instalações precárias enquanto as famílias dos condenados estão desamparadas. Para explicar a estrutura do PCC e as motivações envolvidas durante os ataques no Dia das Mães de 2006 a trama parte da personagem de Lúcia (Andrea Beltrão), uma professora de piano recém viúva que tem o filho Rafael (Lee Thalor) preso após a morte de jovem em um incidente durante um racha. Durante uma das visitas, a mãe conhece Ruiva (Denise Weinberg), advogada de um dos líderes da facção. Toda trama do filme se desenvolve pela visão desta mãe e do envolvimento dela com o PCC para garantir a sobrevivência do filho dentro dos muros da prisão. E com a entrada dela neste universo compreende-se como o Comando se estrutura, sua fonte de renda, regras, líderes e ideais, bem como o envolvimento com tráfico, negociação com policias, carcereiros, políticos entre outras figuras que permeiam a organização. Na gíria dos presos a expressão Salve Geral é a voz de comando para que se inicie uma rebelião no local, mas que naquele Maio de 2006 significou um envolvimento de todos do Comando para que se valesse ouvir seus direitos perante o poder público de uma forma violenta e caótica. O longa de Sérgio Resende merece elogios pela boa produção nas cenas de ação e por manter a todo instante a tensão do que acontecerá no momento seguinte, mesmo que já se saiba a resolução final do fato. Além disso, o filme possui o mérito de conduzir o espectador ao mergulho no quebra-cabeça dos jogos de poder e crime que é parte intrínseca de uma das camadas da sociedade brasileira, mesmo que boa parte dela não a queira enxergar ou tem uma visão errônea de toda a rotina de um preso e sua família.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/CkhWcIHqYSI&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Realidade Imutável?</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 21:46:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nelson Pereira dos Santos figura dentro da história do cinema nacional como um dos maiores cineastas de nosso país.  Dirigiu mais de 20 filmes, dentre eles Mandacaru Vermelho (1961), Vidas secas (1963), O Amuleto de Ogum (1974), Na Estrada da Vida (1980), Memórias do Cárcere (1984) e Brasília 18% (2006), sua mais recente obra. Foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1916" title="Rio 40 Graus 2" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Rio-40-Graus-2.JPG" alt="Rio 40 Graus 2" whg="400" rhg="260" />Nelson Pereira dos Santos figura dentro da história do cinema nacional como um dos maiores cineastas de nosso país.  Dirigiu mais de 20 filmes, dentre eles <em>Mandacaru Vermelho</em> (1961), <em>Vidas secas</em> (1963), <em>O Amuleto de Ogum</em> (1974), <em>Na Estrada da Vida </em>(1980), <em>Memórias do Cárcere </em>(1984) e <em>Brasília 18%</em> (2006), sua mais recente obra. Foi agraciado com diversos prêmios nacionais e internacionais, fundou a graduação de Cinema da Universidade Federal do Rio de Janeiro e foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras no ano de 2006 com a honra de ser o primeiro cineasta a alcançar este feito.Nelson é oriundo de família italiana, nasceu no bairro do Brás e foi criado no Bixiga. Mesmo formado em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco, o cinema sempre lhe despertou paixão e interesse ao freqüentar diversos cineclubes da cidade. Acabou escolhendo o Rio de Janeiro como lar e foi lá que, após ser assistente de direção dos diretores cariocas Paulo Wanderley e Alex Viany, filmou o seu primeiro longa <em>Rio 40 Graus </em>(1955) considerado precursor do movimento do Cinema Novo no país. O embrião do Cinema Novo se iniciou quando alguns cineastas e intelectuais se inquietaram com o fato de que os filmes produzidos no Brasil não debatiam questões sociais importantes para o momento. Além disso, os incomodava que boa parte das produções nacionais estavam ligadas a tentativa de elaborar algo glamurizado e hollywoodiano, o que seria oposto a realidade do país. Com<em> Rio 40 Graus</em>, Nelson fez uma obra que respondia essa inquietação ao apresentar personagens de várias classes e interagindo em diversas situações que transmitiam uma amostra da realidade social daquele período. A parti daí as bases do Cinema Novo foram se alicerçando nas premissas de que o filme deveria ser feito com baixo orçamento, com idéias simples de roteiro, usando pouco recursos fílmicos, porém criativos, e com temática ligada ao subdesenvolvimento. Além destes aspectos que despontaram no movimento do Cinema Novo, <em>Rio 40 Graus</em> possui uma forte veia documental ao apresentar o recorte do cotidiano de vários tipos próprios do Rio de Janeiro em um domingo de sol escaldante. A trama parte de um grupo de crianças moradoras do morro do Cabuçu que seguem pelos principais pontos turísticos da cidade vendendo amendoins. Estão presentes como cenário o Jardim Botânico, a praia de Copacabana, o Aeroporto do Galeão, o estádio do Maracanã, o bondinho do Corcovado e o Cristo Redentor. À medida que cada uma das crianças dispersa por estes locais nos encontramos com outras personalidades que se esbarram pelo dia-a-dia carioca: bons-vivants, guardas, marinheiros, aeromoças, apostadores, torcedores, jogadores, cartolas, fotógrafos, repórteres, políticos, sambistas, gringos, turistas. O interessante é notar que apesar da obra ter mais de 50 anos e ser contextualizada por expressões, hábitos, costumes e figurinos usuais à época, a câmera consegue transmitir conflitos que estão presentes no nosso cotidiano até hoje, seja pela universalidade da situação, como a moça que fica grávida e precisa de uma figura paterna para cuidar do seu filho, ou pela incapacidade do tempo em transformar um erro em acerto, como na situação dos cartolas que dominam o passe de jogadores tratados como mera mercadoria futebolística. Ao final das contas assistir <em>Rio 40 Graus</em> transmite a sensação de que revisitamos o passado de nosso país deslumbrando erros que nossa sociedade ainda não conseguiu corrigir, ou que estamos caminhando muito devagar para conseguir transformar.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/AIDKi_yB1yg&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Uma História de Amor e Sonhos</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 16:31:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O novo longa dos estúdios Disney/Pixar já carrega no seu subtítulo em português o tom de ação que a trama terá: UP – Altas Aventuras (2009). A promessa de que você verá em tela grande muitas cenas de perseguição, tensão, suspense e boa dose de adrenalina será devidamente cumprida. E tudo isto está lá, aliás [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1902" title="UP A Blogueira" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/09/UP-A-Blogueira.jpg" alt="UP A Blogueira" whg="446" rhg="700" />O novo longa dos estúdios Disney/Pixar já carrega no seu subtítulo em português o tom de ação que a trama terá:<em> UP – Altas Aventuras</em> (2009). A promessa de que você verá em tela grande muitas cenas de perseguição, tensão, suspense e boa dose de adrenalina será devidamente cumprida. E tudo isto está lá, aliás muito bem concebido como todos os filmes da Pixar o são nos cuidados em cada detalhe do roteiro. Mas UP, acima de tudo, é uma história de amor, de sonhos frustrados e na busca incessante por realizá-los. No começo conhecemos dois pequenos sonhadores aventureiros que são uma menina ruiva e faladeira chamada Ellie e um menino gordo e introspectivo chamado Carl. Ellie compartilha com ele o segredo que um dia irá até a América do Sul para conhecer e viver ao lado das Cachoeiras do Paraíso. Em um corte temporal já vemos os dois personagens jovens e se casando e a partir daí temos a sequência mais bela e delicada que já vi em um filme, aquela em que para mim foi mais difícil segurar as lágrimas (<em>você poderá vê-la no vídeo abaixo</em>). Com apenas uma música incidental de fundo, vemos toda a história do casal se desenrolando, desde a compra da casa, a gravidez, o trabalho, o companheirismo e acima de tudo um resumo de quanto o dia-a-dia atribulado e vários pequenos incidentes fizessem com que o casal adiasse o sonho de conhecer as cachoeiras. Quando finalmente Carl compra duas singelas passagens para a Venezuela, sua companheira Ellie o deixa. Com isso é o velho e ranzinza Carl Fredricksen que domina a trama, com toda sua introspecção e solidão transformada em rabugice. Porém, por um acidente que pode o levar ao tão temível asilo, Carl decide embarcar na aventura de sua vida e quem o acompanha, mesmo sem querer, é o pequeno Russell, um garoto prestativo que se auto-denomina explorador da natureza mas que aparentemente nunca saiu do condomínio urbano em que vive. A partir daí temos toda a aventura que descrevi no início do post, com direito a um vilão com complexo de Moby Dick, Charles Muntz, que se tornou amargo e obcecado em capturar um espécime de ave na região da América do Sul que o velho e o garoto vão parar. Novamente enfatizo que qualidades técnicas não faltam nas animações da Pixar, mas o que mais as engrandecem são os roteiros sensíveis que tocam o público no sentimento certo, seja através de um peixe perdido em <em>Procurando Nemo</em> (2003), um rato que quer se tornar chefe de cozinha em<em> Ratatouille</em> (2007) ou a determinação de um pequeno e frágil robô em<em> Wall-E</em> (2008). Todas estas  histórias possuem um personagem em busca de um sonho, de uma transformação na vida. A diferença é que em UP isso toca ainda mais fundo pelo protagonista ser um humano como nós, com todas as frustrações e amarguras que carregamos. E como eu disse no começo, UP é uma história de amor e é de derramar lágrimas vermos Carl seguir sua jornada sem nunca abandonar o amor de Ellie, sempre conversando com ela através da casa, das fotos, dos objetos. A resolução, vocês já devem imaginar, mas o que vêm depois dela que é mais emotivo e sensível para os personagens e nós, espectadores. Quero finalizar dizendo que escrevo esse post 3 semanas após o lançamento do filme no país, então é provável que alguns de vocês já o tenham visto. Para estes, peço que deixem nos comentários o quanto o filme os tocou e porque. E para os que ainda não o viram espero ter convencido e sensibilizado para que não percam a oportunidade de ver essa jornada de aventura e transformação.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/klJcD6HyeOg&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Decadência Humana</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 18:08:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em março deste ano estreou nos cinemas brasileiros a primeira parte da saga do cineasta norte-americano Steven Soderbergh sobre o ícone comunista Ernesto Che Guevara denominado Che – Parte 1: O Argentino (2008). E hoje, depois de 6 meses de um vácuo que só se explica comercialmente, estréia Che – Parte 2: A Guerrilha (2008) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1876" title="Che 2 - A Blogueira" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Che-2-A-Blogueira.jpg" alt="Che 2 - A Blogueira" whg="800" rhg="600" />Em março deste ano estreou nos cinemas brasileiros a primeira parte da saga do cineasta norte-americano Steven Soderbergh sobre o ícone comunista Ernesto Che Guevara denominado <a href="http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2009/03/22/meritos-para-del-toro-ou-soderbergh/" target="_blank"><em>Che – Parte 1: O Argentino</em></a> (2008). E hoje, depois de 6 meses de um vácuo que só se explica comercialmente, estréia <em>Che – Parte 2: A Guerrilha</em> (2008) explicitamente como uma ponta solta da primeira história que, enfatizo, deveria ter sido mantida como uma obra única.Neste capítulo, dois rostos novos no elenco me chamaram a atenção. O primeiro foi a da atriz Franka Potente, do clássico undergrond <em>Corra Lola Corra</em> (1998) e do blockbuster <em>A Identidade Bourne</em> (2002) interpretando a guerrilheira Tânia. E o outro foi o de Lou Diamond Phillips que ficou famoso nos anos 80 interpretando o cantor de fama meteórica Ritchie Valens em <em>La Bamba</em> (1987). Mas quem continua lá como absoluta alma do filme é Benicio Del Toro interpretando Che. Esteticamente há diferenças nítidas entre a primeira e a segunda parte. A primeira é muito mais a-linear, intercalando cenas preto e branco e coloridas, buscando construir  dentro da trama o mito que Che se tornou. Já a segunda parte se mostra mais lenta, tradicional e linear, sem grandes recortes temporais e uma fotografia mais uniforme, que serve para justificar tanto o amadurecimento do homem Che em termos de idade como pela dissolução de sua fama e ideais já terem sido espalhados por toda América Latina naquele momento. Novamente vemos uma guerrilha sendo montada, agora no interior da Bolívia, e mesmo as táticas de avanço sobre o inimigo mostram uma aparente maturidade.  Uma das incongruências entre os personagens centrais no desfecho de Che Parte 1 é evidenciado pela diferença no momento em que Fidel e Che estão vivendo no filme 2: enquanto Che está lá, no campo de batalha continuando a luta por justiça social, Fidel é mostrado em uma breve cena como um estadista confortável em seu cargo , durante uma festa de luxo em que ele está bem vestido e conversando alegre e despretensiosamente com duas belas moças sobre o segredo de se preparar um bom mojito. Outras cenas também fazem com que se compreenda a nova visão de Che agora na luta boliviana. Se antes ele não aceitava homens muito jovens, agora ele aceita de bom grado um menino de 16 anos no moviemento. O seu discurso de convocação perante os combatente bolivianos é o mesmo perante os cubanos, com a realidade de que muitos morrerão, passarão privações e fome. Mas na primeira parte ele era feito de forma acalorada e nesta segunda ele tem um tom de alguém mais velho e cansado. Aumentando o clima de derrocada, em diversos momentos o grupo se mostra desunido perante coisas banais como latas de leite condensado. Se os cubanos eram motivados e a população campesina apoiava os guerrilheiros, neste os bolivianos se mostram dispersos e com camponeses mais desconfiados e propensos a manipulações dos membros do exército de entregarem os guerrilheiros. Aos poucos o cansaço, a desunião, as doenças e denúncias vão abatendo tanto o grupo como Che, que tem sua asma atacando novamente, seu burro de carga que não quer prosseguir caminho, e a malária que o deixa ainda mais abatido. E na outra ponta o exército boliviano como vilão maniqueísta que com a ajuda pontual da inteligência americana, seja em pistas ou em equipamentos, vai se aproximando de Che rumo a sua derradeira captura, execução e exibição, tal qual qualquer livro de história relata. Tem-se então neste capítulo final um grande ícone, que apesar de sua grandeza ideológica, se enfraquecendo e padece rumo a morte física. Soderbergh optou por encerrar seu longa com a decadência do homem, sem deixar muito claro o quanto o mito ainda sobrevive. Ou talvez a avaliação esteja desconexa pelo intervalo de metade de um ano em que ocorreu o lançamento de cada uma das partes. Fica o pensamento: Obras únicas não se dilaceram e mitos, mesmo que humanos, sempre estarão vivos no imaginário coletivo de todos.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/LOy9ta5dwn8&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>A Floresta como Mente Depressiva</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 16:13:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Polêmico e contraditório, o cineasta dinamarquês Lars Von Trier sempre utilizou métodos pouco ortodoxos durante a concepção de suas obras cinematográficas. Seja respeitando as características minimalistas estabelecidas pelo Dogma 95 (movimento criado por ele e hoje desaparecido) ou pela direção de atores “terrorista” que traumatizou grandes estrelas hollywoodianas do porte de Nicole Kidman ao ponto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1867" title="Anticristo A Blogueira" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Anticristo-A-Blogueira.jpg" alt="Anticristo A Blogueira" whg="313" rhg="375" />Polêmico e contraditório, o cineasta dinamarquês Lars Von Trier sempre utilizou métodos pouco ortodoxos durante a concepção de suas obras cinematográficas. Seja respeitando as características minimalistas estabelecidas pelo Dogma 95 (movimento criado por ele e hoje desaparecido) ou pela direção de atores “terrorista” que traumatizou grandes estrelas hollywoodianas do porte de Nicole Kidman ao ponto de nunca mais aceitarem trabalhar sobre a tutela de Trier. <em>Dançando no Escuro</em> (2000) e <em>Dogville </em>(2003) são seus trabalhos de maior destaque junto ao grande público.  No primeiro, Trier soube extrair da exótica cantora islandesa Björk uma interpretação forte e marcante. No segundo, chocou público e crítica ao se utilizar de uma linguagem limpa e teatral para relatar sua visão irônica de como o país mais imperialista da atualidade, os Estados Unidos da América, é uma terra de cruéis oportunidades. Nos últimos 2 anos, o diretor passou por uma forte crise depressiva e como válvula de escape de suas tristezas jogou na tela do Festival de Cannes o resultado final de sua paranóia: <em>Anticristo </em>(2009). Dividido entre vaias e aplausos, o longa chega agora no Brasil causando o mesmo estrago de choque e incompreensão entre cinéfilos e críticos de cinema. A sinopse do filme é a de um casal que, durante um fervoroso ato sexual, não percebe que seu pequeno bebê está caminhando em direção a janela, em direção a morte. Após o enterro, a mãe cai em profunda depressão e o marido, psicanalista profissional, resolve utilizar seus próprios métodos para curar a esposa, algo que qualquer profissional da área condenaria, pois a ética básica de muitos terapeutas é manter o distanciamento familiar e emocional. A técnica que o marido resolve utilizar é a de conduzir sua esposa para a cabana da família no meio da floresta chamada Éden, onde ele nutre a esperança de que irá curá-la de seus traumas.Os personagens não têm nome, são designados apenas como Ele e Ela. Ele é encarnado por Williem Dafoe, um ator que sempre se mostrou acima da média em suas interpretações, mesmo como “vilãozinho de quinta categoria” em blockbusters do naipe de <em>Velocidade Máxima 2</em> (1997). Ela é Charlotte Gainsbourg atriz inglesa que atuou no excelente <em>Não Estou Lá </em>(2007) e que depois de <em>Anticristo </em>entrou na minha lista particular de “atrizes corajosas” graças a entrega explícita de sua personagem, a exposição máxima a que é submetida e a competência arrepiante de sua interpretação. Não é a toa que foi agraciada como melhor atriz pelo papel em Cannes, apesar de toda vaia à obra de Trier como um todo, especialmente na cena em que uma raposa de computação gráfica profetisa a frase “O Caos Reina”. Apesar da comicidade em se ver este pequeno canídeo tagarelando, ele possui sua importância simbólica dentro do filme. A raposa representa as contradições inerentes do ser humano em sentimentos de Independência/Comodidade, Passividade/Destruição, Medo/Audácia, todas características de comportamento oscilante que os personagens de Ele e Ela esboçam durante todo o filme. Há também outras simbologias distribuídas pela trama que ajudam a justificar o desenrolar do enredo. A ponte que Ela é obrigada a transpassar para se livrar de seus traumas representa a passagem do mundo sensível ao mundo ultra-sensível ou, no caso, a passagem de seu estado de letargia depressiva para a agitação psicótica. Para provar esse desvio de um estado a outro, em determinado momento do longa Ela usa uma roupa amarela contrastando com azul. O amarelo representa seu estado de intensidade e violência, enquanto o azul simboliza o vazio e o frio. Em outra cena um gavião passa voando sobre diversas samambaias. A samambaia, típica de ambientes úmidos, também está associada à transformação. Já o gavião é um animal cuja fêmea é mais forte que o macho, representando casais em que a mulher domina a relação. E é a partir daí que vemos a reviravolta na trama. Se antes Ele a tentava dominar com seus métodos de psicanálise, Ela que passa a comandar a situação ao torturá-lo de uma forma que faria inveja ao Jigsaw de <em>Jogos Mortais</em> (2004). Ao final, Ela se torna uma bruxa que Ele precisa queimar para que seus traumas e medos acabem. Feito isso, Ele deslumbra as figuras da Raposa, do Corvo, do Cervo: Contradição, Morte, Renascimento. Fim da história. Se concordarmos que tudo o que passou na tela durante a exibição de <em>Anticristo </em>é uma metáfora explícita do processo depressivo de Lars Von Trier, podemos concluir que o longa nada mais é do que a condução do espectador a estados depressivos, se utilizando de simbologias e da linguagem cinematográfica dominada pelo diretor. E se a vontade de Trier era ser provocativo ao ponto de incomodar a todos que vissem o filme, seja pelo baque, espanto ou nojo e explicitar todo o processo depressivo vivido, então sim, o diretor conseguiu o que queria. Nota máxima para o longa, mesmo com a raposa tagarela.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/Tm2A15GCs14&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Lágrimas de Prozac</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 13:58:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em algum momento o escritor Paulo Coelho transitou em nossas vidas, fosse para admirarmos suas obras de auto-ajuda que conseguem ser bem vendidas nos quatro cantos do mundo, ou achincalhar o fato de, apesar da escrita mediana, o autor compõe a Academia Brasileira de Letras, mas especificamente a cadeira de número 21. Minha fase Paulo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1852" title="Veronika Decide Morrer A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Veronika-Decide-Morrer-A-BLOGUEIRA-300x199.jpg" alt="Veronika Decide Morrer A BLOGUEIRA" whg="300" rhg="199" />Em algum momento o escritor Paulo Coelho transitou em nossas vidas, fosse para admirarmos suas obras de auto-ajuda que conseguem ser bem vendidas nos quatro cantos do mundo, ou achincalhar o fato de, apesar da escrita mediana, o autor compõe a Academia Brasileira de Letras, mas especificamente a cadeira de número 21. Minha fase Paulo Coelho ocorreu nos meados da adolescência quando li <em>Veronika Decide Morrer</em> e <em>O Dêmonio e a Senhorita Prym</em>. Deste último, pouco lembro a trama. <em>Veronika</em>, ao contrário, foi mais marcante, especialmente pelo fato de que o livro, que pertencia a um amigo, rodou pelas mãos de quase todos da turma. O boca-a-boca foi tão grande que todos queriam ler sobre a suicida. Não sei qual seria a minha reação ao ler o livro hoje, mais de 10 anos depois da primeira leitura. Porém, confesso que me enchi de curiosidade logo nos primeiros trailers do filme <em>Veronika Decide Morrer </em>(2009) da diretora britânica Emily Young, primeira adaptação de uma obra de Paulo Coelho para a tela grande . O filme possui alguns rostos familiares no elenco, como David Thewlis que interpreta o psiquiatra do sanatório em que a personagem central é internada. David ficou conhecido por interpretar o personagem de Remo Lupin nos longas de <em>Harry Potter</em> e, por conta disto, foi difícil enxergá-lo em outro papel. Outra interpretação de destaque foi a de Melissa Leo, uma atriz de grande competência que só ficou conhecida do grande público este ano ao ser indicada ao Oscar por<em> Rio Congelado</em> (2008). E quanto a protagonista Veronika? Inicialmente quem ficaria com o papel seria Kate Bosworth, a Louis Lane de <em>Superman – O Retorno</em> (2006). Por motivos obscuros ela desistiu da empreitada e Sarah Michelle Gellar, a eterna caça-vampiros <em>Buffy</em>, assumiu o papel, uma escolha aparentemente mais acertada. Sarah com 32 anos está longe de ainda querer interpretar “menininhas”e por isso mesmo é claro o esforço dela em querer encarar um papel mais forte e polêmico. E, apesar de não se deixar aprofundar pela trama em alguns momentos, Sarah me surpreendeu ao passar de forma competente pela cena mais difícil do filme. Não, não é a do suicídio inicial e sim quando ela toca piano e se masturba para um esquizofrênico. Tudo bem que os ângulos de câmera conseguiram esconder boa parte da eroticidade exigida, mesmo assim a atriz saiu aparentemente ilesa do constrangimento. Em resumo,o longa <em>Veronika Decide Morrer</em> acaba sendo “lugar-comum”, não pela mensagem obviamente otimista no final, mas por conseguir nos tocar e levar as lágrimas mesmo em nossa superficialidade.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/VkEITSgsqgk&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Loucuras e Preguiças</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 03:20:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De Junho de 2001 a Outubro de 2003 a mini-série Os Normais foi um marco na TV Brasileira  pós-anos 2000 com tiradas sacadas e desbocadas do casal ficcional Rui (Luis Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres). Não há casal na vida real que não se identifique com todos os percalços no relacionamento deles com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1834" title="Os Normais 2 A Blogueira" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Os-Normais-2-A-Blogueira-206x300.jpg" alt="Os Normais 2 A Blogueira" whg="206" rhg="300" />De Junho de 2001 a Outubro de 2003 a mini-série <em>Os Normais</em> foi um marco na TV Brasileira  pós-anos 2000 com tiradas sacadas e desbocadas do casal ficcional Rui (Luis Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres). Não há casal na vida real que não se identifique com todos os percalços no relacionamento deles com a maneira tão peculiar e desbocada que eles tratam de sexo, dividir o apartamento ou contas a pagar. Essa química pode-se explicar por um interessante ponto, pois os roteiros do programa foram justamente elaborados por um casal, o roteirista e escritor Alexandre Machado e Fernanda Young, hoje apresentadora do Irritando Fernanda Young no canal pago GNT. O primeiro longa oriundo da franquia foi lançado em Outubro de 2003, logo após do final da série.  Intitulada <em>Os Normais -- O Filme </em>(2003), apresentava ao público um “filme-de-origem” ao expor em sua trama os percalços que fizeram com que Vani e Rui se conhecessem. E hoje, depois de 6 anos de lacuna, estréia em grande circuito <em>Os Normais 2 – A Noite Mais Maluca de Todas</em> (2009). Desta vez vemos como o casal passa pela crise dos 13 anos juntos, procurando das mais diversas formas como reacender a chama da rotina do relacionamento, bem a maneira do casal. A questão é que o filme parece de certa forma muito over em vários aspectos, seja a personagem de Vani excessivamente histérica ou Rui por de mais apagado. Há momentos bons, com gags semelhantes a da série. Mas, particularmente falando, não consigo mais rir com piadas que envolvam um animal quase em extinção e um comentário preconceituoso. Em dado momento do filme o casal se vê com uma preguiça em mãos. Detalhe que a preguiça insiste em fazer um determinado “barulinho” sendo que na vida real este doce mamífero da ordem <em>Xenarthra</em> não emite qualquer som. Pois bem, a preguiça aparece e o frame da cena é cortada para exibir os dizeres em tela preta e letras brancas: “Sabe o que resulta o cruzamento de um bicho-preguiça com um humano? Um baiano de colete.” Você riu aí do outro lado? Pois eu não&#8230; saudades de humor inteligente!</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/uIP8xHsV-1Y&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Purpurina Ácida</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 15:20:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem vê o britânico Sacha Baron Cohen soltando piadas preconceituosas, inclusive com judeus, ao encarnar seus alter-egos Ali G, Borat e Brüno não imagina que este é judeu de família tradicional com uma formação acadêmica de História em Cambridge, que incluí uma tese sobre o envolvimento de judeus na Guerra Civil Norte-Americana. Tanta cultura resultou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1821" title="Bruno Blogueira" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Bruno-Blogueira.jpg" alt="Bruno Blogueira" whg="500" rhg="740" />Quem vê o britânico Sacha Baron Cohen soltando piadas preconceituosas, inclusive com judeus, ao encarnar seus alter-egos Ali G, Borat e Brüno não imagina que este é judeu de família tradicional com uma formação acadêmica de História em Cambridge, que incluí uma tese sobre o envolvimento de judeus na Guerra Civil Norte-Americana. Tanta cultura resultou em um ator e comediante especializado em conseguir arrancar as situações mais espontâneas e bizarras de famosos, sub-celebridades ou pop-stars, seja usando a escatologia ou o humor negro. Em 2006 Sacha se tornou conhecido mundialmente e no Brasil através do longa <em>Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América</em> (2006), cujo roteiro chegou a concorrer ao Oscar e ao Globo de Ouro. Mas, como diria seu novo personagem, “Borat foi <em>tão </em>2006”’ e agora é <em>Brüno </em>(2009) que desopilará o nosso fígado com as infâmias do mundo vazio e superficial de quem busca fama a qualquer custo. Qualquer MESMO! Seja ironizando os famosos que adotam bebês africanos ou cantam canções ao estilo <em>We Are the World</em> pela paz mundial, a crítica pesada e bem humorada está ali. Mas o grande mérito de Brüno é mostrar de forma escancarada como a sociedade machista e homofóbica ainda trata a homossexualidade como anomalia e doença, vide os pastores especialistas em “converter” gays para o heterossexualismo ou os machões que agem de forma enormemente ríspida quando recebem uma cantada de outro homem. Só mesmo o humor para nos fazer voltar os olhos para os maus da intolerância que ainda atacam o seio da humanidade. E que venham mais Borats e Brünos para me fazer pensar em coisas sérias, mas também para me fazer rir com consolos de punhos de borracha ou pênis falante.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/ZtfhD70eaS4&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>O Padrinho de um Gênero</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 02:06:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos filmes mais badalados do ano passado foi Gomorra (2008) baseado no livro do jornalista siciliano Roberto Saviano. Longe de desmerecer o trabalho do diretor Matteo Garrone, o livro é de longe bem mais interessante principalmente por revelar uma verdade nua e crua da máfia italiana: se você pensa que o que vê nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1804" title="O Poderoso Chefão" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/08/O-Poderoso-Chefão.jpg" alt="O Poderoso Chefão" whg="299" rhg="450" />Um dos filmes mais badalados do ano passado foi <em>Gomorra </em>(2008) baseado no livro do jornalista siciliano Roberto Saviano. Longe de desmerecer o trabalho do diretor Matteo Garrone, o livro é de longe bem mais interessante principalmente por revelar uma verdade nua e crua da máfia italiana: se você pensa que o que vê nos filmes é inspirado no que acontece nos gangsters de verdade, está muito enganado. Pelo contrário, tudo aquilo que este gênero de filme mostra, como que acometidos por um grande senso de modismo, os criminosos passam a imitar. Alguns exemplos são bem interessantes, como os casos em que o grande culpado de inspiração foi o cineasta Quentin Tarantino. A maioria das guarda-costas de chefonas passaram a se vestir de amarelo queimado e pintar o cabelo de loiro depois que A Noiva interpretada por Uma Thurman em <em>Kill Bill – vol 1</em> (2003) o fez. Um médico legista reclama das autópsias que precisa fazer, pois após o lançamento de <em>Pulp Fiction</em> (1994) os executores, ao atirar com a arma “de lado”, imitando Vincent (John Travolta) e Jules (Samuel L. Jackson) estavam mais dilacerando os corpos do que sendo letais. Mas o grande exemplo certamente foi o dado por <em>O Poderoso Chefão</em> (1972), o pai – ou seria padrinho?!- de todos os filmes de máfia. Mario Puzo ao criar o livro, e depois o roteiro, inventou o termo Padrinho para designar o chefe dos chefes no alto escalão dos sindicatos de mafiosos. O título original é inclusive <em>Godfather</em>, padrinho em inglês. Mas este termo é totalmente ficcional, nunca nenhuma máfia italiana o utilizou. Porém, depois do estrondoso sucesso da obra-prima de Francis Ford Coppola os criminosos sicilianos aderiram ao termo em um grande exemplo de vida imitando arte. E dentro da História do Cinema <em>O Poderoso Chefão</em> soube transpassar como nenhum outro a imposição de classificação em apenas um gênero, pois se for assim, ele é um filme que mistura praticamente tudo: drama, comédia, romance, suspense, policial&#8230; de uma forma unicamente bem cuidada. E finalizo deixando registrado o grande assombro do filme, claro, o próprio padrinho Don Corleone encarnado espiritualmente por Marlon Brando. Para quem possui qualquer pretensão nas artes dramáticas, este verdadeiro mito soube como ninguém aplicar o mais que conhecido Método de <em>Stanislavski</em>. E muito além disso, possui um dom de encarnar o outro mais do que simplesmente divino!</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/WuK433-U74M&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Mel Roxo</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 02:07:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando nos propomos a assistir uma obra cinematográfica nós fazemos a nossa parte: sentamos na cadeira do cinema ou no sofá da sala e prestamos atenção no que esta sendo apresentado. Em contrapartida, o filme precisa fazer a parte dele: nos convencer, cativar ou comprar (não no sentido capitalista) para que a relação seja no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1791" title="a-vida-secreta-das-abelhas" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/08/a-vida-secreta-das-abelhas.jpg" alt="a-vida-secreta-das-abelhas" whg="272" rhg="400" />Quando nos propomos a assistir uma obra cinematográfica nós fazemos a nossa parte: sentamos na cadeira do cinema ou no sofá da sala e prestamos atenção no que esta sendo apresentado. Em contrapartida, o filme precisa fazer a parte dele: nos convencer, cativar ou comprar (não no sentido capitalista) para que a relação seja no mínimo justa e interessante. E falando de forma passional, não sei se foi a semana estressante, mas hoje fui ao cinema para puramente relaxar a mente. Até tinha comprado ingresso para ver <em>À Deriva</em> (2009) do brasileiro Heitor Dhalia. Porém minha mente insistia em afirmar que hoje não era o dia certo para vê-lo. Foi quando me deparei com o cartaz de <em>A Vida Secreta das Abelhas</em> (2008) e certa de que o elenco norte-america me faria ver um filme de roteiro “fácil de entender”, tipicamente hollywoodiano, foi o que me fez trocar o ingresso. Que bom que eu estava enganada, pois logo na primeira cena vemos a pequena protagonista aos 4 anos atirando e matando a própria mãe. Nada leve, não? Sendo assim, vemos o desenrolar do drama da adolescente Lily (Dakota Fanning enfim madura) fugindo com sua tutora Rosaleen (Jennifer Hudson justificando o Oscar de atriz co-adjuvante) em busca das origens de sua mãe, já que seu pai (Paul Bettany sempre competente) apenas sabe repreende-la e castigá-la. O destino a faz encontrar 3 irmãs com nomes de meses que possuem um apiário: August (Queen Latifah cativante), May (Sophie Okonedo uma revelação) e June (Alicia Keys tentando bancar a durona). O resto da trama não cabe revelar, só cabe acrescentar o contexto histórico do filme: A recém aprovação dos direitos igualitários entre negros e brancos, algo que soa tão paradoxal na Era-Obama. Portanto me senti muito plena ao ver esta obra tão bem cuidada pela diretora Gina Prince-Bythewood, um verdadeiro mel roxo.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/WFe5pNxfsWo&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Era uma Vez&#8230; Uma Segunda Chance!</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 00:58:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de duas incursões totalmente ficcionais no cinema com Por Trás do Pano (1999) e Cristina Quer Casar (2003), o diretor Luiz Villaça parte para um novo projeto: transpor para a grande tela a vida de Roberto Carlos Ramos no longa O Contador de Histórias (2009).  O resultado é um filme tocante e honesto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1781" title="o-contador-de-historias" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/08/o-contador-de-historias-204x300.jpg" alt="o-contador-de-historias" whg="204" rhg="300" />Depois de duas incursões totalmente ficcionais no cinema com <em>Por Trás do Pano</em> (1999) e <em>Cristina Quer Casar</em> (2003), o diretor Luiz Villaça parte para um novo projeto: transpor para a grande tela a vida de Roberto Carlos Ramos no longa<em> O Contador de Histórias</em> (2009).  O resultado é um filme tocante e honesto que soube equilibrar humor e drama na história difícil e sofrida de Roberto. Ao contar sua própria vida, o protagonista deixa claro que o que se passa na tela é o que ele viveu ou uma interpretação do que ele viveu, portanto, o público pode se preparar para cenas de fantasia infantil que o personagem vivia, ponto alto de cominicidade na trama. Já as partes ultra-realista são mesmo chocantes, e não é para menos pois menino foi logo aos 6 anos enviado a FEBEM por uma escolha ingênua e inocente de sua pobre mãe, que possuía mais de meia dúzia de filhos para alimentar com o seu trabalho como lavadeira na periferia de Belo Horizonte. Fugindo várias vezes da instituição, Roberto tinha tudo para ser o típico marginal que já vimos em filmes como <em>Cidade de Deus</em> (2002) de Fernando Meirelles ou <em>Última Parada: 174</em> (2008) de Bruno Barreto. Mas por um golpe de sorte ou destino, o pequeno delinqüente conhece a pedagoga francesa Margherit, que acredita em sua recuperação e se empenha em educar o menino encantada pelo dom que o pequeno tem em contar de histórias. Longe de ser clichê ou melodramático O Contador de Histórias nos faz ri e ao mesmo tempo toca no ponto esperança, de que não podemos taxar preconceituosamente ninguém de irrecuperável, que todos possuímos chances, basta encontrá-las ou serem encontrados por ela.</p>
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		<title>Mike Myers</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 03:44:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de longas trash B do naipe de Rejeitados pelo Diabo (2005), o metaleiro Rob Zombie resolveu se aventurar de vez pelos filmes de terror “clássicos”. Para isso nada como ressuscitar uma grande franquia como o caso de Halloween (2007) embalado sobre milhares de “filmes de origem” que se encontram atualmente em voga. Na década [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1764" title="Halloween" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/08/halloween-a-blogueira1.jpg" alt="Halloween" whg="500" rhg="335" />Depois de longas trash B do naipe de <em>Rejeitados pelo Diabo</em> (2005), o metaleiro Rob Zombie resolveu se aventurar de vez pelos filmes de terror “clássicos”. Para isso nada como ressuscitar uma grande franquia como o caso de <em>Halloween </em>(2007) embalado sobre milhares de “filmes de origem” que se encontram atualmente em voga. Na década de 70 o primeiro longa <em>Halloween </em>(1978), dirigido por John Carpenter fez escola, lançou a atriz Jamie Lee Curtis ao estrelato e serviu de base para mais de meia dúzia de filmes que procuram relatar a saga do homem por trás da máscara e assassino indestrutível sob qualquer bala de Magnum 357 Michael Myers. O problema é que além de chegar com 2 anos de atraso, a versão exibida no Brasil está mais amputada do que membro capado pelo facão de Myers. Basta conferir no trailer abaixo e depois o longa em circuito e perceber quantas cenas, as de violência pura e genuína, foram deliberadamente cortados pela distribuidora para que o filme coubesse na censura de 14 anos e não chocasse o público tupiniquim. No mínimo absurdo! Fica ainda outro absurdo: como o cultuado ator Malcolm McDowell que um dia sob a câmera de Kubric encarnou Alex de<em> <a href="http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2008/10/09/pipocas-kubrickianas/" target="_blank">Laranja Mecânica</a></em> (1971) pode se prestar a um papel tão chinfrim. É mesmo fim de carreira&#8230;</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/dtR9Fxz2lng&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Galgando os Degraus da História do Cinema</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 17:22:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em meados da década de 20 o cineasta soviético Sergei Eisenstein foi marcante e inovador em diversos momentos do filme O Encouraçado Potemkin (1925), especialmente na cena do massacre de civis na escadaria de Odessa. Mais de 60 anos depois, o diretor norte-americano Brian De Palma iria se inspirar no russo para elaborar outra cena [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1755" title="os-intocaveis" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/07/os-intocaveis.jpg" alt="os-intocaveis" whg="320" rhg="256" />Em meados da década de 20 o cineasta soviético Sergei Eisenstein foi marcante e inovador em diversos momentos do filme <em>O Encouraçado Potemkin</em> (1925), especialmente na cena do massacre de civis na escadaria de Odessa. Mais de 60 anos depois, o diretor norte-americano Brian De Palma iria se inspirar no russo para elaborar outra cena que marcou o cinema hollywoodiano, no caso aquela protagonizada por diversos gângsters, um carrinho com um bebê e sua mãe na Railway Station no longa <em>Os Intocáveis</em> (1987). (O resultado pode ser visto no link abaixo) Este filme se propõe a retratar uma caçada ao maior e mais conhecido gângster de todos os tempos, Al Capone, interpretado com prazer por Robert De Niro. Mas o destaque da trama fica por conta de Sean Connery, o eterno James Bond, em um interessante e maduro papel que lhe garantiu o Oscar de melhor ator coadjuvante. Na cerimônia da academia em 1988 o longa ainda seria indicado por Figurino, Direção de Arte e Trilha Sonora composta pelo italiano Ennio Morricone, que já foi responsável pela música de mais de 500 obras cinematográficas e por isso mesmo recebeu em 2007 um Oscar honorário pela sua contribuição a arte do cinema. Recriando com perfeição a criminosa Chicago em sua era dourada e gloriosa, <em>Os Intocáveis</em> transpassa os rótulos comuns a um filme de gângster para marcar por uma trama que sabe equilibrar momentos de alívio cômico e pancadaria generalizada (algo que Michael Bay não o fez em Transformers 2). É um daqueles filmes que não envelhecem, bons para ser visto por qualquer pessoa cinéfila, ou não, interessada em gastar algumas horas de sua existência em algo que lhe acrescente além do puro entreterimento. E fica como dica final para quem gostar do longa, resgatar a séria homônima que fez muito sucesso na década de 60 estrelada pelo galã Robert Stack.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/U81ThRuW5ig&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Instinto de Morte</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 18:44:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se a cara do Cinema Brasileiro atual é o Selton Mello, filme francês que se preze não pode deixar de ter em seu elenco Gérard Depardieu, mesmo que em participação especial. E no longa Inimigo Público N. 1 (2008) o veterano ator, que por sinal está BEM acima do peso, interpreta Guido, um mafioso no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1747" title="instinto-de-morte-a-blogueira" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/07/instinto-de-morte-a-blogueira.jpg" alt="instinto-de-morte-a-blogueira" whg="535" rhg="731" />Se a cara do Cinema Brasileiro atual é o Selton Mello, filme francês que se preze não pode deixar de ter em seu elenco Gérard Depardieu, mesmo que em participação especial. E no longa <em>Inimigo Público N. 1</em> (2008) o veterano ator, que por sinal está BEM acima do peso, interpreta Guido, um mafioso no estilo padrinho de <em>O Poderoso Chefão</em> (1972). Mas a trama se centraliza em Jacques Mesrine, famoso gangster francês. A obra que está em cartaz em circuito brasileiro é o primeiro de dois filmes do diretor Jean-François Richet sobre Mesrine. Esta primeira parte se ambienta na década de 60 e mostra como um homem comum de família de classe média se tornou o mais procurado pela polícia parisiense. O segundo filme se propõe a relatar na década de 70  o declínio na carreira criminosa. Não há previsão da estréia do segundo filme em circuito nacional. O papel central é interpretado por Vincent Cassel, que nesta sexta-feira também poderá ser visto em circuito no filme brasileiro <em>À Deriva</em> (2009).<em> Inimigo Público N.1</em> não possui uma trama inovadora, pois não será este nem o primeiro muito menos o último filme a glamurizar a vida de criminosos. Mas vale pela cena inicial que usa diversas câmeras em diversos ângulos para abrir a história, com uma situação que mais parece final de filme.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/TrBIHyllHG0&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Um Palpite para o Oscar 2010</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jul 2009 13:01:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Filmes de gângster, como O Poderoso Chefão (1972), Era uma Vez na América (1984) e Os Bons Companheiros (1990), geralmente pedem um olhar clássico: câmera parada, fotografia impecável e muitos estereótipos a la Al Capone. Porém um diretor como Michael Mann, que já dirigiu O Informante (1999), Ali (2001), Colateral (2004) e Miami Vice (2006) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1734" title="inimigos-publicos-a-blogueira" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/07/inimigos-publicos-a-blogueira.jpg" alt="inimigos-publicos-a-blogueira" whg="562" rhg="832" />Filmes de gângster, como <em>O Poderoso Chefão</em> (1972), <em>Era uma Vez na América</em> (1984) e <em>Os Bons Companheiros</em> (1990), geralmente pedem um olhar clássico: câmera parada, fotografia impecável e muitos estereótipos a la Al Capone. Porém um diretor como Michael Mann, que já dirigiu <em>O Informante</em> (1999), <em>Ali </em>(2001), <em>Colateral</em> (2004) e <em>Miami Vice</em> (2006) e possui um jeito muito particular de contar histórias com a sua câmera, ousou fazer diferente neste tradicional gênero no longa <em>Inimigos Públicos</em> (2009), forte candidato a diversas categorias ao Oscar na próxima cerimônia, incluindo melhor filme. Os poucos planos abertos são muito eficientes e até tradicionais de mais, mas é nos planos fechados, com câmeras muito focadas nas faces de seus personagens que Mann se revela e desdobra sua trama. Em alguns momentos as cenas podem até tremer de mais ou parecerem de certa forma caseiras, só que é tudo parte deste estilo do cineasta e cabe aceitar isto junto com a pipoca e o refrigerante. Outro bom motivo para ver este filme é o elenco recheado de ótimos e competentes atores. Christian Bale, sem a máscara de<em> Cavaleiros das Trevas</em> (2008), continua tentando fazer justiça representando o investigador caçador de gangsters. Marion Cotillard, que por baixo de quilos de maquiagem faturou o Oscar de melhor atriz por<em> Piaf – Um Hino ao Amor</em> (2007), está agora mostrando seu verdadeiro rosto ficando muito a vontade como a mocinha que forma par com o gangster número 1 do longa. E quem é este gangster? Nada mais, nada menos que Johnny Depp num dos pouquíssimos papéis em sua carreira em que o veremos sem maquiagem, sem trejeitos, sem over-action, fazendo um ser humano perto do que seria o normal! Será a primeira estatueta dourada para Depp? É aguardar o anúncio da academia e a cerimônia no próximo ano.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/Q8xOgO7_eT8&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Promessas Pagas, Prêmios Recebidos</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jul 2009 03:20:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existe uma lenda no Cinema Nacional que relata que no ano de 1962 durante o festival de Cannes na França o diretor brasileiro Anselmo Duarte levou consigo um pó preparado por um pai-de-santo do terreiro que frequentava. Assim que os juízes passaram por ele, ele lançou o pó nas costas destes e com isso a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1730" title="o-pagador-de-promessas-a-blogueira" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/07/o-pagador-de-promessas-a-blogueira.jpg" alt="o-pagador-de-promessas-a-blogueira" whg="340" rhg="224" />Existe uma lenda no Cinema Nacional que relata que no ano de 1962 durante o festival de Cannes na França o diretor brasileiro Anselmo Duarte levou consigo um pó preparado por um pai-de-santo do terreiro que frequentava. Assim que os juízes passaram por ele, ele lançou o pó nas costas destes e com isso a Palma de Ouro para <em>O Pagador de Promessas</em> (1962) estaria garantida&#8230; e foi o que então ocorreu! Desta forma, devemos afirmar que o reconhecimento de um importante festival cinematográfico para com uma das mais belas obras brasileiras se deve à fé ao Candomblé? Podemos dizer que sim. Não ao ato supersticioso e lendário de Duarte em si, mas pela iniciativa de durante uma época tão preconceituosa e cheia de hipocrisia, nosso país ser premiado por um longa que mostra o quanto é bela e intrínseca na cultura brasileira o sincretismo religioso entre o catolicismo e as religiões trazidas pelos escravos africanos. A forma como a história de Zé do Burro (Leonard Villar no seu papel mais marcante) é narrada pode parecer muito comum. Usando a simbologia da Paixão de Cristo, mostra este beato atravessando o sertão com uma cruz nas costas rumo à paróquia de Santa Bárbara, para cumprir uma promessa feita à santa para manter seu burro e maior amigo vivo. Porém ele é barrado pelo pároco por um pequeno detalhe: a promessa fora feita em um terreiro de Candomblé. E é este pequeno detalhe que dá tempero a toda a trama recheada de intolerância religiosa e também de ações políticas, pois o personagem principal além de ser acusado de herege é taxado de comunista por incitar a reforma agrária ao doar parte de suas terras aos pobres, ação que estava embutida na promessa para manter o burro vivo. Com uma trama com tantas simbologias e com uma mensagem politizada e anti-preconceito, é impossível não se render a ela. Mesmo sendo um jurado de festival de Cinema. É&#8230; penso que o tal pó de Duarte pode até ter dado uma forcinha. Mas competência cinematográfico é um dom inegável neste longa.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/CgVKYRyAnIU&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Penetrando nas Lembranças do Mal</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 04:26:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Harry Potter e o Enigma do Príncipe (2009). Vamos ao filme e nada mais que o filme, por mais que há algum tempo atrás eu tenha lido as páginas desta belíssima obra composta pela britânica J.K. Rowling, provavelmente a mulher mais poderosa e rica de toda literatura universal. De todos os longas da franquia, Harry [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="alignnone size-full wp-image-1726" title="harrypotterandthehalfbloodprince-a-blogueira" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/07/harrypotterandthehalfbloodprince-a-blogueira.jpg" alt="harrypotterandthehalfbloodprince-a-blogueira" whg="300" rhg="425" />Harry Potter e o Enigma do Príncipe</em> (2009). Vamos ao filme e nada mais que o filme, por mais que há algum tempo atrás eu tenha lido as páginas desta belíssima obra composta pela britânica J.K. Rowling, provavelmente a mulher mais poderosa e rica de toda literatura universal. De todos os longas da franquia, <em>Harry Potter e a Ordem da Fênix </em>(2007) havia sido o mais congruente ao apresentar um visual mais pesado e dramático à saga potteriana. Seguindo nesta trilha mágica de acertos, o diretor David Yates continuou sua excelência no novo longa. As cenas de ação te pegam pela mão e te puxam para dentro da tela, como se gritasse que aquilo diz respeito a nós, meros trouxas do mundo real. Vale destacar a cena inicial dos Comensais da Morte em seu vôo mortífero por Londres e Dumbledore em momento Moisés dominando o fogo mais ao final do filme. Outro profissional magistralmente envolvido foi o diretor de fotografia Bruno Delbonnel, que possui no currículo duas indicações ao Oscar por <em>O Fabuloso Destino de Amelie Poulin</em> (2001) e <em>Eterno Amor </em>(2004), além de ter cuidado do psicodélico visual de <em>Across the Universe</em> (2007). Dos atores vale repetir que Alan Rickman nasceu para ser o severo Snape e o oscarizado por <em>Iris </em>(2001) Jim Broadbent deu o tom certo para o Professor Horácio. Do trio principal, todos evoluíram muito bem, tanto Rupert Grint esbanjando uma grande veia cômica em Rony, quanto Emma Watson e Daniel Radclifee encontrando o tom dramático em Hermione e Harry.  Fico feliz e tranqüila de saber que teremos mais dois filmes para o derradeiro <em>Relíquias da Morte</em>, pois há muitos detalhes importantes que não podem deixar de serem transpassados para a tela grande. E mais tranqüilo ainda de que está tudo nas mãos de Yates. Ou de sua varinha com escamas de dragão e penas de fênix, típica dos grandes diretores do mundo dos bruxos.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/SnooUEuyn_M&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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