Entre Les Murs

entre-os-muros-da-escola-voceEntre os muros, é um filme que condensa na tela todas as possíveis situações que poderiam ocorrer em um ambiente escolar. Vai do professor que tem total controle sobre a turma ao que perde controle sobre essa. Os alunos falastrões aos mais recatados. O aluno problema. As reuniões de professores com a diretoria, para discutir sobre os métodos de punição dos alunos desajustados à cafeteira. A conversa entre Professores e Pais de alunos. Os conflitos pessoais aos quais os alunos fazem questão de dividir com seus professores, e os outros que não. Mas, é um filme, vamos falar dos personagens. Começando pelo Professor de Frances François Marin (François Bégaudeau), ele já entra na sala de aula pela primeira vez sabendo que não será fácil trabalhar com aqueles alunos, por isso os chama para o confronto a toda hora, puxando deles todo o seu conhecimento, ou desconhecimento por assim dizer. Dos alunos os destaques ficam por conta da Esmeralda (Esmerálda Ouertani), acho que a preferida de todo mundo, que é A debochada da sala, sempre junto de sua amiga Khoumba (Rachel Régulier), que só não é mais confrontadora que o aluno Souleymane (Franck Kelta), sempre sentado no fundão da sala, com voz ativa, a despeito de suas limitações em interagir de forma produtiva nas aulas, paracendo só conseguir se comunicar bem com Boubacar (Boubacar Thouré). Não só o imigrante chinês Wei (Wey Huang), é o deslocado no contexto de origem daquela sala, mas quase numa totalidade todos os alunos daquela escola da periferia de Paris. Já vi Mentes Perigosas, Ao mestre com carinho e Meu mestre, minha vida, mas acho que O filme de sala de aula é sem dúvida Entre os muros da escola.

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Habiti

o-visitante-voceEu cheguei atrasado à sessão de O visitante, mas peguei a parte que é o ponta pé inicial da trama que é o primeiro encontro entre Walter Vale (Richard Jenkins) e o casal Zainab (Danai Jekesai Gurira) um músico sírio e Tarek (Haaz Sleiman) uma senegalesa vendedora de pulseiras trançadas. Em situação ilegal nos EUA, o casal viu como uma forma de refúgio o apartamento de Nova York do Prof. Walter, no total desconhecimento deste morador de Connecticut, que a principio os despeja de sua casa mesmo que de forma cordial, tendo em vista que estes só usaram o apartamento, pois foram enganados por um homem de nome Ivan. Quando Walter percebeu que o casal não tinha onde ficar os convidou para ficar enquanto não encontrassem um lugar melhor. O filme começa em ritmo lento com o súbito interesse de Walter pelo os dotes musicais de Tarek, o ensinando a tocar tambor, sendo até essa parte me levando a crer que seria um filme sem nada demais, só uma composição sobre choques culturais. Mas, aí a virada acontece quando num desentendimento no metro Tarek é preso. Aí que a filme ganha corpo para discutir o tratamento dispensado aos imigrantes ilegais nos EUA. Quem se diverte com a série criada por Joel Surnow e Robert Cochran, talvez não faça idéia do tratamento dispensado a imigrantes, que não cometeram crimes, mas são tratados da mesma maneira que terroristas. Essa gana em achar o “inimigo” criou uma loucura generalizada nos EUA. É “divertido” em séries e em filmes no fim das contas se torna o grande pesadelo para quem quer entrar pela janela na terra dos sonhos, ou mesmo quem possui o Green card. O desenho das torres gêmeas na parede no Centro de Imigrantes Ilegais no Queens, pode ser entendido até como uma metáfora para dizer que para os estrangeiros não houve mudança significativa nesse sentido, mas para os norte americanos sim. Mas, não só de xenofobia é feito o filme, o affair entre Mouna (Hiam Abbass), mãe de Tarek, e Walter ganha a viés de clássico do cinema.

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Quem Quer Ser Um Milionário?

slumdog-millionaire-voce

Quem Quer Ser Um Milionário?
Slumdog Millionaire
Reino Unido / EUA , 2008 -- 120 min
Drama

Direção: Danny Boyle

Roteiro: Simon Beaufoy

Elenco: Dev Patel, Irrfan Khan, Anil Kapoor, Madhur Mittal, Freida Pinto

Filmes de baixo orçamento têm surpreendido e recebido diversas indicações em várias premiações nos últimos anos. Foi assim com Pequena Miss Sunshine em 2007 e com Juno em 2008. Esses filmes chegaram como “zebras” no Oscar, concorreram a Melhor Filme, mas não levaram. Esse ano, Quem Quer Ser Um Milionário?, o filme “barato” da vez, chegou como surpresa e levou 8 estatuetas, incluindo a de Melhor Filme.
O filme mostra a história de Jamal Malik (Dev Patel), um garoto indiano de 18 anos, nascido na periferia de Mumbai, que participa de um jogo de perguntas e respostas de grande sucesso em seu país, uma espécie de “Show do Milhão” da TV indiana. Jamal vai se mostrando um excelente jogador e isso chama a atenção de alguns que pensam ser impossível um garoto pobre como ele saber todas as respostas. Para explicar de onde sabia cada resposta e provar sua inocência, Jamal vai contando diversos momentos de sua vida ao lado de seu irmão Salim (Madhur Mittal) e de seu grande amor, a garota Latika (Freida Pinto). A partir daí, o enredo do filme se desenvolve, na medida em que nos vai sendo mostrado de maneira bastante interessante o cotidiano nas favelas indianas e o destino de muitas das crianças que lá vivem. Nesse momento o filme nos faz lembrar um pouco da nossa realidade, a violência e a criminalidade que predomina em muitas das favelas brasileiras e o rumo que muitas crianças acabam tomando. Esse é um tema muito explorado no cinema brasileiro, por isso em determinadas partes temos a impressão de que estamos assistindo a uma produção nacional.
É um filme cheio de movimento, cores, tudo animado pela excelente trilha sonora, que explora bem os ritmos indianos. A história é ágil, permeada pelos flashbacks que contam a história da infância de Jamal, um vai-e-vem contínuo que visa nitidamente manter os espectadores ligados, sem jamais aborrecer. Esse ritmo frenético somado a uma boa dose de humor (mesmo em momentos bastante dramáticos, diga-se de passagem) são responsáveis por tornar o filme tão divertido e interessante.
Para manter esse clima tão intenso e colorido, o filme capricha nos efeitos sonoros e na fotografia. Isso é perceptível em cenas de grande movimentação, em que essa qualidade é colocada à prova. Aliás, o quesito fotografia é outra semelhança em relação a alguns filmes brasileiros, especialmente Cidade de Deus.
O roteiro foi adaptado por Simon Beaufoy, baseado no livro “Q and A”, de Vikas Swarup. A direção é de Danny Boyle, cineasta e produtor inglês, também diretor de A Praia e Extermínio. Ele contou com um orçamento de US$ 15 milhões, o que é pouco, tomando como padrão as grandes produções hollywoodianas. Boyle disse que queria um filme que mostrasse a verdadeira cara da Índia. Por isso, optou por fugir um pouco dos estúdios de Bollywood e filmar em locações abertas, de grande movimentação popular. Isso contribui fortemente para dar mais realismo às tomadas externas.
O filme é, apesar de tudo que acontece com o pobre Jamal, alegre. Isso é uma característica até do próprio povo indiano, que, de modo parecido com os brasileiros, sofrem com a profunda pobreza, mas nem por isso deixam sua alegria se esvair, vivem cantando, dançando, mesmo sem motivos para festejar. Talvez tenha sido essa alegria incondicionada que tenha cativado tanto a crítica e público.
Quem Quer Ser um Milionário? é, sim, um grande filme. No entanto, acho que foi um pouco supervalorizado. Oito Oscars e quatro Globos de Ouro são muita coisa. Ainda acho que O Curioso Caso de Benjamin Button é melhor e merecia mais que seus três Oscars. Mas, afinal, Quem Quer Ser um Milionário? acabou sendo uma boa surpresa, pois consolidou os filmes de baixo orçamento no hall das grandes premiações. Os grandes que se cuidem, pois agora foi provado que mesmo com pouco dinheiro é possível se produzir um bom e competitivo filme. Enfim, até na indústria do cinema existe o tal do bom, bonito e barato.

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Million Dollar Baby Revisited

gran-torino-voceGran Torino a principio só parece ter uma coisa diferente de Menina de Ouro: o personagem de Clint Eastwood. Enquanto Frank Dunn, só tinha coisas boas para oferecer com seus talentos profissionais, Walt Kowalski carrega o peso das mortes de sua carreira militar. Temos o padre, a garota esperta, a família que não vale nada, o desajeitado, o aprendizado, o amigo, a interferência do mundo, a falta de fé e por fim a morte de um personagem importante para a trama. Então vejamos o diferencial. Eu já aponto como o breve dialogo entre a irresistível Sue (Ahney Her) e Walt (Clint Eastwood), demonstrando a conseqüência da recuada dos EUA, do Vietnã, levando a quem “eles estavam protegendo”, sair de seu país e ir para o lar de “seus amigos” americanos, para no fim das contas serem chamados de chinas. O filme resguarda certas semelhanças com Crash, no que tange a intolerância entre diversos grupos de origens diferentes. Claro que esses conflitos por vezes terminam em piada como na amizade de Walt e seu barbeiro (John Carroll Lynch). O Dj Mau Val da Oi Fm, disse uma coisa sobre o filme que tenho que concordar. O fato de ter em comum com O Casamento de Rachel e O Visitante, a fato de serem três estorias de pesssoas que mudaram suas vidas através dos choques culturais. Se falar de falta de fé e intolerancia são uma maneira de buscar mais fé e tolerancia sinceramente não sei. Mas, fica claro que Clint Eastwood não perde a sua capacidade de contar estórias bonitas.

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Esse é “O” filme baseado em Graphic Novel

Robert Rodriguez, o homem que estava por trás de filmes “pop teen” como Prova Final, o homem que fez uma das melhores trilogias de ação, a famosa Trilogia Mariachi. Um grande parceiro do ótimo diretor Quentin Tarantino. A volta do diretor com uma adaptação da Graphic Novel de Frank Miller, na verdade esse filme não pode ser chamado de adaptação e sim de transição.
Com o autor da HQ ao seu lado, Robert traz um filme práticamente perfeito. Efeitos especias espetaculares, atuações muito boas e cenas de serem lembradas como clássicas.
Com quase todas as cenas feitas em estúdio e sendo pretas e brancas, menos cores fortes como amarelo e vermelho, o filme não se torna enjoativo ou irritante em nenhum momento.
Além do grande Robert Rodriguez, temos a participação de Quentin Tarantino, o ótimo diretor responsável por filmes como: Kill Bill e Cães de Aluguel participa de uma das cenas do filme. Sem spoilers, a cena trata-se de um diálogo de Jack Boy, personagem de Benicio Del Toro e Dwight que é personagem de Clive Owen. Um diálogo simplismente espetacular, uma cena espetacular que já valeria o filme.
Um filme muito bom, uma direção muito boa, uma ótima transição.

Publicado por: Kaike de Souza

Sin City - A Cidade do Pecado 1 Comentário
O Argentino

che-voceDiários de Motocicleta e Che têm pelo menos uma coisa em comum no que tange a narração sobre Ernesto Che Guevara. Ambos os filmes te dizem: Você tem que estar do lado dele. Impossível, assistir a um filme sobre Ernesto sem querer estar na garupa da Poderosa, ou não querer ser um alistado no seu exército revolucionário. O envolvimento do espectador é fundamental. Benicio Del Toro está tão Che, quanto Val Kilmer está Jim Morrison em The Doors. Não há como desassociar as personas. Os trejeitos, a asma e a fala, tudo foi bem elaborado por Del Toro. Mas, devo dizer, que quem mais me impressionou, foi o ator mexicano Demián Bichir que interpreta um verborrágico Fidel Castro. É interessante a parte em que Fidel alerta o amigo Che, de este ser muito afoito, se arriscar no campo de batalha. Essa cena já traça o diferencial entre os dois, o quanto Fidel, sempre teve a visão de líder político e Che por sua vez o idealista que quer por em prática as suas ações. Se eu disser que Raul Castro é o papel da vida de Rodrigo Santoro, estarei mentindo, mas o rapaz faz bonito, em curtos momentos de projeção falando em espanhol. Posso dizer que é a melhor participação dele em filme estrangeiro. Abrindo um pequeno parêntese, fiquei feliz em ver a nossa Alice Braga no trailer de Território Restrito (Crossing Over, no original), filme que conta com a presença de Harrison Ford. Também vi trailer de Valsa com Bashir, sensacional. Mas, voltando, Che, O Argentino, demonstra tanto nos diálogos quanto nas ações armadas os passos da revolução cubana. Há também um ponto que quebra a narrativa linear que é o retrato do momento de sua presença na 19.ª Assembléia Geral das Nações Unidas de 1964, sendo sabatinado por jornalistas e lideres. É bom ver no filme, Che demonstrando os seus dotes como médico, algo muito mais acentuado em “Diários” , por motivos óbvios. E outra coisa que me agradou foi a atuação da atriz colombiana Catalina Sandino Moreno que interpreta a segunda esposa de Che, a cubana Aleida March. Assim quando ela entrou em cena de tão bela, já sabia qual seria seu papel na vida de Che, eu até então não sabendo desse fato pessoal na vida de Che. O filme é muito bem acabado na sua fotografia e as cenas “de ação”, funcionam muito bem. Se você questiona se Che é no fim das contas um usurpador, a última cena seria um tanto uma resposta para tanto. Nas palavras do próprio, não há uma revolução escondida, não há um revolucionário que não seja guiado por um sentimento de amor. E Steven Soderbergh demonstra muito amor ao cinema com esse filme. Estou ansioso em ver a segunda parte.

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Frank aprenda com o Snyder

the-spirit-voceCertas coisas, um tanto injustas, que disseram sobre Watchmen se casam perfeitamente com The Spirit. The Spirit não é um filme. Não veja The Spirit se não quiser se aborrecer. No meu caso, não foi aborrecimento, foi decepção mesmo. Não há no filme as malandragens de Frank Miller, como seu conhecimento profundo sobre armamentos e táticas militares. Eu gostaria de ver mais Frank Miller no filme, e as únicas coisas que me remeteram foi as mulheres estonteantes, um belo time aliais: Paz Vega, Scarlett Johanson e a boa em tudo Eva Mendes. Mas, não basta, mulheres e violência para uma boa estória de Frank Miller, falta o mojo, o fator surpresa que não tem. O Frank Miller consegue desconstruir personagens muito bem, mas o seu roteiro… Caraca, não salva o filme de jeito nenhum. A narrativa é boa, é célere e não entediante, mas…puff!!! É tão destituída de mistério. É ridículo quando o Spirit, fica com aquele discurso, “My city screams. My city…”. Sabe, whatever, a cidade dele são as paredes dos prédios e não as pessoas. Não há de ter apego a uma cidade assim. A cidade é vazia, cara, uns dois figurantes além dos policiais e mais nada. O Frank Miller poderia ter feito uma homenagem ao Copland do Stalone, a cidade dos policiais. Mas, não. Ele diz, “Sou o Spirit”, e daí? Sabe o mal que eu vi. Se o cara, era palerma, como lutador, então no mínino deveria ganhar pela inteligência. E ele não é, pelomenos no filme, esse prodígio todo. Só quando usa da sedução para se dar bem, já que a cidade é desabitada, então o cara sendo o único homem era com ele mesmo. Samuel L. Jackson, no mínimo deve ter se divertido fazendo esse filme. É o alívio cômico mais veemente do filme, já que os carecas de camisa branca com aquele sorriso idiota no rosto, quase me fizeram sair da sala de exibição. Um negão com uniforme nazista não é para qualquer filme. Repare que sempre há uma referencia explicita ou escondida ao nazismo nas obras de Frank. Por que será? Mas, novamente digo, as mulheres são o grande beneficio desse filme. Gostei da Scarlett fazendo papel de má, combina sabe. Eu estou dizendo isso, pois vi poucos filmes com ela, vi Encontros e Desencontros e… Só. A técnica copiada de Sin City, está lá a toa. Não tem o mesmo impacto de forma alguma, até por a trama ser muito aquém. Repetindo as injustas palavras de quem viu e não gostou de Watchmen, repito em relação ao The Spirit: Leia o quadrinho e esqueça o filme.

p.s.1 Deveriam ter chamado o Warren Beatty não para atuar mais para dirigir o filme The Spirit, pois ele repetiria como fez em relação a Dick Tracy uma melhor caracterização do personagem, com todas as suas cores e climão de época.

p.s.2 Acho que o Spirit deveria ser interpretado por Mel Gibson. Quem viu O troco, entende porque.

p.s.3 O The Flash mora na mesma cidade que o The Spirit, Central City. Acho que seria um crossover maneiro se o Flash desse uma ajudinha no final ao Spirit, mas assim sem aparecer o personagem só aquele vummm!! Sabe qual é?

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The Spirit 9 Comentários
Diário do Rorschach…

watchmen-voceO filme de Zack Snyder, é um exemplo de como se deve dar trato a uma adaptação ou transposição de hqs para o cinema. Tudo é fabuloso, desde a fotografia à escolha das trilhas sonoras que vão de Bob Dylan a Jimi Hendrix, e sem falar do elenco escolhido a dedo. Não sei o nome dessa técnica do início do filme que as pessoas ficam em pose para foto e ao mesmo tempo há movimento, como a que o Comediante (Jeffrey Dean Morgan), está sorrindo para as fotos segurando o pescoço de um gatuno, e a arma do bandido ainda dispara, assim como várias. Há uma bela imagem de uma manifestante, colocando uma rosa no cano de um fuzil, que dispara o que nos leva a melancolicamente a pensar naqueles que desarmados encaram fuzis pelo que acreditam. Watchmen que pode ser entendido tanto como os vigilantes ou Homens Relógio, faz muito sentido quando é entoada a música de Dylan com os versos “Times they are changing”, casa tanto com o apelido da trupe, dado por manifestantes que tem desagrado contra eles, quanto a passagem de tempo que retrata o fim do grupo de super-heróis veteranos, Os Minutemen, com o surgimento do Watchmen e a instauração da Lei Keene, proibindo as ações dos grupos fantasiados. Aliais a trama perde muito em não incluir as imagens exibidas na campanha viral do filme, principalmente a propaganda governamental realtiva a Lei Keene, uma pena mesmo, algo que deve ser corrigido nas versões em blue-rai. Os efeitos especiais, estão entre aqueles que a última geração presenciou de melhor. Se disputar a estatueta, na categoria de Efeitos Especiais, espero que não a perca para um Benjamin Button da vida. As cenas de violência são sem dó, como seriam numa hq, seguindo o mesmo exemplo de Sin City e 300, em que elas são potencializadas, assim cenas de nudez e sexo. Sim pais, é um filme para maiores de 18 anos. Agora falando do que me desagrada na trama, são as pausas, para explicar as origens, dos personagens. Saber por exemplo, a origem do Dr. Manhattan (Billy Grudup), só foi um bela balde de água fria, e até quando ele volta ao filme dá aquele desanimo, eu pensei: “Lá vem esse mala, denovo”. Tanto na HQ, quanto pelo próprio Alan Moore e fãs da graphic novel, O Dr. Manhattan é considerado o Superman da “vida real”, razão pela qual o EUA, nessa realidade venceu a Guerra do Vietnã. Aliais um ponto muito forte na trama escrita por Alan Moore, de não adaptar as Hqs ao mundo real, onde os fatos políticos históricos seriam exatamente os mesmos, mas demonstrar como o mundo real seria se os super-heróis fossem reais. Tanto que nessa realidade, Nixon se reelegue, afinal, ganhou a guerra do vietnã. No entanto, devo dizer que quanto ao Dr. Manhattan ser uma versão do Superman na vida real devo veementemente discordar. Pois a despeito de todo o seu poder, o Superman, tem como caracteristica mais marcante o sentimento de altruísmo elevado, e carrega a frustação de que quem ele ama e protege não seja tão indestrutível quanto ele, a começar por seu pai adotivo, que morreu de infarto, mesmo todo o seu poder era inútil para evitar isso, e acaba que devotando a sua vida para proteger o planeta que o adotou de constantes ameaças. Já o Dr. Manhatthan, se tivesse nascido Alemão, o Hitler teria ganho a guerra, pois ele é o Superman imaginado por este, o ser perfeito destituido de sentimentos menores. Alias diferente do Superman, tão preocupado com o próximo, o Dr. Manhattan, com seus infinitos poderes sob a matéria, tendo até com a capacidade de viajar para Marte, acredita que aquele planeta sem nenhum habitante, está em mais harmonia com a vida do que o planeta Terra lotado de habitantes. Não duvido que o personagem renda uma boa leitura, mas transposto para a tela de cinema, este pode dar as mãos ao Surfista Prateado como um dos personagens mais chatos de hqs. Ele podia levar com ele o Surfista Prateado, o Magneto do desenho X-Men Evolution e o Sylar de Heroes para o Planeta Marte e fica lá, e nunca mais voltar. Uma mala sem alça, e sem cueca. A única pessoa a qual ele nutre sentimento de amor é Laurie (Malin Åkerman), filha de Sally Jupiter (Carla Gugino), e herdou o nome de super-heroína da mãe, Espectral, seguindo o exemplo da mãe, mais para não decepciona-lá, assim como faria uma filha de uma modelo. Namorada do Dr.Manhathan (Billy Crudup), ela sofre por namorar com alguem que aparentemente está por causa dos seus fabulosos poderes acima do bem e do mal, se sentido no fim das contas só, mesmo que seu namorado tenha o poder de criar quantas réplicas quiser de si mesmo, podendo estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. Por causa, de sua investida no mundo dos super-herois, acabou se isolando de pessoas comuns, acaba que por só ter amizade com Daniel Dreiberg (Patrick Wilson), apaixonado por ela. Ela está no grande escalão das musas dos quadrinhos, e com certeza vai virar a fantasia fácil para as mulheres nas próximas festas. O único personagem cuja a origem visivelmente pareceu interessante como um diferencial ao desenvolvimento da trama ao ser transposta para o cinema, foi a do Rorschach(Jackie Earle Haley). Vítima de traumas de infância e de um pior ainda trabalhando como vigilante, é um um homem que esconde completamente seu rosto atrás de uma máscara branca com um desenho rorschach, que são aqueles borrões que os psicologos mostram para os paciente para perguntar o que eles estão vendo. Aliais no filme inexplicavelmente, esse desenho muda a toda hora sua forma, causando até um efeito interessante, mas sem que, nem porque, afinal o personagem, não possui habilidades sobrenaturais. Detetive eficiente mandou vários para a prisão, e em certo ponto da trama é preso tendo que rever seu algozes, aliais uma das cenas mais memoráveis do filme quando os policiais retiram sua máscara ele pede para devolverem seu rosto, e quando revelado, o ator Jackie Earle Haley não deixa a peteca cair, realizando um trabalho impecável. É quase um Clint Eastwood, com sua voz embargada, e amargura e senso de justiça elevado. É comparável ao Marv de Sin City, interpretado por Mickey Rourke, no que tange a passagem de um personagem de Hq para a telona, o tornado mais vivo, crível, e marcante o possível, sem mudar uma linha do texto original. Pena que originalmente ele não seja o protagonista da trama, e até esperava que fosse mais bem explorados seus dotes como detetive, mas sem dúvida é figura que fica de positiva na sua cabeça quando você sai da sala de projeção. No entanto é mais fácil se identificar com o Coruja (Stephen McHattie), um herói a moda antiga, cabeça fria, boa pessoa, entre os Watchmen o detentor de maior bom senso, e possuindo ótimos aparatos tecnológicos, que seriam seus óculos, com visão noturna elevada, capazes de identificar qualquer pessoa, e sua nave, que lembra um mini submarino, seria quase que uma versão moderna do Batman de Adam West. Apaixonado por Laurie (Malin Åkerman), (mas também quem não o é?), no filme cai como o personagem que aparentemente parece ter mais facilidade em lidar com o dia a dia de uma pessoa normal, mas na verdade, essa atitude é uma máscara, para esconder a saudade dos áureos tempos de super-herói, o que lhe causa uma grande frustração, o que chega a lhe dar impotência sexual. Quando resolve voltar a atuar como vigilante, muito é verdade inspirado pela presença de sua amada, Laurie, volta a ter alegria de viver. Dos personagens da trama, é o único que pode carregar tranquilamente a alcunha de super-herói. E quem é o homem que é jogado pela janela no trailer? O comediante (Jeffrey Dean Morgan), alterego de Edward Blake, o começou sua carreira como um vigilante, membro dos Minutemen, nesse universo proposto por Alan Moore, o únicos super-heróis existentes, depois tendo em vista a guerra do vietnã foi inserido em um grupo paramilitar. Machão inveterado, tinha um relacionamento complicado com Sally Espectral (Carla Gugino), a qual uma vez espancou e tentou violentar, impedido por outro membro do grupo de vigilantes a qual pertencia. Desumano ao estremo, é um sádico mata com um sorriso no rosto. Ele crê que a violencia exarcebada e a vitória no vietnã,o retrato mais fiel do Sonho Americano. Seria o Comediante asssassino de JFK? O Comediante não é um anti-herói, ele é um vilão que trabalha do ?lado certo?. ?Mamãe me perdoe?, ele diz duas vezes, como uma forma de clamar perdão por suas atitudes crueis. É assassinado no início da trama em seu aposentos jogado por sua janela por um homem misterioso. Assim como aconteceu com Hugh Jackman em relação ao Wolverine, Jeffrey Dean Morgan nasceu para ser o Comediante. Por fim, temos Ozymandias (Matthew Goode), alterego de Adrian Veidt, que tornou sua identidade secreta pública, e com isso conseguiu faturar muito dinheiro. Seu codinome vem de um poema de Percy Bysshe Shelley, que descreve a estátua do Rei Ozymandias esquecida no deserto. É o homem mais inteligente do mundo, tem como ídolo Alexandre O Grande, e adaptou os pensamentos do mesmo ao mundo empresarial moderno. Sua capacidade mental é tamanha que chega a influenciar no seu aspecto físico, o tornando um exímio lutador, sendo capaz até de pegar uma bala apenas calculando a sua tragetória. Ele é a compensação por Watchmen não possuir super vilões, sendo o ponto controverso. No universo hq regular, este poderia ficar horas conversando com Lex Luthor, lhe dando ideias bem melhores para o seu planos. Se o Batman de Nolan, continua sendo a melhor adaptação de hqs exibidas no cinema, talvez seja pelo fato que a verdade não é suficiente, as pessoas precisam de algo mais, e também seja algo mais confortável que crer que só um grande mal pode unir a todos. O mundo ainda não está preparado para Watchmen, assim como Rorschach, para as ideias de Ozymandias.

Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/

WATCHMEN 6 Comentários
Pai cego + mãe surda + filho mudo = família desestruturada

O ?plus? do filme reside na fantástica direção de Nuri Bilge Ceylan (justamente premiada com a Palma de Ouro de Melhor Direção, injustamente esnobada pelo Oscar que optou por concorrentes bem mais fracos). O diretor turco mostra tanto talento por trás das câmeras que, sinceramente, nem sei por onde começar a descrever o seu trabalho. Ou melhor, sei sim, que tal, obviamente, começarmos pelo começo? Uma das cenas que abrem este ?Três Macacos? já nos presenteia com uma amostra do trabalho que o diretor viria a fazer mais para frente, durante o desenrolar do longa. Refiro-me à sequência da rodovia que abre o filme e quando Ceylan posiciona e fixa a sua câmera em um determinado ponto. Vemos então um carro emanar um forte lampejo vindo de seus faróis dianteiros e que se destaca da escuridão predominante na cena. Conforme o veículo avança o seu caminho, o brilho vai reduzindo consideravelmente até tornar-se um insignificante ponto de luz extremamente distante e desaparecer por inteiro. Essa sequência, em si, já resume o caminho o qual Ceylan irá adotar durante os minutos remanescentes do filme.

Realizando um complexo estudo sobre os terríveis problemas que a falta de comunicação pode trazer aos cotidianos familiares, ?Três Macacos? peca (se é que posso dizer desta forma) somente na utilização de alguns pequenos estereótipos (pai alcoólatra, mãe infiel, filho ?perdido?) e ao conferir melodrama demais a algumas cenas contidas em sua segunda metade (e é uma pena que o protagonista Eyüp rompa o silêncio algumas vezes, sendo que o mesmo revelava-se muito mais perturbador do que as suas discussões, em alto e bom som, com Hacer e o filho Ismail). Nada que faça com que o longa deixe de ser um primor da sétima Arte, principalmente no que diz respeito à direção de Nuri Bilge Ceylan, que confere ao drama a sensibilidade mais do que adequada para que ele funcione corretamente, além de empregar técnicas semelhantes às adotadas por grandes cineastas como Orson Welles, Jean Renoir, Ingmar Bergman e William Wyler a fim de aumentar o impacto visual e metafísico de sua obra. E se a Globalização levou males aos países orientais a ponto de criar famílias neuróticas como as que vemos aqui, ao menos ela teve um ponto positivo no que diz respeito à Arte: permitiu com que cineastas europeus e estadunidenses criassem influências diretas sobre inúmeros profissionais asiáticos, possibilitando com que os mesmos se responsabilizem por grande parte dos melhores filmes cult de Arte lançados contemporaneamente.

Publicado por: Daniel Esteves de Barros -- http://cine-phylum.blogspot.com

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KYM

o-casamento-de-rachel-voceÉ muito fácil comparar a Kym (Anne Hathaway) com a Gwen (Sandra Bullock) de 28 dias. A estória de ambas envolve vício como também o casamento de uma irmã. A diferença começa, talvez pelo fato de que Gwen (Sandra Bullock), busca a recuperação após o casamento da irmã, e a Kym (Anne Hathaway), já “se recuperou” antes da cerimônia. Na verdade Kym (Anne Hathaway), ainda não recebeu alta, mas em virtude ao casamento de sua irmã Rachel, foi dar uma passada em casa. Um dos maiores clichês que envolvem esse tipo de estória é que a irmã, no caso, a Rachel (Rosemarie DeWitt), é perfeita, como são todas as irmãs nessas estórias em que existe uma irmã desajustada. A única fraqueza aparente que ela apresenta é o fato de ter ciúme do fato de toda a atenção de sua família ter sido voltada para a sua irmã desajustada, o que não combina com uma mulher que resolveu se casar com um músico, está prestes a ter um “casamento hindu” e vai morar no Hawaii. Por outro lado, o pai (Bill Irwin) e a mãe (Debra Winger), apresentam características mais interessantes. O pai (Bill Irwin) é super protetor com a Kym (Anne Hathaway), independente de todo o seu terrível histórico, e parece ter sempre serenidade em manter o controle da situação. Já a mãe (Debra Winger), consciente dos problemas familiares, parece querer realmente manter a sua distância segura de tudo que ocorre na família, não se incomodando inclusive de a nova mulher de seu ex-marido (Anna Deavere Smith), cuidar melhor dos preparativos da festa de casamento de sua filha. Assim como no caso da Rachel (Rosemarie De Witt) não há muito espaço também para Sidney (Tunde Adebimpe, vocalista do Tv on the radio), mostrar a que veio, é o noivo e só. Destaque apenas fica por conta de sua capela, cantando uma música do Neil Young, na hora da cerimônia de casamento. Já o Kieran (Mather Ziquel), interesse romântico de Kym, demonstra características mais interessantes no papel do ex-viciado, que em certo ponto do filme serve como um porta voz da Kym (Anne Hathaway), de forma para justificar seu comportamento desajustado ao reencontrar a família. Referências interessantes no filme são as relativas a clássicas bandas de rock presentes no quarto da Kym (Anne Hathaway), com vários pôsteres de Sex Pistols, The Who, Misfits, e até o que ela fala ao sair da clínica dizendo que Rachel (Rosemarie DeWitt) e sua amiga Emma (Anisa George) são tão manipuladoras quanto o Hannibal, de certo o Lecter de Silêncio dos Inocentes filme também dirigido por Jonathan Demme. Eu gostei do filme no seu apecto handcam, que em outras obras me deixa de mal humor, e o drama familiar, no entanto faltou força no roteiro para sabermos porque a irmã saidinha (Rachel) se deu bem na vida, e a filhinha do papai (Kym), se ferrou. Perguntas sem respostas incomodam muito nesse filme. Uma delas é a que Kym (Anne Hathaway) faz a sua mãe, em certo ponto importante da película, cuja resposta não satisfaz. Se você gostar de filme de casamento pule para o 3.º ato quando alugar em DVD, principalmente a festa que é um excelente guia para quem pretende ter uma festa de arromba no casamento, mas se curtir dramas familiares, O casamento de Rachel é uma obra deveras interessante.

Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/

O casamento de Rachel Seja o 1º a comentar