Crônicas de Uma Vida Miserável.

Acho que “Preciosa” tem várias outras funções além de entreter o público. Esta produção nos faz pensar, refletir sobre nossas atitudes. Será que nós estamos descriminando alguém, por algum motivo, sejam eles: cor, religião, opção sexual, aparência física? Será que não estamos dando valor ao que temos? Além de nos fazer refletir sobre nossas atitudes, esta produção de Lee Daniels, inova, revoluciona (de certa forma) e nos apresenta a talentos, até então desconhecidos. É uma surpresa ver Mariah Carey atuando bem em um filme. Surpresa também ver Mo’Nique, uma comediante, interpretando o papel da mãe de Preciosa, de maneira tão visceral! Aliás, aposto em Mo’Nique, para melhor atriz coadjuvante. É impressionante a sua atuação, principalmente em brigas verbais. Nestes momentos, Mo’Nique, faz quem esta assistindo se arrepiar! “Preciosa” nos apresenta a uma atriz brilhante, até então desconhecida: Gabourey Sidibe. Esta atriz, para mim, merecia vencer o Oscar, mas é bem provável que perca para Sandra Bullock (Não assisti a “Um Sonho Possível”, então não posso expressar minha opinião sobre Bullock, mas, de acordo com o que todos dizem, ela merece). E, ainda por cima, “Preciosa” entra para a história do Oscar, porque Lee Daniels, o diretor do longa, é o primeiro diretor negro a ser indicado. “Preciosa” possui uma trilha sonora impecável. Algumas músicas que se destacam: “It Took a Long Time” e “Destiny”. Mas, infelizmente, “Preciosa” se perde um pouco por inserir muitos desejos de Preciosa, quebrando assim, o clima de tristeza que o filme cria. Mas, de resto, o filme se sai muito bem. Possuindo uma fotografia, que em muitos momentos se torna exagerada, consegue nos passar muito bem a tristeza, a escuridão, a sujeira da casa de Preciosa, com cores mortas, amareladas, contrastando com as cores vivas e alegres dos desejos de Preciosa. “Preciosa” concorre a seis Oscars, e acho que leva em atriz coadjuvante, e talvez, em roteiro adaptado. Por falar em roteiro, é adaptado do livro “Precious: Based on the Novel Push by Sapphire”, e conta a história de uma garota obesa, negra, semi-analfabeta, mãe de uma menina de com síndrome de Down e grávida de um outro filho. Ela é estuprada pelo próprio pai e agredida pela mãe. Mas, apesar de tudo ela não desiste, entra numa escola especial, e tenta mudar sua vida. Filme muito bom, mas que não merece ganhar o Oscar de melhor filme.

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Episódios Imaginativos da Fértil Mente de Tarantino!

Quentin Tarantino é um dos melhores cineastas, na minha opinião. Sua criatividade é imensa. Ele sabe muito bem acrescentar um tom humorístico aos seus filmes, sem prejudica-los. Como todos os seus outros filmes, “Bastardos Inglórios” possui violência, ironia e uma maneira diferente de contar uma história. Em seus outros filmes, Tarantino optava por um roteiro não linear para narrar a trajetória de um, ou mais personagens. Aqui, em seu mais novo filme, ele opta por contar a história de uma maneira mais linear, mas claro, dando seu toque especial, para assinar a obra. Neste filme, não viajamos tanto pelo tempo, não temos que encaixar todas as peças, como um quebra cabeça. Mas, mesmo assim, “Bastardos Inglórios” não deixa de ser uma obra-prima. Ao longo da projeção, notamos referências aos seus outros filmes, como “Kill Bill vol. 1 e 2″, “Pulp Fiction -- Tempo de Violência”… E, claro, como de praxe de Quentin, todo o filme é incrivelmente bem produzido. Tudo é impecável. Partindo da fotografia, passando pelos diálogos e pelo roteiro de mestre, pela trilha sonora que é empregada no momento mais preciso possível, até a direção, que nem preciso comentar, basta falar que sou muito fã de Quentin Tarantino. O elenco conta com Brad Pitt, reformulado, com uma ponta de Mike Myers, e com Christoph Waltz, que concorre ao Oscar de melhor ator coadjuvante, e acho que irá ganhar. “Bastardos Inglórios” concorre em cinco categorias. E, realmente, é um candidato muito forte, pena que concorre com “Avatar”, que vai tirar muitos prêmios de “Bastardos Inglórios”. Enfim, se não fosse “Avatar” (não desmerecendo “Avatar”), esta mais nova produção de Tarantino tinha fortes chances de levar edição e fotografia, mas acredito que ele não saia de mãos vazias: eu aposto em “Bastardos Inglórios” para ator coadjuvante e roteiro original. Enfim, agora é só esperar a noite do Oscar para conferir. Mas, uma coisa é incontestável, “Bastardos Inglórios” é uma obra-prima, e Quentin Tarantino é um gênio! Tarantino leva às telas sua visão imaginativa do fim de Hitler e do Nazismo. Um grupo de homens tem um missão, matar nazistas, escalpela-los e fazê-los sofrer. Mas um plano de executar Hitler vem a tona, e paralelamente, uma mulher planeja vingança contra os nazistas, por matar sua família. Filme incrível! (Obs: SE VOCÊ NÃO ASSISTIU ESTE FILME AINDA, PARE DE LER ESTA FRASE, POIS CONTÉM SPOILER. A cena em que o cinema está prestes a ser incendiado, é genial!)

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“Nut Up Or Shut Up”

Sabe aquele filme que estava faltando? Aquele filme de comédia incrível que você não poderia deixar de assistir? Pois bem, “Zumbilândia” é isso, e muito mais! Quando a sessão se encerrou, a sensação que eu tinha era de realização. Por ter assistido a uma obra-prima da comédia. Tamanha é a capacidade cômica e narrativa, que este filme conquistou desde os expectadores mais leigos, aos críticos de cinema. E posso afirmar que “Zumbilândia” é um dos melhores, se não o melhor, filme de comédia que estreia em 2010 no Brasil. Exagero? Não. É até difícil de descrever tamanha diversão e genialidade a que os expectadores são expostos. Eu realmente me surpreendi, pois não esperava algo tão bom! Começando por Woody Harrelson, que se encaixa perfeitamente em seu papel, por ser uma pessoa com perfil e características físicas muito parecidas com a de seu personagem. Sua interpretação? Nada de mais, mas não é isto que importa neste filme. Não ligamos muito para atuações, ou profundeza de roteiro, enquanto assistimos ao filme, pois o que vemos em tela nos contagia! E, claro, não poderia deixar de comentar a participação especialíssima de… (não vou estragar a surpresa de quem não assistiu), resultando numa das melhores e mais engraçadas sequências do filme. E o melhor de tudo é que esta participação é surpresa. No trailer não consta nada sobre ela. E isso é muito bom! Aliás, o filme faz várias referências a outros filmes que se eternizaram. Como “Laranja Mecânica”, explicitamente “Os Caça-Fantasmas”, “2012″, entre muitos outros filmes. E para quem pensa que este filme não tem um bom roteiro, se engana. O mesmo pode não ser tão profundo, mas é muito original e ágil na maneira de desenvolver a história. E, como se já não bastasse tudo isto, o filme ainda possui uma edição invejável. Não por intercalar cenas de modo genial, mas sim, pela beleza estética (sabendo aplicar na hora exata a câmera lenta), e, consequentemente o timing exato. E ainda, a fabulosa edição, enquanto algum personagem relembra as regras, ou as bota em prática, as mesmas aparecem na tela, e interagem com o ambiente em que estão. Genial! Somente pela sequência dos créditos iniciais, o filme já vale o ingresso. “Zumbilândia” possui a história de um garoto que luta para sobreviver em uma ex-Terra dominada por zumbis, denominada Zumbilândia. Ele conhece então um homem que tem o prazer de matar zumbis, e posteriormente os dois conhecem duas irmãs, que também lutam para sobreviver. Os quatro se juntam e vão rumo a um parque de diversões, mas… Vale muito a pena!(Obs: O filme foi produzido em 2009, mas lançado no Brasil somente em 2010).

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Madiba

Nenhum povo entende tanto quanto o brasileiro o quão a proximidade do esporte do povo, dá este a moral para seguir bem os seus dias. Para uma parcela ganhar uma copa do mundo não traz benefícios ao povo, pois os países desenvolvidos levam bomba nos esportes e tem um bom um desenvolvimento político. Ora, esse é um pensamento que vê de um ângulo muito pequeno a situação. Com tantas mazelas políticas ver pessoas ganhando honestamente a vida e vencendo com o seu suor e representando o país no exterior é uma maneira mais do que justa de demonstrar o Brasil que deu certo. Mas, porque essa introdução se o texto é para falar de Invictus, que retrata um time de rúgbi da África do Sul? Bem, o esporte é outro, mas a intenção de Madiba, ou melhor, Mandela foi a mesma, quando tomou as dores dos Springboks, um time de Rúgbi com poucas chances na Copa do Mundo. A discussão do medo e do rancor envereda muito bem pelo filme, o medo na figura do chefe de segurança de Mandela, sempre a espera de algum atentado ao Presidente Africano, e rancor nas declarações dos personagens que não compreendem porque Mandela resolveu apoiar entre claras aspas seus algozes. Tirar de uma parcela do povo o que ela presa, não é uma forma de suprir uma antiga injustiça, Mandela queria demonstrar a mudança de sua gestão, que o fim do Apartheid teria que trazer benefícios tanto aos de pele clara quanto os de escura. Daí vem o herói do filme François Pienaar, muito bem interpretado por um parrudo Matt Damon, alguém sem mácula que inspirado por um grande líder vai lá lutar por seu país. O Clint Eastwood gosta de trabalhar com personagens que mudam de idéia no decorrer da trama, aprendendo algo importante. E parece que tem certa queda pela cor verde, vide a Menina de Ouro. A realização de um filme com um final feliz, quem diria, assim como os personagens de seus filmes marcados por uma drástica mudança de idéia, creio que talvez Clint Eastwood esteja mudando também as suas.

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Uma bala de prata, por favor

Eu esperava mais. Não que meu currículo de filmes de lobisomem seja dos mais vastos. O lobisomem americano em Londres, O Lobo com Jack Nicholson e Michelle Pheifer e Underworld, aquele do Lycan que cruza com a vampira. Eu acho mais graça nos filmes de vampiros, mas o interessante dos lobisomens é não ter controle sob suas atitudes noturnas. Ou seja, o lobisomem é uma vítima de seu dom, por assim dizer. Nisso o acerto na personalidade retraída de Laurence, muito bem interpretado por Benicio Del Toro, um bom homem que tem uma fera incontrolável dentro de si. No entanto a maneira que o rapaz se torna lobo… Sei que é uma refilmagem, que ou seguiram a risca a original, ou para dar um víeis de mais ação optaram por aquilo. Ah, vou falar poderia ser hereditário, seria prá lá de aceitável e compreensível. Sir Antony Hopkins, convence como fera, pois este interpretou a maior delas, algo que lhe rendeu um Oscar, e a personagem até recebe uma rápida e engraçada homenagem nesse filme. No entanto, falta roteiro para explicar o interesse da mocinha Gwen, papel de Emily Blunt, que como bem observou um casal ao meu lado na sessão, é a cara da Maria Fernanda Candido. Já Hugo Weaving não tem lá muito espaço para desenvolver seu Detetive Francis Aberline, já que não há segredo algum a ser desvendado, Todo mundo sabe o que Todo mundo sabe. O Lobisomem, face as suas cenas ultra violentas ganhou uma classificação etária de + de 18 anos, mas não vejo no filme nada que tire o sono de ninguém.

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Sorry, You’re Fired!

Jason Reitman me surpreendeu pela primeira vez, em 2007, com “Juno”, produção também indicada a melhor filme no Oscar 2008. Uma particularidade curiosa, que se deve ressaltar, é que, os três filmes mais conhecidos e famosos deste diretor são comédias, ou como é o caso de “Amor Sem Escalas”, comédia dramática. E, geralmente, estes filme ganham uma indicação ao Oscar. Este fato me deixou com uma pulga atrás da orelha (desculpem a expressão antiquada). Será que Jason Reitman possui talento somente para comédias? Ou será que ele é talentoso em outros gêneros? Não sei. Fica ai, uma incógnita. Agora, temos que esperar seu próximo filme para responde-la. Enfim, voltando a “Amor Sem Escalas”. Posso estar contrariando a opinião de muitas pessoas, mas eu acho “Avatar” muito superior. “Amor Sem Escalas” até merecia ser indicado em algumas categorias ao Oscar (seis, contando com as duas indicações a atriz coadjuvante). Para mim, o filme não tem chance em melhor diretor, melhor filme, melhor ator e melhor atriz coadjuvante. Pode ser que ganhe em roteiro adaptado. Todavia, o filme merece sim ser indicado. O que merece destaque na produção é a sua fotografia, que opta por um tom de cor mais comum e por enquadramentos ageis, que expressam, além de naturalidade e rotina, a vida do personagem principal. No elenco, George Clooney, que desempenha uma boa interpretação, mas que na minha opinião não merecia ser indicado a melhor ator. Vemos também Vera Farmiga, esta que realmente merece ser indicada, embora acho que irá perder para Mo’Nique. Outro grande acerto do filme reside no roteiro, que ao mesmo tempo que acompanha e aprofunda a vida do personagem principal, vai nos deixando a par também da vida das duas mulheres que o cercam. Aliás, o roteiro é muito mais profundo. Ficamos sabendo da personalidade e do caráter da irmã do personagem principal (Clooney), que só conhecemos após uma hora de projeção. Por isto, acho que “Amor Sem Escalas” é um forte candidato a roteiro adaptado. De tão profunda, é até difícil de descrever a história deste filme. Tentarei. O filme acompanha a vida de um homem contratado por uma empresa para demitir funcionários. Acompanhamos então, suas viagens e as pessoas que o cercam. Vale a pena.

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Oscar de Melhor Filme? Não.

Posso estar contrariando a opinião de muitas pessoas, mas, para mim, “Guerra ao Terror” não é o melhor filme de guerra que já vi. “Apocalypse Now” e “Nascido Para Matar”, são muito melhores. Mas “Guerra ao Terror” não é um filme ruim, não. Pelo contrário, é um filme magnífico, que fica na minha lista dos melhores filmes de guerra. Oscar de melhor filme? Não, acho que não merece. O prêmio ainda fica com “Avatar”. Oscar de melhor diretor(a)? Sim, Kathrym Bigelow merece esta categoria. Se ela ganhar, vai ser a primeira diretora a ganhar um Oscar. Bem, vamos aguardar para ver. “Guerra ao Terror” é, junto de “Avatar”, o campeão de nomeações este ano, possuindo 9 indicações. Teria fortes chances de ganhar em fotografia, trilha sonora e edição, mas tem como concorrente o filme de Cameron, que com certeza irá ganhar. Uma curiosidade: Bigelow é a ex mulher de Cameron. Ambos lideram as indicações. Agora vou falar um pouco do filme em si. “Guerra ao Terror” é um retrato sufocante da guerra do Iraque. A sensação que acompanha o filme, bem como os personagens, é de pressão, cansaço, precariedade, angústia e ansiedade. Claro, que, para se conseguir chagar ao nível carregado do filme, precisa-se ter uma sincronia perfeita entre os responsáveis pela produção. E isso acontece, e vemos claramente, quando os minutos de projeção vão passando. Incrível. Uma ótima fotografia, sufocante, um som invejável, que causa sensação de apreensão, e uma direção impecável, de Kathrym Bigelow, fazem esta obra cinematográfica funcionar e ser tão boa. O estilo adotado pela diretora, faz o filme parecer um documentário, com sua forma observativa. As vezes o filme se perde um pouco no excesso de zoons no rosto dos personagens, mas isto é um pequeno detalhe, comparado a magnitude de toda a obra. Enfim, “Guerra ao Terror” fica entre os melhores 5 filmes de guerra que assisti, junto de “Apocalypse Now”, “Nascido para Matar”, “Pearl Harbor” e “O Resgate do Soldado Ryan” (entraria também “A Lista de Schindler”, mas não considero um filme de guerra). O filme acompanha os últimos dias de um batalhão anti-bomba, em plena guerra do Iraque. Muito bom!

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As Referências de “Contato”

Gente que começou a acompanhar cinema, entre as décadas de 80 e 90, que curtem uma boa ficção ciêntifica, e além de tudo, gosta de indagar teorias nos filmes do estilo. Irão apreciar muito o diretor e a obra, citada aqui.

Falarei hoje sobre o filme Contato, de um cara que é pra mim, um dos maiores cineastas do gênero, ainda vivo e fazendo seus trabalhos.
O nome do sujeito é Robert Zemeckis, responsável por filmes como a trilogia De Volta Para o Futuro, o fantástico Forrest Gump -- O Contador de Histórias, a aventura psicológica Naufrago e do intrigante Contato.

Queria hoje dar ênfase, justamente a esse filme ?Contato?. Que é pra muitos, a possível visão mais próxima de que existem raças diferentes além dos seres terráqueos.

Robert Zemeckis já muito conhecido por ter realizado sua trilogia mágica de De Volta Para o Futuro e o clássico Tudo Por Uma Esmeralda. Faz em 1994 o maior filme da sua carreira. Vencedor de vários Oscars, aclamado por críticos e cinéfilos, Forrest Gump -- O Contador de História firma o diretor de vez na história da sétima arte. Ou seja, com esse mérito, ele já tem total liberdade pra criar trabalhos ambiciosos e levar a frente com toda coragem.

Foi assim que ele abraçou o então projeto de George Miller. Tido como uma das grandes revoluções da época em termos de ciência e fé nos cinemas.
Em meados de 1997, é lançadoContato. Que contava com atriz Jodie Foster para ser a frontman da película. Ao lado também de Matthew McConaughey e David Morse, que foram importantíssimos para que a personagem de Foster tivesse o ovacionamento devido. O filme conta a história de uma garota que logo após seu nascimento, foi órfã de mãe, e ao completar nove anos de idade, ver seu pai ter um enfarto e morrer nos seus braços. Já abalada pela morte da mãe, a menina busca nas estrelas, respostas para sua vida. Tendo consigo um aparelho transmissor de radio freqüência com contato a médio alcance, dado pelo pai, tenta sempre fazer comunicação com o desconhecido e achar ali a linha da sua mãe.
Com a morte do pai, ela cresce sozinha e totalmente descrentes nas possiveis religiões ao seu redor. Tornasse uma grande cientista (Ellie) que tenta a qualquer modo, fazer uma das maiores descobertas do século. Falar com alguma civilização alienígena, que abita outro planeta fora da nossa orbita.

Sempre com muito esforço e dedicação, ela recebe ajuda de custo do governo dos Estados Unidos. Mas devido há muitos anos sem evolução, o projeto da doutora é cancelado e ela sai louca em busca de outro patrocínio para sua pesquisa. Encontra, mas de uma empresa que esconde vários segredos dos seus funcionários, dentre eles, nunca saber quem é o verdadeiro dono.

Depois de quase sete anos de muitas tentativas, as coisas já estão denovo para se acabar e voltar à estaca zero. Mas eis que em uma tarde, Ellie em cima do seu carro, ao lado do seu transmissor, e das antenas de alcance, ver algo muito estranho, uma comunicação jamais capitada. Uma espécie de ordem prima de números, feitas por batidas que ao nosso modo seriam estáticas sonoras. Depois de muitos estudos e varias tentativas de percepção, algo é encontrado e descodificado. Eles recebem de um planeta distante, uma mensagem da propaganda nazista, com Hitler discursando, que havia chegado lá há muitos anos atrás e só agora nos conseguiríamos capitar. Mas pra surpresa de muitos, dentro dessa transmissão existia também um tipo de esquema decodificado, mostrando como se faz um tipo de portal ou campo de força com uma tecnologia muito além da nossa.

O governo americano se ver na obrigação de construir a coisa, em pró do desenvolvimento da ciência. Selecionam um possível candidato para fazer uso da mesma e testam o que seria a possível mensagem dos ETs. Ellie se dá como voluntaria e entra no portal, pra enfim poder provar através de algo, que existe sim, vida inteligente além da terra.

O que ela vive pessoalmente ao entrar é algo surreal e inédito ainda no mundo dos cinemas. Entrando por diversos túneis espaciais, ela passa o que foram 18 horas na sua cabeça de conhecimentos e visões que nunca um ser humano pensou ver. Parando enfim em um planeta e sendo recebida pelo ser habitante com a forma do seu pai, em um local lindo, uma praia belíssima, com o clima magnífico. Lá são levantadas muitas questões filosóficas, se você parar pra ver o que esse filme nos faz duvidar e ate mesmo acreditar, perderíamos completamente a fé em certas coisas. A criatura dizendo por fim que ela foi o ser humano escolhido pra ter essas visões e que só na memória dela, bastaria para a terra.

Ao voltar desse mundo, ela é acordada dizendo que o projeto falhou e que a nave onde ela estava, quando entrou no portal, não durou mais que cinco segundos ao cair na água. Os aparelhos acoplados no seu corpo filmaram apenas estéticas de radio. Mais uma vez ela não tem como provar cientificamente que o que viu, era uma das coisas mais fantásticas de todos os tempos.

E aqui os roteiristas de Contato, levantam o que é pra mim, a questão mais importante desse filme? Você acreditaria em uma pessoa que se diz totalmente ateia conseguir ir pra outro planeta, conversar com seres do mesmo e lá eles mostrarem a visão deles sobre os humanos e as nossas riquezas? Mesmo que ela não tivesse a suas mãos, uma prova concreta desse acontecimento.

Ou preferiria continuar com sua religião e política, acreditando que os cientistas só fazem a cada ano, acabar com a fé das pessoas e não conseguem mudar nossos pensamentos de que o mundo foi criado por um ser superior e que haja o que houver essa crença nunca será abalada.

São realmente muito questionáveis as referências que esse filme nos mostra. Temos nele classes muito perigosas de se falar: Política, religião, fé, ceticismo, amor e mentiras. Foram poucos os que ousaram no cinema, colocarem a prova esse tipo de coisa, para as pessoas refletirem e se indagarem.

Em termos técnicos o filme por ser de 1997, não teve um orçamento tão alto assim. Efeitos típicos da época, a maioria deles feito no computador, e que hoje se prestarmos atenção nisso, vemos já, certo envelhecimento de algumas cenas. Nada a falar do roteiro, sim de aspectos técnicos com efeitos visuais.

Uma grande direção, um fantástico roteiro e um apanhado de referências, tornam ?Contato? pra mim, um dos maiores filmes de ficção científica, já realizado. Robert Zemeckis mais uma vez tem meus parabéns.

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Contato 2 Comentários
“O Visitante” Despercebido, mas não por mim!

Outro post antigo meu, quando esse filme foi lançado…

Muita gente acha que chorar em filmes, documentários, musicas, peças, em fim, chorar pelo áudio visual visto em terceira pessoa, é um sentimento fingido ou forçado. Sem saber que até para os ateus, não é preciso tocar para sentir, nem testemunhar para viver o que é passado.
E é exatamente o acontece comigo em demasiados filmes. Não só dos gêneros drama, romance, thriller ou coisa do tipo. Mas sim com todos os outros, de comédia a ação. Eu sinto diversas emoções, e uma delas é chorar.

Fiz essa pequena declaração para falar de um filme que assistir O Visitante. Como muitos sabem, a indústria de cinema é enorme em todo mundo, especialmente em Hollywood que é tido como o berço da sétima arte. E diversos filmes que são lançados por lá, muitas vezes ruins, mas alguns muito bons vêm aqui pro Brasil não tendo uma boa divulgação. Passando assim despercebido pelo público, e até pelos mais curiosos.

Foi isso que aconteceu com O Visitante. Um filmaço, que me surpreendeu em vários aspectos. Tanto no tema abordado (imigração), como no estilo de fazer um drama nesse gênero, sem deixar o filme falso ou até mesmo chato. Fui assisti-lo devido a indicação de Richard Jenkins ao Oscar 2009, como melhor ator. Eu o tinha visto recentemente, em um filme dos irmãos Coen, Queime Depois de Ler, onde ele fazia uma participação pequena, comparado ao seu grande talento. Contracenou ao lado de George Clooney e Brad Pitt nesse mesmo filme, e ficou como terceiro plano na trama. Mas mesmo assim é notável a atuação do mesmo.

Em O Visitante, Richard vive o papel de um professor viúvo, que mora em Connecticut/EUA, e esta para lançar seu 4° livro, como firmamento de influência a sociedade americana. A vida dele é aparentemente muito comum e tranqüila, mas percebe-se que ele não é feliz, ate pelo seu jeito meio rude e desatento, quando atua na sua profissão.

Ao ir a uma conferência em Manhattan, visita um dos seus apartamentos, e pra sua surpresa encontra uma mulher, negra com aparência de um país africano, tomando banho na banheira do seu apartamento. Ela logo grita e pedi socorro, diz que um homem esta invadindo a casa dela, e chama o namorado, com traços israelense, que logo vem socorrê-la e tirar satisfação com o sujeito. Que logo depois explica que o apartamento é dele e que eles foram enganados por quem alugou ao casal.

Sem ter para onde ir, eles pedem desculpas mesmo assim e saem a procura de outro cômodo. O professor com um sentimento de pena pediu pra que eles fiquem pelo menos por alguns dias, até encontrarem um lugar para viver. Com o tempo, o rapaz que é músico, torna-se amido do mesmo, e os dois começam a saírem juntos.
O professor tem interesse pela musica e em especial pelo instrumento que o rapaz toca (um tipo de atabaque). O musico o-ensina como tocar e ele que vivia uma vida sem graça, acaba encontrando um amigo e um novo passa-tempo de quebra.

Em uma das saídas, na volta para casa, os dois pegam o metrô, e ao passar na catraca o rapaz prende o instrumento sem querer e é obrigado pulá-la. O guarda vão em cima dele como se tivessem atrás de um ladrão e o revistam. O professor descobre ali que ele é um imigrante, e que estava nos Estados Unidos para conseguir com sua musica dinheiro para poder sustentar a sua família e viver.

Sem saber o que fazer, o velho volta para casa e diz a esposa que o marido dela tinha sido preso, ela se desespera e ele contrata um advogado com seus próprios recursos para tentar tira-lo de lá. Mas nada adianta, e para completar o drama, a mãe do rapaz chega a Manhattan e descobre que o filho tinha sido preso por ser imigrante. Como ela mesma era também não pode fazer nada. Mas tarde ela e o professor demonstram sentimentos recíprocos um pelo outro.

O drama é triste, e ao mesmo tempo alegre. Ao mostrar o envolvimento e revolta desse cidadão Americano, que descobre o amor, amizade e o sentido da vida em imigrantes que tentavam simplesmente viver tranquilamente. Inconformado com a legislação nojenta que os EUA têm, o professor xinga o órgão público no qual o musico estava preso. Pois deportaram-no sem mínimo aviso, para o seu lugar de origem. E fica aqui a minha indignação e revolta por determinadas leis de certos governos. É realmente absurda algumas coisas que temos que cumprir.

Também dizer que, o filme além de deixar uma linda mensagem, encanta de várias formas. Não só pela grande atuação de Richard Jenkins, mas sim por todo conteúdo apresentado no mesmo. Em ver o amor acontecer, e um homem como aquele mudar, eu me emocionei bastante, e confesso que chorei, chorei sem vergonha alguma.

Assistam a O Visitante, Um filmaço!

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“Elementar, Meu Caro Watson!”

Bem, para quem é fã dos livros de Sherlock Holmes não pode perder esta nova produção da Warner Bros. Embora se distancie um pouco dos livros, trazendo mais irrealidades, aprimorando mais ainda os personagens e lidando (supostamente) com paranormalidade, “Sherlock Holmes” se saiu bem. Aliás, acho que se saiu melhor do que se estivesse copiado de forma fiel dos livros do detetive, pois as falhas que continham os livros, foram “concertadas”, aprimorando e melhorando ainda mais a história. Na verdade, este filme foi exatamente como eu pensava e esperava. É um blockbuster que presa pelo roteiro, o que hoje, é difícil de se encontrar (salvo alguns, como “Batman -- O Cavaleiro das Trevas”). A direção, de Guy Ritchie, é extremamente competente e eficaz. Percebemos traços de outros filmes seus, como “RocknRolla”, tanto no modo ágil de contar a história, quanto nos diálogos, em alguns momentos ágeis e em outros mais calmos. Mas, é a parte técnica que surpreende, não pelos efeitos especiais, mas sim pela direção de arte e pela fotografia, ambas retratando uma Londres, do século XIX, obscura, triste, morta. Os diretores de elenco estão de parabéns, por reunir Robert Downey Jr., que além de combinar muito bem para o papel do detetive, ainda forma uma dupla perfeita com Jude Law, o Watson. Downey Jr. me surpreendeu! Ele mescla muito bem, um ar enigmático, com o tom sarcástico de quando os outros ficam impressionados com suas habilidades dedutivas. E ainda por cima, completa sua interpretação com uma pitada de comédia, na dose certa, nem muito, nem pouco. E, para completar, Jude Law é perfeito para o papel de Watson. Enfim, um completa o outro. Do elenco, não há o que reclamar. A única coisa de que tenho que me queixar e o único motivo de eu não dar 5 estrelas para este filme, é o fato de em toda a projeção, não haver a clássica frase “Elementar, meu caro Watson!”. De resto, é muito bom! A história: Sherlock e Watson tem que investigar um misterioso caso de um homem que supostamente ressuscitou. Vale conferir!

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Sherlock Holmes 5 Comentários