Tarantino Inglório

Bastardos Inglórios A CRÍTICA“Tarantino, supernerd cinéfilo, apanha todas essas coisas que lhe são queridas, com as quais cresceu, e as transforma.”
Érico Borgo -- Omelete

“Bastardos Inglórios prova que Quentin Tarantino é senhor de seu ofício e que todos estamos subjugados a ele.”
Thiago Macêdo Correia – CinePlayers

“Humor negro, sangue, violência, história, trama, reviravoltas e o mais baixo do ser humano. Ninguém é capaz de fazer isso melhor do que ele… Ninguém!”
Mestre Zen – ZeroOitocentos

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“Eu acho que essa é minha obra prima”

bastardos inglóriosEsse foi o ano dos filmes da 2.ª Guerra Mundial, tivemos O Leitor de Stephen Daldry, Operação Valkiria de Bryan Singer e no Brasil, Tempos de Paz que fala do drama de um Polonês que sobreviveu aos horrores da Guerra. Levando em conta que O Leitor questiona o que você faria no lugar deles, Valkiria fala dos que lutaram contra o regime estabelecido, e Tempos de Paz dos pontos em comum entre as torturas de guerra e os porões da ditadura, consideramos que todos têm em comum, buscar na realidade uma base para poder discutir bem o assunto. Bastardos Inglórios, não tem essa pretensão, até disserta bem sobre certos fatos históricos, cinematográficos e faz divertidas referencias, mas deve ser encarado com a mesma seriedade de alguém que está assistindo a Kill Bill Vol.1 ou Vol.2. Ou seja, não pense que ira a sala de cinema assistir a uma obra edificante no que tange ao ponto de vista histórico e tudo mais. Não, apesar de ser ambientado na segunda guerra, é cinema para diversão, assim como qualquer outra obra que Tarantino tenha realizado até hoje. Mas, claro, ele realiza isso da maneira mais refinada possível, e na força dos idiomas e diálogos que prendem nossa atenção durante 153min. de duração. Sem dúvida nenhuma o grande destaque do filme fica por conta do oficial Landa (Christoph Waltz), com seus interrogatórios inteligentes e precisos, e todos os seus trejeitos e sua habilidade em falar várias línguas. Bate uma certa frustração em o cartaz destacar tanto os Bastardos, mas aquilo que o trailer vende, não chega a ser a gasolina do filme. Temos sim os escalpos e a violência pontual de Taranta, mas reside no terror psicológico, os pontos de maior violência do filme. A subtrama da francesa Emanuelle (Mélanie Laurent) dá um rumo muito mais interessante ao filme do que as pretensões dos Bastardos. Poderia ganhar todos os rolos, se não tivesse um se queimado, como os vários nas cenas do próprio filme, ao vermos a morte de certa figura histórica. Não precisava. Pulp Fiction ainda é A sua obra prima.

Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/

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O menino, o velho e o vento!

“UP -- Altas Aventuras” é magnífico! Os estúdios Disney Pixar provam, mais uma vez, do que são capazes. Quando vamos assistir a um filme de animação deste estúdio, é certo que a animação será uma magnífica experiência cinematográfica. As animações da Disney Pixar vão mais além do que apenas uma simples animação, para toda a família assistir juntos, elas prezam pelo emocional, e conseguem emocionar como um outro filme interpretado por pessoas humanas. Enfim, na minha lista dos melhores filmes de animação, “UP -- Altas Aventuras” ocupa o segundo lugar da minha lista, sendo rebaixado somente por “Wall -- E”, que para mim, é quase que insuperável. Como sempre, os filmes D/P (Disney/Pixar) se superam e melhoram cada vez mais em termos técnicos, como computadorização, som, mixagem de som e dublagem. Na verdade, não é só com os aspectos técnicos que as animações da D/P, vão se superando. Elas também usam os erros das outras animações para não errarem daquele mesmo jeito. Incrível! Os personagens de “UP -- Altas Aventuras” são muito bem desenvolvidos, e cada um consegue, do seu jeito, manifestar-nos emoções de algum tipo. Sejam elas, pena, tristeza, alegria, risos, agonia, entre outras muitas emoções… Tudo nesta animação se encaixa numa perfeita harmonia, formando assim, um ótimo exemplo do gênero animação. O filme conta a história de um senhor que, decide realizar o sonho de vida de sua mulher, quando a mesma morre. Este sonho era encontrar uma floresta secreta, povoada por animais diferentes, e lá, fixar sua casa. Quando chegam lá, encontram outros seres, e entram em perigo extremo. Vale muito a pena assistir a este filme. Ao final da sessão, quando as luzes se acenderam, este filme foi aplaudido, e com razão!

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

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Mea Culpa Burguesa

Salve Geral A BlogueiraDepois de dirigir o épico Guerra de Canudos (1997) e as biografias de ícones da história do país como Lamarca (1994), Mauá – O Imperador e o Rei (1999) e Zuzu Angel (2006) o cineasta carioca Sergio Resende opta por apresentar em seu novo filme, Salve Geral (2009), os bastidores de uma organização criminosa que em Maio de 2006 conseguiu paralisar a maior cidade do país levando-a ao caos e o medo. A organização em questão é o Primeiro Comando da Capital, ou PCC, que preconiza a Paz, Justiça e Liberdade pelos direitos dos presos que não são cumpridos pelo Estado, ao os expor em condições sub-humanas amontoados em instalações precárias enquanto as famílias dos condenados estão desamparadas. Para explicar a estrutura do PCC e as motivações envolvidas durante os ataques no Dia das Mães de 2006 a trama parte da personagem de Lúcia (Andrea Beltrão), uma professora de piano recém viúva que tem o filho Rafael (Lee Thalor) preso após a morte de jovem em um incidente durante um racha. Durante uma das visitas, a mãe conhece Ruiva (Denise Weinberg), advogada de um dos líderes da facção. Toda trama do filme se desenvolve pela visão desta mãe e do envolvimento dela com o PCC para garantir a sobrevivência do filho dentro dos muros da prisão. E com a entrada dela neste universo compreende-se como o Comando se estrutura, sua fonte de renda, regras, líderes e ideais, bem como o envolvimento com tráfico, negociação com policias, carcereiros, políticos entre outras figuras que permeiam a organização. Na gíria dos presos a expressão Salve Geral é a voz de comando para que se inicie uma rebelião no local, mas que naquele Maio de 2006 significou um envolvimento de todos do Comando para que se valesse ouvir seus direitos perante o poder público de uma forma violenta e caótica. O longa de Sérgio Resende merece elogios pela boa produção nas cenas de ação e por manter a todo instante a tensão do que acontecerá no momento seguinte, mesmo que já se saiba a resolução final do fato. Além disso, o filme possui o mérito de conduzir o espectador ao mergulho no quebra-cabeça dos jogos de poder e crime que é parte intrínseca de uma das camadas da sociedade brasileira, mesmo que boa parte dela não a queira enxergar ou tem uma visão errônea de toda a rotina de um preso e sua família.

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Salve-se Quem Puder

Salve Geral A Crítica“Ao final do filme, a sensação é de falta de objetivo. Mas mesmo com esse grave problema, a inversão de valores e uma incômoda conivência com o que não sabe explicar, o filme impressiona ao tentar mostrar como estamos inertes dentro da situação.”
Cecília Barroso – Cenas de Cinema

“Salve Geral é vítima daquela velha mania do cinema brasileiro de querer explicar um país inexplicável.”
Ricardo Calil – Olha Só

“A violência – e tudo que decorre dela – é apenas o pano de fundo para desenrolar o drama familiar e reflexões sobre limite, ética e moral.”
Cássia Ferreira – Pipoca Combo

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Realidade Imutável?

Rio 40 Graus 2Nelson Pereira dos Santos figura dentro da história do cinema nacional como um dos maiores cineastas de nosso país.  Dirigiu mais de 20 filmes, dentre eles Mandacaru Vermelho (1961), Vidas secas (1963), O Amuleto de Ogum (1974), Na Estrada da Vida (1980), Memórias do Cárcere (1984) e Brasília 18% (2006), sua mais recente obra. Foi agraciado com diversos prêmios nacionais e internacionais, fundou a graduação de Cinema da Universidade Federal do Rio de Janeiro e foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras no ano de 2006 com a honra de ser o primeiro cineasta a alcançar este feito.Nelson é oriundo de família italiana, nasceu no bairro do Brás e foi criado no Bixiga. Mesmo formado em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco, o cinema sempre lhe despertou paixão e interesse ao freqüentar diversos cineclubes da cidade. Acabou escolhendo o Rio de Janeiro como lar e foi lá que, após ser assistente de direção dos diretores cariocas Paulo Wanderley e Alex Viany, filmou o seu primeiro longa Rio 40 Graus (1955) considerado precursor do movimento do Cinema Novo no país. O embrião do Cinema Novo se iniciou quando alguns cineastas e intelectuais se inquietaram com o fato de que os filmes produzidos no Brasil não debatiam questões sociais importantes para o momento. Além disso, os incomodava que boa parte das produções nacionais estavam ligadas a tentativa de elaborar algo glamurizado e hollywoodiano, o que seria oposto a realidade do país. Com Rio 40 Graus, Nelson fez uma obra que respondia essa inquietação ao apresentar personagens de várias classes e interagindo em diversas situações que transmitiam uma amostra da realidade social daquele período. A parti daí as bases do Cinema Novo foram se alicerçando nas premissas de que o filme deveria ser feito com baixo orçamento, com idéias simples de roteiro, usando pouco recursos fílmicos, porém criativos, e com temática ligada ao subdesenvolvimento. Além destes aspectos que despontaram no movimento do Cinema Novo, Rio 40 Graus possui uma forte veia documental ao apresentar o recorte do cotidiano de vários tipos próprios do Rio de Janeiro em um domingo de sol escaldante. A trama parte de um grupo de crianças moradoras do morro do Cabuçu que seguem pelos principais pontos turísticos da cidade vendendo amendoins. Estão presentes como cenário o Jardim Botânico, a praia de Copacabana, o Aeroporto do Galeão, o estádio do Maracanã, o bondinho do Corcovado e o Cristo Redentor. À medida que cada uma das crianças dispersa por estes locais nos encontramos com outras personalidades que se esbarram pelo dia-a-dia carioca: bons-vivants, guardas, marinheiros, aeromoças, apostadores, torcedores, jogadores, cartolas, fotógrafos, repórteres, políticos, sambistas, gringos, turistas. O interessante é notar que apesar da obra ter mais de 50 anos e ser contextualizada por expressões, hábitos, costumes e figurinos usuais à época, a câmera consegue transmitir conflitos que estão presentes no nosso cotidiano até hoje, seja pela universalidade da situação, como a moça que fica grávida e precisa de uma figura paterna para cuidar do seu filho, ou pela incapacidade do tempo em transformar um erro em acerto, como na situação dos cartolas que dominam o passe de jogadores tratados como mera mercadoria futebolística. Ao final das contas assistir Rio 40 Graus transmite a sensação de que revisitamos o passado de nosso país deslumbrando erros que nossa sociedade ainda não conseguiu corrigir, ou que estamos caminhando muito devagar para conseguir transformar.

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Clássico de Origens

Rio-40-Graus-3“O monumental trabalho desenvolvido por Nelson Pereira dos Santos em Rio 40 Graus, visto como marco inicial de um movimento que revitalizou o cinema nacional, é estupendo e merece reconhecimento eterno.”
Conrado Heoli -- CinePlayers

“Rio, 40 Graus, de Nelson Pereira dos Santos, é o filme mais importante da história do país, influenciador maior do Cinema Novo e cuja estética realista de semi-documentário pode ser percebida nos principais filmes brasileiros desta década.”
Daniel Faria  -- Revista Wave

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Uma História de Amor e Sonhos

UP A BlogueiraO novo longa dos estúdios Disney/Pixar já carrega no seu subtítulo em português o tom de ação que a trama terá: UP – Altas Aventuras (2009). A promessa de que você verá em tela grande muitas cenas de perseguição, tensão, suspense e boa dose de adrenalina será devidamente cumprida. E tudo isto está lá, aliás muito bem concebido como todos os filmes da Pixar o são nos cuidados em cada detalhe do roteiro. Mas UP, acima de tudo, é uma história de amor, de sonhos frustrados e na busca incessante por realizá-los. No começo conhecemos dois pequenos sonhadores aventureiros que são uma menina ruiva e faladeira chamada Ellie e um menino gordo e introspectivo chamado Carl. Ellie compartilha com ele o segredo que um dia irá até a América do Sul para conhecer e viver ao lado das Cachoeiras do Paraíso. Em um corte temporal já vemos os dois personagens jovens e se casando e a partir daí temos a sequência mais bela e delicada que já vi em um filme, aquela em que para mim foi mais difícil segurar as lágrimas (você poderá vê-la no vídeo abaixo). Com apenas uma música incidental de fundo, vemos toda a história do casal se desenrolando, desde a compra da casa, a gravidez, o trabalho, o companheirismo e acima de tudo um resumo de quanto o dia-a-dia atribulado e vários pequenos incidentes fizessem com que o casal adiasse o sonho de conhecer as cachoeiras. Quando finalmente Carl compra duas singelas passagens para a Venezuela, sua companheira Ellie o deixa. Com isso é o velho e ranzinza Carl Fredricksen que domina a trama, com toda sua introspecção e solidão transformada em rabugice. Porém, por um acidente que pode o levar ao tão temível asilo, Carl decide embarcar na aventura de sua vida e quem o acompanha, mesmo sem querer, é o pequeno Russell, um garoto prestativo que se auto-denomina explorador da natureza mas que aparentemente nunca saiu do condomínio urbano em que vive. A partir daí temos toda a aventura que descrevi no início do post, com direito a um vilão com complexo de Moby Dick, Charles Muntz, que se tornou amargo e obcecado em capturar um espécime de ave na região da América do Sul que o velho e o garoto vão parar. Novamente enfatizo que qualidades técnicas não faltam nas animações da Pixar, mas o que mais as engrandecem são os roteiros sensíveis que tocam o público no sentimento certo, seja através de um peixe perdido em Procurando Nemo (2003), um rato que quer se tornar chefe de cozinha em Ratatouille (2007) ou a determinação de um pequeno e frágil robô em Wall-E (2008). Todas estas  histórias possuem um personagem em busca de um sonho, de uma transformação na vida. A diferença é que em UP isso toca ainda mais fundo pelo protagonista ser um humano como nós, com todas as frustrações e amarguras que carregamos. E como eu disse no começo, UP é uma história de amor e é de derramar lágrimas vermos Carl seguir sua jornada sem nunca abandonar o amor de Ellie, sempre conversando com ela através da casa, das fotos, dos objetos. A resolução, vocês já devem imaginar, mas o que vêm depois dela que é mais emotivo e sensível para os personagens e nós, espectadores. Quero finalizar dizendo que escrevo esse post 3 semanas após o lançamento do filme no país, então é provável que alguns de vocês já o tenham visto. Para estes, peço que deixem nos comentários o quanto o filme os tocou e porque. E para os que ainda não o viram espero ter convencido e sensibilizado para que não percam a oportunidade de ver essa jornada de aventura e transformação.

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Maturidade

UP A Crítica“UP é mais melancólico e muito mais maduro, capaz de agradar tanto às crianças que desejam rir de personagens mais engraçados, quanto aos adultos que já viveram boa parte de sua vida e compartilham de alguma parcela da melancolia que ronda Carl, sua casa e suas lembranças.”
Érika Zemuner – Pipoca Combo

“Palavras jamais fariam justiça à vida de Carl Fredricksen. Essa honra cabe apenas à Pixar.”
Érico Borgo -- Omelete

“Up é apenas uma animação com muito lirismo.”
Lola Aronovich – Escreva Lola Escreva

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Loucuras, loucuras e mais loucuras!

Como um filme com praticamente premissa nenhuma, consegue ser tão bom, e nos surpreender? Pelo seu hilário, ótimo, original e exótico roteiro. O mesmo é o fator mais importante do filme. Na verdade, é o que dá mais crédito ao filme. Ele é simplesmente hilário e fantástico, com cenas absurdas, mas divertidas. Com cenas tão improváveis, mas tão improváveis, que isto é que nos faz rir. Quando pensamos que a situação não tem como piorar, o roteiro nos espera com uma surpresa a mais. Incrível! Fabuloso! Uma das melhores (se não a melhor) comédia do ano! Uma grande surpresa! O trio principal do filme se encaixa muito bem, numa sincronizada harmonia, onde a falha ou a falta de um ator ou personagem é coberta pelo outro. Ou seja, um ator completa o outro, e isto é muito bom! A parte técnica do filme é simples, mas consegue exercer muito bem o seu papel no filme. Somente há um erro em “Se Beber, Não Case”: as músicas. Não que sejam chatas, pelo contrário, as músicas que tocam no filme são músicas muito boas, mas o problema é que elas não foram bem empregadas. No começo, somos entupidos de músicas, de diferentes gêneros, diferentes cantores e ritmos, o que prejudicou um pouco o filme. Mas não a ponto de o deixá-lo mais inferior. Recomendo muito este filme. Se você estiver cansado, deprimido, triste, assista Se Beber Não Case, você se sentirá muito, muito melhor! Vale a pena!

Publicado por: Selton Dutra Zen

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