Bruce Dickinson roteirista

Basicamente, um filme escrito por Bruce Dickinson, piloto-escritor-historiador-esgrimista e nas horas vagas vocalista do Iron Maiden, junto com Julian Doyle, conhecido por fazer parte do grupo inglês de humorista Monty Python, e por dirigir o video-clipe de Can I Play With Madness? do Iron Maiden.

A história do filme gira em torno do famoso e polêmico ocultista Aleister Crowley.

No filme, ele morre e reencarna em um corpo de um tímido (e gago) professor universitário.

No geral, é um filme B. Caso você vá assistir esteja ciente disso.
Este filme está mais próximo de um “exploitation” do que qualquer outra coisa, ou seja, não há pretensão de receber méritos artísticos ou comerciais.

Ele praticamente só foi rodado regionalmente e em festivais undergrounds por ai.

Chegou até ganhar alguns prêmios como no festival Cryptshow, pela originalidade do roteiro (mérito do Bruce Dickinson) entre outras coisas.

E realmente, me surpreendi com o roteiro, confesso que não botava muita fé nesse trabalho de Bruce Dickinson pois ele não é do “ramo”, mas até que ele se saiu bem em sua função, montou uma alinearidade inteligente nesse filme.

O elenco de atores no geral é bem amador, com excessão de Simon Callow, que teve uma atuação bem competente.

Alguns assuntos como universos paralelos, ocultismo, ciência, sexo e religião são tratados em alguns diálogos, sem muita profundidade.
Se você estava procurando conhecer a Thelema ou as idéias de Aleister Crowley, esquece, esse filme não te dará praticamente nada do que você está procurando.

O filme é uma boa distração.
Uma excelente pedida para as tardes de um sábado chuvoso, quando você não tem nada melhor pra fazer, quando o orkut encheu o saco, quando na TV não passa porra nenhuma que preste.

Publicado por: Gabriel Vince -- http://www.vincedesign.com.br

The Chemical Wedding 2 Comentários
Coração de Brinquedo

E se você fosse um brinquedo com sentimentos humanos e seu dono, já com 17 anos, não brincasse com você há anos? É nesse clima emocionante que se desenrola o novo filme da Pixar. Mais um que você PRECISA ver.

Mas não tem como falar de Toy Story sem dar uma pincelada sobre o curta exibido antes da História de Brinquedo. Estou falando do maravilhoso Dia & Noite. Sério. Eu não sei quem escreve essas coisas. Mas, seja quem for, ele é melhor que 90% dos escritores da atualidade. Em menos de 5 minutos, você ri, chora e se emociona, com uma história definitivamente absurda e, justamente por isso, genial. Além de linda.

Voltando ao assunto.

Eu sei que você já assistiu os dois primeiros Toy Story. Não vou gastar nosso tempo filosofando sobre as personalidades tão bem criadas dos brinquedos de Andy. É claro que existem novos brinquedos na trama. E só posso dizer que eles são igualmente geniais. Desde o maquiavélico ursinho cor-de-rosa Lotso ? com cheirinho de morango -- passando pelo assustador bebezão, até a apaixonante Barbie e seu metrossexual de plástico, Ken.

A trama segue uma bem desenvolvida jornada do herói. Pixar é Disney. Disso eles não fogem. A inovação está no modo como esta jornada é contada. Nem tinha como ser diferente. O roteirista é o Michael Arndt. Sim, o mesmo de Pequena Miss Sunshine (melhor roteiro original em 2007). Em muitas partes, você #rialto. Em outras, fica com medo. Mas em cada cena da trajetória de Woody e sua turma, você se emociona. E é isso que quero quando vou ao cinema.

Se tivesse que falar algo negativo, só pra equilibrar a crítica, diria que é um pouco mais adulto do que deveria -- to com medo do bebezão até agora! Na sessão que eu vi, nenhuma criança tinha menos de cinco anos. E creio que essa seja uma boa classificação etária para você, que está pensando em levar seu irmãozinho.

Para finalizar, preciso desabafar: Todo filme de animação é prejulgado por abusar dos efeitos visuais e esquecer-se da trama, dos diálogos, dos personagens, enfim; do roteiro. Sendo assim, cabe ressaltar que só falei aqui do roteiro. Até porque, a parte visual prefiro resumir em duas palavras:

Disney Pixar.

PS: Minha namorada chorou.

Publicado por: Fernando Luz -- fernandoluz.com

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As 3 horas mais curtas que já vi

Lançado em 1954, “Os Sete Samurais” é o filme mais aclamado pelo diretor Akira Kurosawa, ganhador do prêmio Leão de Prata no Festival de Veneza e que foi influenciador de muitos outros conhecidos diretores, como por exemplo Quentin Tarantino. A influência deste filme na cultura Pop não se limita apenas ao cinema, vemos tambem muita influência deste clássico nas historias em quadrinhos japoneses (o mangá) e em animes como Samurai 7, de Toshifumi Takizawa. O filme não tem menos que 3 horas de duração, e confesso que quando assisti, foram as 3 horas mais curtas que ja vi. O interessante é que ele é dividido em 2 atos, e no intervalo de um ato para o outro há uma pausa dentro do proprio filme de 10 minutos, onde é mostrada uma inscrição enquanto corre uma trilha sonora ao fundo, algo no mínimo curioso, nunca tinha visto isto em um cinema. A historia do filme se passa no Japão, século XVI, em um humilde vilarejo de lavradores que é constantemente atacado por saqueadores. Cansados de serem atacados, eles resolvem contratar samurais para defendê-los. Ha época era propícia em achar tal serviço, os senhores feudais não mantinham mais samurais, e muitos deles foram rebaixados a condição de Ronins, samurais eram vistos como guarda costas, os lavradores procuravam extamente esses Ronins, samurais que não tinham a quem servir, que viviam na marginalidade, na pobreza (em certos casos não tinham o que comer), e não tinham um prestígio social maior que um simples camponês. O primeiro samurai a aceitar tal serviço é Shimada (Takashi Shimura), um verdadeiro líder, totalmente desprendido e generoso, alem de ser um guerreiro experiente e estrategista astuto.  Ele recruta outros samurais para ajudar nesta empreitada, cada recrutado tinha sua característica única, falerei de alguns mais marcantes: Temos Kyuzo (Seiji Miyaguchi) um samurai de primeira linhagem, totalmente litúrgico, austero, intropesctivo que trata o bushido (caminho do samurai) com um verdadeiro sacerdócio. Temos tambem o jovem Katsushiro (Isao Kimura), um rapaz totalmente inexperiente e fascinado que tem veneração pelos samurais e ansceia tornar-se alguem como eles. Mas o destaque mesmo vai para Kikuchiyo (interpretado pelo brilhante Toshiro Mifune), um bufão que é sempre ridicularizado no filme, e que tenta se unir ao grupo a qualquer custo. Kikuchiyo é um personagem inesquecível, uma figura cômica, o papel perfeito do anti-heroi, totalmente fanfarrão; porém ele se demonstra, ao decorrer do filme, um verdadeiro guerreiro, bastante destemido e enérgico
Concluindo, “Os Sete Samurais” é um filme incrível, diversão garantida.

Publicado por: Gabriel Vince -- www.vincedesign.com.br

Os Sete Samurais Seja o 1º a comentar
Uma Flor

“Na Somália todo nome tem um significado”, afirma Waris Dirie. E o seu, a propósito, significa “Flor do Deserto”.

O filme conta a história (real) de uma mulher, que aos 5 anos, atravessou um deserto inteiro fugindo de seu destino cruel. Waris não queria casar-se com o noivo que a havia comprado. Com a ajuda da avó, foi para a Inglaterra, onde deveria ser empregada na casa da irmã que casara com o Embaixador da Somália naquele país. Mas, um golpe de Estado na Somália fez com que as coisas mudassem. Waris foi parar nas ruas de Londres. Lá, encontra um tipo estranho a princípio. Contudo, Marylin, uma doce trapalhona candidata a bailarina profissional, seria sua melhor amiga. Foi através dela, aliás, que descobriu que o que pensava sobre ser mulher não estava tão certo. A cena mais chocante, sem dúvida, é quando ambas estão no quarto e Waris se despe para mostra-se à amiga. Chocada, Marylin não sabe como agir diante da circuncisão que Waris havia sofrido quando pequena. Mas, bonita, a Flor do Deserto logo passou de faxineira de lanchonete a modelo internacional. E isso não foi algo hollywoodiano. Foi através de Terence Donovan, fotógrafo famoso e seu anjo da guarda no mundo fashion. Apesar de problemas como deportação e a vergonha de despir-se em frente à lentes, Waris vira capa e assunto principal de revistas como Vogue, Bazaar e Vanity Fair. E aí vem há a parte mais emocionante da trama. Ela se encontra com uma repórter que já tem uma pauta direcionada para a entrevista com a ex-nômade e atual top model. Mas, Waris se nega carregar esse rótulo. A repórter pergunta sobre o dia em que mudou a sua vida. Ela, então, relata em detalhes o dia em que foi levada pela mãe, aos 3 anos, para extrair seu clítoris e os lábios vaginais. Assim que acaba o relato, sai e deixa a repórter aos prantos. A repercussão de sua entrevista chegou à ONU. Nomeada Embaixadora da Luta contra a Mutilação Genital Feminina pelo secretário-geral Kofi Annan, emocionou o público de várias nações que a ouviu. Disse que amava a mãe e os irmãos. Declarou seu amor à África. Mas deixou clara, principalmente, sua vontade de extinguir o rituial da circuncisão da genitália feminina. Deixou clara, enfim, sua vontade em mudar o sentido de ser mulher. Recomendo para todos os tipos de mulheres. Das feministas às menos engajadas na causa dos direitos iguais. Das tatuadas às mais tradicionais. Das mães às filhas. Recomendo à todas e convido a uma reflexão. Pensem. Isso não está muito longe de nós. Isso não está tão longe da realidade que vivemos.

Publicado por: Ana Carollina Cavalaro Ribeiro

Flor do Deserto Seja o 1º a comentar
Chutando as bundas da indústria

Depois de desabafar toda minha admiração por Watchmen aqui no MovieYou há mais de um ano, agora é a vez falar de outro filme de super heróis que me surpreendeu de forma deliciosa, com exceção de que ainda não consegui ter acesso ao gibi original de Carl Hiaasen. Kick Ass (2010) É FODA PRA CARALHO, sem qualquer censura ou frescura, como as palavras que acabei de digitar.  Graças aos deuses do cinema que ainda olham por aqueles que não querem ver seus filmes dilacerados por produtores e suas merdas de podas criativas para se adequar ao mercado, o diretor Mattew Vaughn conseguiu angariar fundos por conta própria e assim expor em tela grande um longa polêmico, violento e sincero como ele gostaria que fosse realizado e como deve ser! Com censura 18 anos, temos cenas de violência, sexo e muitos palavrões emoldurados por hits da atualidade. Se Quentin Tarantino e seu Pulp Fiction é a referência da cultura pop nos anos 90, Kick Ass consegue emoldurar as tendências e linguagens pós-2000. O estilo “nerd/cool” é gritante, com referências ao YouTube, MySpace e outros pontos totalmente condizentes com a nossa juventude mergulhada na web 2.0. O ator Aaron Johnson dá vida a Dave Lizewski, o típico looser que decide virar super herói por ambição e mesmo sem super poderes e se fudendo gostoso no começo, acaba revertendo o jogo e comendo a mocinha de um jeito que duvido que Peter Parker tenho algum dia feito com a Mary Jane. A comparação e lembrança com Watchmen é inevitável por conta da proposta de mostrar o contexto de como é ser um super herói na vida real. E se no filme baseado na graphic novel de Alan Moore temos o Dr. Manhattan, em Kick Ass a personagem mais “inverossímil” é a de Hit Girl. No maior estilo A Noiva de Kill Bill (olha o Tarantino ai de novo), a pequena e doce Mindy Macready após 11 anos de treinamento e lavagem cerebral feitos por seu pai, acaba se tornando uma letal assassina em série emoldurada pela fantasia da heroína que sabe botar pra fuder com os caras malvados. O pai é vivido por Nicolas Cage, um fã tão devoto de histórias em quadrinhos na vida real, ao ponto de ser um dos únicos no mundo a possuir a Action Comics número 1, que o papel lhe cai como uma luva. Já Hit Girl é encarnada por Chloe Moretz, e se o que vemos neste filme é apenas o começo de sua promissora carreira, ela certamente vai estar no ponto como atriz daqui algum tempo, tanto bem gostosa como talentosa! Com o sucesso de crítica e público, Kick Ass 2: Balls to the Wall já está programado para estrear nos cinemas em 2012. Espero mesmo que Vaughn continue com sua liberdade criativa e consiga superar as grandes expectativas geradas com um primeiro filme tão bom, assim como Nolan fez com Batman – Cavaleiro das Trevas … O que não deixa de ser um puta desafio!

Kick-Ass 4 Comentários
Faltou pouco para ser um Watchmen

Eu acabei de assistir a sessão de Kick Ass, e o filme me trás uma triste constatação, que a frase do Coringa é verdade. Vou tentar ser mais claro, foi-se o tempo que galhofar quadrinhos no cinema, era um beco sem saída para as várias frustradas tentativas de adaptações. De Superman, O filme à X-Men, O filme, muita água suja passou por baixo da ponte. Não que o gótico Batman de Tim Burton não tivesse seu charme, e talvez se não fosse ele não existiriam os conceitos tão bem utilizados por Christopher Nolan em seus 2 Batman, mas trazer para a realidade os super heróis, realmente se tornou uma regra que não poderia mais ser subvertida pela industria do cinema, e muito menos, aceita pelo público alvo, já que este foi brindado com TDK, Homem de Ferro e a trilogia do Homem Aranha. No entanto, decidiram adaptar para o cinema o Watchmen dos pobres, Kick Ass, e essa subversão e senso de escracho dos super heróis, vem novamente em voga. O Kick Ass que usa muito bem o sotaque Tobey Maguire, tem muito mais peito para enfrentar a bandidagem do que o Homem Aranha, mesmo sendo um wannabe, este vive dentro dos limites de sua realidade nerd: tem dois amigos, nenhuma namorada e é apaixonado pela lindinha do colégio. Aliais sobre o Homem Aranha, creio que no quesito humor o HA2, ganhe do Kick Ass no que tange a sátira ao personagem. Sem querer despresar o trabalho do ator, eu preferia um Kick Ass mais bunda mole ainda, e acho talvez fosse melhor escalar o Michael Cera para usar o uniforme verde. Aliais seu velho amigo Mac Lovin, que agora é o Red Mist filho do vilão interpretado por Mark Strong, que não assusta mais do que uma barata, manda muito bem, apesar das delimitações do roteiro. Eu gostei e muito dos dois absolutamente loucos e homicidas Biggy Daddy e sua querida filha Hit Girl. Daí que o lado ?Super Herói, O filme que se leva um pouco mais a sério?, toma sua viés de Watchmen, e dois personagens que por si só sustentariam o filme sem a ajuda do verdinho Kick. O Storyboard desenhado pelo próprio Biggy Daddy resumindo o porque ter se tornado um vigi lante mascarado que é folheado por um amigo policial que criou a Hit Girl é maravilhoso. E fiquei por um tempo com a minha mão no queixo até chegar o sensacional o terceiro ato, cujas seqüências de ação abalam qualquer um, afinal é uma menina de 11 anos, ora bolas, mandando ver bala e decepando bandidos. Se não fosse a pretensão de querer uma continuação, e se ousasse um pouco mais e enriquecesse até sua fonte de inspiração, Kick Ass seria um filme memorável. Mas, Kick Ass é apenas um filme daquela classe que não vigora mais, e talvez o futuro dos filmes das HQs, se aproxime mais de adaptações de Marvels, Sandman e Superman-Paz na Terra, para continuar se mantendo na posição que conseguiu alcançar para continuar sendo levado à sério. Realmente Batman, você mudou as coisas para sempre.

Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/

Uma tentativa (fracassada) de ser atriz

Miley Cyrus finalmente tirou a peruca e decidiu virar atriz, além de rever todos os esteriótipos que a consagraram como Hannah Montana. A jovem começou a investir em uma linha mais sensual em seu novo álbum intitulado Can’t Be Tamed (Não Posso Ser Domesticada, em tradução livre), o que provocou receio e críticas negativas da mídia norte-americana, já que soa incongruente ela assumir uma postura sensual sendo que boa parte de seus fãs são crianças. Polêmicas a parte, Miley começou a tomar aulas de interpretação para sua primeira investida séria na grande tela. E pelo visto ela ainda tem muito o que aprender, fato que ela mesmo admitiu após a enchurrada de vaias para A Última Música. O longa toma como base o romance homônimo de Nicholas Sparks o mesmo autor dos sucessos literários que viraram filmes Diário de uma Paixão e Querido John. Sendo assim, não espere nada muito diferente de uma trama de romance mediana. Ronnie, a personagem de Miley, vai passar as férias com o pai, que mora no litoral,  enquanto vive o típico romance de verão com um bonito morador local.  Ponto positivo para Greg Kinnear (Pequena Miss Sunshine) em um papel bem tocante como o pai doente da protagonista. Fora isso, é totalmente irritante ver durante 1 hora e 40 minutos Miley em seu papel de adolescente revoltadinha. O único alívio é, surpreendentemente, quando ela canta. Indicada ao Oscar pela canção título de Bolt -- SuperCão, talvez Miley se sairia melhor investindo em filmes musicais. O que não seria um bem aos nossos ouvidos, mas ao menos seria algo menos pior para nossos olhos voltasdos às artes dramáticas.


A Última Música Seja o 1º a comentar
Salada Indiana

Imagine uma mistura de Quem Quer ser um Milionário?, Doce Novembro e Trainspotting em um clima de interpretações tão caricatas quanto qualquer novela global! Parece impossível? Não para a mente imaginativa de um cineasta que, infelizmente, às vezes consegue esse tipo de proeza indigesta. Índia, Amor e Outras Delícias é uma comédia romântica ambientada em Glasgow na Escócia, cuja protagonista, de origem indiana, tem um melhor amigo que é drag queen, tipo de personagem idealmente hollywoodiano para momentos de alívio cômico. Sacou as referências agora? A trama do longa segue exatamente todos os clichês deste tipo de filme ao longo de seu desenvolvimento. Nina (Shelley Conn), a protagonista indiana, volta da Inglaterra para a Escócia depois da morte de seu pai que detinha um típico restaurante indiano. Para impedir que o negócio de seu falecido pai seja vendido, ela decide participar de um concurso de gastronomia indiana cujo prêmio irá justamente cobrir as despesas da dívida que o negócio tem. Alguma dúvida do que vai acontecer? As interpretações à la Caminho das Índias ficam por conta do caricato elenco de apoio do núcleo familiar de Nina. O único diferencial, e mérito do filme, é apresentar um romance lésbico entre Nina e a escosesa Lisa (Laura Fraser). As cenas de preparo dos alimentos também são deliciosas, quase podemos sentir o cheiro de curry dos pratos! Ao final da sessão, fica aquela vontade louca de comer um bom prato de comida indiana, porque a fome de um bom filme fica totalmente gritante no estômago e na mente.

Índia, Amor e Outras Delícias Seja o 1º a comentar
Decepção

O único sentimento que surgiu em mim, após a sessão de “Fúria de Titãs\” foi que eu precisa assistir ao original “Fúria de Titãs”, de 1981, para conferir se esta clássica história já rendeu produções ruins, desde a década de 80, pois esta refilmagem, decepciona muito! Confesso que aguardei este filme, como um dos mais esperados do ano, para mim, acreditando que esta produção seria realmente boa. Mas, não. Foi uma grande decepção. Isto porque eu assisti a versão em 2D, pois dizem que o 3D deste filme o piora ainda mais. Este filme é uma completa fraude. Se você assistir aos trailers, você vai ficar encantado, morrendo de vontade de sair correndo para o cinema mais próximo e assistir “Fúria de Titãs”, mas quando você está na sessão, você percebe que o filme não é nem metade do que promete no seu marketing. O grande problema de “Fúria de Titãs” são as cenas de ação. Pode parecer ironia, mas são por essas cenas que você tem vontade de assistir a este filme, e, obviamente, se decepciona. As cenas de ação não possuem clima algum, e não funcionam, não emocionam e não nos deixam interessados no que estamos vendo. Este filme, durante praticamente toda a sua projeção fica criando suspense e promessas de grandiosidade na cena final, onde o Kraken será libertado e destruirá. Mas quando esta cena chega, quando o ápice do filme chega, chega também a decepção de que a cena final seja completamente sem graça, sem clima e rápida. O filme acaba como começou: com promessas falsas. No elenco Sam Worthington, numa de suas piores atuações! Ele não consegue transmitir qualquer sentimento. Sua expressão facial permanece praticamente a mesma o filme todo. Horrível. “Fúria de Titãs” decepciona em roteiro, e em atuações. Mas esta produção possui um ponto positivo! Os efeitos visuais são muito bem produzidos! Pena que eles sozinhos, não carreguem um filme nas costas. Esta refilmagem conta a história de Perseu, um semideus, que, em meio a uma guerra entre homens e deuses, decide, por vingança, matar Hades, um deus que matou sua família. Matando Hades, ele irá salvar uma cidade dos homens, ameaçada pelos deuses. Mas para isto, Perseu terá que matar o grande monstro Kraken.

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

Fúria de Titãs Seja o 1º a comentar
Cucarachas Vermelhas

Não é de hoje que o cineasta Oliver Stone se aventura em filmes sobre a política de seu país natal, os Estados Unidos. Oscarizado pela direção de Nascido em Quatro de Julho e Platoon, o cineasta ainda tem no currículo as siglas de JFK e W., sendo este seu último trabalho ficcional que expõe facetas polêmicas da biografia do presidente George W. Bush. Ainda embalado pelos erros grotescos na política externa dos EUA, Stone aproveita as burradas propagandeadas pela imprensa norte-americana durante o governo Bush para construir o argumento do documentário Ao Sul da Fronteira. Assim como Michael Moore em Fahrenheit 11 de Setembro mostra a guerra do Iraque como pretexto para aquisição de petrólelo, Stone apresenta em Ao Sul da Fronteira a teoria da conspiração armada pelo seu país para destronar o ditador venezuelano Hugo Chávez em troca do barateamento do petróleo na região. O ponto alto do documentário são os interessantes depoimentos de Chávez  e dos outros presidentes, no caso Raul Castro (Cuba), Lula (Brasil), Rafael Correa (Equador), Evo Morales (Bolívia), Néstor e Cristina Kirchner (Argentina) e Fernando Lugo (Paraguai) a respeito de suas opiniões questionadoras sobre o tratamento da nação mais poderosa do planeta para com os sul-americanos. Fora estas entrevistas, a “verdade” exposta pelo cineasta, por mais que tenha alguma boa vontade, se assemelha a de qualquer americano médio que não sabe diferenciar um país sul-americano do outro. Stone trata a todos como “cucarachas” vermelhas comandadas por esquerdas bolivarianas. É fato que hoje na América do Sul temos pela primeira vez presidentes que se assemelham a classe mais humilde de seus países, sejam metalúrgicos, indígenas ou bispos,  mas Ao Sul da Fronteira peca profundamente em tratar todas as nações como eternas farinhas hispânicas do mesmo saco ao invés de explicitar o histórico peculiar de cada país que fez com que seus cidadãos escolhessem um governante de esquerda. Além disso, é vergonhoso ver em um dos mapas expostos no filme a Floresta Amazônica ser confundida com a Cordilheira dos Andes. Faltou aulas de História e Geografia no currículo de Oliver Stone para conceber este filme, assim como para seus conterrâneos um dia entenderam que todos abaixo de suas fronteiras são latinos sim, mas muito diferentes entre si e que merecem ser tratados com igualdade de direitos e respeito a estas gritantes diferenças.

Ao Sul da Fronteira Seja o 1º a comentar