Posso estar contrariando a opinião de muitas pessoas, mas, para mim, “Guerra ao Terror” não é o melhor filme de guerra que já vi. “Apocalypse Now” e “Nascido Para Matar”, são muito melhores. Mas “Guerra ao Terror” não é um filme ruim, não. Pelo contrário, é um filme magnífico, que fica na minha lista dos melhores filmes de guerra. Oscar de melhor filme? Não, acho que não merece. O prêmio ainda fica com “Avatar”. Oscar de melhor diretor(a)? Sim, Kathrym Bigelow merece esta categoria. Se ela ganhar, vai ser a primeira diretora a ganhar um Oscar. Bem, vamos aguardar para ver. “Guerra ao Terror” é, junto de “Avatar”, o campeão de nomeações este ano, possuindo 9 indicações. Teria fortes chances de ganhar em fotografia, trilha sonora e edição, mas tem como concorrente o filme de Cameron, que com certeza irá ganhar. Uma curiosidade: Bigelow é a ex mulher de Cameron. Ambos lideram as indicações. Agora vou falar um pouco do filme em si. “Guerra ao Terror” é um retrato sufocante da guerra do Iraque. A sensação que acompanha o filme, bem como os personagens, é de pressão, cansaço, precariedade, angústia e ansiedade. Claro, que, para se conseguir chagar ao nível carregado do filme, precisa-se ter uma sincronia perfeita entre os responsáveis pela produção. E isso acontece, e vemos claramente, quando os minutos de projeção vão passando. Incrível. Uma ótima fotografia, sufocante, um som invejável, que causa sensação de apreensão, e uma direção impecável, de Kathrym Bigelow, fazem esta obra cinematográfica funcionar e ser tão boa. O estilo adotado pela diretora, faz o filme parecer um documentário, com sua forma observativa. As vezes o filme se perde um pouco no excesso de zoons no rosto dos personagens, mas isto é um pequeno detalhe, comparado a magnitude de toda a obra. Enfim, “Guerra ao Terror” fica entre os melhores 5 filmes de guerra que assisti, junto de “Apocalypse Now”, “Nascido para Matar”, “Pearl Harbor” e “O Resgate do Soldado Ryan” (entraria também “A Lista de Schindler”, mas não considero um filme de guerra). O filme acompanha os últimos dias de um batalhão anti-bomba, em plena guerra do Iraque. Muito bom!
Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com
“O pente de balas já vem sujo de sangue mesmo antes de disparar.”
Marcelo Hessel – Omelete
“O melhor filme sobre a guerra do Iraque.”
Emílio Franco Júnior -- CinePlayers
“O horror da guerra, sua loucura e capacidade de viciar.”
Gente que começou a acompanhar cinema, entre as décadas de 80 e 90, que curtem uma boa ficção ciêntifica, e além de tudo, gosta de indagar teorias nos filmes do estilo. Irão apreciar muito o diretor e a obra, citada aqui.
Falarei hoje sobre o filme Contato, de um cara que é pra mim, um dos maiores cineastas do gênero, ainda vivo e fazendo seus trabalhos.
O nome do sujeito é Robert Zemeckis, responsável por filmes como a trilogia De Volta Para o Futuro, o fantástico Forrest Gump -- O Contador de Histórias, a aventura psicológica Naufrago e do intrigante Contato.
Queria hoje dar ênfase, justamente a esse filme ?Contato?. Que é pra muitos, a possível visão mais próxima de que existem raças diferentes além dos seres terráqueos.
Robert Zemeckis já muito conhecido por ter realizado sua trilogia mágica de De Volta Para o Futuro e o clássico Tudo Por Uma Esmeralda. Faz em 1994 o maior filme da sua carreira. Vencedor de vários Oscars, aclamado por críticos e cinéfilos, Forrest Gump -- O Contador de História firma o diretor de vez na história da sétima arte. Ou seja, com esse mérito, ele já tem total liberdade pra criar trabalhos ambiciosos e levar a frente com toda coragem.
Foi assim que ele abraçou o então projeto de George Miller. Tido como uma das grandes revoluções da época em termos de ciência e fé nos cinemas.
Em meados de 1997, é lançadoContato. Que contava com atriz Jodie Foster para ser a frontman da película. Ao lado também de Matthew McConaughey e David Morse, que foram importantíssimos para que a personagem de Foster tivesse o ovacionamento devido. O filme conta a história de uma garota que logo após seu nascimento, foi órfã de mãe, e ao completar nove anos de idade, ver seu pai ter um enfarto e morrer nos seus braços. Já abalada pela morte da mãe, a menina busca nas estrelas, respostas para sua vida. Tendo consigo um aparelho transmissor de radio freqüência com contato a médio alcance, dado pelo pai, tenta sempre fazer comunicação com o desconhecido e achar ali a linha da sua mãe.
Com a morte do pai, ela cresce sozinha e totalmente descrentes nas possiveis religiões ao seu redor. Tornasse uma grande cientista (Ellie) que tenta a qualquer modo, fazer uma das maiores descobertas do século. Falar com alguma civilização alienígena, que abita outro planeta fora da nossa orbita.
Sempre com muito esforço e dedicação, ela recebe ajuda de custo do governo dos Estados Unidos. Mas devido há muitos anos sem evolução, o projeto da doutora é cancelado e ela sai louca em busca de outro patrocínio para sua pesquisa. Encontra, mas de uma empresa que esconde vários segredos dos seus funcionários, dentre eles, nunca saber quem é o verdadeiro dono.
Depois de quase sete anos de muitas tentativas, as coisas já estão denovo para se acabar e voltar à estaca zero. Mas eis que em uma tarde, Ellie em cima do seu carro, ao lado do seu transmissor, e das antenas de alcance, ver algo muito estranho, uma comunicação jamais capitada. Uma espécie de ordem prima de números, feitas por batidas que ao nosso modo seriam estáticas sonoras. Depois de muitos estudos e varias tentativas de percepção, algo é encontrado e descodificado. Eles recebem de um planeta distante, uma mensagem da propaganda nazista, com Hitler discursando, que havia chegado lá há muitos anos atrás e só agora nos conseguiríamos capitar. Mas pra surpresa de muitos, dentro dessa transmissão existia também um tipo de esquema decodificado, mostrando como se faz um tipo de portal ou campo de força com uma tecnologia muito além da nossa.
O governo americano se ver na obrigação de construir a coisa, em pró do desenvolvimento da ciência. Selecionam um possível candidato para fazer uso da mesma e testam o que seria a possível mensagem dos ETs. Ellie se dá como voluntaria e entra no portal, pra enfim poder provar através de algo, que existe sim, vida inteligente além da terra.
O que ela vive pessoalmente ao entrar é algo surreal e inédito ainda no mundo dos cinemas. Entrando por diversos túneis espaciais, ela passa o que foram 18 horas na sua cabeça de conhecimentos e visões que nunca um ser humano pensou ver. Parando enfim em um planeta e sendo recebida pelo ser habitante com a forma do seu pai, em um local lindo, uma praia belíssima, com o clima magnífico. Lá são levantadas muitas questões filosóficas, se você parar pra ver o que esse filme nos faz duvidar e ate mesmo acreditar, perderíamos completamente a fé em certas coisas. A criatura dizendo por fim que ela foi o ser humano escolhido pra ter essas visões e que só na memória dela, bastaria para a terra.
Ao voltar desse mundo, ela é acordada dizendo que o projeto falhou e que a nave onde ela estava, quando entrou no portal, não durou mais que cinco segundos ao cair na água. Os aparelhos acoplados no seu corpo filmaram apenas estéticas de radio. Mais uma vez ela não tem como provar cientificamente que o que viu, era uma das coisas mais fantásticas de todos os tempos.
E aqui os roteiristas de Contato, levantam o que é pra mim, a questão mais importante desse filme? Você acreditaria em uma pessoa que se diz totalmente ateia conseguir ir pra outro planeta, conversar com seres do mesmo e lá eles mostrarem a visão deles sobre os humanos e as nossas riquezas? Mesmo que ela não tivesse a suas mãos, uma prova concreta desse acontecimento.
Ou preferiria continuar com sua religião e política, acreditando que os cientistas só fazem a cada ano, acabar com a fé das pessoas e não conseguem mudar nossos pensamentos de que o mundo foi criado por um ser superior e que haja o que houver essa crença nunca será abalada.
São realmente muito questionáveis as referências que esse filme nos mostra. Temos nele classes muito perigosas de se falar: Política, religião, fé, ceticismo, amor e mentiras. Foram poucos os que ousaram no cinema, colocarem a prova esse tipo de coisa, para as pessoas refletirem e se indagarem.
Em termos técnicos o filme por ser de 1997, não teve um orçamento tão alto assim. Efeitos típicos da época, a maioria deles feito no computador, e que hoje se prestarmos atenção nisso, vemos já, certo envelhecimento de algumas cenas. Nada a falar do roteiro, sim de aspectos técnicos com efeitos visuais.
Uma grande direção, um fantástico roteiro e um apanhado de referências, tornam ?Contato? pra mim, um dos maiores filmes de ficção científica, já realizado. Robert Zemeckis mais uma vez tem meus parabéns.
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Publicado por: Wilker (Willtage) Medeiros -- willtage@gmail.com
Tratando-se de Oscar, Morgan Freeman é um pé de coelho pra quem deseja que sua obra seja agraciada com o prêmio de melhor filme. Ao todo foram 3 longas em que Freeman atuou que receberam a honraria máxima da Academia: Menina de Ouro (2004), Os Imperdoáveis (1992) e Conduzindo Miss Daisy (1989). Este último, um drama doce e sensível, que também recebeu os Oscars de Roteiro Adaptado e Melhor Atriz para Jessica Tandy, estrela do clássico Tomates Verdes Fritos (1991) falecida em 1994. Ambientado nas décadas de 50, 60 e 70 o filme mostra a evolução do relacionamento da viúva Daisy com seu chofer Hoke, ao mesmo tempo que apresenta as mudanças de paradigmas (ou não) nos preconceitos da nação norte-americana. Ela judia. Ele negro. E ambos grandes amigos, apesar dos gracejos dele e da teimosia dela. À primeira vista a trama e a premissa do argumento principal podem parecer leves, mas cenas de uma sutileza impecável revelam a profundidade da obra, como a cena em que os policias “caipiras” do Alabama, bem desconfiados, os param na estrada especulando a viagem de ambos, ou quando o motorista precisa urinar na beira da estrada, pois os banheiros de postos de gasolina são apenas para brancos. Destaque também para a maquiagem, que faturou mais um Oscar para a produção. A equipe responsável soube envelhecer em 3 décadas até o co-adjuvante Dan Aykroyd, do filme “Sessão da Tarde” Os Caça-Fantasmas (1984), que interpreta o filho de Miss Daisy. Ao final, a sensação é que cada minuto nos leva a despir uma singela margarida tirando-lhe pétala por pétala num bem-me-quer / mal-me-quer gracioso.
Filmes latino-americanos estão em minha lista de favoritos, principalmente os da cineasta argentina Lucrecia Martel, autora do clássico O Pântano (2001). E no último final de semana mais uma diretora sul-americana entrou para minha lista de favoritas: Claudia Llosa de A Teta Assustada (2009), ganhador do último Urso de Ouro em Berlin, prêmio que já agraciou os brasileiros Tropa de Elite (2007) e Central do Brasil (1998). Pela primeira vez apreciei um filme peruano, o que foi uma surpresa muito agradável! Claudia conseguiu transmitir as idiossincrasias da cultura andina, especialmente em sua essência feminina. A personagem de Fausta (Magaly Solier) possui os traços quéchuas e o peso de uma tradição supersticiosa. Para evitar engravidar por estupro, ela insere uma batata em sua vagina e passa boa parte do filme cortando os galhos que insistem em sair do tubérculo para fora de seu corpo. É chocante, porém real e verossímil. O cenário desta trama é a periferia da capital peruana, Lima, que têm a grande aparência de uma pedreira abandonada socialmente. O casamento é uma constante no longa, já que a família da protagonista trabalha oferecendo festas aos casais da favela. Já Fausta, parece a antítese desta tendência, foge dos homens apesar de carregar a batata protetora entre as pernas. Ao final, nos vemos conquistados por essa trama sensível e realista. A Teta Assustada está concorrendo ao Oscar 2010 de Melhor Filme Estrangeiro, apesar de provavelmente perder o prêmio para o alemão A Fita Branca (2009). Mesmo assim, não deixem de conferir este que figura entre os melhores filmes do último ano!
Como já dizia um velho ditado de república: “Se está no inferno, abraço o capeta… e nunca o faça sozinho!” Ontem em uma sessão de Ninja Assassino (2009) promovida pelo Omelete levei em minha companhia o @PikachuTwiteiro que trabalha comigo na agência de comunicação digital SeePix. Ele estava empolgado e eu curiosa, afinal a combinação dos irmãos Wachowskis e James McTeigue em V de Vingança (2005) foi muito bem sucedida, porque em um filme enfocando a cultura oriental a parceria daria errado? Pois é… Mas deu, e muito errado! O visual e fotografia do longa é impecável. As cenas de lutas são bem coreografadas e filmadas por belos ângulos. Destaque para a cena em que os jovens aprendizes lutam em meio a bolas de fogos penduradas no teto. Mas o roteiro ralo e as interpretações minguadas põem o filme em um patamar muito inferior. Na saga Kill Bill (2003-2004) de Quentin Tarantino, o sangue é exposto de forma propositalmente cômica. Em Ninja Assassino o excesso de tinta vermelha provocou uma sensação adversa a de espanto com tamanha violência do Clã Ninja que está sendo investigado por uma agência da Europol. Ketchup, HotDog e Muita Fome. Estas foram as 3 alusões finais após o final dos créditos. E me desculpe Rain, protagonista da película, mas é melhor você continuar sua carreira de cantor galã do que tentar algo que você não é: ator!
“É uma pena que o roteiro insista em não fazer o menor sentido.”
“Cansam o número excessivo de flashbacks e a incapacidade do elenco de atuar.”
Marcelo Forlani - Omelete
Federico Fellini foi um dos cineastas europeus mais influentes e imaginativos da sétima arte. Seus filmes sempre transmitem a sensação alucinógena de um sonho. O desejo sexual, o poder maternal e a fragilidade masculina são pontos comuns em sua obra. No auge da maturidade o diretor criou Fellini 8 ½ (1963) , um filme que apresentava Marcello Mastroianni, seu alter-ego recorrente, em um artista vivendo momentos de pânico e ausência criativa. Anos depois, Antonhy Minghella, diretor já falecido de O Paciente Inglês (1996), criou para os palcos da Broadway o musical Nine, espetáculo inspirado nas metáforas fellinianas, culminando em uma espécie de continuação de 8 ½. E no último ano, Rob Marshall, responsável pelo sucesso oscarizado de Chicago (2002), trouxe à tela grande o glamuroso Nine (2009) com elenco estelar: Katie Holmes, Nicole Kidman, Judi Dench, Penélope Cruz, Marilon Coutilard e Sophia Loren, todas grandes atrizes ainda vivas. A frente destas poderosas mulheres está Daniel Day-Lewis, sempre acima da média, interpretando Guido, o sonhador diretor que não consegue se quer roteirizar seu novo filme. Tratando-se de Marshall, já era de se esperar números musicais grandiosos, mas a Itália soube se revelar o maior encanto do filme, com cenas de fotografia espetacular em Roma e arredores. Além do charmoso país, Coutilard vencedora do Oscar por Piaf (2007) rouba a cena com os melhores e mais vicerais momentos musicados do filme. Pena que as premiações deste início de ano não estejam sendo favorável ao filme, vide o péssimo Se Beber Não Case (2009) ter derrotado o musical no Globo de Ouro. Esperamos então que o Oscar seja bem mais justo e compensatório.
“O prato que sai do forno acaba meio sem sal.”
Carina Toledo -- Omelete
“Falha vergonhosamente.”
Rodrigo Cunha – CinePlayers
Outro post antigo meu, quando esse filme foi lançado…
Muita gente acha que chorar em filmes, documentários, musicas, peças, em fim, chorar pelo áudio visual visto em terceira pessoa, é um sentimento fingido ou forçado. Sem saber que até para os ateus, não é preciso tocar para sentir, nem testemunhar para viver o que é passado.
E é exatamente o acontece comigo em demasiados filmes. Não só dos gêneros drama, romance, thriller ou coisa do tipo. Mas sim com todos os outros, de comédia a ação. Eu sinto diversas emoções, e uma delas é chorar.
Fiz essa pequena declaração para falar de um filme que assistir O Visitante. Como muitos sabem, a indústria de cinema é enorme em todo mundo, especialmente em Hollywood que é tido como o berço da sétima arte. E diversos filmes que são lançados por lá, muitas vezes ruins, mas alguns muito bons vêm aqui pro Brasil não tendo uma boa divulgação. Passando assim despercebido pelo público, e até pelos mais curiosos.
Foi isso que aconteceu com O Visitante. Um filmaço, que me surpreendeu em vários aspectos. Tanto no tema abordado (imigração), como no estilo de fazer um drama nesse gênero, sem deixar o filme falso ou até mesmo chato. Fui assisti-lo devido a indicação de Richard Jenkins ao Oscar 2009, como melhor ator. Eu o tinha visto recentemente, em um filme dos irmãos Coen, Queime Depois de Ler, onde ele fazia uma participação pequena, comparado ao seu grande talento. Contracenou ao lado de George Clooney e Brad Pitt nesse mesmo filme, e ficou como terceiro plano na trama. Mas mesmo assim é notável a atuação do mesmo.
Em O Visitante, Richard vive o papel de um professor viúvo, que mora em Connecticut/EUA, e esta para lançar seu 4° livro, como firmamento de influência a sociedade americana. A vida dele é aparentemente muito comum e tranqüila, mas percebe-se que ele não é feliz, ate pelo seu jeito meio rude e desatento, quando atua na sua profissão.
Ao ir a uma conferência em Manhattan, visita um dos seus apartamentos, e pra sua surpresa encontra uma mulher, negra com aparência de um país africano, tomando banho na banheira do seu apartamento. Ela logo grita e pedi socorro, diz que um homem esta invadindo a casa dela, e chama o namorado, com traços israelense, que logo vem socorrê-la e tirar satisfação com o sujeito. Que logo depois explica que o apartamento é dele e que eles foram enganados por quem alugou ao casal.
Sem ter para onde ir, eles pedem desculpas mesmo assim e saem a procura de outro cômodo. O professor com um sentimento de pena pediu pra que eles fiquem pelo menos por alguns dias, até encontrarem um lugar para viver. Com o tempo, o rapaz que é músico, torna-se amido do mesmo, e os dois começam a saírem juntos.
O professor tem interesse pela musica e em especial pelo instrumento que o rapaz toca (um tipo de atabaque). O musico o-ensina como tocar e ele que vivia uma vida sem graça, acaba encontrando um amigo e um novo passa-tempo de quebra.
Em uma das saídas, na volta para casa, os dois pegam o metrô, e ao passar na catraca o rapaz prende o instrumento sem querer e é obrigado pulá-la. O guarda vão em cima dele como se tivessem atrás de um ladrão e o revistam. O professor descobre ali que ele é um imigrante, e que estava nos Estados Unidos para conseguir com sua musica dinheiro para poder sustentar a sua família e viver.
Sem saber o que fazer, o velho volta para casa e diz a esposa que o marido dela tinha sido preso, ela se desespera e ele contrata um advogado com seus próprios recursos para tentar tira-lo de lá. Mas nada adianta, e para completar o drama, a mãe do rapaz chega a Manhattan e descobre que o filho tinha sido preso por ser imigrante. Como ela mesma era também não pode fazer nada. Mas tarde ela e o professor demonstram sentimentos recíprocos um pelo outro.
O drama é triste, e ao mesmo tempo alegre. Ao mostrar o envolvimento e revolta desse cidadão Americano, que descobre o amor, amizade e o sentido da vida em imigrantes que tentavam simplesmente viver tranquilamente. Inconformado com a legislação nojenta que os EUA têm, o professor xinga o órgão público no qual o musico estava preso. Pois deportaram-no sem mínimo aviso, para o seu lugar de origem. E fica aqui a minha indignação e revolta por determinadas leis de certos governos. É realmente absurda algumas coisas que temos que cumprir.
Também dizer que, o filme além de deixar uma linda mensagem, encanta de várias formas. Não só pela grande atuação de Richard Jenkins, mas sim por todo conteúdo apresentado no mesmo. Em ver o amor acontecer, e um homem como aquele mudar, eu me emocionei bastante, e confesso que chorei, chorei sem vergonha alguma.
Assistam a O Visitante, Um filmaço!
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Publicado por: Wilker (Willtage) Medeiros -- willtage@gmail.com






















