Dúvida

Em primeiro lugar gostaria de falar das atuações, Meryl Streep (Irmã Aloysius), Philip Seymour Hoffman e Amy Adams (Irmã James) são muito boas, impecáveis !

Agora o filme, a temática, não é algo novo, mas mesmo assim, um tanto quanto pesada, o filme em si é um pouco tenso, sendo difícil de entender e com vários pontos em abertos, várias dúvidas, e eu acho que isso dá um mérito a mais pro filme, aumentando a autenticidade ao guardar o segredo, durante as gravações os outros atores estavam tão em dúvida quando seus papéis, assim como o público também não conseguirá firmar-se totalmente de um lado do conflito. Essa tensa atmosfera é obtida pelo carisma do padre Flynn contra a dureza de coração da Irmã Beauvier.

Para os amantes de um bom drama, apoiado em um conflito interessante, recomendo “Dúvida”. O fato de expor assuntos que lamentavelmente estão começando a se tornar “banais” nos dias de hoje é apenas mais um mérito a ser somado.

Publicado por: Vinícius Moreira -- http://twitter.com/Vinyciuz

Frost/Nixon

Confesso que essa critica não será uma de minhas melhores pois não é um assunto que estou familiarizado…
SIM ! O filme é Ótimo. SIM ! Eu estudei um pouco do assunto antes, e depois, de ver o filme. SIM ! Eu achei a entrevista original no youtube, e postarei todas as partes a seguir. Mas a conclusão mais exata que eu tiro é que, quem conhece do assunto, que presenciou os fatos narrados no filme, vai amar o filme, muito mais que eu amei. Ótimo filme, recomendo à todos que assistam !

Entrevista Frost Nixon parte 1/6

Entrevista Frost Nixon parte 2/6

3/6

4/6

5/6

6/6

Recomendo assistirem a entrevista depois de ver o filme, para ver o quão “fiel” ficou o filme em relação à realidade.

Publicado por: Vinícius Moreira -- http://twitter.com/Vinyciuz

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Sherlock Holmes para fãs… e não !

Sherlock Holmes, novo filme de Guy Ritchie, fez sua estréia nos cinemas brasileiros no dia 8 de janeiro, trazendo curiosidade ao público em geral e um misto de ansiedade e desconfiança ao público sherlockiano. Afinal, o que esperar de um filme que se propõe a ser um blockbuster recheado de ação, tornar-se uma série, agradar ao público jovem e exaltar as habilidades de luta do detetive? Ainda por cima, com um ator que em nada se parece com o Sherlock Holmes original? Bem, podemos elevar nossas expectativas!

Apesar da diferença física e de uma certa pitada humorística a mais em seu personagem, Robert Downey Jr nos apresenta um Holmes carismático que mantém a essência do que sempre tornou o detetive tão interessante : a capacidade de observação apurada, as impressionantes deduções e seu raciocínio afiado. Está tudo lá: a depressão, na ausência de casos, a ansiedade, quando tinha um à altura, as experiências químicas, os disfarces, as desconcertantes arranhadas nas cordas do violino, enquanto meditava, a admiração por Irene Adler (Rachel McAdams), a rivalidade com Lestrade, entre outras características. Downey Jr faz uma grande atuação.

Para os sherlockianos, que provavelmente serão os únicos a identificar, o filme traz referências diretas do Cânone. Algumas mais perceptíveis, como o “V.R.” gravado à bala na parede do quarto, outras menos, como as clássicas poses de Holmes (inclinar-se para frente na cadeira, apoiar os cotovelos sobre os joelhos e unir as pontas dos dedos das mãos, quando está interessado num caso e sentar com as pernas dobradas enquanto fuma um cachimbo e reflete sobre o problema). Frases célebres do detetive, como “o jogo começou”, “os menores detalhes são de maior importância e “é um erro capital teorizar antes de ter todas as evidências”, também estão presentes, dando aquela piscadinha especial apenas para os fãs.
Watson, exceto pela demasiada liberdade criativa da mente que o visualizou dando um soco em Holmes (!), está bem próximo ao descrito nos livros, e continua sendo tanto uma ajuda inestimável e inseparável do detetive, quanto o contrapeso emotivo para o homem da razão. Jude Law, fisicamente parecido com a descrição de Doyle, assume o papel de forma segura, retratando a fase em que o doutor está para se casar com Mary Morstan. No entanto, um pouco diferente da maneira em que ocorre no Cânone, onde é Holmes quem apresenta a moça a Watson, e não o contrário.

Na história do longa, Holmes se vê envolvido na busca pelo vilão Lorde Blackwood (Mark Strong) e na investigação para chegar a tempo de salvar as próximas vítimas. Ocultismo, seitas secretas e rituais de magia dão o tom ao filme e acrescentam mais suspense à trama. O enredo é bem amarrado e conta com as explicações didáticas de Holmes no final. Aqueles já acostumados à engenhosidade dos casos do Cânone não terão grande dificuldade em se antecipar a algumas das revelações, e o filme talvez não seja tão imprevisível, mas, ainda assim, a diversão está garantida. Professor Moriarty, sem ter o rosto revelado, dá o gancho para o próximo filme da série.
O figurino da época e a cenografia estão impecáveis. Ser levado por entre as ruas da Londres Vitoriana pelas câmeras vertiginosas de Ritchie é uma experiência memorável. Melhor ainda ao som da trilha de Hans Zimmer, que está em perfeita harmonia com o intenso ritmo visual do diretor.

A adaptação de Guy Ritchie presta uma homenagem decente à obra de Doyle, apesar das diferenças e liberdades. Moderniza-a e a adapta ao século XXI com respeito. Deve agradar tanto aos novatos no universo sherlockiano quanto aos fãs incondicionais.

Que venham os próximos!

Publicado por: Vinícius Moreira -- http://twitter.com/Vinyciuz

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Monstros Interiores

O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry e Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll figuram entre aquelas obras que adquirem sentidos distintos com o passar do tempo, ou melhor, de acordo com a maturidade do leitor.  Ambos os livros já ganharam diversas versões em audiovisual encantando gerações de admiradores da sétima arte. E agora, um cineasta excêntrico chamado Spike Jonze, que já dirigiu as loucuras cinematográficas Quero Ser John Malkovich (1999) e Adaptação (2002), encara o desafio de transpor para tela o clássico Onde Vivem os Monstros (2009) de Maurice Sendak. A bela metáfora de uma criança descobrindo seus aspectos negativos como raiva, ciúmes, ira e vingança cai como uma luva para adultos que desejam apreciar um belo filme de conotação fantasiosa e melancólica. Visualmente o longa traz muitas tomadas com a câmera nas mãos do diretor, correndo esbaforido para alcançar o sentimento dos atores e, principalmente, dos bonecos. Desde História sem Fim (1984) e da saga Star Wars não víamos no cinema bonecos de “pelo e arame” tão bem feitos. O elenco que dubla os monstrinhos peludos também surpreende, com nomes como Chris Cooper (oscarizado em 2003 por Adaptação do próprio Jonze), Forest Whitaker (O Último Rei da Escócia – 2006), Paul Dano (Pequena Miss Sunshine – 2006) Catherine O’Hara (Esqueceram de Mim – 1990) e James Gandolfine (do seriado mafioso Família Soprano) dublando a criatura de maior destaque, o pequeno-grande-bi-polar Carol. A semelhança entre a personalidade do menino Max (Max Records) e Carol ultrapassam a simples conotação e adquirem ares de espelhagem interior, no sentido em que o que os olhos de um vêem, o coração do outro sente. Adultos, preparem os lenços e a mente para um mergulho em pequenos traumas de infância e só levem suas crianças ao cinema se elas forem sensíveis e imaginativas… No final das contas, esqueçam estes conselhos bobos, pois, qualquer um de coração leve e mente livre irá se emocionar em visitar, mesmo que por 100 minutos, seus monstros interiores.

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Infância Selvagem

“ Infelizmente faltou algo para se tornar uma experiência inesquecível.”

Vinicius Colares – Blog Dr. Caligari

“Tão inspirado quanto o clássico infantil de onde veio”.

Cadão Volpato – IG São Paulo

“É uma contagiante exaltação das pulsões mais primitivas – perigosas, até – da infância.”

Veja

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A Saga Crepúsculo: Lua Nova

Você já deve ter pela experiência de tentar assistir televisão enquanto duas ou três pessoas ficam conversando ao seu lado. Agora imagina mais de 250 pessoas gritando numa sala de cinema enquanto você tenta prestar atenção a um filme de duas horas e dez minutos de duração. Isso foi o que aconteceu na estreia de A Saga Crepúsculo: Lua Nova, ou seja, uma total falta de educação. As pessoas da sala não sabiam respeitar nem a obra que tanto adoram. Esse tipo de desorganização não acontece com outras franquias como Harry Potter ou Homem-Aranha. Como fã das três sagas, começo a perceber que a maioria absoluta dos ditos “fãs” da Saga Crepúsculo está lá (na sala de exibição) para ver homens sem camisa.
Feita a crítica aos fãs, vamos à crítica à obra. A Saga Crepúsculo: Lua Nova, a tão esperada adaptação cinematográfica da segunda parte da obra vampiresca de Stephenie Meyer chegou com tudo nos cinemas de todo o mundo. Os recordes foram vários, mas o mais impressionante foi o de maior arrecadação de abertura: nada menos que 72,7 milhões de dólares, ultrapassando Batman -- O Cavaleiro das Trevas, que ocupava o primeiro lugar com 67,2 milhões.
Desta vez Bella Swan (Kristen Stewart) se vê só na monótona cidade de Forks quando a família de seu namorado -- e vampiro -- Edward Cullen (Robert Pattinson) decide ir embora da cidade. Em meio a uma grande melancolia, Bella ainda é perseguida pela terrível vampira Victoria (Rachelle Lefevre) e encontra forças para suportar o abandono de seu amado em sua amizade com Jacob Black (Taylor Lautner), que também se encontra em fase de mudanças.
A roteirista Melissa Rosenberg, produtora e roteirista do seriado Dexter, realizou um trabalho dificílimo ao adaptar o livro para as telas. Lua Nova, o livro, é conhecido entre seus fãs como o pior livro da série, não necessariamente por ser ruim, mas devido à sua monotonia que, na minha opinião, é necessária. Por contar a história de Bella quando esta se encontra sem um sentido para sua vida, a história é arrastada, sem muitos acontecimentos que não fossem a rotina e os sofrimentos internos da personagem principal. Como o filme não poderia seguir o mesmo rumo, Melissa acrescenta ao roteiro cenas de ação e outros acontecimentos que só são citados na obra original pois, como, no livro, a história nos é contada pela própria Bella, só vemos o que a personagem vê. Isso enriquece muito o filme e evita que o mesmo se torne linear demais, o que seria prejudicial. Foi possível até mesmo fazer com que Edward não ficasse fora de cena na maior parte do tempo, o que acontece no livro de Stephenie Meyer. Ao invés de Bella só ouvir o vampiro em sua mente, ela passa a vê-lo. Foi uma forma de atender ao “pedido” da produtora (que não queria perder em bilheteria devido à pequena participação de Pattinson) e de tornar mais entendível o fato de que Bella estava tendo alucinações.
Apesar de tudo isso, o roteiro comete algumas falhas conjuntas com a direção e o elenco. Diferentemente ao filme anterior, a sequência tropeça bastante nas cenas de Isabella Swan e Edward Cullen, o casal principal. Kristen Stewart (O Quarto do Pânico) e Robert Pattinson (Harry Potter e o Cálice de Fogo), intérpretes dos dois personagens principais, não chegam nem perto de atingir a química necessária entre seus personagens. O que em Crepúsculo estava excelente passa a ser muito estranho. Pattinson interpreta um Edward carrancudo a todo momento, o que não se parece em nada com o original. Kristen fala muito pausadamente, tentando passar emoção demais, e o resultado é bastante negativo. Fora isso, Chris Weitz (American Pie) e sua equipe não dão mais a mínima para as aparências, pois não tentam mais disfarçar a idade de Pattinson, que deveria aparentar ter os eternos 17 anos de Edward, assim como sua irmã Alice, interpretada por Ashley Greene (Crepúsculo).
Falando em Weitz, deve-se considerar que estas são duas das poucas, mas graves, falhas do diretor. Ele faz muito bonito quando o assunto é a parte técnica do filme, assim como o fez no belo A Bússola de Ouro. Os cenários conseguem ser ainda mais fiéis ao livro do que o filme anterior -- destaque para Volterra e a sede subterrânea dos Volturi. A fotografia também está maravilhosa e os efeitos especiais estão infinitamente melhores, apesar de ainda não poderem se igualar aos de outras superproduções cinematográficas, o que seria até injusto. A Saga Crepúsculo: Lua Nova teve um custo de 50 milhões de dólares, o que é muito pouco para um produções que exigem muito efeitos gráficos. Para se ter ideia, Harry Potter e o Enigma do Príncipe (David Yates) e Transformers: A Vingança dos Derrotados (Michael Bay) tiveram orçamentos que ultrapassam os 200 milhões de dólares cada. Weitz só teve 13 milhões a mais que Katherine Hardwicke (Aos Treze), diretora de Crepúsculo, e fez algo muito superior. Não só nos efeitos, mas também nas contratações.
Os novos atores da saga fazem um trabalho impecável. Desses deve-se destacar dois: Michael Sheen (Frost/Nixon) e Dakota Fanning (Guerras dos Mundos). Sheen interpreta um dos três líderes do clã Volturi, Aro, e Dakota faz a “jovem” Jane. Com pequenas participações, mas de grande importância para o futuro da cinessérie, os dois dão uma demonstração do que virá nos próximos filmes. Já dos atores que estavam no primeiro filme, há um a se destacar: Taylor Lautner (Doze é Demais 2). O jovem ator de 17 anos, que interpreta Jacob Black, o melhor amigo de Bella, era incerto para fazer a adaptação de Lua Nova devido à grandes mudanças físicas que ocorrem em seu personagem, exigindo um ator mais alto e bem mais musculoso. Lautner conseguiu ganhar 17 quilos de massa muscular durante o periodo entre as gravações dos dois filmes e ganhou o papel. Além de todo esse esforço, Taylor interpreta muito bem e é, dos tres atores principais, o mais talentoso até aqui.
Algo que não se pode negar é a superioridade de A Saga Crepúsculo: Lua Nova ao seu antecessor Crepúsculo. Mas esta sequência poderia ser muito melhor do que foi devido a alguns erros que poderiam ser corrigidos sem muito trabalho. Se Weitz também fosse diretor do próximo filme da saga, eu apostaria em seu sucesso, devido ao excelente trabalho que o diretor realiza em cenas de ação e efeitos especiais. Mas vamos esperar para ver o que David Slade (30 Dias de Noite), contratado para assumir a adptação aos cinemas de Eclipse, pode fazer além de filmes de terror e suspense, como o chato MeninaMá.com.

Publicado por: Leonardo Gadêlha -- www.cinematuto.blogspot.com

A Saga Crepúsculo: Lua Nova Seja o 1º a comentar
Nada Elementar, Meu Caro Ritchie…

Quem estiver acostumado com a sóbria narrativa literária com que Arthur Conan Doyle conduz suas personas nos livros de Sherlock Holmes, pode se preparar para uma revolução e modernização deste clássico detetive. O roteiro que conduz o primeiro filme da franquia (sim, o final dá margem para uma continuação) tem tudo que uma boa trama de aventura, mistério e suspense pede, menos obviedade. As pistas estão soltas no decorrer da história retratada em Sherlock Holmes (2009) para serem deduzidas e amarradas durante o clímax pelo investigador inglês. Mas a intelectualidade é apenas um charme vitoriano, junto com figurinos, direção de arte e ambientação do século retrasado. Os modernosos socos e sopapos típicos dos longas de Guy Ritchie, como Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998) e Snatch – Porcos e Diamantes (2000) estão lá em belas câmeras lentas com exclusiva narração de Holmes para cada movimento a ser feito, como se a pancadaria também tivesse pistas à serem desvendadas, ou melhor, desafios à serem literalmente derrubados! Ângulos impensáveis, excelente trilha sonora de Hans Zimmer (responsável pelo som em Cavaleiro das Trevas – 2008) e elenco afiadíssimo formado por Robert Downey Jr. (Sherlock), Jude Law (Watson) e Rachel McAdams (Irene Adler) completam a obra que promete iniciar com o pé direito as grandes estréias de 2010. Um ótimo começo… E que venha Moriaty!

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Pancadaria Sagaz

“Seu programa para esse verão já está garantido.”

Marcelo Forlani -- Omelete

“Quem entrar na sessão inadvertidamente se sentirá como em RocknRolla: numa grande roubada.”

Tatiana Rezende – Minha Notícia

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Avatar

Alguns posts atrás, eu comentei que não deveria esperar muito de um filme cujo trailer tinha somente uma fala (e era uma fala estúpida: “This is great”) e só cenas de ação. Foi bom pensar assim, porque com baixas expectativas, Avatar me surpreendeu. Não muito, mas surpreendeu.

A história se passa em Pandora, no ano 2154 (da Terra). Pandora é um satélite do planeta Polyphemus, que orbita a estrela Alpha Centauri A. Uma corporação investiu muita grana para extrair um metal, o unobtanium (unobtainable = inobtível), que vale milhões de dólares o quilo. Lá, encontraram resistência do povo nativo, os Na’vi, que são azuis. Para tentar diminuir a resistência dos Na’vi, e conhecer melhor a natureza do planeta, a corporação tem uma equipe de cientistas que desenvolveu os Avatares, corpos com DNA Na’vi e humano, que são “pilotados” pelos humanos cujo DNA foi usado. Um destes pilotos foi assassinado antes de ir para Pandora, então seu irmão gêmeo, Jake Sully, um ex-fuzileiro naval, foi chamado para tomar seu lugar, já que seu DNA é igual.

O roteiro não tem nada intrinsicamente novo. É a história do invasor que se une aos nativos injustiçados, motivado pelo seu amor por uma nativa e por sua compreensão da cultura local. O único personagem que se transforma, nessa história, é próprio Jake Sully, que no começo é um soldado entre cientistas, com pouco interesse pelo povo Na’vi.

Um ponto interessante do filme é que ele conta a história da mineração, mas num nível interplanetário. O que a corporação está fazendo em Pandora é o mesmo que foi feito na África e na América durante muito tempo: as corporações dos países ricos localizavam grandes reservas minerais e de pedras preciosas e expulsavam os nativos. Ainda bem que hoje em dia isso mudou. Pelo menos na minha experiência com mineradoras, vi que o trabalho de relacionamento com as comunidades é muito sério. Claro que facilita quando você tem algo a oferecer que interesse a essas comunidades. No caso dos Na’vi, nada que os humanos pudessem oferecer lhes interessaria, tudo o que eles queriam era continuar no lugar deles.

A referência mais próxima que eu tenho para os Na’vi são os elfos. Eles têm alguns aspectos que se parecem com estereótipos de tribos nativas africanas, mas com uma leveza e elegância élfica. Por outro lado, sua ligação com a natureza não é mística, como a dos elfos. Eles literalmente conectam seus neurônios com os dos outros seres vivos. Isso lhes dá uma compreensão holística da natureza, e eles entendem o papel de cada ser vivo no mundo. Isso me lembrou os elfos da série Eragon, que como parte do treinamento têm de aprender a sentir os outros seres e se conectar a eles. Por falar em Eragon, a floresta de Pandora é muito parecida com o que imaginei de Ellesméra.

Eu disse que o roteiro fraco, mas ainda assim ele é bem amarrado. Detalhes que são apresentados no começo do filme são retomados de forma importante mais tarde, então não tem nada sobrando. Os diálogos não se destacam, mas algumas falas de efeito do Quaritch, chefe de segurança e vilão principal, são boas, no nível de “Adoro o cheiro de napalm pela manhã”.

Os efeitos são, naturalmente, surpreendentes. Na minha opinião, o filme quase pode ser considerado uma animação, já que praticamente tudo é computação gráfica. Todo o cenário da floresta é CG, os personagens Na’vi são CG, os helicópteros e armas são CG. Ainda assim, boa parte do filme foi rodado da Nova Zelândia, local que, como sabemos desde O Senhor dos Anéis, tem paisagens que se prestam muito bem a esse fim. As próteses e props e objetos de cena foram feitos pela WETA Workshop, a mesma que fez armas e armaduras para O Senhor dos Anéis.

Postado também em http://geladeiraoraculo.blogspot.com

Publicado por: Toni

Cameron Conseguiu Mais Uma Vez!

James Cameron revolucionou o cinema uma vez com “O Exterminador do Futuro”, revolucionou novamente, com “Titanic” e agora, mais uma vez, ele revoluciona, não só o cinema, mas também a indústria de efeitos visuais, com “Avatar”. Sem Cameron, o cinema não seria o mesmo. É incrível a técnica usada neste filme. É um dos filmes com melhores efeitos visuais já feitos, na minha opnião, e com certeza, ganhará o Oscar(de efeitos visuais). O mundo de Pandora é tão bem criado, que em certas vezes achamos que aquele mundo realmente existe. Vemos blocos de terra voando, vemos animais esdrúxulos, e uma fauna fora da realidade, que acende no escuro, e isto tudo parece cabível e real, devido a magnitude dos efeitos. Na verdade, não só dos efeitos, tudo, num conjunto, forma esta obra magnífica, que merece ser lembrada para sempre, como “Titanic” e “O Exterminador do Futuro”. Aliás, voltando a Pandora, cada folha, cada árvore, cada espécie e o dialeto dos Na’vi foram criados um a um, com todo o carinho e dedicação de Cameron, e o resultado vemos em tela. Ainda bem, que o primeiro filme do ano de 2010 que assisti, foi “Avatar”. Começei o ano com pé direito! Aliás, tudo na parte técnica merece destaque, tudo. Desde os fabulosas e inacreditáveis efeitos especiais, passando pela trilha sonora, que cumpre o seu papel de realçar os sentimentos, até a criação, dos Na’vi e dos Avatares. Isto, também merece destaque. A começar pelos movimentos dos personagens, onde foi usada a captura digital, o que permite melhor interpretação e muito mais naturalidade e veracidade aos “bonecos”. Outro avanço que “Avatar” traz são os olhos dos personagens, que antes eram a parte mais difícil, James Cameron, aqui, consegue uma enorme profundidade nos olhos de seus personagens. Impressionante! James Cameron dirige, perfeitamente, e escreve “Avatar”. Na verdade, Cameron consegue a proeza de inventar uma história simples, e transformá-la numa coisa tão bela, e com o seu modo narrativo, inovadora. No elenco, temos Sigourney Weaver, numa interpretação incrível, como a cientista apaixonada por Pandora. Também vemos Michelle Rodriguez, como a piloto das naves de batalha, também muito bem. Enfim, parabéns a James Cameron por revolucionar mais uma vez o cinema e parabéns a todos os envolvidos neste filme, por terem realizado um trabalho tão primoroso. A história: Um homem paraplégico é enviado, por meio de seu Avatar, para a selva de Pandora, para conquistar a confiança do povo Na’vi, e convencê-los a se retirarem de lá, para os militares poderem explorar uma pedra que há em baixo da tribo deles. Mas tudo se complica, e as coisas começam a piorar…. Vale muito, muito a pena!

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com