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	<title>:: MovieYou - A Crítica Democratizada :: &#187; A Blogueira</title>
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		<title>Chutando as bundas da indústria</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 00:55:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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Depois de desabafar toda minha admiração por Watchmen aqui no MovieYou há mais de um ano, agora é a vez falar de outro filme de super heróis que me surpreendeu de forma deliciosa, com exceção de que ainda não consegui ter acesso ao gibi original de Carl Hiaasen. Kick Ass (2010) É FODA PRA CARALHO, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/06/shut_up_kick-ass_poster.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2406" title="shut_up_kick-ass_poster" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/06/shut_up_kick-ass_poster-202x300.jpg" alt="" whg="202" rhg="300" /></a></p>
<p>Depois de desabafar toda minha admiração por <em><a href="http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2009/03/09/who-watches-the-watchmen/" target="_blank">Watchmen</a></em> aqui no MovieYou há mais de um ano, agora é a vez falar de outro filme de super heróis que me surpreendeu de forma deliciosa, com exceção de que ainda não consegui ter acesso ao gibi original de Carl Hiaasen. <em>Kick Ass </em>(2010) É FODA PRA CARALHO, sem qualquer censura ou frescura, como as palavras que acabei de digitar.  Graças aos deuses do cinema que ainda olham por aqueles que não querem ver seus filmes dilacerados por produtores e suas merdas de podas criativas para se adequar ao mercado, o diretor Mattew Vaughn conseguiu angariar fundos por conta própria e assim expor em tela grande um longa polêmico, violento e sincero como ele gostaria que fosse realizado e como deve ser! Com censura 18 anos, temos cenas de violência, sexo e muitos palavrões emoldurados por hits da atualidade. Se Quentin Tarantino e seu P<em>ulp Fiction</em> é a referência da cultura pop nos anos 90, <em>Kick Ass</em> consegue emoldurar as tendências e linguagens pós-2000. O estilo “nerd/cool” é gritante, com referências ao YouTube, MySpace e outros pontos totalmente condizentes com a nossa juventude mergulhada na web 2.0. O ator Aaron Johnson dá vida a Dave Lizewski, o típico looser que decide virar super herói por ambição e mesmo sem super poderes e se fudendo gostoso no começo, acaba revertendo o jogo e comendo a mocinha de um jeito que duvido que Peter Parker tenho algum dia feito com a Mary Jane. A comparação e lembrança com <em>Watchmen</em> é inevitável por conta da proposta de mostrar o contexto de como é ser um super herói na vida real. E se no filme baseado na graphic novel de Alan Moore temos o Dr. Manhattan, em <em>Kick Ass</em> a personagem mais “inverossímil” é a de Hit Girl. No maior estilo A Noiva de <em>Kill Bill</em> (olha o Tarantino ai de novo), a pequena e doce Mindy Macready após 11 anos de treinamento e lavagem cerebral feitos por seu pai, acaba se tornando uma letal assassina em série emoldurada pela fantasia da heroína que sabe botar pra fuder com os caras malvados. O pai é vivido por Nicolas Cage, um fã tão devoto de histórias em quadrinhos na vida real, ao ponto de ser um dos únicos no mundo a possuir a Action Comics número 1, que o papel lhe cai como uma luva. Já Hit Girl é encarnada por Chloe Moretz, e se o que vemos neste filme é apenas o começo de sua promissora carreira, ela certamente vai estar no ponto como atriz daqui algum tempo, tanto bem gostosa como talentosa! Com o sucesso de crítica e público,<em> Kick Ass 2: Balls to the Wall</em> já está programado para estrear nos cinemas em 2012. Espero mesmo que Vaughn continue com sua liberdade criativa e consiga superar as grandes expectativas geradas com um primeiro filme tão bom, assim como Nolan fez com<em> <a href="http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2008/08/02/da-desmemoria-ao-mergulho-na-escuridao/" target="_blank">Batman – Cavaleiro das Trevas</a></em> &#8230; O que não deixa de ser um puta desafio!</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/O5mxBaXHcFw&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Uma tentativa (fracassada) de ser atriz</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jun 2010 10:58:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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Miley Cyrus finalmente tirou a peruca e decidiu virar atriz, além de rever todos os esteriótipos que a consagraram como Hannah Montana. A jovem começou a investir em uma linha mais sensual em seu novo álbum intitulado Can&#8217;t Be Tamed (Não Posso Ser Domesticada, em tradução livre), o que provocou receio e críticas negativas da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/06/A-Última-Música.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2401" title="A Última Música" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/06/A-Última-Música-202x300.jpg" alt="" whg="202" rhg="300" /></a></p>
<p><a href="http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2009/06/11/tira-a-peruca-miley-tira/" target="_blank">Miley Cyrus finalmente tirou a peruca</a> e decidiu virar atriz, além de rever todos os esteriótipos que a consagraram como Hannah Montana. A jovem começou a investir em uma linha mais sensual em seu novo álbum intitulado <em>Can&#8217;t Be Tamed</em> (<em>Não Posso Ser Domesticada</em>, em tradução livre), o que provocou receio e críticas negativas da mídia norte-americana, já que soa incongruente ela assumir uma postura sensual sendo que boa parte de seus fãs são crianças. Polêmicas a parte, Miley começou a tomar aulas de interpretação para sua primeira investida séria na grande tela. E pelo visto ela ainda tem muito o que aprender, fato que ela mesmo admitiu após a enchurrada de vaias para <em>A Última Música</em>. O longa toma como base o romance homônimo de Nicholas Sparks o mesmo autor dos sucessos literários que viraram filmes <em>Diário de uma Paixão</em> e<a href="http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2010/05/07/romance-em-tempos-de-guerra/" target="_blank"> <em>Querido John</em></a>. Sendo assim, não espere nada muito diferente de uma trama de romance mediana. Ronnie, a personagem de Miley, vai passar as férias com o pai, que mora no litoral,  enquanto vive o típico romance de verão com um bonito morador local.  Ponto positivo para Greg Kinnear (<em>Pequena Miss Sunshine</em>) em um papel bem tocante como o pai doente da protagonista. Fora isso, é totalmente irritante ver durante 1 hora e 40 minutos Miley em seu papel de adolescente revoltadinha. O único alívio é, surpreendentemente, quando ela canta. Indicada ao Oscar pela canção título de <em>Bolt -- SuperCão</em>, talvez Miley se sairia melhor investindo em filmes musicais. O que não seria um bem aos nossos ouvidos, mas ao menos seria algo menos pior para nossos olhos voltasdos às artes dramáticas.</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/joCwQ2pjfjw&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Salada Indiana</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jun 2010 10:26:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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Imagine uma mistura de Quem Quer ser um Milionário?, Doce Novembro e Trainspotting em um clima de interpretações tão caricatas quanto qualquer novela global! Parece impossível? Não para a mente imaginativa de um cineasta que, infelizmente, às vezes consegue esse tipo de proeza indigesta. Índia, Amor e Outras Delícias é uma comédia romântica ambientada em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/06/india-amor-e-outras-delicias.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2397" title="india amor e outras delicias" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/06/india-amor-e-outras-delicias-300x267.jpg" alt="" whg="300" rhg="267" /></a></p>
<p>Imagine uma mistura de<em> <a href="http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2009/03/09/o-show-de-jamal/" target="_blank">Quem Quer ser um Milionário?</a></em>, <em>Doce Novembro</em> e <em>Trainspotting </em>em um clima de interpretações tão caricatas quanto qualquer novela global! Parece impossível? Não para a mente imaginativa de um cineasta que, infelizmente, às vezes consegue esse tipo de proeza indigesta. <em>Índia, Amor e Outras Delícias</em> é uma comédia romântica ambientada em Glasgow na Escócia, cuja protagonista, de origem indiana, tem um melhor amigo que é drag queen, tipo de personagem idealmente hollywoodiano para momentos de alívio cômico. Sacou as referências agora? A trama do longa segue exatamente todos os clichês deste tipo de filme ao longo de seu desenvolvimento. Nina (Shelley Conn), a protagonista indiana, volta da Inglaterra para a Escócia depois da morte de seu pai que detinha um típico restaurante indiano. Para impedir que o negócio de seu falecido pai seja vendido, ela decide participar de um concurso de gastronomia indiana cujo prêmio irá justamente cobrir as despesas da dívida que o negócio tem. Alguma dúvida do que vai acontecer? As interpretações <em>à la</em> <em>Caminho das Índias</em> ficam por conta do caricato elenco de apoio do núcleo familiar de Nina. O único diferencial, e mérito do filme, é apresentar um romance lésbico entre Nina e a escosesa Lisa (Laura Fraser). As cenas de preparo dos alimentos também são deliciosas, quase podemos sentir o cheiro de curry dos pratos! Ao final da sessão, fica aquela vontade louca de comer um bom prato de comida indiana, porque a fome de um bom filme fica totalmente gritante no estômago e na mente.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/cNh4kdSsBoY&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Cucarachas Vermelhas</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jun 2010 14:54:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não é de hoje que o cineasta Oliver Stone se aventura em filmes sobre a política de seu país natal, os Estados Unidos. Oscarizado pela direção de Nascido em Quatro de Julho e Platoon, o cineasta ainda tem no currículo as siglas de JFK e W., sendo este seu último trabalho ficcional que expõe facetas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/06/ao-sul-da-fronteira-3mb.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2389" title="ao sul da fronteira 3mb" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/06/ao-sul-da-fronteira-3mb-206x300.jpg" alt="" whg="206" rhg="300" /></a>Não é de hoje que o cineasta Oliver Stone se aventura em filmes sobre a política de seu país natal, os Estados Unidos. Oscarizado pela direção de <em>Nascido em Quatro de Julho</em> e <em>Platoon</em>, o cineasta ainda tem no currículo as siglas de <em>JFK</em> e <em>W., </em>sendo este seu último trabalho ficcional que expõe facetas polêmicas da biografia do presidente George W. Bush. Ainda embalado pelos erros grotescos na política externa dos EUA, Stone aproveita as burradas propagandeadas pela imprensa norte-americana durante o governo Bush para construir o argumento do documentário <em>Ao Sul da Fronteira</em>. Assim como Michael Moore em <em>Fahrenheit 11 de Setembro</em> mostra a guerra do Iraque como pretexto para aquisição de petrólelo, Stone apresenta em <em>Ao Sul da Fronteira</em> a teoria da conspiração armada pelo seu país para destronar o ditador venezuelano Hugo Chávez em troca do barateamento do petróleo na região. O ponto alto do documentário são os interessantes depoimentos de Chávez  e dos outros presidentes, no caso Raul Castro (Cuba), Lula (Brasil), Rafael Correa (Equador), Evo Morales (Bolívia), Néstor e Cristina Kirchner (Argentina) e Fernando Lugo (Paraguai) a respeito de suas opiniões questionadoras sobre o tratamento da nação mais poderosa do planeta para com os sul-americanos. Fora estas entrevistas, a &#8220;verdade&#8221; exposta pelo cineasta, por mais que tenha alguma boa vontade, se assemelha a de qualquer americano médio que não sabe diferenciar um país sul-americano do outro. Stone trata a todos como &#8220;cucarachas&#8221; vermelhas comandadas por esquerdas bolivarianas. É fato que hoje na América do Sul temos pela primeira vez presidentes que se assemelham a classe mais humilde de seus países, sejam metalúrgicos, indígenas ou bispos,  mas <em>Ao Sul da Fronteira</em> peca profundamente em tratar todas as nações como eternas farinhas hispânicas do mesmo saco ao invés de explicitar o histórico peculiar de cada país que fez com que seus cidadãos escolhessem um governante de esquerda. Além disso, é vergonhoso ver em um dos mapas expostos no filme a Floresta Amazônica ser confundida com a Cordilheira dos Andes. Faltou aulas de História e Geografia no currículo de Oliver Stone para conceber este filme, assim como para seus conterrâneos um dia entenderam que todos abaixo de suas fronteiras são latinos sim, mas muito diferentes entre si e que merecem ser tratados com igualdade de direitos e respeito a estas gritantes diferenças.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/Hwhau48LUAA&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Creche de Titãs</title>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 17:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recentemente fui convidada pelos idealizadores do blog Mitografias para participar do podcast sobre mitologia chamado Papo Lendário. O foco do bate-papo foi obviamente Fúria de Titãs, um ramake do clássico homônimo da década de 80. Se antes os monstrengos eram feitos utilizando um parco stop-motion, hoje a tecnologia poderia fazer valer as belas imagens dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Fúria-de-Titãs.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2365" title="Fúria de Titãs" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Fúria-de-Titãs-220x300.jpg" alt="" whg="220" rhg="300" /></a>Recentemente fui convidada pelos idealizadores do blog <strong><a href="http://www.mitografias.com.br/" target="_blank">Mitografias</a> </strong>para participar do podcast sobre mitologia chamado <a href="http://www.mitografias.com.br/2010/05/25/papo-lendario-22-furia-de-titas/" target="_blank"><strong><em>Papo Lendário</em></strong></a>. O foco do bate-papo foi obviamente <em>Fúria de Titãs</em>, um ramake do clássico homônimo da década de 80. Se antes os monstrengos eram feitos utilizando um parco <em>stop-motion</em>, hoje a tecnologia poderia fazer valer as belas imagens dos ícones mitológicos&#8230; Mas o roteiro escorrega não só pela incoerência com os mitos, mas pela história ser muito fraca e anti-climáxica. Passamos o filme inteiro aguardano a hora que Zeus (Liam Neeson) brada &#8220;<em>Release the Kraken!</em>&#8221; &#8230; porém a cena de luta que se segue é tão rápida e fraca que, literalmente nos brocha! E Sam Worthington como mocinho ainda não convence, mesmo em <em>Avatar</em>! A única atriz que brilha e traz um tesão todo especial para o filme é a bela e gostosa Gemma Artenton que faz Io, originalmente uma vaca mas que ganhou uma bela e semi-endeusada interpretação da atriz. Infelizmente o pior pode estar por vir, já que uma continuação foi anunciada. Que os pobres deuses nos perdoem, mas as vezes Hollywood não sabe o que faz&#8230;</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/qpZ5D_Wc4cA&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Pipoca de Qualidade</title>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 00:24:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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E John Favreau acertou em cheio de novo! Risadas, cenas de ação e adrenalina tão boas quanto aquela pipoca quentinha com manteiga. Homem de Ferro 2 é assumidamente blockbuster, mas assumidamente bom. Das novidades na franquia, a inclusão do hilário Sam Rockwell e da bela Scarlet Johansson foram muito acertadas. O vilão encarnado por Mickey [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/05/iron_man2.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2339" title="iron_man2" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/05/iron_man2-300x240.jpg" alt="" whg="300" rhg="240" /></a></p>
<p>E John Favreau acertou em cheio de novo! Risadas, cenas de ação e adrenalina tão boas quanto aquela pipoca quentinha com manteiga. <em>Homem de Ferro 2</em> é assumidamente blockbuster, mas assumidamente bom. Das novidades na franquia, a inclusão do hilário Sam Rockwell e da bela Scarlet Johansson foram muito acertadas. O vilão encarnado por Mickey Rourke também funciona muito bem. Robert Downey Jr. continua impecável e Don Cheadle e Gwyneth Paltrow competentes. Com um roteiro que funciona, a trama além de entreter, serve para deixar os fãs da Marvel ainda mais ansiosos para com o filme dos <em>Vingadores</em>. O escudo do <em>Capitão América</em> aparece dentro do laboratório de Tony Stark e um dos agentes da S.H.I.E.L.D. encontra o martelo do <em>Thor </em>caído no deserto mexicano bem no meio de uma imensa cratera. Scarlet Johansson, gostosíssima em seu uniforme de couro apertado da Viúva Negra, joga do lado dos bonzinhos como uma agente da S.H.I.E.L.D. Com isso, estou torcendo para que ela seja confirmada em <em>Os Vingadores</em>&#8230; De resto, divirta-se  e deixe-se levar pela armadura e bom-humor de Stark e pela deliciosa franquia criada por Favreau.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/FNQowwwwYa0&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>O Adeus de Heath&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 00:08:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Blogueira]]></category>

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		<description><![CDATA[
Já fazem dois anos da morte de Heath Ledger, mas a saudade ainda é grande. Lembro que no dia que ele morreu, corri para a locadora e aluguei vários filmes deles que ainda não tinha visto, como Casanova e Coração de Cavaleiro. Ainda me emociono cada vez que vejo sua atuação em O Segredo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/05/the-imaginarium-of-dr-parnassus-image3.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2342" title="the-imaginarium-of-dr-parnassus-image3" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/05/the-imaginarium-of-dr-parnassus-image3-300x180.jpg" alt="" whg="300" rhg="180" /></a></p>
<p>Já fazem dois anos da morte de Heath Ledger, mas a saudade ainda é grande. Lembro que no dia que ele morreu, corri para a locadora e aluguei vários filmes deles que ainda não tinha visto, como <em>Casanova</em> e <em>Coração de Cavaleiro</em>. Ainda me emociono cada vez que vejo sua atuação em <em>O Segredo de Brokeback Mountain</em>. Mas sua grande performance certamente foi em<em> Batman -- Cavaleiro das Trevas </em>com seu perturbado e visseral Coringa. Aqui no <strong>MovieYou</strong> o filme também tem seu marco, afinal o <strong><a href="http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2008/08/02/da-desmemoria-ao-mergulho-na-escuridao/" target="_blank">primeiro post</a></strong> foi sobre essa obra. Fã de Terry Gillian em seu <em>Brazil -- O Filme</em>, além de tudo do <em>Monty Python</em>, fiquei muito feliz em saber que a última vez que veria Heath no cinema seria pelas mãos dele. Além disso, fiquei muito empolgada e ansiosa para ver Johnny Depp, Colin Farrell e Jude Law susbtituindo honradamente Heath nas cenas que ele não pode gravar. O filme, porém, fica na promessa. Visualmente é muito bem desenvolvido e bonito, mas a edição e as atuações parecem travadas e estereotipadas,  além do roteiro ser confuso em vários momentos. A solução de colocar três atores para substituir Heath soou falsa, por mais que não tivesse outra opção. Valeu ver o filme pelo saudosismo, mas ainda sim prefiro aquele chapéu de cowboy ou a maquiagem toda borrada&#8230; Why So Serious?!</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/OFxqw0jbC2Y&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Bad Trip</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 23:54:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Marcelo Gomes (Cinema, Aspirimas e Urubus) e Karim Aunouz (Madame Satã e O Céu de Suelly) são dois dos diretores mais competentes do cinema brasileiro atual. Mas juntos em Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, conseguiram provocar a sensaçã em fãs do audiovisual de que aquilo não deveria ser feito&#8230; pelo menos da fã [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/05/viajo.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2336" title="viajo" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/05/viajo-300x195.jpg" alt="" whg="300" rhg="195" /></a></p>
<p>Marcelo Gomes (<em>Cinema, Aspirimas e Urubus</em>) e Karim Aunouz (<em>Madame Satã</em> e O Céu de Suelly) são dois dos diretores mais competentes do cinema brasileiro atual. Mas juntos em Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, conseguiram provocar a sensaçã em fãs do audiovisual de que aquilo não deveria ser feito&#8230; pelo menos da fã aqui. Muito experimental, o filme seria ótimo para ser ver em uma exposição de vídeo arte&#8230; Mas ficar sentando vendo aquilo foi um suplício pior que ter que ver a Paris Hilton tentanto interpretar. Cheio de músicas bregas, o longa mostra a &#8220;saga&#8221; de um geólogo pelo interior nordestino que, apesar das saudades da amada, resolve se deliciar com umas putas xexelantas de beira de estrada. Monôtona, vazio, viaja mas não chega a lugar nenhum&#8230; Escolha ver esse filme se estiver chapado, ou for muito idiota!!!</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/wn4ZBttHVaU&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Romance em Tempos de Guerra</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 17:01:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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10 entre 10 meninas consideram Diário de Uma Paixão um dos melhores filmes de romance. Eu particularmente nunca vi&#8230; Algum leitor neutro e justo me recomenda? Pois bem, vi estes dias Querido John (2010) baseado no livro do mesmo autor de Diário de Uma Paixão, Nicholas Sparks. Dirigido por Lasse Hallström, o mesmo do excelente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/05/querido_john-poster.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2332" title="querido_john poster" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/05/querido_john-poster-202x300.jpg" alt="" whg="202" rhg="300" /></a></p>
<p>10 entre 10 meninas consideram <em>Diário de Uma Paixão</em> um dos melhores filmes de romance. Eu particularmente nunca vi&#8230; Algum leitor neutro e justo me recomenda? Pois bem, vi estes dias <em>Querido John</em> (2010) baseado no livro do mesmo autor de <em>Diário de Uma Paixão</em>, Nicholas Sparks. Dirigido por Lasse Hallström, o mesmo do excelente <em>Chocolate</em> (2000), o longa apresenta todos os clichês típicos de filmes românticos bom direito a beijo na chuva. Tirando o óbvio de um relacionamento perfeito, com suas agruras e ironias do destino, o longa ao menos chama atenção em duas coisas. A primeira por ser o primeiro romance de guerra que vejo ambientado no 11 de Setembro. E segundo por Richard Jenkis, que concorreu ao Oscar por seu papel em <em><a href="http://www.movieyou.com.br/voce/2010/02/01/o-visitante-despercebido-mas-na/" target="_blank">O Visitante</a></em> (2007), que ao interpretar um autista consegue trazer candura e realismo ao filme. Ao final das contas, recomendo Querido John como o típico filme para se ver em casal. Tem romance para ela e guerra para ele. E que sejam felizes até o final da sessão&#8230;</p>
<p><strong><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/NLkTKkNXDp4&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></strong></p>
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		<title>Alice cresceu&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 02 May 2010 22:38:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alice cresceu, e não foi vivendo no País das Maravilhas. E garanto que não foi só a personagem que cresceu. O diretor Tim Burton conseguiu dar a grandiosidade cinematográfica que a saga desta jovem e imaginativa garota merece. Até então a minha única referência para Alice era o antigo longa da Disney de 1951, ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/05/ba748944c8da2517_Alice_In_Wonderland_Tim_Burton.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2323" title="ba748944c8da2517_Alice_In_Wonderland_Tim_Burton" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/05/ba748944c8da2517_Alice_In_Wonderland_Tim_Burton-300x225.jpg" alt="" whg="300" rhg="225" /></a>Alice cresceu, e não foi vivendo no País das Maravilhas. E garanto que não foi só a personagem que cresceu. O diretor Tim Burton conseguiu dar a grandiosidade cinematográfica que a saga desta jovem e imaginativa garota merece. Até então a minha única referência para Alice era o antigo longa da Disney de 1951, ou filmes que usam a mesma metáfora de auto-descoberta de uma curiosa garota: <em><a href="http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2009/02/25/sim-e-tudo-massinha/" target="_blank">Coraline e o Mundo Secreto</a></em> (2009) e <em><a href="http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2009/02/27/surpresas-do-mundo-subterraneo/" target="_blank">O Labirinto do Fauno</a></em> (2006). Estas jornadas de pequenas heroínas que usam a imaginação para metaforizar a realidade, seja nas relações familiares ou nas pequenas sutilezas da vida, sempre me encantaram. E agora Tim Burton e seu <em>Alice no País das Maravilhas</em> (2010) nos traz uma Alice madura, guerreira, que sabe inovar, se transformar e enfrentar todo e qualquer paradigma. A novata Mia Wasikowska soube trazer candura e força para a personagem. Johnny Depp e Helena Bonham Carter sempre competentes e Anne Hathaway soube incorporar todos os trejeitos de uma típica princesa Disney. Foi uma boa surpresa ouvir a voz de Alan Rickman (O Snape dos filmes de <a href="http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2009/07/24/penetrando-nas-lembrancas-do-mal/" target="_blank">Harry Potter</a>) como a sábia lagarta azul. Vi a versão em 2D e confesso que fiquei incomodada com a gratuidade de algumas tomadas típicas para 3D. Por estes excessos, o filme perdeu 1 película na nota, mas pelo típico sonho delirante e gótico de Tim Burton, me agradou e muito, além de me fazer querer levar um certo gato sorridente para casa&#8230;</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/gCM4JiJ6B2I&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Ser Adolescente</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 13:16:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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Ser adolescente é viver plenamente durante quase 10 anos aquela linha tênue entre as brincadeiras infantis e as responsabilidades de adulto. Tudo se vive, chora, grita, ama e sofre quando se é jovem&#8230; E parace que esse tempo passa devagar e nunca chegamos a fase adulta. Mas quando se vê, você já está velho e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/04/as-melhores-coisas-2.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2306" title="as-melhores-coisas-2" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/04/as-melhores-coisas-2-300x225.jpg" alt="" whg="300" rhg="225" /></a></p>
<p>Ser adolescente é viver plenamente durante quase 10 anos aquela linha tênue entre as brincadeiras infantis e as responsabilidades de adulto. Tudo se vive, chora, grita, ama e sofre quando se é jovem&#8230; E parace que esse tempo passa devagar e nunca chegamos a fase adulta. Mas quando se vê, você já está velho e viu que tudo passou rápido de mais. Ao assistir <em>As Melhores Coisas do Mundo</em>, novo longa da excelente cineasta Laís Bodanzky (<em>Bicho de Sete Cabeças</em> e <em>Chega de Saudade</em>), fui transportada em 10 anos no tempo passado, quando era uma adolescente de 15 anos que ia mal na prova de matemática, apesar de paquerar o professor, ouvia Backstreet Boys e Titãs, curtia <em>Arquivo X</em>, lia Capricho e pediu de aniversário uma viagem pra Disney. Que bom que eu mudei! Mas não foi fácil a mudança. Nunca se é. Através de Mano (Francisco Miguez), protagonista do longa,  todos os conflitos juvenis são abordados: relacionamentos, família, amigos, drogas, sexo, e até rock n´roll. Sim, pois <em>As Melhores Coisas do Mundo</em> é o primeiro filme brasileiro a ter em sua trilha uma música dos Beatles, no caso a balada <a href="http://www.youtube.com/watch?v=xsBe1B8jvSY" target="_blank"><em>Something</em></a>. O filme me tocou muito, especialmente em uma cena protagonizada por Fiuk, o galã da Malhação, filho de Fábio Jr que interpreta Pedro, o irmão de Mano.</p>
<p>(<a href="http://www.warnerlab.com.br/asmelhorescoisasdomundo_poster/img/poster_download.jpg" target="_blank">Cuidado que depois deste trecho há <strong>Spoiler -- </strong>revelação de um trecho referente ao final do filme</a>)</p>
<p>Deprimido, perdido e sem chão, Pedro tenta o suicídio. Assistindo o filme em uma pré-estréia, e percebendo o que o personagem ia fazer, não aguentei. Meu coração apertou e meus pulmões pareciam querer me sufocar. Sai da sala na hora, dando de cara com a diretora, a Laís. Abracei-a e a parabenizei pelo longa, mas disse que precisava ir no banheiro que não estava aguentando a forte cena do suicídio. Molhei meu rosto com a gelada água da pia, me inclinei sobre ela e comecei a chorar. Uma mulher que estava no banheiro perguntou se eu estava bem, e eu disse que uma cena do filme tinha me tocado. Como  um anjo da guarda anônimo ela me abraçou e confortou. Vocês nem imaginam como é para uma ex-suicida (me considero assim depois de 3 tentativas, Graças a Deus, mal-sucedidas) ver e se identificar com uma situação tão extrema. Acho que é exatamente pra isso que os filmes, o Cinema, serve&#8230; pra te dar aquela catarse, mexer, questionar e confortar. Não saí ilesa do longa da Laís&#8230;. e ninguém que foi adolescente (e humano) sairá. Ainda bem, nota 10 para <em>As Melhores Coisas do Mundo</em>!</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/-jgSPH6zVEI&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Uma Bullock Possível</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 04:50:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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Certamente o ser humano é aquele que mais se auto-subestima. Nunca acreditamos em nós mesmos ou quando muito vamos ao extremo oposto e achamos que somos o centro do universo. E nada como ouvir aquela música que nos coloca pra cima ou assistir um feel-good-movie (algo como, filme para se sentir bem). E este é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Um-Sonho-Possível.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2300" title="Um Sonho Possível" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Um-Sonho-Possível.jpg" alt="" whg="300" rhg="300" /></a></p>
<p>Certamente o ser humano é aquele que mais se auto-subestima. Nunca acreditamos em nós mesmos ou quando muito vamos ao extremo oposto e achamos que somos o centro do universo. E nada como ouvir aquela música que nos coloca pra cima ou assistir um <em>feel-good-movie</em> (algo como, filme para se sentir bem). E este é o caso de <em>Um Sonho Possível </em>(2009) que deu o Oscar 2010 de melhor atriz para Sandra Bullock. Ela mesma, depois de tantos <em>blockbusters</em> e comédias românticas, nunca se levou a sério. Mas com o papel da decoradora cristã e republicana Leigh Anne Tuohy, ela se superou. De todos os filmes em que ela esteve particularmente gosto de <em>Velocidade Máxima</em> (1994) sua melhor “mocinha indefesa”, <em>Miss Simpatia</em> (2000) em seu melhor tino cômico e <em>A Casa do Lago</em> (2006) sua melhor comédia romântica estrelada, assim como em Velocidade, ao lado do galã Keanu Reeves, o eterno Neo de <em>Matrix</em> (1999). Porém seu mais surpreendente papel tinha sido em Cálculo Mortal (2002) como a investigadora Cassie Mayweather, em que ela explorou seu lado mais dramático&#8230; Até ver <em>Um Sonho Possível</em>. Por mais que o melodrama de final felizmente óbvio a cerca, é surpreendente a atitude e presença dela na tela grande. Que a “maldição do Oscar” não caia sobre ela e continuemos a ver Sandra Bullock como uma possível boa atriz.</p>
<p><strong><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/5hn5-pxWM6k&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></strong></p>
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		<title>Simplesmente Chico</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Apr 2010 19:11:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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Polemizar a cine-biografia de uma personalidade já é de praxe, vide os vários comentários gerados por longas como Lula, O Filho do Brasil (2010), Carlota Joaquina – Princesa do Brasil (1995) e Lamarca (1994), só para ficar em produções nacionais de mitos de nosso país. E uma figura religiosamente polêmica ganha sua versão cinematográfica. Chico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Chico-Xavier.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2296" title="Chico Xavier" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Chico-Xavier-300x200.jpg" alt="" whg="300" rhg="200" /></a></p>
<p>Polemizar a cine-biografia de uma personalidade já é de praxe, vide os vários comentários gerados por longas como <em>Lula, O Filho do Brasil</em> (2010), <em>Carlota Joaquina – Princesa do Brasil</em> (1995) e <em>Lamarca</em> (1994), só para ficar em produções nacionais de mitos de nosso país. E uma figura religiosamente polêmica ganha sua versão cinematográfica. <em>Chico Xavier</em> (2010) estréia em uma data estratégica, uma sexta-feira santa em que se comemora o centenário do médium. Convidada pelo <a href="http://www.omelete.com.br/cinema/critica-chico-xavier/" target="_blank">Omelete</a>, fui na pré-estréia no longa em Paulínia onde parte dele foi filmado e participei de uma coletiva com o elenco e produção. O envolvimento de todos com o projeto é visível, principalmente do diretor Daniel Filho e dos 3 intérpretes de Chico, o menino Matheus Souza, Ângelo Antônio e Nelson Xavier. Cativar o espectador e aumentar a positiva aura em torno do protagonista parece ser o principal atrativo que fará com que multidões vão ao cinema para ver o filme, independente da crença religiosa. O longa tem suas falhas? Claro&#8230; Mas a própria figura de Chico parece purificar estes erros, fazendo com que mesmo uma cinéfila de carteirinha que sempre presta atenção em detalhes como produção, maquiagem, edição, direção de arte, fotografia e etc se esqueça de atentar para isso e se encante totalmente com a história, esquecendo do resto&#8230; Ao final meu interesse pelo retratado se intensificou ao ponto de incluir na lista das minhas próximas leituras a biografia <em>As Vidas de Chico Xavier </em>escrita pelo jornalista Marcel Souto Maior. Recomendo que o cinéfilo que lê este texto também o faça e tire suas próprias conclusões das mudanças que o contado com a história de Chico pode gerar&#8230;</p>
<p><strong><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/rTZkfZZmlME&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></strong></p>
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		<title>Ilha da Fantasia</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 17:04:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Blogueira]]></category>

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		<description><![CDATA[
Medo. Isolamento. Paranoia. Loucura. Ilusão. Insanidade &#8230; Estes são apenas alguns dos pontos tratados pela mais nova obra do mestre &#8220;gangsta&#8221; Martin Scorsese.  O livro no qual o filme Ilha do Medo (2010) se baseou recebeu no Brasil o título de Paciente 67. O autor é o best-seller Dennis Lehane que já teve outra obra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/03/shutter_island_ver2_xlg.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2285" title="shutter_island_ver2_xlg" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/03/shutter_island_ver2_xlg-212x300.jpg" alt="" whg="212" rhg="300" /></a></p>
<p>Medo. Isolamento. Paranoia. Loucura. Ilusão. Insanidade &#8230; Estes são apenas alguns dos pontos tratados pela mais nova obra do mestre &#8220;gangsta&#8221; Martin Scorsese.  O livro no qual o filme <em>Ilha do Medo</em> (2010) se baseou recebeu no Brasil o título de <em>Paciente 67</em>. O autor é o best-seller Dennis Lehane que já teve outra obra que se transformou num belíssimo filme nas mãos de Clint Eastwood: <em>Sobre Meninos e Lobos</em> (2003).  Em <em>Paciente 67 </em>somos conduzidos nos 4 dias em que um agente federal se vê, literalmente, claustrofobizado na ilha Shutter que detêm assassinos psicóticos. No filme houve a omissão ao pai do protagonista e de suas tendênsias suicidas. Nada disso, porém, tira o brilho ofusco do filme. Leonardo DiCaprio, assim como em <em>Foi Apenas um Sonho</em> (2008), me surpreendeu com uma imponente e visseral interpretação. Pontos também para Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Michelle Willians e o excelente Jacke Earle Haley (O Rorschach de <em>Watchmen </em>- 2009) roubando sua única cena como um dos pacientes do manicômio judiciário. A trama transporta para a grande tela o imprevissível desfecho que vale por todos os sustos tomados e o suspense delirante, além dos sonhos fantasiosos que nos confundem mais ainda. Pegue a balsa, tome uma aspirina, fume um cigarro e mergulhe nas geladas águas de uma ilha que faz com que nos confrontemos e , quem sabe, aceitemos os nossos mais profundos fantasmas. Tudo sob a tutela de um gênio do cinema ainda vivo e gratificantemente produtivo.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/HYVrHkYoY80&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Promoção Ninja Assassino &#8211; Resultado</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 15:24:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Blogueira]]></category>

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		<description><![CDATA[
O MovieYou premiou dois leitores com um par de ingressos cada para conferir Ninja Assassino .
A pergunta da vez era &#8220;Qual seria a sua missão mais desafiadora como ninja?&#8220;.
E os vencedores que faturam um par de ingressos cada para sessões de Ninja Assassino foram :
@RobsonPorps -- &#8220;A missão mais desafiadora seria entrar no senado num [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/ninja-assassin-one-sheet.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2262" title="ninja-assassin-one-sheet" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/ninja-assassin-one-sheet-200x300.jpg" alt="" whg="200" rhg="300" /></a></p>
<p>O MovieYou premiou dois leitores com um par de ingressos cada para conferir <a href="http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2010/02/03/sangue-ralo/" target="_blank"><em>Ninja Assassino</em></a> .</p>
<p>A pergunta da vez era &#8220;<strong>Qual seria a sua missão mais desafiadora como ninja?</strong>&#8220;.</p>
<p>E os vencedores que faturam um par de ingressos cada para sessões de Ninja Assassino foram :</p>
<p><a href="http://twitter.com/robsonporps/statuses/9480645896" target="_blank">@RobsonPorps</a> -- <em>&#8220;A missão mais desafiadora seria entrar no senado num sabado para matar alguém. Bem iria ficar na mão&#8230;&#8230;&#8221;</em></p>
<p><a href="http://twitter.com/rafagnomo/statuses/9482588315" target="_blank">@rafagnomo</a> -<em> &#8220;Minha missão mais desafiadora seria Matar Kratos do GOD OF WAR.&#8221;</em></p>
<p>Obrigado a todos os participantes e aguardem as próximas promoções no MovieYou!</p>
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		<title>Entre Dois Mundos</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 13:39:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O furacão Oscar passou de maneira fulminante na vida de Peter Jackson, laureando merecidamente o esforço deste diretor neozelandês em transportar o fantástico mundo de Tolkien para a grande tela. Após este período, o cineasta se aventurou em dirigir o fracassado King Kong (2009) e na produção de pérolas como Distrito 9 (2009), além de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Um-Olhar-do-Paraíso-A-BLOGUEIRA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2250" title="Um Olhar do Paraíso A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Um-Olhar-do-Paraíso-A-BLOGUEIRA-202x300.jpg" alt="" whg="202" rhg="300" /></a>O furacão Oscar passou de maneira fulminante na vida de Peter Jackson, laureando merecidamente o esforço deste diretor neozelandês em transportar o fantástico mundo de Tolkien para a grande tela. Após este período, o cineasta se aventurou em dirigir o fracassado <em>King Kong</em> (2009) e na produção de pérolas como <em>Distrito 9</em> (2009), além de estar envolvidos em projetos super-aguardados como <em>Tintin</em>, em uma parceria com Steven Spielberg, e <em>O Hobbit</em>, com a companhia de Guillermo Del Toro. Neste meio tempo o diretor se envolveu na história sensível e marcante de <em>Um Olhar do Paraíso</em> (2009), baseado no livro homônimo de Alice Sebold. A trama conta sobre uma garota de 14 anos, estuprada e assassinada, que fica com o espírito aprisionado entre dois mundos, a terra e o céu, enquanto a sua tragédia não é vingada. O roteiro se divide em duas visões distintas e desconexas, a da menina neste purgatório, lembrando em muito as cenas coloridas e fantasiosas de <em>Amor Além da Vida </em>(1998), e na investigação do psicopata que a matou, em um estilo de suspense inconstante e inconsistente como o de <em>Zodíaco</em> (2007). O grande destaque da trama fica por conta das belas interpretações do elenco que compõe o filme: Susan Sarandon como avó da garota, Mark Wahlberg e Rachel Weisz como os pais. Ambas as atrizes já foram premiados pelo Oscar em <em>Os Últimos Passos de um Homem</em> (1995) e <em>O Jardineiro Fiel </em>(2005), respectivamente. Mark foi indicado em <em>Os Infiltrados</em> (2007) e Saoirse Roman, a protagonista, também recebeu uma indicação no mesmo ano por <em>Desejo e Reparação</em> (2007). Já <em>Um Olhar no Paraíso</em> marca sua participação no Oscar 2010 graças à atuação psicótica de Stanley Tucci, apesar de achar que ele perderá o prêmio de ator co-adjuvante para outro grande vilão, no caso Christoph Waltz como o coronel Hans Landa de <em>Bastardos Inglórios</em> (2009). Ao final, fica a dica deste sensível filme para quem possui uma mente aberta para a espiritualidade e esperançosa na humanidade que ainda somos capazes de encontrar, mesmo em meio a acontecimentos tão maldosos e brutais.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/5wL83PlsPUg&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>War is a Drug</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 13:46:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Blogueira]]></category>

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		<description><![CDATA[Capitão Nascimento, Jack Bauer, Bradock, Rambo. Todos grandes machões do cinema que não tem medo de enfrentar o perigo e salvar a pátria (e o próprio rabo) a qualquer preço. E mais um desses homens de coragem figura agora na lista: William James interpretado por Jeremy Renner, merecidamente indicado à melhor ator juntamente com outras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Guerra-ao-Terror-A-BLOGUEIRA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2239" title="Guerra ao Terror A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Guerra-ao-Terror-A-BLOGUEIRA-200x300.jpg" alt="" whg="200" rhg="300" /></a>Capitão Nascimento, Jack Bauer, Bradock, Rambo. Todos grandes machões do cinema que não tem medo de enfrentar o perigo e salvar a pátria (e o próprio rabo) a qualquer preço. E mais um desses homens de coragem figura agora na lista: William James interpretado por Jeremy Renner, merecidamente indicado à melhor ator juntamente com outras 8 categorias disputadas por <em>Guerra ao Terror</em> (2009) no Oscar 2010. É difícil entender como uma trama passada no Iraque focada no misto de adrenalina com testosterona que compõe o trabalho do esquadrão anti-bombas possa ter sido dirigido por uma mulher, Kathryn Bigelow. Com <em>Caçadores de Emoção</em> (1991), <em>O Peso da Água</em> (2000) entre outros filmes no currículo, a ex-mulher de James Cameron é a primeira diretora com chances reais de faturar a estatueta dourada. Seu trabalho atrás das câmeras é impecável, com muitos ângulos delicadamente conduzidos em lenta sequência, mas que transmitem sensações pesadas e negativas que só a morte eminente traz. Nas mais de 2 horas de projeção o contador explosivo ruma compulsoriamente de encontro ao público, cercando-o de fobia, medo e total apreensão. Uma ou outra cena de alívio cômico os tiram do transe, mas o roteiro perfeitamente bem conduzido hipnotiza totalmente rumo ao delírio massacrante de homens viciados em guerra. Talvez <em>Avatar</em> (2009) roube alguns prêmios de <em>Guerra ao Terror</em>, porém , ao contrário do conflito que ainda se estende apesar da vontade oposta do pacifista Obama, o filme certamente não sairá impune da história do Oscar.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/SfOOMol2hjM&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Pétalas de Margarida</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 14:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tratando-se de Oscar, Morgan Freeman é um pé de coelho pra quem deseja que sua obra seja agraciada com o prêmio de melhor filme. Ao todo foram 3 longas em que Freeman atuou que receberam a honraria máxima da Academia: Menina de Ouro (2004), Os Imperdoáveis (1992) e Conduzindo Miss Daisy (1989).  Este último, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Conduzindo-Miss-Daisy-A-BLOGUEIRA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2232" title="Conduzindo Miss Daisy A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Conduzindo-Miss-Daisy-A-BLOGUEIRA-300x225.jpg" alt="" whg="300" rhg="225" /></a>Tratando-se de Oscar, Morgan Freeman é um pé de coelho pra quem deseja que sua obra seja agraciada com o prêmio de melhor filme. Ao todo foram 3 longas em que Freeman atuou que receberam a honraria máxima da Academia: <em>Menina de Ouro </em>(2004), <em>Os Imperdoáveis</em> (1992) e <em>Conduzindo Miss Daisy</em> (1989).  Este último, um drama doce e sensível, que também recebeu os Oscars de Roteiro Adaptado e Melhor Atriz para Jessica Tandy, estrela do clássico <em>Tomates Verdes Fritos</em> (1991) falecida em 1994. Ambientado nas décadas de 50, 60 e 70 o filme mostra a evolução do relacionamento da viúva Daisy com seu chofer Hoke, ao mesmo tempo que apresenta as mudanças de paradigmas (ou não) nos preconceitos da nação norte-americana. Ela judia. Ele negro. E ambos grandes amigos, apesar dos gracejos dele e da teimosia dela. À primeira vista a trama e a premissa do argumento principal podem parecer leves, mas cenas de uma sutileza impecável revelam a profundidade da obra, como a cena em que os policias “caipiras” do Alabama, bem desconfiados, os param na estrada especulando a viagem de ambos, ou quando o motorista precisa urinar na beira da estrada, pois os banheiros de postos de gasolina são apenas para brancos. Destaque também para a maquiagem, que faturou mais um Oscar para a produção. A equipe responsável soube envelhecer em 3 décadas até o co-adjuvante Dan Aykroyd, do filme “Sessão da Tarde” <em>Os Caça-Fantasmas</em> (1984), que interpreta o filho de Miss Daisy. Ao final, a sensação é que cada minuto nos leva a despir uma singela margarida tirando-lhe pétala por pétala num bem-me-quer / mal-me-quer gracioso.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/5I5MkrMzAs8&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Feminilidade e Sensibilidade em Quechua</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 13:34:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Filmes latino-americanos estão em minha lista de favoritos, principalmente os da cineasta argentina Lucrecia Martel, autora do clássico O Pântano (2001). E no último final de semana mais uma diretora sul-americana entrou para minha lista de favoritas: Claudia Llosa de A Teta Assustada (2009), ganhador do último Urso de Ouro em Berlin, prêmio que já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/A-Teta-Assustada-A-CRÍTICA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2228" title="A Teta Assustada A CRÍTICA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/A-Teta-Assustada-A-CRÍTICA-300x220.jpg" alt="" whg="300" rhg="220" /></a>Filmes latino-americanos estão em minha lista de favoritos, principalmente os da cineasta argentina Lucrecia Martel, autora do clássico <a href="http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2008/10/28/100-mais-machismo/" target="_blank"><em>O Pântano</em></a> (2001). E no último final de semana mais uma diretora sul-americana entrou para minha lista de favoritas: Claudia Llosa de <em>A Teta Assustada</em> (2009), ganhador do último Urso de Ouro em Berlin, prêmio que já agraciou os brasileiros <em>Tropa de Elite</em> (2007) e <em>Central do Brasil</em> (1998). Pela primeira vez apreciei um filme peruano, o que foi uma surpresa muito agradável! Claudia conseguiu transmitir as idiossincrasias da cultura andina, especialmente em sua essência feminina. A personagem de Fausta (Magaly Solier) possui os traços quéchuas e o peso de uma tradição supersticiosa. Para evitar engravidar por estupro, ela insere uma batata em sua vagina e passa boa parte do filme cortando os galhos que insistem em sair do tubérculo para fora de seu corpo. É chocante, porém real e verossímil. O cenário desta trama é a periferia da capital peruana, Lima, que têm a grande aparência de uma pedreira abandonada socialmente. O casamento é uma constante no longa, já que a família da protagonista trabalha oferecendo festas aos casais da favela. Já Fausta, parece a antítese desta tendência, foge dos homens apesar de carregar a batata protetora entre as pernas. Ao final, nos vemos conquistados por essa trama sensível e realista. <em>A Teta Assustada</em> está concorrendo ao Oscar 2010 de Melhor Filme Estrangeiro, apesar de provavelmente perder o prêmio para o alemão <em>A Fita Branca</em> (2009). Mesmo assim, não deixem de conferir este que figura entre os melhores filmes do último ano!</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/hAxBkfBBTTI&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Sangue Ralo</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 13:31:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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Como já dizia um velho ditado de república: “Se está no inferno, abraço o capeta&#8230; e nunca o faça sozinho!” Ontem em uma sessão de Ninja Assassino (2009) promovida pelo Omelete levei em minha companhia o @PikachuTwiteiro que trabalha comigo na agência de comunicação digital SeePix. Ele estava empolgado e eu curiosa, afinal a combinação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Ninja-Assassino-A-BLOGUEIRA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2221" title="Ninja Assassino A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Ninja-Assassino-A-BLOGUEIRA-202x300.jpg" alt="" whg="202" rhg="300" /></a></p>
<p>Como já dizia um velho ditado de república: “Se está no inferno, abraço o capeta&#8230; e nunca o faça sozinho!” Ontem em uma sessão de <em>Ninja Assassino</em> (2009) promovida pelo <a href="http://omelete.com.br/ " target="_blank">Omelete </a>levei em minha companhia o <a href="http://twitter.com/PikachuTwiteiro" target="_blank">@PikachuTwiteiro</a> que trabalha comigo na agência de comunicação digital <a href="http://twitter.com/SeePix/" target="_blank">SeePix</a>. Ele estava empolgado e eu curiosa, afinal a combinação dos irmãos Wachowskis e James McTeigue em <em>V de Vingança</em> (2005) foi muito bem sucedida, porque em um filme enfocando a cultura oriental a parceria daria errado? Pois é&#8230; Mas deu, e muito errado! O visual e fotografia do longa é impecável. As cenas de lutas são bem coreografadas e filmadas por belos ângulos. Destaque para a cena em que os jovens aprendizes lutam em meio a bolas de fogos penduradas no teto.  Mas o roteiro ralo e as interpretações minguadas põem o filme em um patamar muito inferior. Na saga <em>Kill Bill</em> (2003-2004) de Quentin Tarantino, o sangue é exposto de forma propositalmente cômica. Em <em>Ninja Assassino</em> o excesso de tinta vermelha provocou uma sensação adversa a de espanto com tamanha violência do Clã Ninja que está sendo investigado por uma agência da Europol. Ketchup, HotDog e Muita Fome. Estas foram as 3 alusões finais após o final dos créditos. E me desculpe Rain, protagonista da película, mas é melhor você continuar sua carreira de cantor galã do que tentar algo que você não é: ator!</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/OSbf2or1SFw&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Seja Italiano</title>
		<link>http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2010/02/01/seja-italiano/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 13:42:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Blogueira]]></category>

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		<description><![CDATA[Federico Fellini foi um dos cineastas europeus mais influentes e imaginativos da sétima arte. Seus filmes sempre transmitem a sensação alucinógena de um sonho. O desejo sexual, o poder maternal e a fragilidade masculina são pontos comuns em sua obra. No auge da maturidade o diretor criou Fellini 8 ½ (1963) , um filme que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Nine-A-BLOGUEIRA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2213" title="Nine A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Nine-A-BLOGUEIRA-203x300.jpg" alt="" whg="203" rhg="300" /></a>Federico Fellini foi um dos cineastas europeus mais influentes e imaginativos da sétima arte. Seus filmes sempre transmitem a sensação alucinógena de um sonho. O desejo sexual, o poder maternal e a fragilidade masculina são pontos comuns em sua obra. No auge da maturidade o diretor criou <em>Fellini 8 ½</em> (1963) , um filme que apresentava Marcello Mastroianni, seu alter-ego recorrente, em um artista vivendo momentos de pânico e ausência criativa. Anos depois, Antonhy Minghella, diretor já falecido de <em>O Paciente Inglês</em> (1996), criou para os palcos da Broadway o musical Nine, espetáculo inspirado nas metáforas fellinianas, culminando em uma espécie de continuação de <em>8 ½</em>. E no último ano, Rob Marshall, responsável pelo sucesso oscarizado de <em>Chicago</em> (2002), trouxe à tela grande o glamuroso <em>Nine</em> (2009) com elenco estelar: Katie Holmes, Nicole Kidman, Judi Dench, Penélope Cruz, Marilon Coutilard e Sophia Loren, todas grandes atrizes ainda vivas. A frente destas poderosas mulheres está Daniel Day-Lewis, sempre acima da média, interpretando Guido, o sonhador diretor que não consegue se quer roteirizar seu novo filme. Tratando-se de Marshall, já era de se esperar números musicais grandiosos, mas a Itália soube se revelar o maior encanto do filme, com cenas de fotografia espetacular em Roma e arredores. Além do charmoso país, Coutilard vencedora do Oscar por Piaf (2007) rouba a cena com os melhores e mais vicerais momentos musicados do filme. Pena que as premiações deste início de ano não estejam sendo favorável ao filme, vide o péssimo <em>Se Beber Não Case</em> (2009) ter derrotado o musical no Globo de Ouro. Esperamos então que o Oscar seja bem mais justo e compensatório.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/pSG9mWbD1_I&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Alma Invencível</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 17:41:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Menina de Ouro (2004) é um dos filmes que, literalmente te dão um soco na cara. A história de uma lutadora de boxe, que apesar de todo esforço e suor em cima dos ringues, se vê obrigada a finalizar sua vida através da eutanásia, é de arrepiar e comover até aqueles de coração mais duro. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Invictus-A-BLOGUEIRA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2203" title="Invictus A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Invictus-A-BLOGUEIRA-204x300.jpg" alt="" whg="204" rhg="300" /></a>Menina de Ouro</em> (2004) é um dos filmes que, literalmente te dão um soco na cara. A história de uma lutadora de boxe, que apesar de todo esforço e suor em cima dos ringues, se vê obrigada a finalizar sua vida através da eutanásia, é de arrepiar e comover até aqueles de coração mais duro. Mas ao final do filme, a sensação é de pessimismo e ficamos com os ânimos atordoados com a conclusão do roteiro. Todo o brilhantismo dessa obra se deve, além de interpretações marcantes e oscarizadas de Morgan Freeman e Hilary Swank, ao fino trato dado pelo diretor Clint Eastwood, responsável por grandes obras da década de 90 e pós 2000, como <em>Os Imperdoáveis</em> (1992), <em>Sobre Meninos e Lobos</em> (2003) e <em>Cartas de Iwo Jima </em>(2006).  Se <em>Menina de Ouro</em> é um filme que permeia um esporte, boxe no caso, e te põe a nocaute no final, o novo filme de Eastwood <em>Invictus</em> (2009) provoca a sensação contrária. Otimismo, Perdão, Inspiração, Vitória e União são apenas alguns dos sentimentos positivos que a obra traz ao espectador. Morgan Freeman encarna Nelson Mandela no primeiro ano de seu mandato como presidente da África do Sul. Com o desafio de unir uma nação dividida racialmente, ele encontra no time de rúgbi do país a chance de provocar o sentimento de unidade em todos os cidadãos sul-africanos. Baseado numa obra real, Matt Damon, em um papel extremamente maduro,  também encanta como o capitão do time que não consegue ententer a complexa grandiosidade de Mandela, um homem que mesmo após 30 anos preso soube perdoar seus algozes. O filme é uma lição de vida e, tratando-se de Clint, de cinema também. As tomadas em câmera lenta dos jogos são poéticos balés de testosterona na lente do diretor. Caro espectador, prepare olhos e mente para <em>Invictus</em> e absorva o que duas grandes personalidades de nossa história tem a dizer e mostrar direto de seus corações e almas.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/VGzi9D9hl0o&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Liberdade Mesmo Que Tardia</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 20:34:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O bairro paulistano da Liberdade, reduto da cultura oriental na cidade de São Paulo, possui todos os elementos para um bom suspense noir: inferninhos iluminados por neon vermelho, prostitutas de todas as raças e leões de chácara em cada esquina. Com esse tempero com gosto de molho shoyu o diretor Nelson Yu Lik-wai  tentou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Plastic-City-A-BLOGUEIRA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2180" title="Poster Plastic City.indd" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Plastic-City-A-BLOGUEIRA-203x300.jpg" alt="" whg="203" rhg="300" /></a>O bairro paulistano da Liberdade, reduto da cultura oriental na cidade de São Paulo, possui todos os elementos para um bom suspense <em>noir</em>: inferninhos iluminados por neon vermelho, prostitutas de todas as raças e leões de chácara em cada esquina. Com esse tempero com gosto de molho shoyu o diretor Nelson Yu Lik-wai<em> </em> tentou levar o público a embarcar em <em>Plastic City</em> (2008), longa com uma trama cheia de metáforas, mas com buracos difíceis de enfrentar para qualquer ninja ou samurai. Nascido em Hong Kong, Yu Lik-wai<em> </em>desenvolveu a visão de uma Ásia ao mesmo tempo moderna e cheia de características de submundo e foi este o olhar usado nos mais de 15 filmes em que atuou como diretor de fotografia. Assumindo também a direção em 4 longas, esse olhar se acentuou nos limites de surrealismo, prova disso é a trama confusa de <em>Plastic City</em>. O filme começa apresentando o criminoso Yuda (Anthony Wong Chau-Sang) que vive do contrabando e venda de mercadorias Made in Asia, ou Made In Trabalho-Escravo&#8230; como preferir! Aparentemente estamos diante de uma biografia não autorizada de Law Kin Chong, o já proclamado Rei da 25 de Março, rua de comércio popular de São Paulo com o maior índice de produtos piratas por metro quadrado das Américas. Porém, esta linha narrativa é totalmente despistada no transcorrer das cenas e nos vemos diante de uma história que mistura iniciação yakusa, samurais urbanóides, periferias de grandes metrópoles, evangelismo e mais uma salada indigesta de simbologias. Sem ter quem o guie de forma sensata e coerente o espectador se perde totalmente e uma boa premissa acaba indo para o ralo. O argumento inicialmente interessante é suicidado por um ar artístico pedante de mais. Não só a narrativa é sucumbida por este erro, mas a linguagem cinematográfica da obra que deveria ser surreal e moderna peca em erros crassos, como a nítida e parca dublagem dos protagonistas quando falam em português. A conclusão depois de se ver <em>Plastic City</em> é a de que depois de tantos “vai-e-vens” que não levam a lugar algum fica o desejo de que a Liberdade seja cenário de um longa mais promissor e valioso no futuro.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/ZhOPsAdm2qo&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Monstros Interiores</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 15:02:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry e Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll figuram entre aquelas obras que adquirem sentidos distintos com o passar do tempo, ou melhor, de acordo com a maturidade do leitor.  Ambos os livros já ganharam diversas versões em audiovisual encantando gerações de admiradores da sétima arte. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Onde-Vivem-os-Monstros-A-BLOGUEIRA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2157" title="Onde Vivem os Monstros - A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Onde-Vivem-os-Monstros-A-BLOGUEIRA-195x300.jpg" alt="" whg="195" rhg="300" /></a></p>
<p><em>O Pequeno Príncipe</em> de Antoine de Saint-Exupéry e <em>Alice no País das Maravilhas</em> de Lewis Carroll figuram entre aquelas obras que adquirem sentidos distintos com o passar do tempo, ou melhor, de acordo com a maturidade do leitor.  Ambos os livros já ganharam diversas versões em audiovisual encantando gerações de admiradores da sétima arte. E agora, um cineasta excêntrico chamado Spike Jonze, que já dirigiu as loucuras cinematográficas <em>Quero Ser John Malkovich</em> (1999) e <em>Adaptação</em> (2002), encara o desafio de transpor para tela o clássico <em>Onde Vivem os Monstros</em> (2009) de Maurice Sendak. A bela metáfora de uma criança descobrindo seus aspectos negativos como raiva, ciúmes, ira e vingança cai como uma luva para adultos que desejam apreciar um belo filme de conotação fantasiosa e melancólica. Visualmente o longa traz muitas tomadas com a câmera nas mãos do diretor, correndo esbaforido para alcançar o sentimento dos atores e, principalmente, dos bonecos. Desde <em>História sem Fim</em> (1984) e da saga <em>Star Wars</em> não víamos no cinema bonecos de “pelo e arame” tão bem feitos. O elenco que dubla os monstrinhos peludos também surpreende, com nomes como Chris Cooper (oscarizado em 2003 por <em>Adaptação</em> do próprio Jonze), Forest Whitaker (<em>O Último Rei da Escócia</em> – 2006), Paul Dano (<em>Pequena Miss Sunshine</em> – 2006) Catherine O’Hara (<em>Esqueceram de Mim</em> – 1990) e James Gandolfine (do seriado mafioso <em>Família Soprano</em>) dublando a criatura de maior destaque, o pequeno-grande-bi-polar Carol. A semelhança entre a personalidade do menino Max (Max Records) e Carol ultrapassam a simples conotação e adquirem ares de espelhagem interior, no sentido em que o que os olhos de um vêem, o coração do outro sente. Adultos, preparem os lenços e a mente para um mergulho em pequenos traumas de infância e só levem suas crianças ao cinema se elas forem sensíveis e imaginativas&#8230; No final das contas, esqueçam estes conselhos bobos, pois, qualquer um de coração leve e mente livre irá se emocionar em visitar, mesmo que por 100 minutos, seus monstros interiores.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/b1vpSgh0DEs&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Nada Elementar, Meu Caro Ritchie&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 13:53:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem estiver acostumado com a sóbria narrativa literária com que Arthur Conan Doyle conduz suas personas nos livros de Sherlock Holmes, pode se preparar para uma revolução e modernização deste clássico detetive. O roteiro que conduz o primeiro filme da franquia (sim, o final dá margem para uma continuação) tem tudo que uma boa trama [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Sherlock-Holmes-A-BLOGUEIRA.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-2147" title="Sherlock Holmes A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Sherlock-Holmes-A-BLOGUEIRA-200x300.jpg" alt="" whg="200" rhg="300" /></a>Quem estiver acostumado com a sóbria narrativa literária com que Arthur Conan Doyle conduz suas personas nos livros de Sherlock Holmes, pode se preparar para uma revolução e modernização deste clássico detetive. O roteiro que conduz o primeiro filme da franquia (sim, o final dá margem para uma continuação) tem tudo que uma boa trama de aventura, mistério e suspense pede, menos obviedade. As pistas estão soltas no decorrer da história retratada em <em>Sherlock Holmes</em> (2009) para serem deduzidas e amarradas durante o clímax pelo investigador inglês. Mas a intelectualidade é apenas um charme vitoriano, junto com figurinos, direção de arte e ambientação do século retrasado. Os modernosos socos e sopapos típicos dos longas de Guy Ritchie, como <em>Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes</em> (1998) e <em>Snatch – Porcos e Diamantes</em> (2000) estão lá em belas câmeras lentas com exclusiva narração de Holmes para cada movimento a ser feito, como se a pancadaria também tivesse pistas à serem desvendadas, ou melhor, desafios à serem literalmente derrubados! Ângulos impensáveis, excelente trilha sonora de Hans Zimmer (responsável pelo som em <em>Cavaleiro das Trevas</em> – 2008) e elenco afiadíssimo formado por Robert Downey Jr. (Sherlock), Jude Law (Watson) e Rachel McAdams (Irene Adler) completam a obra que promete iniciar com o pé direito as grandes estréias de 2010. Um ótimo começo&#8230; E que venha Moriaty!</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/jzuxEUYYZsU&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>O Avatar de Gaia</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 03:49:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Terra, o planeta que nos acolhe, grita por socorro. Ás vezes ela clama de forma violenta, derramando lágrimas de tempestades e soluços trovejados. Em outros tempos ela sorri ao desabrochar de orquídeas raras em faunas intocadas. Gaia, por fim, ainda tenta respirar, mesmo com suas montanhas gélidas derretendo a cada árvore que padece. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2120" title="Avatar A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Avatar-A-BLOGUEIRA.jpg" alt="Avatar A BLOGUEIRA" whg="500" rhg="748" />A Terra, o planeta que nos acolhe, grita por socorro. Ás vezes ela clama de forma violenta, derramando lágrimas de tempestades e soluços trovejados. Em outros tempos ela sorri ao desabrochar de orquídeas raras em faunas intocadas. Gaia, por fim, ainda tenta respirar, mesmo com suas montanhas gélidas derretendo a cada árvore que padece. E não adianta em nada os homens de poder se sentarem em suas mesas de madeira reflorestada e fazerem suas políticas, seja no Rio, Kyoto ou Copenhagen. Gaia ainda chora. Ainda bem que homens de coragem usam a sua inteligência criativa para chamar a atenção de quem ainda insiste em se alienar na falsa esperança de que a Natureza responderá por si só, ou através de avatares. <em>Avatar</em> (2009) custou caro: 400 milhões de dólares. Pense em todo carbono produzido por essa montanha de dinheiro. Agora pare, sinta e, principalmente, reflita. Os seres azuis designados como Na´vi e a lua de Pandora são apenas ralas metáforas da raça humana, construída com engenhosa e assombrosa tecnologia? Não. Os avatares são tão profundos quanto qualquer alma ou espírito. Há uma jornada do herói, isto é fato para qualquer roteiro épico (e viva Joseph Campbell!). Mas há majoritariamente VIDA e uma bela e visualmente poética (in)direta sobre a merda (!) que a raça humana anda fazendo com Gaia, a machucando profunda e cancerosamente. Vamos nos deixar sucumbir pela iminente crise ambiental ou esperar que um Jake, Lula ou Obama nos devolva a paz verde? Eu, particularmente, não prefiro esperar&#8230; Veja <em>Avatar </em>em Imax, 3D, 2D, E-mule ou Pirata. Se a bela e pura semente da vida não te tocar o mínimo que seja, então você não é filho de Gaia&#8230;</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/aVdO-cx-McA&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Enologia do Fracasso</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Dec 2009 16:48:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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Sideways (2004) marcou o ano de seu lançamento como filme mais cult e aclamado do ano, mesmo tendo ganho apenas um Oscar, o de melhor roteiro adaptado. A alma do longa é Miles, personagem brilhantemente interpretado por Paul Giamatti, um cara tipicamente loser, escritor falido que tenta preencher sua vida com o pseudo-intelectualismo típico de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-2110" title="Sideways A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Sideways-A-BLOGUEIRA-197x300.jpg" alt="Sideways A BLOGUEIRA" whg="197" rhg="300" /></p>
<p><em>Sideways</em> (2004) marcou o ano de seu lançamento como filme mais cult e aclamado do ano, mesmo tendo ganho apenas um Oscar, o de melhor roteiro adaptado. A alma do longa é Miles, personagem brilhantemente interpretado por Paul Giamatti, um cara tipicamente loser, escritor falido que tenta preencher sua vida com o pseudo-intelectualismo típico de quem aprecia um vinho pelo viés enólogico. Com uma bela fotografia emoldurada pelas paisagens da rota do vinho californiana, a força da trama está nos diálogos que transpassam a malandragem e são altamente pontuados por vinhos e todos os seus sub-gêneros. Em alguns momentos nos questionamos se queremos um final feliz, pois o mais sádico e divertido é justamente ver os protagonistas se ferrando a cada taça. Não há como conter o riso com os tropeços bêbados a cada tentativa de se darem bem. Em resumo, <em>Sideways</em> é uma crônica da modernidade em que os fracassos são entorpecidos por vícios idílicos, sejam ele drogas, bebidas ou a mera intelectualidade.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/YS9ocP6FNvM&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Disney They Can</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 11:40:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A era Obama do politicamente correto adere aos estúdios Disney, e já não era sem tempo. Depois de mais de 80 anos de existência, a grife número 1 de animação do mundo produz seu primeiro longa com uma protagonista negra. Tiana de A Princesa e O Sapo (2009) vêm incorporar o roll das princesas ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2081" title="A Princesa e o Sapo A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/12/A-Princesa-e-o-Sapo-A-BLOGUEIRA.jpg" alt="A Princesa e o Sapo A BLOGUEIRA" whg="512" rhg="800" />A era Obama do politicamente correto adere aos estúdios Disney, e já não era sem tempo. Depois de mais de 80 anos de existência, a grife número 1 de animação do mundo produz seu primeiro longa com uma protagonista negra. Tiana de <em>A Princesa e O Sapo</em> (2009) vêm incorporar o roll das princesas ao lado de Branca de Neve, Cinderela , Bela Adormecida, Bela, Ariel, entre outras. O longa, ambientado em New Orleans, mostra uma forte e batalhadora heroína que sonha abrir um restaurante, necessitando de dinheiro para tal. Em uma metáfora da busca e transformação comportamental, a protagonista se transforma em sapa e passa a conviver com seres do pantâno até poder quebrar o feitiço que a amaldiçoou. Em um retorno aos musicais Disney que foram deixados de lado pelos moldes modernos da Pixar, a trilha sonora traz muito jazz e folk, se tornando o grande êxito do longa. E quem está por trás destas canções é o compositor Randy Newman que faturou um Oscar de Canção Original pela animação <em>Monstros S.A.</em> (2001). O roteiro escorrega um pouco no óbvio da lição de moral, mas Ron Clements, que já dirigiu <em>A Pequena Sereia</em> (1989), <em>Alladim</em> (1992) e <em>Hércules</em> (1997) foi capaz de produz mais um clássico Disney. Cabe agora esperar os reflexos na bilheteria revelando que o público infantil pós-2000 acostumado com modernidade e tecnologia, irá se encantar por uma história romântica e clássica.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/queJpV6P0W4&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Vícios Almodovorianos</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 10:44:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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Depois de mais de 30 obras cinematográficas concebidas desde a década de 70, o diretor espanhol Pedro Almodóvar já passou pelas definições de subversivo, pornográfico, cult até se tornar um adjetivo: almodovariano! Depois de Volver (2006) em que deixou de lado muito das características polêmicas que o consagraram, o cineasta retoma em Abraços Partidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2074" title="Abraços Partidos A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Abraços-Partidos-A-BLOGUEIRA.jpg" alt="Abraços Partidos A BLOGUEIRA" whg="200" rhg="286" /></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Depois de mais de 30 obras cinematográficas concebidas desde a década de 70, o diretor espanhol Pedro Almodóvar já passou pelas definições de subversivo, pornográfico, cult até se tornar um adjetivo: almodovariano! Depois de <em>Volver</em> (2006) em que deixou de lado muito das características polêmicas que o consagraram, o cineasta retoma em <em>Abraços Partidos</em> (2009) suas referências pessoais em uma bela homenagem ao cinema. Estão lá peitos, homossexuais, segredos, cores e Penélope Cruz, a cereja do bolo. Em certos aspectos o roteiro remete à trama de <em>Tudo Sobre Minha Mãe </em>(1999), mas quem guarda o segredo da história é o pai. Há a violência, obsessão e passionalidade. Mas, acima de tudo, há cinema, com uma história dentro da outra em uma típica metalinguagem almodovoriana. Visualmente e conceitualmente o longa está excelente, mas em seu roteiro há tropeços. Falta um clímax, ou mesmo anti-clímax e tudo fica solto no ar como se não tivesse importância e até a revelação de importantes segredos soam superficiais. Ausência de ousadia? Almodóvar pode sim estar ficando velho, contido. Porém isto não exime a criatividade que, com o tempo, deveriam florescer e não murchar.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/2B-X7b1MQjk&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Solidão Regada à Fumaça</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 15:29:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comodismo, pessimismo e auto-flagelismo. Os 3 “ismos” pilares de uma humanidade que às vezes insiste em andar em círculos, com um passo em falso sobre o outro. Este é o caso da personagem de Baby interpretada por uma Glória Pires à vontade no do longa É Proibido Fumar (2009) de Anna Muylaert, ganhador de 8 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2062" title="É Proibido Fumar  A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/12/É-Proibido-Fumar-A-BLOGUEIRA5.jpg" alt="É Proibido Fumar  A BLOGUEIRA" whg="200" rhg="294" />Comodismo, pessimismo e auto-flagelismo. Os 3 “ismos” pilares de uma humanidade que às vezes insiste em andar em círculos, com um passo em falso sobre o outro. Este é o caso da personagem de Baby interpretada por uma Glória Pires à vontade no do longa É Proibido Fumar (2009) de Anna Muylaert, ganhador de 8 Candangos inclusive Melhor Filme no último Festival de Brasília.Baby é a figura da mulher cinquentona que vive solitária na metrópole do mundo. Em um apartamento herdado da mãe e cheia de samambaias ela sobrevive ensinando violão as mais inusitadas figuras. Sua bengala e apoio psicológico é o cigarro, único amigo\inimigo que parece compreendê-la e confortá-la. Até que surge Max (Paulo Miklos, sempre excelente), próximo candidato a preencher a existência de Baby num possível detrimento do cigarro. Os grandes trunfos de É Proibido Fumar passam pela fluidez do roteiro, a coesão narrativa e visual, a trilha sonora docemente embalada por violões e a fotografia que torna qualquer ângulo agradável ao olhar. Não é a toa a consagração em Brasília. Com conflitos universais, o filme fecha o ano de 2009 na cinematografia nacional com uma reflexão. Depois do sucesso estrondoso das comédias Se eu Fosse Você 2, A Mulher Invisível e Divã , uma obra finaliza este ano com uma irônica introspecção. Será a prévia de um 2010 que se iniciará com a melodramática biografia de Lula? É ano de eleição, hora de decisão e seriedade. Mas calma que têm Copa antes. E que venham as bombas norte-coreanas.</p>
<h1><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/xqEF85oNIkY&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></h1>
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		<title>Flutuações Paralelas</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 18:29:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dificilmente as pessoas escolhem um filme pelo cartaz. Geralmente elas vão para o cinema no mínimo com a sinopse do longa na cabeça. Não foi o que ocorreu comigo na minha última ida a sala escura. Indecisa sobre o que ver, um pôster amarelo se iluminou e trouxe aos meus olhos o nome Michel Gondry. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-2037" title="Tokyo A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Tokyo-A-BLOGUEIRA-225x300.jpg" alt="Tokyo A BLOGUEIRA" whg="225" rhg="300" />Dificilmente as pessoas escolhem um filme pelo cartaz. Geralmente elas vão para o cinema no mínimo com a sinopse do longa na cabeça. Não foi o que ocorreu comigo na minha última ida a sala escura. Indecisa sobre o que ver, um pôster amarelo se iluminou e trouxe aos meus olhos o nome Michel Gondry. Na hora me veio a mente as belíssimas truncagens feitas pelo diretor nas suas obras <em>Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças</em> (2004) e <em>Rebobine Por Favor</em> (2008). O cartaz também trazia outros dois nomes: Joon-Ho Bong e Leos Carax. O nome do filme : <em>Tokyo!</em> (2008). Movida pela curiosidade em apreciar a reunião de 3 média-metragens, um de cada diretor, com o visionário olhar sobre a metrópole asiática, comprei o ingresso. A primeira história, de Michel Gondry intitulada <em>Decoração de Interiores</em> traz jovens personagens, na faixa dos 20 e poucos anos, que se arriscam a morar na cidade para tentar a sorte, ao mesmo tempo que procuram descobrir seu lugar no mundo e seu papel na sociedade. Um belo conflito universal que, em momento ou outro, cerca o indivíduo em torno dos questionamentos de “Quem sou eu?” e “Qual a minha função neste mundo?”. Ponto positivo para Gondry na cena em que uma das personagens se “coisifica” numa cadeira. A segunda história, a mais fraca das 3, é de Leos Carax intitulada <em>Mr. Merde </em>(Senhor Merda, em francês). Somos apresentados a uma persona que se relaciona de forma agressiva perante a sociedade, seja por sua postura esquisita ao olhar alheio ou atitudes destrutivamente agressivas. Há uma tentativa em debater a xenofobia entre nação receptora e imigrantes, conflito comum na geografia atual em que a globalização transporta as pessoas de um país ao outro em busca de uma situação econômica mais estável. Mas o diretor acaba pecando em cair no lugar comum e seu conto se perde. Uma curiosidade é a atriz francesa Julie Dreyfus,  a Sophie Fatale de Kill Bill vol.1 (2003) que faz uma ponta na trama. A última e mais sensível história é <em>Shaking Tokio</em> de Joon-Ho Bong que mostra um <em>hikikomori</em>, pessoa que se isola do contato social passando a viver recluso em sua residência, uma situação crônica e comum na saúde pública do Japão. Depois de mais de 10 anos nesta situação, o personagem central se vê tocado pela paixão, pelo visto a única coisa capaz de lhe tirar da letargia solitária. As sequências mais impressionantes deste segmento é ver as ruas de Tokio, em plena luz do dia, completamente vazias. Tokio!, que esteve presente no festival de Cannes de 2008, merece ser apreciado por qualquer cinéfilo interessado em ver um trabalho diferenciado que mostra conflitos universais em uma metrópole. Pouco importa ali que os olhos dos personagens são puxados e sua fala é numa língua inteligível. A humanidade está ali, gritando, clamando por atenção, amor, diferenciação e legitimidade.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/z1qzGPOXjQk&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Ícone, Mito, Mulher&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 01:03:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A atriz francesa Audrey Tautou já está inserida no imaginário coletivo da cultura pop pós-2000 como a doce e romântica Amélie Poulain do longa que relata seu fabuloso destino. Difícil é imaginá-la deixando o estigma desta personagem tão marcante, mesmo após estrelar filmes blockbusters como O Código Da Vinci (2006). Mas uma nova obra cinematográfica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2019" title="Coco Antes de Chanel A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Coco-Antes-de-Chanel-A-BLOGUEIRA.jpg" alt="Coco Antes de Chanel A BLOGUEIRA" whg="298" rhg="396" />A atriz francesa Audrey Tautou já está inserida no imaginário coletivo da cultura pop pós-2000 como a doce e romântica Amélie Poulain do longa que relata seu fabuloso destino. Difícil é imaginá-la deixando o estigma desta personagem tão marcante, mesmo após estrelar filmes blockbusters como <em>O Código Da Vinci</em> (2006). Mas uma nova obra cinematográfica vêm desafiar o status e talento da atriz ao carregar nela a figura tão marcante e mitológica quanto qualquer outro ícone feminino que venha surgir. A figura em questão é a estilista Coco Chanel, que tem sua vida antes da fama nas passarelas e vitrines biografada no longa <em>Coco Antes de Chanel</em> (2009). Mais do que a semelhança de nacionalidade e da anatomia do nariz empinado, Audrey conseguiu encarnar com segurança e precisão Coco, sem precisar apelar para trejeitos imitativos, técnica comum em interpretações desse tipo. Além disso, o roteiro procura não cair no melodrama evitando explorar massivamente aspectos dramáticos da biografada, como o abandono no orfanato e a morte do amante. A direção de Anne Fountaine é como um tailler bem cortado por Chanel: tudo é preciso, pontual e discreto, sem qualquer excesso. Como grande mérito, o filme instiga o nosso senso de admiração ao mostrar uma mulher forte e geniosa, questionando e quebrando tabus que ultrapassam o vestuário e invadem o comportamental. Apesar da trama focar em dois romances marcantes na vida de Coco, a obra dá subsídios para compreendermos a construção da figura de Chanel como alguém totalmente independente e satisfeita com essa condição. Sendo assim, <em>Coco Antes de Chanel</em> é recomendado para amantes da moda, que ficarão satisfeitos e, contemplar pormenores da construção de tão famoso figurino. Além disso, o longa é para quem gosta de ver os bastidores de uma persona tão marcante quanto uma bela mulher vestindo um “pretinho básico” com colar de pérolas brancas. “<em>Vista-se mal e notarão o vestido. Vista-se bem e notarão a mulher.</em> C.C.”</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/ctgyhLwoQ5c&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Algo Feito por Deus</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 13:06:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muitas vezes um filme merece ser assistido mais pela sua mensagem central do que pela qualidade fílmica. É o caso de Quase Deuses (2004) do diretor Joseph Sargent. A obra, originalmente concebida para o canal de Tv HBO e indicada a vários Emmys e Globos de Ouro, pode ser encontrada em DVD no país. Filmado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-2008" title="Quase Deuses A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Quase-Deuses-A-BLOGUEIRA-208x300.jpg" alt="Quase Deuses A BLOGUEIRA" whg="208" rhg="300" />Muitas vezes um filme merece ser assistido mais pela sua mensagem central do que pela qualidade fílmica. É o caso de <em>Quase Deuses</em> (2004) do diretor Joseph Sargent. A obra, originalmente concebida para o canal de Tv HBO e indicada a vários Emmys e Globos de Ouro, pode ser encontrada em DVD no país. Filmado e editado de maneira tradicional, com boa direção de arte na reconstrução de cenários e figurinos na América dos anos 40, 50 e 60, o filme não se sobressai em nenhum aspecto técnico. A trama é centrada em dois personagens, opostos em suas condições sociais ,mas movidos pela mesma paixão e desafio em salvar vidas. Em um pólo temos Dr. Alfred Blalock, vivido pelo excelente Alan Rickman, conhecido pelo grande público como o mau-humorado e sarcástico Professor Snape nos filmes da saga Harry Potter. No outro temos Vivien Thomas, interpretado por Mos Def que também pode ser visto no tocante <em>Rebobine Por Favor</em> (2008) do cineasta francês Michel Gondry. Blalock é um renomado médico e pesquisador da elite estado-unidense. Vivien é um jovem carpinteiro negro que procura vencer todo o preconceito e segregação racial para realizar o sonho de se tornar médico. E obstáculos é o que não faltam para Vivien, que tem a sua poupança para a faculdade confiscada devido a grande depressão. Ao se tornar assistente do Dr. Blalock em suas pesquisas de cirurgia cardíaca, Vivien conquista um meio de realizar seu sonho, mesmo com barreiras que transpassam a intolerância e a dificuldade financeira. No primeiro momento, o filme pode parecer uma boa obra de incentivo para quem deseja se tornar médico, ao estilo do emotivo <em>Patch Adams</em> (1998) entre outros que abarcam esta temática.Porém, analisando com mais atenção, a obra é um sensível impulso para quem nunca quer desistir de seus sonhos, por mais que o destino conspire em barreiras que com persistência e coragem podem sim ser quebradas .</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/UmiRohBSy5Y&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Mangangá Cordão de Ouro</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 14:52:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Começou como um web-hit na internet no qual o trailer propagado pelo YouTube mostrava cenas de luta bem concebidas e vôos do protagonista por paisagens exuberantes no melhor estilo O Tigre e o Dragão (2000). Mas desta vez o herói em questão não era Jet Li ou Jackie Chan, as lutas não pertenciam a qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1973" title="Besouro A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Besouro-A-BLOGUEIRA-204x300.jpg" alt="Besouro A BLOGUEIRA" whg="204" rhg="300" />Começou como um web-hit na internet no qual o trailer propagado pelo YouTube mostrava cenas de luta bem concebidas e vôos do protagonista por paisagens exuberantes no melhor estilo <em>O Tigre e o Dragão</em> (2000). Mas desta vez o herói em questão não era Jet Li ou Jackie Chan, as lutas não pertenciam a qualquer uma das artes marciais orientais e as paisagens não possuíam bambus em sua flora. Na tela despontava, ou melhor, voava Besouro, herói afro-brasileiro, exímio capoeirista, único esporte legitimamente nacional, que saltava pelas formações rochosas da belíssima Chapada Diamantina. De hit, virou a grande promessa de um filme de ação brazuca. E garanto que não é só de promessas que é feito <em>Besouro</em> (2009). João Daniel Tikhomiroff, renomado diretor publicitário em seu primeiro longa-metragem, tratou o projeto com muita gana e carinho e o resultado final de sua lente é espetacular. Há ângulos de câmera impensáveis, como a filmagem invertida dentro de um espelho d´água, ou o passeio ótico sob a visão de um sapo saltitando ou de um besouro voando. Na fotografia de <em>Besouro</em>, Tikhomiroff não soube só se aproveitar de belas paisagens e de uma direção de arte que reconstituí de forma perfeita o Recôncavo Baiano no início do século passado, seja em cenários ou nas roupas. O diretor criou com sua câmera uma linguagem totalmente particular para contar esta história com muito sucesso. Tikhomiroff recebeu diversas críticas negativas sobre a edição e o roteiro do filme. Mas novamente entra em cena a particularidade de uma escolha de linguagem para caber naquela narrativa, que lembra muito a de uma história em quadrinhos, algo que casa totalmente quando se quer tratar de atos de heroísmo. Outro ponto forte do filme são os aspectos religiosos, com uma bela concepção das representações religiosas do Candomblé sem maniqueísmos e com cuidadoso tratamento de figurino e maquiagem. E para fechar, a trilha sonora embala tudo com toques do mais moderno gingado. A meu ver o único aspecto que poderia ter sido melhor tratado no filme é a direção de atores, que em certos momentos necessitavam traduzir mais espontaneidade. Ao final das contas, mais do que um orgulho nacionalista, ver <em>Besouro</em> nos leva a refletir o quanto certas mudanças no comportamento de nossa sociedade depende de atos de heroísmo, ou da simples tolerância e respeito em aceitar o outro, o diferente.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/FXiob6SamEE&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Intolerância</title>
		<link>http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2009/10/22/intolerancia/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 01:41:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Blogueira]]></category>

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		<description><![CDATA[No florescer da sétima arte um cineasta ousou. Seu nome era D.W. Griffith e sua obra O Nascimento de Uma Nação (1915). Mais do que um marco em técnicas cinematográficas, o longa trouxe uma carga racista tão forte que foi capaz de reavivar depois de anos o movimento da Ku Klux Klan. Anos depois, numa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1961" title="Distrito 9 A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Distrito-9-A-BLOGUEIRA-199x300.jpg" alt="Distrito 9 A BLOGUEIRA" whg="199" rhg="300" />No florescer da sétima arte um cineasta ousou. Seu nome era D.W. Griffith e sua obra <em>O Nascimento de Uma Nação</em> (1915). Mais do que um marco em técnicas cinematográficas, o longa trouxe uma carga racista tão forte que foi capaz de reavivar depois de anos o movimento da Ku Klux Klan. Anos depois, numa tentativa de mea culpa, Griffith produziu o grandioso <em>Intolerância</em> (1916) sobre o preconceito por diversos períodos da humanidade. Não seria o primeiro nem o último filme sobre o tema. Pela história do cinema passaram diversas obras que debatem esta intolerância total pelo diferente que infelizmente parece tão intrínseco em alguns homens, como <em><a href="http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2009/02/15/julgamento-infantil/" target="_blank">O Sol É Para Todos</a></em> (1962), <em>A Cor Púrpura</em> (1985), <em>Mississipi em Chamas</em> (1988), <em>Amistad</em> (1997), <em>Philadelphia</em> (1993), <em>A Outra História Americana</em> (1998), <em>Crash</em> (2004). E este ano, por um mero acaso do destino, ou sorte/azar na tentativa de produzir um vídeo-game, Peter Jackson proporcionou às platéias cinéfilas umas das melhores discussões sobre o assunto, com o diferencial de apresentar ares de ficção científica e documentário. <em>Distrito 9</em> (2009) mostra de forma realista que a chegada dos aliens a terra não foi feita de forma pacífica para eles. E não estou falando de qualquer retaliação nos moldes americanóides mostrados em filmes do gênero de <em>Independence Day</em> (1997). A nave-mãe aterriza no coração periférico de Johanesburgo, África do Sul, local historicamente conhecido pelo regime segregatório do apartheid. As autoridades, sem saber o que fazer com a população alien, a isola no tal Distrito 9. A sociedade, temerosa do comportamento das criaturas, não suporta sua presença, a não ser aqueles que conseguem algum ganho financeiro e exploratório com estes. E no meio de interesses armamentistas e tecnológicos aparece a MNU, que passa a ser responsável pelo local. A área se transforma então numa verdadeira favela alien onde vemos cenas semelhantes ao que se mostra em <em>Tropa de Elite</em> (2007) e <em>Cidade de Deus</em> (2002), isto para ficar apenas em longas que retratam a nossa periferia. Mas o grande destaque do longa é o humano Wikus Van De Merwe (o excelente Sharlto Copley) que sofrerá na pele, em momentos que remetem ao filme <em>A Mosca</em> (1986), o que é ser discriminado, usado e descartado. Mais do que uma metáfora do preconceito racial, <em>Distrito 9</em> nos trás sensações viscerais da desumanidade que estamos vivendo de forma explícita na sociedade moderna. E não precisa de nenhuma nave alienígena para se dar conta disso. Basta olhar para tudo que há de humano ao seu redor. E sem alienações.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/69utrKauwVQ&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Nazismo Tarantinesco</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 00:29:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esqueça os livros de história e toda e qualquer obra, seja ela fílmica, literária ou cinematográfica que retrate os impactos da 2ª Guerra Mundial na história da humanidade. Ao entrar na sessão de Bastardos Inglórios (2009) você estará adentrando a mente de Quentin Tarantino e todas as suas referências pop, trash e undergrounds que já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-1953" title="Bastardos Inglórios A BLOGUEIRA" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Bastardos-Inglórios-A-BLOGUEIRA-300x205.jpg" alt="Bastardos Inglórios A BLOGUEIRA" whg="300" rhg="205" />Esqueça os livros de história e toda e qualquer obra, seja ela fílmica, literária ou cinematográfica que retrate os impactos da 2ª Guerra Mundial na história da humanidade. Ao entrar na sessão de <em>Bastardos Inglórios</em> (2009) você estará adentrando a mente de Quentin Tarantino e todas as suas referências pop, trash e undergrounds que já vimos nos seus tão famosos longas, como <em>Cães de Aluguel</em> (1992), <em>Pulp Ficton</em> (1994), <em>Jackie Brown</em> (1997) e <em>Kill Bill</em> (2003-2004). Estão lá em <em>Bastardos</em> a violência exarcebada, porém esteticamente bela para o contexto; o diálogo de amenidades, com leite no lugar de hambúrgueres; interpretações caricatas e na medida certa, com destaque para o bastardo Aldo Raine (Brad Pitt – será que finalmente sai um Oscar ?) e o nazista Hans Landa (Christoph Waltz – premiado em Cannes como melhor ator pelo papel). Mas todos os personagens e todo o pseudo-contexto-histórico tem uma única motivação: mostrar a grotesca faceta que nos leva a nos vingarmos e mostrarmos uma raiva extrema nessa vingança. O tema já havia sido mostrado por Tarantino nos 2 volumes de <em>Kill Bill</em>. Nele o foco é uma noiva que mata tudo e todos a sua frente para vingar o massacre a que foi imposta e o fato de terem tirado do seu ventre sua amada filha. Em <em>Bastardo</em>, a vingança está numa emanharada trama onde interesses individuais e coletivos se sobrepõe. Por mais que alianças e tratos sejam feitos, há uma clara sensação que todos estão impondo sua razão e querendo acabar com tudo que lhe traumatizou e incomodou. Seja o Führer com suas razões já conhecidas e estudadas por biógrafos de Hitler, ou a bela projetista judia que quer incendiar em uma sessão de cinema a todos os nazistas que fizeram sua família e semelhantes sofrerem. O que resta ao final de bastardos inglórios são estes sentimentos primitivos movidos pelo nosso ódio contra o que nos fez mal um dia. A parte desta bela teia psicológica montada, o fato de vermos vários lugares-comuns de filmes do Tarantino hora me incomodou e hora me fez sentir feliz de estar vendo mais uma obra de um diretor que, confesso, muito admiro. Ver os letreiros amarelos introduzindo personagens e as músicas peculiares que só Tarantino desenterra foi maravilhoso. Mas a repetição de algumas músicas que também foram usadas na trilha sonora em outra obra, no caso <em>Kill Bill</em>, me fez questionar o vício criativo do cineasta. Quentin tem tudo que um diretor precisa fazer para um bom filme como o aval de ter produzido obras totalmente autorais e peculiares ao seu gosto e referências. Só fica o cuidado e desejo que ele não caia no lugar-comum de se auto-repetir, como por pouco não ocorreu em <em>Bastardos Inglórios</em>, e aproveite o que sabe para se superar e nos surpreender como público, admiradores, críticos e cinéfilos.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/yxw-eT-sr3w&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Mea Culpa Burguesa</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 06:53:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de dirigir o épico Guerra de Canudos (1997) e as biografias de ícones da história do país como Lamarca (1994), Mauá – O Imperador e o Rei (1999) e Zuzu Angel (2006) o cineasta carioca Sergio Resende opta por apresentar em seu novo filme, Salve Geral (2009), os bastidores de uma organização criminosa que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1926" title="Salve Geral A Blogueira" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Salve-Geral-A-Blogueira.jpg" alt="Salve Geral A Blogueira" whg="640" rhg="335" />Depois de dirigir o épico <em>Guerra de Canudos</em> (1997) e as biografias de ícones da história do país como <em>Lamarca </em>(1994), <em>Mauá – O Imperador e o Rei</em> (1999) e <em>Zuzu Angel</em> (2006) o cineasta carioca Sergio Resende opta por apresentar em seu novo filme, <em>Salve Geral</em> (2009), os bastidores de uma organização criminosa que em Maio de 2006 conseguiu paralisar a maior cidade do país levando-a ao caos e o medo. A organização em questão é o Primeiro Comando da Capital, ou PCC, que preconiza a Paz, Justiça e Liberdade pelos direitos dos presos que não são cumpridos pelo Estado, ao os expor em condições sub-humanas amontoados em instalações precárias enquanto as famílias dos condenados estão desamparadas. Para explicar a estrutura do PCC e as motivações envolvidas durante os ataques no Dia das Mães de 2006 a trama parte da personagem de Lúcia (Andrea Beltrão), uma professora de piano recém viúva que tem o filho Rafael (Lee Thalor) preso após a morte de jovem em um incidente durante um racha. Durante uma das visitas, a mãe conhece Ruiva (Denise Weinberg), advogada de um dos líderes da facção. Toda trama do filme se desenvolve pela visão desta mãe e do envolvimento dela com o PCC para garantir a sobrevivência do filho dentro dos muros da prisão. E com a entrada dela neste universo compreende-se como o Comando se estrutura, sua fonte de renda, regras, líderes e ideais, bem como o envolvimento com tráfico, negociação com policias, carcereiros, políticos entre outras figuras que permeiam a organização. Na gíria dos presos a expressão Salve Geral é a voz de comando para que se inicie uma rebelião no local, mas que naquele Maio de 2006 significou um envolvimento de todos do Comando para que se valesse ouvir seus direitos perante o poder público de uma forma violenta e caótica. O longa de Sérgio Resende merece elogios pela boa produção nas cenas de ação e por manter a todo instante a tensão do que acontecerá no momento seguinte, mesmo que já se saiba a resolução final do fato. Além disso, o filme possui o mérito de conduzir o espectador ao mergulho no quebra-cabeça dos jogos de poder e crime que é parte intrínseca de uma das camadas da sociedade brasileira, mesmo que boa parte dela não a queira enxergar ou tem uma visão errônea de toda a rotina de um preso e sua família.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/CkhWcIHqYSI&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Realidade Imutável?</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 21:46:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nelson Pereira dos Santos figura dentro da história do cinema nacional como um dos maiores cineastas de nosso país.  Dirigiu mais de 20 filmes, dentre eles Mandacaru Vermelho (1961), Vidas secas (1963), O Amuleto de Ogum (1974), Na Estrada da Vida (1980), Memórias do Cárcere (1984) e Brasília 18% (2006), sua mais recente obra. Foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1916" title="Rio 40 Graus 2" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Rio-40-Graus-2.JPG" alt="Rio 40 Graus 2" whg="400" rhg="260" />Nelson Pereira dos Santos figura dentro da história do cinema nacional como um dos maiores cineastas de nosso país.  Dirigiu mais de 20 filmes, dentre eles <em>Mandacaru Vermelho</em> (1961), <em>Vidas secas</em> (1963), <em>O Amuleto de Ogum</em> (1974), <em>Na Estrada da Vida </em>(1980), <em>Memórias do Cárcere </em>(1984) e <em>Brasília 18%</em> (2006), sua mais recente obra. Foi agraciado com diversos prêmios nacionais e internacionais, fundou a graduação de Cinema da Universidade Federal do Rio de Janeiro e foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras no ano de 2006 com a honra de ser o primeiro cineasta a alcançar este feito.Nelson é oriundo de família italiana, nasceu no bairro do Brás e foi criado no Bixiga. Mesmo formado em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco, o cinema sempre lhe despertou paixão e interesse ao freqüentar diversos cineclubes da cidade. Acabou escolhendo o Rio de Janeiro como lar e foi lá que, após ser assistente de direção dos diretores cariocas Paulo Wanderley e Alex Viany, filmou o seu primeiro longa <em>Rio 40 Graus </em>(1955) considerado precursor do movimento do Cinema Novo no país. O embrião do Cinema Novo se iniciou quando alguns cineastas e intelectuais se inquietaram com o fato de que os filmes produzidos no Brasil não debatiam questões sociais importantes para o momento. Além disso, os incomodava que boa parte das produções nacionais estavam ligadas a tentativa de elaborar algo glamurizado e hollywoodiano, o que seria oposto a realidade do país. Com<em> Rio 40 Graus</em>, Nelson fez uma obra que respondia essa inquietação ao apresentar personagens de várias classes e interagindo em diversas situações que transmitiam uma amostra da realidade social daquele período. A parti daí as bases do Cinema Novo foram se alicerçando nas premissas de que o filme deveria ser feito com baixo orçamento, com idéias simples de roteiro, usando pouco recursos fílmicos, porém criativos, e com temática ligada ao subdesenvolvimento. Além destes aspectos que despontaram no movimento do Cinema Novo, <em>Rio 40 Graus</em> possui uma forte veia documental ao apresentar o recorte do cotidiano de vários tipos próprios do Rio de Janeiro em um domingo de sol escaldante. A trama parte de um grupo de crianças moradoras do morro do Cabuçu que seguem pelos principais pontos turísticos da cidade vendendo amendoins. Estão presentes como cenário o Jardim Botânico, a praia de Copacabana, o Aeroporto do Galeão, o estádio do Maracanã, o bondinho do Corcovado e o Cristo Redentor. À medida que cada uma das crianças dispersa por estes locais nos encontramos com outras personalidades que se esbarram pelo dia-a-dia carioca: bons-vivants, guardas, marinheiros, aeromoças, apostadores, torcedores, jogadores, cartolas, fotógrafos, repórteres, políticos, sambistas, gringos, turistas. O interessante é notar que apesar da obra ter mais de 50 anos e ser contextualizada por expressões, hábitos, costumes e figurinos usuais à época, a câmera consegue transmitir conflitos que estão presentes no nosso cotidiano até hoje, seja pela universalidade da situação, como a moça que fica grávida e precisa de uma figura paterna para cuidar do seu filho, ou pela incapacidade do tempo em transformar um erro em acerto, como na situação dos cartolas que dominam o passe de jogadores tratados como mera mercadoria futebolística. Ao final das contas assistir <em>Rio 40 Graus</em> transmite a sensação de que revisitamos o passado de nosso país deslumbrando erros que nossa sociedade ainda não conseguiu corrigir, ou que estamos caminhando muito devagar para conseguir transformar.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/AIDKi_yB1yg&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Uma História de Amor e Sonhos</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 16:31:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O novo longa dos estúdios Disney/Pixar já carrega no seu subtítulo em português o tom de ação que a trama terá: UP – Altas Aventuras (2009). A promessa de que você verá em tela grande muitas cenas de perseguição, tensão, suspense e boa dose de adrenalina será devidamente cumprida. E tudo isto está lá, aliás [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1902" title="UP A Blogueira" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/09/UP-A-Blogueira.jpg" alt="UP A Blogueira" whg="446" rhg="700" />O novo longa dos estúdios Disney/Pixar já carrega no seu subtítulo em português o tom de ação que a trama terá:<em> UP – Altas Aventuras</em> (2009). A promessa de que você verá em tela grande muitas cenas de perseguição, tensão, suspense e boa dose de adrenalina será devidamente cumprida. E tudo isto está lá, aliás muito bem concebido como todos os filmes da Pixar o são nos cuidados em cada detalhe do roteiro. Mas UP, acima de tudo, é uma história de amor, de sonhos frustrados e na busca incessante por realizá-los. No começo conhecemos dois pequenos sonhadores aventureiros que são uma menina ruiva e faladeira chamada Ellie e um menino gordo e introspectivo chamado Carl. Ellie compartilha com ele o segredo que um dia irá até a América do Sul para conhecer e viver ao lado das Cachoeiras do Paraíso. Em um corte temporal já vemos os dois personagens jovens e se casando e a partir daí temos a sequência mais bela e delicada que já vi em um filme, aquela em que para mim foi mais difícil segurar as lágrimas (<em>você poderá vê-la no vídeo abaixo</em>). Com apenas uma música incidental de fundo, vemos toda a história do casal se desenrolando, desde a compra da casa, a gravidez, o trabalho, o companheirismo e acima de tudo um resumo de quanto o dia-a-dia atribulado e vários pequenos incidentes fizessem com que o casal adiasse o sonho de conhecer as cachoeiras. Quando finalmente Carl compra duas singelas passagens para a Venezuela, sua companheira Ellie o deixa. Com isso é o velho e ranzinza Carl Fredricksen que domina a trama, com toda sua introspecção e solidão transformada em rabugice. Porém, por um acidente que pode o levar ao tão temível asilo, Carl decide embarcar na aventura de sua vida e quem o acompanha, mesmo sem querer, é o pequeno Russell, um garoto prestativo que se auto-denomina explorador da natureza mas que aparentemente nunca saiu do condomínio urbano em que vive. A partir daí temos toda a aventura que descrevi no início do post, com direito a um vilão com complexo de Moby Dick, Charles Muntz, que se tornou amargo e obcecado em capturar um espécime de ave na região da América do Sul que o velho e o garoto vão parar. Novamente enfatizo que qualidades técnicas não faltam nas animações da Pixar, mas o que mais as engrandecem são os roteiros sensíveis que tocam o público no sentimento certo, seja através de um peixe perdido em <em>Procurando Nemo</em> (2003), um rato que quer se tornar chefe de cozinha em<em> Ratatouille</em> (2007) ou a determinação de um pequeno e frágil robô em<em> Wall-E</em> (2008). Todas estas  histórias possuem um personagem em busca de um sonho, de uma transformação na vida. A diferença é que em UP isso toca ainda mais fundo pelo protagonista ser um humano como nós, com todas as frustrações e amarguras que carregamos. E como eu disse no começo, UP é uma história de amor e é de derramar lágrimas vermos Carl seguir sua jornada sem nunca abandonar o amor de Ellie, sempre conversando com ela através da casa, das fotos, dos objetos. A resolução, vocês já devem imaginar, mas o que vêm depois dela que é mais emotivo e sensível para os personagens e nós, espectadores. Quero finalizar dizendo que escrevo esse post 3 semanas após o lançamento do filme no país, então é provável que alguns de vocês já o tenham visto. Para estes, peço que deixem nos comentários o quanto o filme os tocou e porque. E para os que ainda não o viram espero ter convencido e sensibilizado para que não percam a oportunidade de ver essa jornada de aventura e transformação.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/klJcD6HyeOg&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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		<title>Decadência Humana</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 18:08:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em março deste ano estreou nos cinemas brasileiros a primeira parte da saga do cineasta norte-americano Steven Soderbergh sobre o ícone comunista Ernesto Che Guevara denominado Che – Parte 1: O Argentino (2008). E hoje, depois de 6 meses de um vácuo que só se explica comercialmente, estréia Che – Parte 2: A Guerrilha (2008) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1876" title="Che 2 - A Blogueira" src="http://www.movieyou.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Che-2-A-Blogueira.jpg" alt="Che 2 - A Blogueira" whg="800" rhg="600" />Em março deste ano estreou nos cinemas brasileiros a primeira parte da saga do cineasta norte-americano Steven Soderbergh sobre o ícone comunista Ernesto Che Guevara denominado <a href="http://www.movieyou.com.br/a-blogueira/2009/03/22/meritos-para-del-toro-ou-soderbergh/" target="_blank"><em>Che – Parte 1: O Argentino</em></a> (2008). E hoje, depois de 6 meses de um vácuo que só se explica comercialmente, estréia <em>Che – Parte 2: A Guerrilha</em> (2008) explicitamente como uma ponta solta da primeira história que, enfatizo, deveria ter sido mantida como uma obra única.Neste capítulo, dois rostos novos no elenco me chamaram a atenção. O primeiro foi a da atriz Franka Potente, do clássico undergrond <em>Corra Lola Corra</em> (1998) e do blockbuster <em>A Identidade Bourne</em> (2002) interpretando a guerrilheira Tânia. E o outro foi o de Lou Diamond Phillips que ficou famoso nos anos 80 interpretando o cantor de fama meteórica Ritchie Valens em <em>La Bamba</em> (1987). Mas quem continua lá como absoluta alma do filme é Benicio Del Toro interpretando Che. Esteticamente há diferenças nítidas entre a primeira e a segunda parte. A primeira é muito mais a-linear, intercalando cenas preto e branco e coloridas, buscando construir  dentro da trama o mito que Che se tornou. Já a segunda parte se mostra mais lenta, tradicional e linear, sem grandes recortes temporais e uma fotografia mais uniforme, que serve para justificar tanto o amadurecimento do homem Che em termos de idade como pela dissolução de sua fama e ideais já terem sido espalhados por toda América Latina naquele momento. Novamente vemos uma guerrilha sendo montada, agora no interior da Bolívia, e mesmo as táticas de avanço sobre o inimigo mostram uma aparente maturidade.  Uma das incongruências entre os personagens centrais no desfecho de Che Parte 1 é evidenciado pela diferença no momento em que Fidel e Che estão vivendo no filme 2: enquanto Che está lá, no campo de batalha continuando a luta por justiça social, Fidel é mostrado em uma breve cena como um estadista confortável em seu cargo , durante uma festa de luxo em que ele está bem vestido e conversando alegre e despretensiosamente com duas belas moças sobre o segredo de se preparar um bom mojito. Outras cenas também fazem com que se compreenda a nova visão de Che agora na luta boliviana. Se antes ele não aceitava homens muito jovens, agora ele aceita de bom grado um menino de 16 anos no moviemento. O seu discurso de convocação perante os combatente bolivianos é o mesmo perante os cubanos, com a realidade de que muitos morrerão, passarão privações e fome. Mas na primeira parte ele era feito de forma acalorada e nesta segunda ele tem um tom de alguém mais velho e cansado. Aumentando o clima de derrocada, em diversos momentos o grupo se mostra desunido perante coisas banais como latas de leite condensado. Se os cubanos eram motivados e a população campesina apoiava os guerrilheiros, neste os bolivianos se mostram dispersos e com camponeses mais desconfiados e propensos a manipulações dos membros do exército de entregarem os guerrilheiros. Aos poucos o cansaço, a desunião, as doenças e denúncias vão abatendo tanto o grupo como Che, que tem sua asma atacando novamente, seu burro de carga que não quer prosseguir caminho, e a malária que o deixa ainda mais abatido. E na outra ponta o exército boliviano como vilão maniqueísta que com a ajuda pontual da inteligência americana, seja em pistas ou em equipamentos, vai se aproximando de Che rumo a sua derradeira captura, execução e exibição, tal qual qualquer livro de história relata. Tem-se então neste capítulo final um grande ícone, que apesar de sua grandeza ideológica, se enfraquecendo e padece rumo a morte física. Soderbergh optou por encerrar seu longa com a decadência do homem, sem deixar muito claro o quanto o mito ainda sobrevive. Ou talvez a avaliação esteja desconexa pelo intervalo de metade de um ano em que ocorreu o lançamento de cada uma das partes. Fica o pensamento: Obras únicas não se dilaceram e mitos, mesmo que humanos, sempre estarão vivos no imaginário coletivo de todos.</p>
<p><span class="youtube_video"><span  class="youtube_embed"><embed src="http://www.youtube.com/v/LOy9ta5dwn8&hl=en&fs=1&rel=0&color1=0x402061&color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></span></span></p>
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