O Adeus de Heath…

Já fazem dois anos da morte de Heath Ledger, mas a saudade ainda é grande. Lembro que no dia que ele morreu, corri para a locadora e aluguei vários filmes deles que ainda não tinha visto, como Casanova e Coração de Cavaleiro. Ainda me emociono cada vez que vejo sua atuação em O Segredo de Brokeback Mountain. Mas sua grande performance certamente foi em Batman -- Cavaleiro das Trevas com seu perturbado e visseral Coringa. Aqui no MovieYou o filme também tem seu marco, afinal o primeiro post foi sobre essa obra. Fã de Terry Gillian em seu Brazil -- O Filme, além de tudo do Monty Python, fiquei muito feliz em saber que a última vez que veria Heath no cinema seria pelas mãos dele. Além disso, fiquei muito empolgada e ansiosa para ver Johnny Depp, Colin Farrell e Jude Law susbtituindo honradamente Heath nas cenas que ele não pode gravar. O filme, porém, fica na promessa. Visualmente é muito bem desenvolvido e bonito, mas a edição e as atuações parecem travadas e estereotipadas,  além do roteiro ser confuso em vários momentos. A solução de colocar três atores para substituir Heath soou falsa, por mais que não tivesse outra opção. Valeu ver o filme pelo saudosismo, mas ainda sim prefiro aquele chapéu de cowboy ou a maquiagem toda borrada… Why So Serious?!

O Imaginário do Doutor Parnassus Seja o 1º a comentar
Bad Trip

Marcelo Gomes (Cinema, Aspirimas e Urubus) e Karim Aunouz (Madame Satã e O Céu de Suelly) são dois dos diretores mais competentes do cinema brasileiro atual. Mas juntos em Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, conseguiram provocar a sensaçã em fãs do audiovisual de que aquilo não deveria ser feito… pelo menos da fã aqui. Muito experimental, o filme seria ótimo para ser ver em uma exposição de vídeo arte… Mas ficar sentando vendo aquilo foi um suplício pior que ter que ver a Paris Hilton tentanto interpretar. Cheio de músicas bregas, o longa mostra a “saga” de um geólogo pelo interior nordestino que, apesar das saudades da amada, resolve se deliciar com umas putas xexelantas de beira de estrada. Monôtona, vazio, viaja mas não chega a lugar nenhum… Escolha ver esse filme se estiver chapado, ou for muito idiota!!!

Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo. Seja o 1º a comentar
Furos na Armadura

Robert Downey Jr. é invencível realmente. Após a atuação impecável no mesmo que irregular Sherlock Homes, Downey Jr. volta à pele daquele que garante seu papel de protagonista. Robert Downey Jr. pode afirmar que é Tony Stark assim como o personagem por sua vez revela ao mundo ser o Homem de Ferro. E dessa forma, que se inicia Homem de Ferro 2, com o som da tão marcante coletiva de imprensa que encerrou o primeiro filme. Logo, vemos a imagem de Tony numa TV na Rússia, e o leito de morte do pai de um futuro arquiinimigo do Homem de Ferro, Wiplash, ou melhor, Ivan Vanko, nome próprio ao qual é chamado durante toda a projeção, numa cena que remete a cena da caverna do primeiro Homem de Ferro. Passam 6 anos, e o que se vê é um Tony Stark vaidoso em um show pirotécnico, se apresentando de uma maneira que se fosse possível na vida real o próprio Downey Jr o faria em alguma Comic Con. Mas, espera aí, onde está a cena do trailer com o beijo sexy da Pepper no capacete do Homem de Ferro? Você viu? Eu não. Bem, o ponto de partida da nova trama é exatamente o governo norte americano bater de frente com o playboy milionário que trata a arma mais poderosa do mundo como se fosse um brinquedo. Eis que é apresentado o segundo grande vilão da trama, o Wannabe Tony Stark, Justin Hammer, que surge tal um Stand Up Show. Há quem ache o máximo, há quem ache horrível, eu opto pela segunda opção. A apresentação de Rhodey na versão Don Cheadle, está à milhas de distancia da ótima de Terrence Howard do primeiro filme. Enquanto Rhodey surgia no primeiro filme como o militar confiante perante seus recrutas, o Rhodey de Don, surge de costas e após uma voz imperativa diz: ?Leia o que está escrito?, e é um incomodo que permeia durante todo o filme, o que até deveras injusto, pois é um bom ator, e poderia ter recebido um roteiro melhor. E por falar em roteiro, Jon Favreu trocou o time de roteristas do primeiro filme pelo fanfarrão Justin Theroux, e saibam que é o mesmo da comédia Trovão Tropical. E acabou que por ter uma trama sem conexões emocionais entre os personagens, por exemplo, a doce Pepper Potts, virou uma namoradinha ranzinza, e uma bela rasgada de roteiro do primeiro filme tornando Howard Stark um cara legal, com ligação direta com a S.H.I.E.L.D, o tipo de ligação que já é irritante nos quadrinhos, os pais do Peter Parker eram agentes, blá, blá, blá, pêra aí, NE!! E tal fato que tira toda a força da auto suficiência de Tony Stark, e toda a graça do discurso do vilão Ivan de Tony estar pagando pelos pecados do legado Stark. Samuel L. Jackson é Samuel L. Jackson, OK. Mas, a salvação do filme está exatamente na quase muda, mas linda e maravilhosa, Scarlett Johansson, bastante convincente nas cenas de ação a qual protagoniza, o que me animou e muito pensando na possibilidade da Distinta Concorrência realizar cenas de ação com uma determinada Gata. Tirando a ruivinha, no surprises, tirando é claro o que caiu do céu após os créditos. Homem de Ferro 2 é um bom filme sem dúvida, mas não é uma boa continuação.

Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/

HOMEM DE FERRO 2 Seja o 1º a comentar
Que Decepção, Tim Burton!

Quando dizem que a propaganda é a alma do negócio, estão certos. Muitos filmes lucram, não por sua qualidade, mas pela expectativa que criaram nas pessoas, usando o marketing, para assisti-los. Este é o caso de “Alice no País das Maravilhas”, a mais nova adaptação do conto de Lewis Carroll, dirigido por Tim Burton, que já dirigiu filmes magníficos, como “Edward -- Mãos de Tesoura”, “Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas” e “A Noiva Cadáver”, que agora nos apresenta a um filme mediano. Como já é de praxe de Burton, esta produção adquiri um tom sombrio, com cores mortas. Aliás, a parte técnica de “Alice no País das Maravilhas” é impecável, a fotografia, intercala muito bem cores obscuras com cores alegres, para diferenciar a personalidade das duas rainhas. Os figurinos também são muito bem concebidos, vale ressaltar o figurino de Johnny Depp, como o Chapeleiro Maluco. O elenco, devo reconhecer, é recheado de estrelas, como Johnny Depp, que parece se adaptar muito bem ao papel, Helena Bonham Carter, como a Rainha de Copas e Anne Hathaway, que a pouco tempo escrevi sobre ela, na minha crítica do filme “Noivas em Guerra”, e tenho que dizer que Hathaway não voltou a ser como em “O Casamento de Rachel”, mas melhorou muito, comparado a “Noivas em Guerra”. E, para finalizar: o roteiro. É ai que o filme erra. Na verdade, este filme é uma continuação a história original de Alice. Nesta mais nova adaptação do livro “Alice no País das Maravilhas”, o Chapeleiro Maluco tem muito mais destaque, e podemos descobrir um pouco mais sobre Alice, sua vida, sua família e seu estilo. Mas, para estes prós, o roteiro também nos apresenta a muitos contras. Um deles por exemplo, é nos apresentar a uma história fraca, rasa, sem aprofundamento. Outro ponto negativo, em relação ao roteiro, é que história apresentada a nós é desinteressante, chata e clichê. Ou seja, toda a profundidade da obra de Lewis Carroll, é exterminada neste filme. Resumindo: Tecnicamente impecável, mas decepciona no roteiro. O mesmo narra a jornada, quando Alice volta ao país das maravilhas. Agora ela tem que impedir o domínio da Rainha de Copas. Me decepcionou.

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

Alice no País das Maravilhas Seja o 1º a comentar
Romance em Tempos de Guerra

10 entre 10 meninas consideram Diário de Uma Paixão um dos melhores filmes de romance. Eu particularmente nunca vi… Algum leitor neutro e justo me recomenda? Pois bem, vi estes dias Querido John (2010) baseado no livro do mesmo autor de Diário de Uma Paixão, Nicholas Sparks. Dirigido por Lasse Hallström, o mesmo do excelente Chocolate (2000), o longa apresenta todos os clichês típicos de filmes românticos bom direito a beijo na chuva. Tirando o óbvio de um relacionamento perfeito, com suas agruras e ironias do destino, o longa ao menos chama atenção em duas coisas. A primeira por ser o primeiro romance de guerra que vejo ambientado no 11 de Setembro. E segundo por Richard Jenkis, que concorreu ao Oscar por seu papel em O Visitante (2007), que ao interpretar um autista consegue trazer candura e realismo ao filme. Ao final das contas, recomendo Querido John como o típico filme para se ver em casal. Tem romance para ela e guerra para ele. E que sejam felizes até o final da sessão…

Querido John 2 Comentários
Alice cresceu…

Alice cresceu, e não foi vivendo no País das Maravilhas. E garanto que não foi só a personagem que cresceu. O diretor Tim Burton conseguiu dar a grandiosidade cinematográfica que a saga desta jovem e imaginativa garota merece. Até então a minha única referência para Alice era o antigo longa da Disney de 1951, ou filmes que usam a mesma metáfora de auto-descoberta de uma curiosa garota: Coraline e o Mundo Secreto (2009) e O Labirinto do Fauno (2006). Estas jornadas de pequenas heroínas que usam a imaginação para metaforizar a realidade, seja nas relações familiares ou nas pequenas sutilezas da vida, sempre me encantaram. E agora Tim Burton e seu Alice no País das Maravilhas (2010) nos traz uma Alice madura, guerreira, que sabe inovar, se transformar e enfrentar todo e qualquer paradigma. A novata Mia Wasikowska soube trazer candura e força para a personagem. Johnny Depp e Helena Bonham Carter sempre competentes e Anne Hathaway soube incorporar todos os trejeitos de uma típica princesa Disney. Foi uma boa surpresa ouvir a voz de Alan Rickman (O Snape dos filmes de Harry Potter) como a sábia lagarta azul. Vi a versão em 2D e confesso que fiquei incomodada com a gratuidade de algumas tomadas típicas para 3D. Por estes excessos, o filme perdeu 1 película na nota, mas pelo típico sonho delirante e gótico de Tim Burton, me agradou e muito, além de me fazer querer levar um certo gato sorridente para casa…

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Carell + Fey = Alto teor de risadas!

Há atores que se combinam. E geralmente, um filme com eles, se torna sucesso. É o caso de Steve Carell e Tina Fey, em \”Uma Noite Fora de Série\”. Junte dois atores carismáticos, um roteiro hilário e uma produção bem executada e você conseguirá criar um filme muito bom! É exatamente isto que acontece nesta produção. Acima de tudo, \”Uma Noite Fora de Série\” é um filme objetivo, vai direto ao ponto, sem enrolar e nos faz chorar de tanto rir! Há três cenas (as quais não irei revelar), que são hilárias. Só estas cenas já compensam o valor do ingresso. Mas claro, o filme possui muitos outros pontos positivos, como o roteiro, muito original, e o elenco, composto por Steve Carell e Tina Fey, como a dupla principal. Carell e Fey se encaixam muito bem. Já nos coadjuvantes, temos Mark Wahlberg e Ray Liotta, e uma pequena ponta do vocalista do grupo Black Eyed Peas, Will I Am. Mas quem realmente rouba a cena são o casal protagonista, o que é um fato louvável, levando em conta que os protagonistas principais devem cativar o público, e levar o filme. Perto de Carell e Fey, os outros coadjuvantes não são nada. Enfim, vou encerrar minha crítica por aqui, e fica a critério de vocês assistirem ou não. Mas o meu conselho e a minha opinião é: Não perca tempo, corra até o cinema, compre ingressos e assista a \”Uma Noite Fora de Série\”. A história: Um casal, a procura de uma noite romântica, se passa por um outro casal, para poder conseguir uma mesa em um restaurante. Mas eles não sabem que o casal que eles estavam se passando, estava metido com criminosos e chantagens. Então, eles tem que provar que não são este casal. Incrível!

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

Uma Noite Fora de Série Seja o 1º a comentar
Atuações explosivas em um filme calmo

Entre irmãos (Brothers) já me chamou atenção no trailer. Nele, cenas dramáticas e explosivas, prometendo um filme bom em atuações. Entre as cenas rápidas, deu para perceber que o ator Tobey Maguire (Homem-Aranha) estava muito mais magro do que o normal. E quando esse tipo de dedicação acontece, mostra que coisa boa vem por aí.

O filme conta a história de dois irmãos de personalidades e vidas diferentes. Um é soldado exemplar (orgulho do papai) e o outro, um ex-presidiário recém libertado. Quando o soldado (Tobey Maguire) vai numa missão ao Afeganistão e é dado como MORTO, seu irmão toma conta de sua vida, suas filhas e sua esposa. Daí você já imagina o que acontece quando ele aparece de volta? TENSO!

A promessa do trailer foi cumprida no filme. Tobey Maguire dá um show de atuação mostrando o que é paranóia, loucura, explosão, piti e raiva. O que fez ele ganhar uma indicação ao Globo de Ouro para Melhor Ator de 2009.

Mas o que eu gostei mais foi da atriz mirim de 11 anos, Bailee Madison, que interpreta a filha mais velha dele, no filme. Ela é boa ÓTIMA atriz em todos os tipos de cenas do filme: cenas de felicidade, de tensão extrema e, principalmente, em cenas de tristeza. Vai saber chorar assim na PQP! Incrível! Só digo uma coisa: A cena principal do filme, que acontece em uma mesa de jantar, é totalmente DELA! Ela carrega a cena inteira nas costas passando por cima de sete atores veteranos que estão ali com ela.

Fora isso, o filme tem mais tensão e climão-chato-em-família. Cenas do tipo, que está tudo muito calmo? daí começa leves provocações, que vão aumentando? aumentando? até que você pensa: AGORA FODEU! ESTOPIM! Vai voar coisas pela casa toda! IRRAAAÁ!

O filme também conta com Natalie Portman (V de Vingança) e Jake Gyllenhaal (O Segredo de Brokeback Mountain). Vamos dizer que essa película é um belo retrato de um trauma que vira paranóia! Eu gostei bastante e recomendo! Assistam!

Dica: NÃO vejam o trailer? ele conta o filme INTEIRO, literalmente. Repito: Não assistam o trailer!

Vão ao cinema! Cinema é cultura!

Publicado por: Vinicius Paraiba -- http://www.viniciusparaiba.com.br

Entre Irmãos Seja o 1º a comentar
PEACE & I LOVE NY

Qual a importância de um artista para a sociedade a ponto de mobilizar o povo politicamente? Porque John Lennon, um artista que foi um ícone pop, se tornou de uma hora para a outra um ativista político, ou melhor, potencialmente um pacifista? Essas e outras perguntas encontram resposta em The U.S. X John Lennon. O filme se inicia de forma irregular tecnicamente falando, pois ganha a cara de extras de DVD, com sempre alguma personalidade sentada numa cadeira que teve direta ou indiretamente uma ligação com Lennon, inclusive a viúva Yoko Ono. No entanto, a ausência dos depoimentos de Paul McCartney e Ringo Star, que por ventura poderiam enriquecer o documentário, afinal se na época de ativismo houve um afastamento de Lennon dos outros Beatles, seria bom ouvir a opinião deles hoje em dia sobre o episódio, mas acaba que não se tornando necessário, eis que as testemunhas da fase militante de John Lennon estão presentes para dar seus depoimentos no documentário. O filme retrocede a fase de infância de Lennon, buscando entender o porquê da sua rebeldia, atribuindo como motivo a separação dos pais, sendo John criado apenas por sua mãe. Aí dá um salto para a queima de discos do Beatles, após a declaração de John Lennon, que para a juventude inglesa os Beatles eram mais populares que Jesus Cristo, algo que de pronto ele tentou se retratar, pois haviam interpretado ao pé da letra sua declaração, mas enfim, essa é a parte do filme para demonstrar o quanto a força da palavra de um Beatle poderia valer. Daí, imagens dos Beatles tocando Revolution. Pula para a lua de mel televisionada de John e Yoko, em que numa atitude esperta do casal, acabou se tornando um longo protesto de paz. Claro, contestado e ridicularizado pela imprensa. Daí o filme pega ritmo, e traça aquilo que a premissa tem a intenção de demonstrar que é quanto o poeta, pacifista e cantor incomodou os Senhores da Guerra. Com uma trilha sonora que conheço muito bem, eu que sou mais entusiasta do Lennon solo do que na sua carreira junto aos Beatles, hits como Give peace a chance, Imagine, Working class Hero, e outros, e seus eventuais significados. E as imagens de arquivo, tomam o contorno de demonstrar um Lennon, mais do que vivo e compreender muito bem a sua pessoa, e seu bravo combate contra a apatia da juventude, e o quão assusta lideranças repressoras a luta pela liberdade de expressão.

Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/

The U.S. x John Lennon 1 Comentário
O terror real (ou não)

Normalmente, o que me faz sentir medo em um filme, é o realismo e não saber se aquilo é verdade mesmo ou não. Um dos filmes que mais me marcou foi A Bruxa de Blair. A publicidade em volta daquele filme, principalmente com virais na internet, fez com que um filme barato se tornasse recordista de bilheteria.

Eu, na época com 13 ou 14 anos, quando terminei de assistir ao filme, tive a impressão que precisava provar pra mim que aquilo não era verdade. A internet não ajudava muito naquela época e eu tive que ir dormir com aquele barulho.

Chegando a 2010, me aparece um filme chamado Contatos de 4º Grau (The Fourth Kind). Nele, diretamente no trailer, já havia a promessa de imagens reais amadoras, misturada com o filme em forma de reconstituição. Todo marketing existente foi em cima de que tudo era baseado em fatos reais.

Vamos dizer que, quem vai ao cinema achando que é real realmente sai impressionado de lá. Até porque, já no começo do filme, a atriz Mila Jovovich se apresenta, dando credibilidade ao conteúdo, dizendo que vai interpretar a psicóloga Dr. Abbey Tyler e que as imagens a seguir são completamente perturbadoras.

A sinopse é mais ou menos isso: O filme se passa no Alasca, onde misteriosamente são registrados um grande número de desaparecimentos. Quando a psicóloga Dr. Abigail começa a gravar suas sessões com pacientes traumatizados acaba descobrindo as mais perturbadoras evidências de abduções alienígenas, jamais reveladas ao público. Veja os fatos documentados por filmagens reais e tire suas conclusões.

Ok a tacada foi boa. Os atores que aparecem nas supostas fitas reais amadoras não são creditados no final. Sim o filme consegue o objetivo dele, que é assustar.

Mas na era da informação, a verdade sempre acaba vindo a público.

Um mês antes do lançamento do filme, os jornais Alaska descobriram que Abigail foi criada pelos próprios produtores. Funcionários do governo do Alasca declararam que não há nenhuma pessoa, com este nome, licenciada para trabalhar em qualquer função no Estado. E por fim o diretor do Alaska Psychiatric Institute e o presidente da Associação de Psicologia do Alasca declararam jamais ter ouvido falar de Abigail Tyler.

Provado tudo isso qual a graça do filme?

Quando um filme inteiro joga todo o seu peso em cima de um ponto só e é levado nessa única base durante os 98 minutos no MÍNIMO, a única coisa que tem que funcionar é o que eles estão dizendo que é verdade.

Um mês antes do lançamento, o único pilar de sustentação de Contatos de 4º Grau foi derrubado pela imprensa. E quem diria a mesma ferramenta que Bruxa de Blair usou a seu favor, lá em 1999, faturando 248 milhões em bilheteria, Contatos de 4º Grau tentou usar dez anos depois e acabou dando um tiro no pé.

Ou não … tire suas conclusões.

Publicado por: Vinicius Paraiba

Contatos de 4º Grau 2 Comentários