O Lastimável Preconceito Contra Lemon Tree

É assistindo a filmes como “Lemon Tree” que percebemos a hierarquia criada por algumas pessoas, sobre cinema. Muitas pessoas, digo isso por conhecer pessoas assim, dizem que não possuem preconceitos, mas criam opiniões errôneas sobre filmes extra-americanos ou ingleses. Muitas pessoas julgam filmes de outros países, que não são dos E.U.A ou da Inglaterra, como produções inferiores. Muitos acham que outros países não possuem capacidade de criar filmes bons! Isso é lastimável, pois muitas produções incríveis são deixados de lado pelo público. “Lemon Tree” é uma prova clara disto. Esta produção possui diversas características de uma produção americana, mas por ser um filme israelense, é menosprezado. Facilmente este filme seria confundido com uma produção norte-americana. Desde a fotografia até as atuações, são típicas de um filme dos E.U.A. Mas “Lemon Tree” não merece ser assistido por isso. Merece ser assistido pela sua profundidade ao explorar temas como a utilização do poder a seu bel-prazer, a injustiça do governo, e a luta de uma mulher para preservar uma coisa que ama, e de onde tira seu sustento: seus limoeiros. E quem menosprezava os artistas israelenses, deve assistir “Lemon Tree” e ver que eles, com menos experiência que atores e atrizes hollywoodianas, conseguem interpretar de uma maneira colossal e tocante, e muitas vezes melhor que os atores e atrizes norte-americanos. Ainda tento entender o motivo de, em minha crítica, eu não dar cinco estrelas para este filme (obviamente não é por ser um filme israelence, pois eu não possuo preconceito contra nenhuma nacionalidade de filme). Talvez por não o considerar uma obra-prima, mas posso afirmar que está perto de ser uma, e com certeza, é um dos melhores filmes estrangeiros que eu assisti! Incrível! Tocante! Magnífico! “Lemon Tree” narra a história de Salma, uma mulher palestina, que possui uma plantação de limoeiros. Um dia, o ministro da defesa se muda para o lado de sua casa. Ele decide então, alegando um risco a sua segurança, mandar derrubar os limoeiros, que serviam de fonte de renda para Salma. Ela recorre ao tribunal, que decide pela derrubada das árvores. Sem perder as esperanças, Salma vai à Suprema Corte de Israel tentar salvar suas árvores. “Lemon Tree” é uma excelente escolha para quem realmente não possui preconceitos.

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

Filmaço, até os 30 minutos iniciais

Piratas do Caribe, Era Uma Vez no México, O Procurado e Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo. O que estes filmes tem em comum? Todos são títulos de mero entretenimento que, mesmo contando com uma série de situações absurdas, cumprem bem o seu papel de recrear o público alvo fazendo o uso de uma trama descompromissada e simplória para tal. É com tristeza, no entanto, que deve-se mencionar que, dentre os quatro citados, Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo é, de longe, o pior destes. Contudo, se a nova investida cinematográfica dos estúdios Disney está bem distante de ser uma maravilha, devemos agradecer também pelo fato deste se encontrar há anos-luz à frente de um O Escorpião Rei ou, principalmente, de um A Múmia Tumba do Imperador Dragão (falsa impressão esta que, confesso, o fraco trailer havia me passado).

Parte deste trunfo cabe a Mike Newell. Cineasta responsável por clássicos da década de 1990 (se é que um filme com menos de trinta anos de existência pode ser chamado de clássico), como os ótimos Quatro Casamentos e Um Funeral e Donnie Brasco, além de comandar um dos melhores (o melhor, até o momento, a meu ver) episódios da franquia Harry Potter, Newell emprega ao longa um profissionalismo que, sem o seu toque especial, contaria com grandes chances de se tornar mais uma bomba em forma de blockbuster inspirado em game (essa que é uma fórmula perigosa, uma vez que já criou porcarias da grandeza de um Mortal Kombat (todos os filmes da série), Resident Evil (todos os filmes da série) e, sobretudo, Street Fighter que de tão ruim, nem sequer conseguiu se tornar uma série), produzida por Hollywood.

Prova disso é o modo como o diretor conduz a primeira batalha do filme que, indubitavelmente, revela-se o momento mais inspirado deste. Empregando travellings ágeis e seguros, que tornam a sequência mais dinâmica, a câmera de Newell segue o trajeto de flechas (algo à lá Rei Arthur, quando Guinevere, personagem de Keira Knightley, dispara uma flecha em direção a um saxão), passeia pelo cenário ilustrando o tamanho da muralha a qual os soldados deverão trespassar, e realiza um rápido, e ao mesmo tempo sutil, recuo que nos transporta do interior do castelo, onde um soldado dá um sinal levantando uma tocha, aos batalhões de combatentes que se encontram ao lado exterior do alvo.

Não obstante, o diretor ainda filma a batalha por vários ângulos, movimenta a câmera com o intento de ilustrar ao espectador a estratégia dos combatentes, realiza closes no rosto do protagonista sempre que o perigo é eminente, e trabalha com uma trilha-sonora que cria um convincente clima de suspense durante o início da invasão.

À primeira vista, temos a sensação de estarmos diante de uma produção pipoca fascinante. Afinal de contas, o que se vê em tela é um combate empolgante, engrandecido por lutas bem coreografadas e uma direção bastante eficiente. O que mais poderíamos esperar de um longa desta natureza? É aí que os problemas começam a surgir.

Com o término de seus trinta minutos iniciais, Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo parece já ter mostrado ao espectador tudo o que tinha para mostrar e, a partir de então, passa a investir demais na química entre o seu protagonista, encarnado por Jake Gyllenhaal, e a linda princesa Tamina, encarnada pela igualmente linda Gemma Arterton.

O que há de ruim nisso? Nada, contanto, é claro, que a premissa de tal relacionamento não fosse calcada no batido eles se odeiam, mas no fundo se amam.

Mas se o roteiro, apesar de alguns acertos, acaba não colaborando muito com os respectivos papéis de Gyllenhaal e Arterton, os atores ao menos investem em atuações que, em boa parte dos casos, faz-nos esquecer das caricaturas.

Gyllenhaal aparece aqui com o seu carisma habitual, adotando uma postura cínica e imprevisível a Dastan, cuja malandragem lembra um pouco (e eu disse, um pouco) um velho conhecido nosso: o capitão Jack Sparrow.

Arterton, por sua vez, não consegue demonstrar o mesmo talento que o seu colega de set, mas é fato que a jovem atriz inglesa conta com um charme e uma sensualidade inerente à sua personagem. E se as citações aos atributos físicos dos atores de qualquer filme que seja geralmente se mostram repugnantes, é importante justificarmos que, no caso da princesa Tamina, a beleza, o charme e a sensualidade são essenciais na composição da nobre jovem que, somados a uma dose certa de destreza (algo que Arterton também possui), fazem com que a moça consiga enganar as suas vítimas de um modo bastante natural, quase tanto o quanto Dastan.

Em relação às demais peças do elenco, o talentoso Alfred Molina surge em um papel dispensável (apesar de sua carismática presença) e o ainda mais talentoso Ben Kingsley encarna um Nizam convincentemente ardiloso (e, assim como ocorre com a maioria dos personagens, o mérito dessa persuasão parte do talento do intérprete, e não do modo como o roteiro nos desenvolve o personagem), mas o ator erra a mão quando opta por, sempre que possível, realizar um ameaçador olhar de canto, algo que o torna bastante caricato.

Já a trama principal, esta nos é apresentada de forma simples e tola, embora cativante e curiosa (um punhal capaz de fazer com que o seu portador regresse alguns minutos, ou até mesmo, dias, no tempo). O problema mesmo surge quando uma estória envolvendo punição divina entra em cena. A partir de então, o longa, além de realizar um leve plágio de muitas obras do gênero (e cito Piratas do Caribe A Maldição do Pérola Negra novamente), perde muito do charme que a sua simplicidade vinha nos oferecendo até o momento.

Resta ao espectador então acompanhar as eficientes atuações de algumas peças do elenco, as cenas de ação que, apesar de contarem com pouca originalidade em suas coreografias (salvo durante a batalha inicial, conforme já fôra mencionado, e em um duelo de facas e dardos, ocorrido ao final da projeção), mostram-se suficientemente divertidas, e a já citada (e citada novamente de forma merecida) direção de Newell que utiliza, com bastante sutileza, truques como o slow motion, durante a preparação do golpe a ser dado pelo atacante, e o fast motion, que exibe o resultado do golpe de forma corriqueira, já que, em cenas deste tipo, a elaboração da pancada é sempre mais digna de nota do que a própria pancada em si.

Divertido, mas longe de empolgar tanto o quanto outros exemplares similares, Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo vale o ingresso. Só não estranhe se, minutos após o término da sessão, você se esquecer de noventa por cento do que fôra visto em sala de cinema.

Publicado por: Daniel Esteves de Barros -- http://www.cinephylum.com.br

Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo 2 Comentários
Ainda somos os mesmos

Discordo profundamente dos que dizem que Woody Allen é repetitivo, deixando transparecer nas nas entrelinhas que ele assim o é por falta de criatividade. Todas as neuroses, conflitos, buscas, enfim, toda a comédia dramática da vida são recorrentes em sua obra porque o ser humano continua sendo recorrente: um amontoado complexo de idiossincrasias. Não há mudança. Assim também em Allen. E talvez por isso eu o ache tão talentoso e de uma criatividade ímpar: ele fala do mesmo tema, vezes sem conta, mas de ângulos sempre com um quê de diferente.
Se em Match Point tínhamos uma personagem que ia às últimas consequências para conseguir (e principalmente manter) o que queria, neste Vicky Cristina Barcelona temos o oposto: uma que não sabe bem o que quer; outra que não vai atrás do que deseja por comodismo e medo, refém de convenções sociais tão antigas quanto discutíveis e questionáveis; outra deseja tudo, e tanto, que flerta com o desiquilíbrio emocional.
Assim é Allen. Observador e talvez o melhor entendedor da alma humana traduzido em cinema.

Publicado por: Alexandra Fonseca -- pensataerrante.blogspot.com

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A obra máxima de Tarantino

Hoje eu vou falar sobre o melhor filme do ano de 2009, segundo a minha sincera opinião: Bastardos Inglórios. Quem acompanha a carreira do diretor Quentin Tarantino, não precisa de muitos argumentos para poder ir ao cinema ver essa obra. O filme, com certeza, é o ápice de tudo o que ele já fez.

Os filmes dirigidos e roteirizados por Tarantino sempre tem características marcantes e facilmente reconhecidas por uma pessoa que é fã do diretor. São elas:

- Cenas de diálogos que não alteram praticamente em nada a história do filme, mas que ficam marcadas por serem inteligentes e fazer pensar.

- Trilha sonora encaixadas em cenas que não tem nada a ver com a música, mas que mesmo assim fica ANIMAL. Ele sempre ressuscita músicas antigas ou bregas? que na mão dele se tornam cult.

- Homenagens a qualquer tipo de cinema. Tanto aos repetitivos filmes de kung-fu, quanto aos trashs bizarros. Tarantino trabalhou anos em uma locadora? ele vomita toda essa bagagem adquirida.

- Ressuscitar atores apagados.

- Roteiro sem linearidade. Ele faz o filme, picota tudo e joga pra cima. (ok, eu exagerei)

- Violência.

- Inesperado. Você nunca acerta o que vai acontecer. Garanto. E quando eu digo que o filme é inesperado, eu não to falando de só um final surpreendente como acontece em o ?O Sexto Sentido?. Eu estou falando de você não adivinhar NADA do que vai acontecer daqui 3 segundos? isso durante o filme todo.

Eu mostrei tudo isso para vocês, que ainda não assistiram Bastardos Inglórios, entenderem o que é exatamente esse filme. É um filme de guerra de uma maneira que eu nunca tinha visto antes. Esquece esse filme de guerra que você está pensando nesse momento. Sério. Não é isso.

A história se passa na 2ª Guerra Mundial, na França que estava ocupada pelos nazistas. O tenente Aldo Raine (interpretado fodasticamente por Brad Pitt) é o encarregado de matar o maior número possível de nazistas, da forma mais cruel possível, infiltrado no meio deles com um pelotão de apenas OITO soldados.

O filme é formado por cenas de tensão. Incrível como tudo foi feito cuidadosamente para criar tensão do começo ao fim. A trilha sonora cresce junto com situações criadas. As situações que são retratadas fazem você rir? rir de nervoso. O tempo todo parece que vai dar merda.

As cenas são muito bem dirigidas e as atuações estão simplesmente perfeitas. Não tem um personagem principal? ninguém tenta aparecer mais que o outro. O destaque maior é do ator alemão, ganhador do Oscar, Christoph Waltz. Ele faz, com certeza, um dos maiores vilões da história do cinema: o coronel nazista chamado Hans Landa. A melhor palavra que define esse personagem é: Educação. É tanta educação que chega a dar nojo. Ele é o cara filha da puta? mas não perde a educação. Sabe quando você começa a desconfiar que vai dar alguma bosta? Sabe quando tudo está muito certinho demais?

Eu saí em êxtase do cinema. Os créditos começaram a passar? e eu não queria levantar da cadeira.
Como eu não quero entregar NADA do filme? o resto sobre ele eu deixo para discutir com quem já assistiu. E pra quem não assistiu ainda, ficam essas dicas para vocês prestarem atenção:

- Trilha sonora. Como e quando ela entra. Como e quando ela para (do nada).
- Câmeras girando ou seguindo personagem na hora exata da atuação.
- Closes calmos, sem pressa? principalmente em situações de tensão. As pessoas por dentro estão explodindo? mas por fora tem que se mostrar calmos.
- Ironia em cima do politicamente correto. O filme liga o foda-se pra tudo. TUDO!

Pra quem não gosta de violência. Um aviso: Tem violência SIM. Mas é pouco e irrelevante quando se compara com o resto da obra de arte.

Gente? eu não sou especialista em nada. Tudo o que eu escrevi aqui, é a minha opinião. Todo mundo tem um ponto de vista quando acaba de assistir um filme. Todo mundo tem algo a falar quando sai do cinema. Sendo certo ou não? o que eu tenho pra falar, está falado!

E você? Tem uma opinião?

Publicado por: Vinicius Paraiba -- http://www.viniciusparaiba.com.br

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O Imensurável Ego de Tony Stark

Agora, com a recente mudança no número de indicados ao Oscar de efeitos visuais, há fortes chances de “Homem de Ferro 2″ concorrer a esta categoria, no Oscar 2011. Agora, diferente de como acontecia até ano passado, serão cinco indicados a efeitos especiais, e não três, como eram todos os anos. Assim, filmes que possuem ótimos efeitos visuais, como é o caso deste filme, mas não concorrem por haver outros filmes com efeitos superiores ao dele, poderão ter a chance neste próximo Oscar. Como ia dizendo, “Homem de Ferro” possui efeitos especiais incríveis, vale ressaltar as cenas que se passam na garagem da mansão de Tony Stark, onde vemos inúmeras folhas digitais flutuando. Stark, em certo momento, pega uma destas folhas, amassa e joga em um lixeiro também digital. Nesta cena, a sincronia entre o live-action e o digital é muito bem realizada. Não só os efeitos visuais são muito bons, como também a fotografia deste filme, que, desde seu antecessor, possui uma movimentação de câmera e ângulos atípicos de um filme de herói. É interessante a maneira com que ambos os filmes exploram as cenas de vôo. Temos a impressão de que estamos assistindo a uma gravação caseira, mas com câmeras, som e imagem profissionais. Não sei se deu para entender, mas se vocês assistirem a ele, entenderão. Nesta continuação, somos apresentados a muito mais personagens, e, como consequência, somos apresentados a uma história muito mais complexa. E isto é bom. No elenco, vemos Robert Downey Jr., como o Homem de Ferro, vemos também Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson, que não aparece muito no filme, e por fim, Mickey Rourke, como o vilão. Melhor que o primeiro, “Homem de Ferro 2″ é diversão garantida para quem gosta de blockbusters. Neste segundo filme, somos apresentados a um novo vilão, que desta vez quer acabar com o Homem de Ferro, por vingança. Vale a pena!

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

Homem de Ferro 2 Seja o 1º a comentar
Sunshine

Não sei exatamente qual a opinião do público sobre esse filme, mas como algumas(poucas) pessoas tinham indicado, resolvi assistir.
De inicio tive um medo: Chris Evans. Ele só me lembra Quarteto Fántastico, que não me traz boas lembranças(acho que não traz pra ninguém). Porém logo vem um contra peso, Cliff Curtis, o espantalho de Batman Begins e que faz uma ponta em The Dark Knight. Esse sim me trouxe boas lembranças, apesar de conhecer pouco do trabalho dele.
O começo do filme pode ser meio confuso, mas apresenta umplot interessante. O esta se tornando uma estrela morta e sem sua luz os seres humanos e a vida na terra vão ser extintos. Cria-se o plano de explodir uma bomba no sol e assim criar uma reação em cadeia, iluminando o sol novamente. Porém a 1ª missão(Ícaro I) falhou e não se sabe a causa, e nós acompanhamos a nave Ícaro II.
Apesar de um início morno, o filme cresce a medida que o problemas vão aparecendo e a tripulação busca soluções. Acho inevitável a comparação com Alien- o Oitavo Passageiro, pois o filme tambem entra na mistura de suspense e ficção. Mas essa referência está longe de atrapalhar a tensão criada pelo filme, que sem grandes cenas de ação se sustenta no pscológico dos personagens. A semelhança pode não agradar alguns que irão dizer que o filme é clichê, mas esses pontos parecidos estão apenas em alguns pontos e tanto Alien quanto Sunshine são maiores que eles. O filme também é capaz de criar imagens surpreendentes: cada momento no qual se vê o sol é imprecionante e as cenas em que se “simula” a Terra também são.
O resultado final é muito bom. É um filme que me fez lembrar de como eu descobri o cinema e porque eu gostei. É um blockbuster com algo mais, diferente das bombas que saem todo ano só render dinheiro. Pra mim é difícil acreditar que esse filme não rendeu muito dinheiro.
Ps: Só para constar: eu gostei de Chris Evans no filme. Ele foi bem dessa vez e me convenceu. Cliff Curtis também foi bem, mas o personagem encaixa bem com o tipo de personagens que ele já fez. Não deve ter sido difícil.

Publicado por: Marcelo Nen

Sunshine - Alerta Solar 3 Comentários
Creche de Titãs

Recentemente fui convidada pelos idealizadores do blog Mitografias para participar do podcast sobre mitologia chamado Papo Lendário. O foco do bate-papo foi obviamente Fúria de Titãs, um ramake do clássico homônimo da década de 80. Se antes os monstrengos eram feitos utilizando um parco stop-motion, hoje a tecnologia poderia fazer valer as belas imagens dos ícones mitológicos… Mas o roteiro escorrega não só pela incoerência com os mitos, mas pela história ser muito fraca e anti-climáxica. Passamos o filme inteiro aguardano a hora que Zeus (Liam Neeson) brada “Release the Kraken!” … porém a cena de luta que se segue é tão rápida e fraca que, literalmente nos brocha! E Sam Worthington como mocinho ainda não convence, mesmo em Avatar! A única atriz que brilha e traz um tesão todo especial para o filme é a bela e gostosa Gemma Artenton que faz Io, originalmente uma vaca mas que ganhou uma bela e semi-endeusada interpretação da atriz. Infelizmente o pior pode estar por vir, já que uma continuação foi anunciada. Que os pobres deuses nos perdoem, mas as vezes Hollywood não sabe o que faz…

Fúria de Titãs 3 Comentários
Adeus Mortes de Qualidade!

A franquia “Premonição”, é uma franquia de 4 filmes, da qual só se espera uma coisa: morte! Se você for assistir a um filme desta franquia, não espere um roteiro bem elaborado, com personagens marcantes e atuações incríveis, não. Espere somente ver morte, violência e sangue, muito sangue! Os próprios filmes não prometem nada além disto. Acho essa “sinceridade” (os filmes já se assumem como filmes sem muitos atributos teóricos) da parte dos realizadores um fator louvável, pois assim o público não irá esperar nada mais além do prometido e assim, não se decepcionará. Certo, nenhum dos filmes da franquia se preocupam muito com o roteiro, mas “Premonição 4″ já nem se preocupa o mínimo sequer com o roteiro, ao invés disto, usa cenas, diálogos e mortes (sim, mortes!) dos outros 3 filmes anteriores. Por partes, vou começar falando de alguns elementos que são acrescentados a “trama”. Agora, em vez de uma grande premonição, somos apresentados a duas (não irei revelar o momento, pois seria spoiler). E como se não bastasse, antes de cada vítima morrer, somos apresentados a mais algumas mini premonições de como, quem e onde a vítima irá morrer. Com isso, toda a expectativa criada sobre qual morte, onde e com quem será desaparece. Chegamos então no pior, no mais lastimável erro de todo o filme: os plágios. Começando pelos diálogos. Especificamente na cena em que os personagens estão na cafeteria (acho que é uma cafeteria), e eles comentam sobre o grande acidente e ai começam a surgir os mesmos diálogos (talvez com um vírgula de diferença), e as mesmas constatações! O filme, como se não bastasse, copia ainda cenas completas dos filmes anteriores. Observe a cena em que o personagem principal, o qual não lembro o nome (para se ver como os personagens são marcantes), e sua namorada estão embrulhando, lacrando e se afastando de todos os objetos perigosos. Esta cena é uma cópia da cena do filme “Premonição”, de 2000. Mas nada disto se compara às cenas de morte, as principais cenas do filme. É difícil de acreditar, mas o roteirista de “Premonição 4″ não teve capacidade de criar mortes diferentes e, como todo o resto do filme, copiou dos 3 primeiros! Sim! As mortes são iguais as dos três primeiros filmes da série! Eu fico pensando: A única explicação cabível para isto acontecer era que o roteirista deste filme estava sob efeito de drogas enquanto escrevia este lixo! O único motivo de eu assistir a um filme da franquia “Premonição” são as mortes. E nem isto, o principal do filme, conseguiram fazer direito! Lastimável. Mas não acaba por aí, a parte técnica também decepciona. Os efeitos especiais são muito mal concebidos. Em certos momentos temos a impressão de estarmos assistindo um filme de baixíssimo orçamento, sendo que o mesmo custou 43 milhões de dólares. Enfim, a única coisa no filme que se salva são os créditos iniciais, onde vemos todas as mortes dos filmes anteriores sendo representadas em animação, com efeito de raio-x. História: Depois de uma premonição, garoto consegue salvar várias pessoas de um acidente numa pista de corrida. Mas aos poucos, cada sobrevivente vai morrendo… Ridículo. Até agora não consigo imaginar porque que este filme foi exibido nos cinemas, e ainda em 3D.

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

Premonição 4 Seja o 1º a comentar
Que sono…

A última aparição do Freddy Krueger literalmente falando no cinema, foi em 2003, ainda na pele de Robert Englund, Freddy X Jason, e moralmente falando considero que o último ?Freddy Krueger? do cinema tenha sido o Coringa de Heath Ledger, o assassino risonho, imprevisível e carismático. O Freddy Krueger de Jackie Earl Haley, é apenas alguém que comprou a fantasia no mesmo lugar, sem carisma, sem humor e longe de ser assustador. Agora, eu me esforcei para fingir não ter visto o anterior, e embarcar nessa nova versão, mas não adiantou. A cada coisa trocada, a cada deslize, fui ficando com muita saudade do filme de 1984. O primeiro deslize: Nancy citar seu nome antes mesmo de a mesma apresentar na tela um pesadelo com este. Ou seja, há uma preocupação dos personagens, fazerem Freddy ser crível em pouquíssimos minutos de filme, tal como foi a insistência em dizer repetidas vezes o nome do vilão em Hannibal, A Origem, antes mesmo de o personagem ser novamente (dependendo de sua idade) apresentado ao público. Por exemplo, um dos personagens no filme original quando foi preso dizia mais ou menos assim para Nancy: ?Havia outra pessoa no quarto, eu não o vi, mas sei que era alguém com facas nos dedos?, ou seja, você põe um tipo de personagem que não acreditaria em tal tipo de coisa fronte a uma que acredita muito nisso, o que torna muito mais crível a situação. O filme parece um legado de super proteção, onde os pais sumiram com fotos e separaram um grupo de amigos para fazer se esquecer do seu grande trauma de infância. Primeiro, quem esqueceria mesmo que na sua tenra idade alguém como Freddy? E se vê claramente uma queda de braço no brainstorm da produção do filme em decidir se os ditos abusos do mortal Freddy teriam sido uma mentirinha de criança, ou um fato consumado. No terceiro ato vemos quem ganhou a queda de braço. E passa uma mensagem péssima por sinal, onde amedronta ainda mais uma possível vitima de tal abuso, e faz crer que a decisão correta de denunciar tal coisa seria o principio de uma futura punição. Eu sei que é mera ficção, mas se é para inserir algo tal sério num blockbuster, que pelomenos seja feito algo que se assemelhe ao Bastardo Amarelo de Sin City, o criminoso que no fim das contas é punido e não o contrário. Seria muito melhor manter a idéia original de um serial killer. Mas, falemos do que deu certo, cenas clássicas como a da banheira trazidas para os dias atuais, ainda provocam aquele riso e terror como antigamente. A cena da sala de aula, onde Tina está envolta numa sala completamente carbonizada com o Freddy de professor, e após acordar ver um pedaço de seu cabelo cortado, é muito boa também. Agora, a atriz Rooney Mara faz a atual Nancy apesar de linda (eu a achei a cara da Demi Moore), é muito ruinzinha, apenas no terceiro ato vemos um trabalho ali, mas que saudade da cara de medo da Heather Langenkamp. O ator que interpreta o personagem Quentin, que no original se chamava Glen, que foi interpretado por Johnny Depp, em minha opinião era o melhor na nova empreitada, até o momento da ridícula cena em que enfia uma agulha de adrenalina na própria perna, e reage de uma maneira como se acabasse de tomar um sedativo, aliais a própria seqüência leva a crer nisso, pois ele cai no sono. Aliais por falar em Quentin, o Tarantino agradece a homenagem, mas Wes Craven deve ter odiado a seqüência final, pois ele o fez de maneira muito melhor. O que nos resta é esquecer reboots, remakes, begins…, pois assim os estúdios param com isso. Desejo a todos um sono tranqüilo.

Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/

A HORA DO PESADELO Seja o 1º a comentar
Pipoca de Qualidade

E John Favreau acertou em cheio de novo! Risadas, cenas de ação e adrenalina tão boas quanto aquela pipoca quentinha com manteiga. Homem de Ferro 2 é assumidamente blockbuster, mas assumidamente bom. Das novidades na franquia, a inclusão do hilário Sam Rockwell e da bela Scarlet Johansson foram muito acertadas. O vilão encarnado por Mickey Rourke também funciona muito bem. Robert Downey Jr. continua impecável e Don Cheadle e Gwyneth Paltrow competentes. Com um roteiro que funciona, a trama além de entreter, serve para deixar os fãs da Marvel ainda mais ansiosos para com o filme dos Vingadores. O escudo do Capitão América aparece dentro do laboratório de Tony Stark e um dos agentes da S.H.I.E.L.D. encontra o martelo do Thor caído no deserto mexicano bem no meio de uma imensa cratera. Scarlet Johansson, gostosíssima em seu uniforme de couro apertado da Viúva Negra, joga do lado dos bonzinhos como uma agente da S.H.I.E.L.D. Com isso, estou torcendo para que ela seja confirmada em Os Vingadores… De resto, divirta-se  e deixe-se levar pela armadura e bom-humor de Stark e pela deliciosa franquia criada por Favreau.

Homem de Ferro 2 Seja o 1º a comentar