Cine Clube Movimento!!!

Filmes gratuitos, debates e um público apaixonado e entendido de cinema. Assim serão as exibições do Cineclube Movimento que terão início no dia 03 de setembro. Criado em parceria com o Centro Cineclubista de São Paulo (CECISP), o objetivo do Movimento é abordar a importância de cada filme tendo como base o período em que foi feito, sua escola cinematografia, o enfoque político-social, dentre outros aspectos, apresentando-os por um viés diferente, dinâmico e interativo.
O cineclube foi idealizado por duas jovens, uma jornalista e outra cineasta. Porém, acima de tudo apaixonadas por cinema. Partindo desse princípio, buscam uma maneira diferente de apresentação e observação do cinema, difundindo-o não apenas como entretenimento, mas como forma de educação, informação e formação social.
Para Carolina Peres, esta é uma realização e uma chance de apresentar algo diferente. “Meu objetivo é apresentar a importância educativa do cinema por meio do Movimento. Quero que assistam ao filme, gostem e depois discutam e criem idéias coesas sobre o que realmente é fazer cinema” – afirma.
Natascha Cavalcante, jornalista e estudante de cinema afirma que a proposta para a criação do cineclube calhou com a vontade que ela tinha de criar algo parecido. “Espero que as pessoas compareçam, entretenham-se e enquanto isso aprendam um pouco mais sobre o que é cinema, suas escolas cinematográficas e técnicas. Enfim, que aprendam enquanto se divertem. O objetivo não é formar cineastas e sim desenvolver o olhar crítico das pessoas a partir da reflexão gerada pelos debates que o cineclube proporcionará.

Sinopse
Tommy é um filme musical baseado na ópera rock lançada em 1969 pela banda inglesa “The Who”. O filme conta a história do capitão Walker, que durante a II guerra mundial foi dado como morto. Sua esposa Nora Walker, interpretada pela atriz Ann Margaret (que ganhou o Globo de Ouro por esta atuação), fica com a missão de cuidar sozinha do garotinho Tommy. Com o tempo Nora se envolve com outro homem, mas depois de anos o capitão chega repentinamente em casa. Neste momento o então marido de Nora assassina o capitão. Tommy, o garotinho, presencia tudo. Neste momento o padrasto e a mãe insistem que ele não viu, não ouviu e não vai falar nada. Tommy torna-se surdo, mudo e cego. Um filme musical que prende a atenção do público e tem um final surpreendente.

Sobre o CECISP
Fundado em 30 de abril de 2002 o Centro Cineclubista (CECISP) é uma entidade da sociedade civil sem fins lucrativos e de natureza cultural que atua e organiza cineclubes com o objetivo de formar agentes multiplicadores e criar um circuito consistente para a difusão cinematográfica.
O CECISP atua em todo o estado de São Paulo e promove oficinas de formação com palestras e workshops. Além disso, realiza debates sobre a arte audiovisual e edita a revista Cineclube Brasil. O centro também é criador do troféu Luis orlando da Silva, oferecido aos filmes projetos, Cineclubes, personalidades e empresas que investem na cultura.

Serviço
Cineclube Movimento
Rua Augusta, 1239
Data: 03 de setembro
Hora: 19h00
Entrada: Grátis

Muita tensão em poucos cortes

“O filme inteiro foi filmado em uma cena”. Esse comentário foi o que me motivou a assistir ao Festim Diabólico (1948), primeiro filme colorido do mestre Alfred Hitchcock, mas eu não esperava encontrar isso de fato, afinal dirigir uma cena com mais de 40 minutos, sem cortes de câmera, me parece ser extremamente difícil por alguns motivos, como por exemplo, a direção de atores e a movimentação da câmera. Sei que só não consigo pensar em mais dificuldades por não saber muito sobre a produção de um filme. Mas o filme cumpre quase o que me foi dito, eu ainda não tenho certeza; acho que notei dois cortes, o primeiro quando a câmera fica muito próxima das costas de Brandon (John Dall), quando ele estava ao telefone, e num momento parecido quando o baú é aberto, e nos dois casos a câmera se aproxima muito de uma superfície escurecendo a tela, para disfarçar um pouco os cortes. Se existirem outros cortes eles estão muito bem escondidos pela edição.

O roteiro é sempre a parte mais importante de uma produção e nesse caso tem a importância multiplicada, por que para cumprir a proposta de realizar o filme em uma cena só, é necessário que seja todo filmado com uma câmera, reduzindo assim a possibilidade de grandes ângulos e qualquer outro tipo de artifício fotográfico. Para sustentar a simplicidade da fotografia do filme o roteiro deve criar uma situação de expectativa muito grande e ainda manter o ritmo com bons diálogos. É com grande habilidade que Hitchcock realiza as duas coisas, consegue segurar a atenção do expectador do começo ao fim. O filme iniciado com um assassinato cria logo de cara um problema: “O que fazer com o corpo?”, e estende o problema quando é estabelecido o jogo de cão e gato entre Rupert (James Stewart) e Brandon, com diálogos tensos entre Rupert e Philip, além de usar como pano de fundo os outros convidados que estão todos ligados a vitima do homicídio inicial, David.

Essa proposta de filmar em poucas cenas me lembra outros dois ótimos filmes, 12 Homens e uma sentença e Cães de aluguel. Os dois seguem a mesma fórmula de manter a trama em um cenário, mantendo o filme interessante com um mistério/problema e grandes diálogos, sendo que Cães de aluguel faz uso de vários flashbacks, o que o diferencia um pouco dos outros dois, contudo não reduz o crédito.
Dos poucos filmes do mestre do suspense que eu já assisti, esse é sem dúvida o melhor. Além da direção sensacional, a atuação de James Stewart também se destaca. Altamente recomendado.

Publicado por: Daniel Simião de Oliveira -- Daniel.oliveira@saobernardo.sp.gov.br

Festim Diabólico Seja o 1º a comentar
Um filme “nos trinks”.

Acabei de sair da sessão de “Par Perfeito”, e como um fã do Ashton Kutcher sou suspeito para comentar esse filme. Mas lá vai minha opinião:
O filme não é exatamente uma comédia romântica como aparenta, está mais pra romance divertido porque não é tão engraçado assim! Mas como eu disse, é muito divertido! Remete até à Sr. e Sra. Smith, por misturar romance, ação e comédia.

Atuações, fotografia, falas, roteiro e tudo mais na medida certa para um bom filme dessa linha, então o que eu digo é: assista!, se você gosta desse estilo de filmes. Caso não goste, não vá ao cinema! Você vai achar só mais uma filme cheio de clichês.

Anyway, eu gostei! Mas reconheço que não acrescenta nada ao estilo então, três películas para “Par Perfeito”.

Publicado por: Mauricio Flora.

Par Perfeito. Seja o 1º a comentar
A animação em sua melhor forma!

Não há maneira melhor para classificar Akira do que como uma das melhores animações de todos os tempos. A cena inicial da perseguição de motos mostra o que será o filme inteiro, ação frenética do inicio ao fim. A idéia de Katsuhiro Otomo em misturar o apocalipse com a raiva adolescente é simplesmente genial, nada mais, não há maneira melhor de definir tal idéia. É de enlouquecer qualquer garoto com suas gangues de motoqueiros rebeldes, drogas sintéticas, possessões e seitas apocalípticas em uma Tókio futurista. São 124 minutos de pura arte,roteiro fantástico,animação tão incrível que é difícil comentar sobre tal,cenários incríveis,uma batalha à La Dragon Ball (Z).É basicamente um filme ótimo que merece ser assistido,não vou falar mais sobre por que qualquer spoiler pode estragar a magnitude da obra.

Publicado por: Valério de Assis

Mais uma obra-prima de um gênio

Sonho, é um tema muito interessante para se explorar em um filme. Além de proporcionar grande amplitude narrativa e técnica, pois pode-se imaginar qualquer história ou simbologia dentro dele, este tema pode até criar um exercício de estilo, para alguns diretores. “A Origem” é tudo isto, é inteligente e belo, tornando-se assim, na minha opinião, um dos melhores filmes de Christopher Nolan (perdendo somente para “Batman -- O Cavaleiro das Trevas”), um dos melhores filmes que utilizam este tema (sonhos), e até um dos melhores filmes do ano! Nolan concilia muito bem os aspectos técnicos aos narrativos, na produção, ou seja, Nolan não insere efeitos especiais a troca de nada, somente para mostrar a qualidade dos aspectos técnicos. Não, os efeitos são usados em prol da narrativa, e não como mero exibicionismo. A cena em que a cidade se dobra (que, com certeza é um dos melhores momentos cinematográficos do ano de 2010), está lá, não simplesmente para nos mostrar os efeitos especiais incrivelmente bem feitos, mas aquela cena desempenha sim uma função narrativa (aliás, todas as cenas de “A Origem” possuem alguma importância no filme), além claro, de nos deixar maravilhados com a complexidade dos efeitos visuais, que são ricos em detalhes e chegam, muitas vezes, a causar confusão na nossa cabeça. Na verdade, não só os efeitos deixam nossa cabeça embaralhada, mas também o roteiro, que provavelmente é o mais inteligente do ano, nos deixa confusos, até mesmo pelo fato de a narrativa não parar para explicar os acontecimentos do filme. Em “A Origem”, o expectador entende o filme sozinho, sem o auxilio da própria produção, e isso é muito bom! Christopher Nolan, que escreve, também dirige, este filme. E claro, vindo de uma pessoa que dirigiu “Batman -- O Cavaleiro das Tevas” e “Amnésia” (os melhores filmes dele, junto de “A Origem”), não poderíamos esperar uma direção ruim, que claro, não acontece, pois Nolan é um diretor talentoso, basta olhar a interpretação que ele conseguiu extrair de Heath Ledger, no papel do Coringa. Como se não bastasse, “A Origem” impressiona ainda em sua montagem, muito complexa, até por ter que criar três sonhos (um dentro do outro), mais um limbo e ainda fazer o tempo passar de acordo com o nível de sonho em que a trama está se desenrolando (para isto, a câmera lenta é muito utilizada). A edição de som também merece destaque, por aumentar mais ainda as nossas emoções durante a projeção. E, para completar, “A Origem” ainda nos impressiona em seu elenco, que conta com incríveis atuações de atores e atrizes já consagrados, como Leonardo DiCaprio, Marion Cotillard e Ellen Page. DiCaprio interpreta um ladrão que, junto de sua equipe, entram nos sonhos das pessoas para roubar segredos industriais. Ele aceita então, uma proposta feita por um empresário japonês: implantar uma ideia na mente de um herdeiro de uma empresa milionária. Posso afirmar que “A Origem” será indicado aos Oscars de melhor filme, melhor roteiro original, melhor montagem, melhores efeitos visuais e melhor som. E tem fortes chances de ganhar todos, senão a maioria! Fantástico!

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

A Origem 1 Comentário
No primeiro filme, Illumination decepciona!

“Meu Malvado Favorito” é uma completa enganação. É um daqueles filmes que possuem um trailer incrível, que quando o mesmo acaba temos vontade de ir correndo assistir o filme. Mas, quando você entra na sala de cinema, entusiasmado, e o filme começa, a sensação de decepção surge, logo nos primeiros minutos de projeção. Com uma premissa original, que conta a história do ponto de vista de um vilão, teoricamente “Meu Malvado Favorito” deveria ser um filme também muito original, e pode soar estranho, mas não há nada de original nesta produção. Pelo contrário, é um filme realizado com extrema falta de criatividade, fato que o leva a plagiar outros filmes, como “Wall-E”, nos momentos em que a câmera perde e retoma o foco rapidamente, numa cena de ação. “Meu Malvado Favorito”, acima de tudo é completamente sem graça. Você passa o filme inteiro sem rir! Um conselho: se você for assistir a este filme, não assista o trailer, pois as únicas cenas engraçadas do filme estão no trailer, sendo assim, as únicas sequências que prestam do filme são estragadas pelo trailer, o que reflete uma tentativa desesperada de ganhar público. Há piadas no filme que são tão sem graça, que chegam a ser embaraçosas. “Meu Malvado Favorito” insiste na tentativa de comédia, através de socos e tapas, mas claro, não manifesta nenhuma risada no público (pelo menos no público sensato). Aliás, um dos grandes atrativos deste filme são os “bichos amarelos” (na falta de classificação melhor). Mas acontece que eles também não possuem graça alguma, e o filme também insiste em coloca-los na maioria das cenas, porque afinal, eles são um dos poucos motivos pelo qual uma pessoa vai pagar para assistir este filme no cinema. Na metade do filme, estes “bichos amarelos” se tornam uma presença tão irritante, que temos vontade de sair da sala de cinema, quando eles entram em cena. A versão em inglês conta com as vozes de Steve Carell e Miranda Cosgrove, mas não tive a oportunidade de assistir a versão legendada, mas mesmo assim, tive a oportunidade de ouvir a voz de Marcius Melhem, que empresta muito bem a sua voz ao personagem Vetor. Eu acho que Melhem é um dos poucos pontos positivos do filme. Este é o primeiro filme do estúdio estreante Illumination Entertainment, e conta a história de Gru, um vilão que planeja roubar a lua, para superar a fama de seu inimigo, um outro vilão, chamado Vetor. Mas para isto, ele decide adotar três garotas, que serão de muita utilidade para ele em seu plano. Mas elas começam a conquistar o coração de Gru. Bem ruim!

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

Meu Malvado Favorito Seja o 1º a comentar
Uma história surreal sobre a nossa alma

Imagine que você estivesse bastante atormentado com sua vida e pudesse extrair sua alma e colocar outra à sua escolha no lugar. Sophie Barthes tornou isso possível em Almas à Venda (Could Souls-EUA/França, 2009), uma mistura de comédia, drama e ficção científica que traz Paul Giamatti fazendo o papel dele mesmo.

Giamatti vive um ator tão angustiado e ansioso que não consegue interpretar o Tio Vanya, seu personagem na peça russa homônima. Até que ele encontra a solução para seu problema profissional na revista New Yorker, ao se deparar com um artigo sobre um método revolucionário de transplante de alma.

A partir disso, inicia-se uma imersão num universo surrealista bastante envolvente, no qual Paul contrata uma empresa de tecnologia que extrai sua alma, inclusive esta tem a estranha aparência de um grão-de-bico. E como resultado, ele sente-se literalmente vazio.

Mas sua apatia não passa despercebida por sua esposa (Emily Watson), que chega a duvidar de sua fidelidade. Além disso, sua atuação fica ainda pior, totalmente desprovida de emoção. Constatação: sua alma atormentada é a matéria-prima principal para a construção do personagem.

Insatisfeito, Paul volta à clínica e o Dr. Flintstein (David Strathairn) o convence que ele pode escolher uma das opções do catálogo. Então ele recebe a alma de uma artista russa.  Convencido a lutar por sua alma, Giamatti conhece uma “mula” (transportadora de almas), que trabalha para um traficante de almas russo. E faz de tudo para voltar a sentir o que mais rejeitava.

A expressão de indignação de Giamatti por terem roubado sua alma é de uma comicidade impagável, assim como toda sua atuação. Ao mesmo tempo em que a fotografia gélida de Moscou e a trilha sonora melancólica reforçam o drama do personagem. Mas, nada supera o roteiro, que traz uma visão irônica e contestadora da condição humana. Enfim, se você gosta de histórias mirabolantes, criativas e originais, como “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” certamente vai gostar desse filme.

Publicado por: Andréa Karinne Albuquerque

Almas à venda (Could Souls) Seja o 1º a comentar
MEUS MELHORES FILMES

ASSISTA TODOS ESTES GRANDES FILMES

Publicado por: CAIUS LUCILLUS NOGUEIRA

UM PASSO NA NOITE OTTO PREMMINGER,O PRAZER MAX OPHLUS,DESEJOS PROIBIDOS MAX OPHLUS,O HOMEM DO OESTE ANTHONNY MANN,SER OU NÃO SER ERNST LUBISTCH,BAIONETAS CALADAS SAMUEL FULLER,PAIS E FILHAS OZU,INTENDENTE SANSHO MIZOGUCHI,SHANE GEORGE STEVENS,O BEIJO DA MORTE HENRY HATHWAY Seja o 1º a comentar
A ideia

A Origem não é tão complexo como pregam, mas discordo de quem diz que é isento de profundidade. Falemos um pouco dos prováveis erros da trama. Dar o bastão de protagonista ao personagem Dom (Leonardo DiCaprio) foi o primeiro erro, não que ele faça feio, muito pelo contrário, mas quando você pretende expor o público a uma atmosfera completamente desconhecida, é preciso ter como protagonista o personagem que faça a ponte de ligação. No caso aqui o correto seria que essa tarefa fosse passada a Ariadne (Ellen Page), pois ela é a estranha a esse mundo extraordinário dos sonhos compartilhados, ela assim como o público que deve lidar com esse novo universo. Dessa forma a rapidez em que ela se sente a vontade de cara no tal mundo, já é a primeira falha. Se a Ariadne é o Neo desse universo e Dom é o Morpheus haveria de ter um período maior de aprendizado. Usando as palavras do próprio filme, bastavam 5 minutos para ter essa sensação de longevidade. Mas, pois bem, se Ellen Page tem que ser sempre a menina prodígio, que seja, mas o pulo de decisão de Ariadne para partir nesse mundo estranho de um frame para o seguinte eu achei ruim, pois a personagem não tem que abandonar a segurança do lar, horários, obrigações e nem mesmo um namorado para sentir falta dela, simplesmente disponível para ser A arquiteta, tarefa a qual Dom só a incube por causa do fantasma de Mal (Marion Cotillard), sua falecida esposa, que o impede de realizar tal tarefa. Daí parte as questões mais delicadas do filme, a possível responsabilidade que Dom teria na morte da esposa, e que no terceiro ato dá a resposta do porque este seria capaz de cometer a Inserção da Idéia. Gordon-Levitt na pele de Arthur é quem protagoniza as melhores cenas do filme, pois é a ponte de ligação das três camadas de sonho: O carro caindo, O mundo sem gravidade e A nevasca, cenas que já haviam sido expostas no trailer, mas como é de costume nos filmes do Nolan, você viu no trailer, mas quando você descobre o verdadeiro sentido daquilo no filme é simplesmente maravilhoso sabe. Mas, usando as palavras de um dos personagens do filme: ?Você não pode se privar de sonhar mais alto?, e acho que faltou isso a Christopher Nolan, um personagem com poder de subverter aquele mundo dos sonhos compartilhados, Um Vilão, e não um fantasma de uma mulher falecida, e creio que poderia ser o Saito (Ken Watanabe) que poderia querer disparar contra Fisher (Cillian Murphy) para deixá-lo de propósito no limbo, e se era para ousar porque não a Ariadne (Ellen Page)? Que poderia muito bem propor a criação do universo de sonhos ao seu bel prazer, se tornado uma Rainha, e tal idéia foi muito bem concebida em A Cela protagonizado por Jennifer Lopez, em que a mesma tem seus momentos de fraqueza e sonhos de glória. No entanto a despeito dos claros defeitos, são simplesmente sensacionais o ritmo acelerado da edição, a trilha estupenda de Hans Zimmer e aquele totem girando sob a mesa ao final da projeção, me fizeram sair do cinema com um sorriso de satisfação. A Origem não é impossível de entender, você só não pode dormir no ponto.

Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/

A ORIGEM 2 Comentários
A obra prima de Nolan

O diretor e roteirista Christopher Nolan é o responsável pelos dois últimos filmes da franquia Batman, os melhores do homem morcego. Além desses, ainda dirigiu Following, Insônia, o cultuadíssimo Amnésia e O Grande Truque.

“A Origem”, como todo bom filme de Nolan, explora o labirinto da mente humana. Dom Cobb -- vivido eximiamente por Leonardo Dicaprio -  invade os sonhos alheios e rouba informações. É como o filme inicia, quando recebe uma proposta de Saito (Ken Watanabe) para fazer o trabalho contrário, inserir uma ideia no subconsciente de um terceiro (Cillian Murphy). Escrever a sinopse foi simples, ao contrário do filme. À começar pelo gênero, é difícil classificá-lo somente um. Eu o classificaria como thriller de ação psicológico. Algumas pessoas classificaram-no como drama, mas ele não sustenta o gênero.

A figura do anti herói e a discussão iniciada em The Dark Knight é evidenciada com personagens imorais. Marion Cotillard é Mal, o fantasma de Cobb; seu talento torna a personagem crível, exibindo a personalidade auto-destrutiva e desequilibrada da mulher traída. O casting é brilhante: Leonardo Dicaprio, Ellen Page, Tom Hardy e Pete Postlethwait; os já familiarizados com a linguagem do diretor: Michael Caine, Cillian Murphy e Ken Watanabe; Joseph Gordon Lewitt -  que supostamente será o próximo vilão do Batman, o Charada -- e outros igualmente exímios.

O pensamento é contínuo, segundo Cobb; partindo dessa premissa é possível traçar um paralelo com a trilha sonora. A música nos transporta às dimensões da mente, estando ausente em raríssimos momentos, é um dos elementos fundamentais no filme. Criada pelo ganhador do Oscar Hans Zimmer, nos transporta ao psíquico das personagens. Hans se apossa de Non je ne regrette rien(eu não me arrependo de nada) de Edith Piaf, que seria uma “deixa” que eles utilizam para os seus retornos à realidade, quando imersos nos sonhos.

O filme confunde, intriga e pertuba o espectador. É montado como um quebra cabeça, que ilusiona. Além disso, as sequencias de ação acontecem continuamente e inesperadamente, tratando-se de uma história que invade a mente humana podemos esperar muitas supresas; inclusive tecnológicas, o longa é um espetáculo de efeitos visuais.

Li em muitos blogs a respeito da expectativa do longa ser premiado com o Oscar de Melhor filme, não sei se ele será indicado; mas acredito que nas categorias de melhor roteiro original, edição, trilha sonora, diretor, direção de arte, efeitos visuais e mixagem de som, ele seja um potencial ganhador. A Origem é, por enquanto, a obra prima de Christopher Nolan e o filme do ano.

Publicado por: thais nepomuceno

A Origem 1 Comentário