Até que ponto um romântico assumido pode levar na brincadeira algo que gostaria que fosse sério? Para sempre?
Até onde alguém pode ir em busca de fazer nascer o amor em um coração ermo?
Seguimos a vida de Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) por 500 dias, desde o momento em que ele põe os olhos pela primeira vez na bela, porém distante, Summer Finn (Zooey Deschannel), até o desfecho dessa bela história, contada de maneira atemporal, intercalando os dias do início, meio e fim. Nos fazendo, a cada minuto-dia desta jornada, sentir o tapa da realidade, fazendo nos torcer, chorar, rir e imaginar o final desta.
Com uma trilha sonora curiosa no mínimo, o diretor prende a nossa atenção, cada fato com a música apropriada, cada música lembrando algo de importância na vida do casal. Sempre com um pé nostálgico nas décadas de 70 e 80.
Algo de bom surge deste relacionamento: o crescimento dos dois personagens. Esta é a lição. Não importa o que aconteça, não importa se acontece como queremos ou não, o que vale é o que ganhamos no tempo que temos com a pessoa amada.
Publicado por: Júlio César Nardone -- andrionsthoughts.blogspot.com
Em um escritório em Salvador, mais de 100 pessoas se debruçam em computadores para montar um longa-metragem brasileiro estrelado por Ivete Sangalo, que será protagonizado pelo avatar da cantora: Ivete Stellar. “Hoje quando se pensa em cinema, animação 3D é o assunto do momento. “Estamos fazendo a versão 100% brasileira para assistir com aqueles óculos coloridos, e com distribuição internacional”, diz o diretor Renato Barreto. Um trailer inicial foi elaborado no ano passado para possíveis colaboradores, e a mocinha já ganhou as feições da cantora: “Teremos mais qualidade quando o longa sair”, antecipa-se Barreto.
Algumas “baianidades” devem pincelar o longa, como a “nave-trio” da heroína, que a fará planar sobre cenários turísticos da Bahia e de outras regiões do Brasil. Os vilões também tiveram inspiração caseira: “Vieram das carrancas que espantam maus espíritos”, diz Motta.
Publicado por: denison rosario
O bairro paulistano da Liberdade, reduto da cultura oriental na cidade de São Paulo, possui todos os elementos para um bom suspense noir: inferninhos iluminados por neon vermelho, prostitutas de todas as raças e leões de chácara em cada esquina. Com esse tempero com gosto de molho shoyu o diretor Nelson Yu Lik-wai tentou levar o público a embarcar em Plastic City (2008), longa com uma trama cheia de metáforas, mas com buracos difíceis de enfrentar para qualquer ninja ou samurai. Nascido em Hong Kong, Yu Lik-wai desenvolveu a visão de uma Ásia ao mesmo tempo moderna e cheia de características de submundo e foi este o olhar usado nos mais de 15 filmes em que atuou como diretor de fotografia. Assumindo também a direção em 4 longas, esse olhar se acentuou nos limites de surrealismo, prova disso é a trama confusa de Plastic City. O filme começa apresentando o criminoso Yuda (Anthony Wong Chau-Sang) que vive do contrabando e venda de mercadorias Made in Asia, ou Made In Trabalho-Escravo… como preferir! Aparentemente estamos diante de uma biografia não autorizada de Law Kin Chong, o já proclamado Rei da 25 de Março, rua de comércio popular de São Paulo com o maior índice de produtos piratas por metro quadrado das Américas. Porém, esta linha narrativa é totalmente despistada no transcorrer das cenas e nos vemos diante de uma história que mistura iniciação yakusa, samurais urbanóides, periferias de grandes metrópoles, evangelismo e mais uma salada indigesta de simbologias. Sem ter quem o guie de forma sensata e coerente o espectador se perde totalmente e uma boa premissa acaba indo para o ralo. O argumento inicialmente interessante é suicidado por um ar artístico pedante de mais. Não só a narrativa é sucumbida por este erro, mas a linguagem cinematográfica da obra que deveria ser surreal e moderna peca em erros crassos, como a nítida e parca dublagem dos protagonistas quando falam em português. A conclusão depois de se ver Plastic City é a de que depois de tantos “vai-e-vens” que não levam a lugar algum fica o desejo de que a Liberdade seja cenário de um longa mais promissor e valioso no futuro.
“A segunda parte do filme é uma viagem de LSD.”
“Surge com uma proposta interessante, mas tropeça em seus próprios passos e cai de boca no chão.”
“Produto de um mundo globalizado Plastic City não agradou à crítica em Veneza. Houve um princípio de vaia.”
Max Records é o melhor ator de 12 anos de idade do mundo, e a prova disso é Onde vivem os monstros? Eu acreditei no mundo extraordinário ao qual Max fugiu, por causa da cresça do mesmo: Os gritos, as corridas, o medo, a amizade e o choro. Mas, sem sombra de dúvida a produção teve um trato muito competente na criação dos monstros: Carol, Kw, Douglas, Ira, Judith, Alexander e Bernard, ainda mais com a perfeita interação de Max com estes que torna aquele mundo crível. Já esmiuçado por outros que cada um dos monstros seria cada sentimento de Max, no entanto sem discordar de tal assertiva, digo que os personagens são tão bem construídos que a pessoa mesmo não estando atenta a essa informação pode enxergar cada monstro como um ser estranho e independente de Max. Ser tratado como um Rei após contar uma mentira, e ter a tarefa de afastar a tristeza por assim dizer daquela ilha, talvez seja tão árduo quanto a tarefa da mãe de Max manter ele sob controle. Quando Max está diante de Carol, o mostro mais perigoso dentre os outros, pode-se dizer que ele troca de lugar com a mãe, para manter aquela wild thing em paz. Onde vivem os monstros? Ao redor e no intimo de cada um de nós. Tão forte quanto a imagem de uma mãe adormecer tranqüila após o seu filho ter voltado para casa.
Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/
Lembro bem de quando anunciaram que ia ter um live-action de Dragon-ball, acho que foi o dia mais feliz da minha vida ! Lembro também que a estréia prevista era para Agosto de 2008, tive muitas esperanças para esse filme, acompanhava noticias diárias, começaram a vir as fotos, até ai tudo bem, o primeiro trailer, já comecei a me preocupar, principalmente pelo fato de que o Piccolo era quase branco !
Certo, estava eu na pré-estréia do filme, com muitas expectativas para versão dublada, no qual eu estava indo, bem, agora vamos ao filme…
RIDÍCULO !!! Eu que achava o live-action japonês feito antigamente ruim, essa versão da FOX conseguiu estragar0″O” anime !
Começando o filme temos a luta entre Goku e seu Avô, a luta estava indo bem até **SPOILER** A PORRA DAQUELA VOADORA que o Goku “fez”, eu VI o cabo puxando o Goku ! **SPOILER** é então que no aniversário de 18 anos de Goku ele vai em uma festa que ele foi convidado na escola [NA ESCOLA !!!], e a dona da festa era ela, a originalmente princesa filha do Rei Cutelo, Chichi, que no filme, é só uma adolescente “normal”. Sem querer contar muito do filme, a Mai [originalmente trabalhava com Pilaf] está agora trabalhando com Piccolo [que na história do filme, os Namekuseijin tinham dominado os Saiyajins !!], Goku encontra Bulma, que o ajuda a encontrar o Mestre Kame, também encontram Yamcha e Chi-chi [de novo] a trama acontece em torna da busca pelas Esferas do Dragão, de um jeito ridículo e é quando vem a tão esperada”batalha final” Piccolo x Goku, que é uma das seqüencias mais deprimentes para quem é fã do anime, Goku se transforma em Oozaru, como mostrado nos trailers [para quem não lembra, no desenho era o Macaco Gigante] que na batalha final **SPOILER** não é nada mais do que um Lobisomem, ele enforcando Mestre Kame, a mão do Oozaru é do tamanho de uma mão normal, e o Goku ainda se destransforma ! **SPOILER**
Para acabar de vez, temos o Kamehameha, para quem assistiu, ou ainda vai assistir, preste atenção, quando o Goku solta o Kamehameha, a como está a mão, a mão não, o braço dele… **SPOILER** os braços estão abertos !! como se ele fosse soltar uma Genki Dama, a ainda por cima Goku solta o Kamehameha e vai em direção a Piccolo VOANDO [voar + kamehameha = impossivel], acho que foi um apelo do diretor para perecer a cena em que Goku, no anime, solta um Kamehameha no chão, voa em direção de Piccolo [Piccolo Daimaoh] e o atravessa **SPOILER**
Bem, o que no filme ficou “aceitável” : A dublagem [mesmo elenco original do anime], a Bulma, Yamcha e Mestre Kame…
O resto, não ficou bom, os efeitos especiais não ficaram bons,
O filme em resumo é um filme “Sessão da Tarde” de aventura infantil, mas não é Dragon Ball…
O que, acho eu, era para ser o final do filme:
O live action antigo Parte 1/9:
Piccolo e Mai
http://movietips.files.wordpress.com/2009/06/img_dragonball_evolution_
1512_1.jpg
Piccolo e Mai 2 [ATENÇÃO, VEJA NESSA IMAGEM, ENTRE A LUVA E A ROUPA DE PICCOLO, não está maquiado !!!]
http://dbof.files.wordpress.com/2008/12/dragonball_bts_002sm.jpg
Um exemplo do péssimo cenário:
http://cinemapipocaealgomais.zip.net/images/200905216987123dbepo.jpg
Piccolo branco:
http://upanimes.files.wordpress.com/2009/04/dragonball_piccolo21.jpg
Bem, é isso…
Publicado por: Vinícius Moreira -- http://twitter.com/Vinyciuz
Em primeiro lugar gostaria de falar das atuações, Meryl Streep (Irmã Aloysius), Philip Seymour Hoffman e Amy Adams (Irmã James) são muito boas, impecáveis !
Agora o filme, a temática, não é algo novo, mas mesmo assim, um tanto quanto pesada, o filme em si é um pouco tenso, sendo difícil de entender e com vários pontos em abertos, várias dúvidas, e eu acho que isso dá um mérito a mais pro filme, aumentando a autenticidade ao guardar o segredo, durante as gravações os outros atores estavam tão em dúvida quando seus papéis, assim como o público também não conseguirá firmar-se totalmente de um lado do conflito. Essa tensa atmosfera é obtida pelo carisma do padre Flynn contra a dureza de coração da Irmã Beauvier.
Para os amantes de um bom drama, apoiado em um conflito interessante, recomendo “Dúvida”. O fato de expor assuntos que lamentavelmente estão começando a se tornar “banais” nos dias de hoje é apenas mais um mérito a ser somado.
Publicado por: Vinícius Moreira -- http://twitter.com/Vinyciuz
Confesso que essa critica não será uma de minhas melhores pois não é um assunto que estou familiarizado…
SIM ! O filme é Ótimo. SIM ! Eu estudei um pouco do assunto antes, e depois, de ver o filme. SIM ! Eu achei a entrevista original no youtube, e postarei todas as partes a seguir. Mas a conclusão mais exata que eu tiro é que, quem conhece do assunto, que presenciou os fatos narrados no filme, vai amar o filme, muito mais que eu amei. Ótimo filme, recomendo à todos que assistam !
Entrevista Frost Nixon parte 1/6
Entrevista Frost Nixon parte 2/6
3/6
4/6
5/6
6/6
Recomendo assistirem a entrevista depois de ver o filme, para ver o quão “fiel” ficou o filme em relação à realidade.
Publicado por: Vinícius Moreira -- http://twitter.com/Vinyciuz
Sherlock Holmes, novo filme de Guy Ritchie, fez sua estréia nos cinemas brasileiros no dia 8 de janeiro, trazendo curiosidade ao público em geral e um misto de ansiedade e desconfiança ao público sherlockiano. Afinal, o que esperar de um filme que se propõe a ser um blockbuster recheado de ação, tornar-se uma série, agradar ao público jovem e exaltar as habilidades de luta do detetive? Ainda por cima, com um ator que em nada se parece com o Sherlock Holmes original? Bem, podemos elevar nossas expectativas!
Apesar da diferença física e de uma certa pitada humorística a mais em seu personagem, Robert Downey Jr nos apresenta um Holmes carismático que mantém a essência do que sempre tornou o detetive tão interessante : a capacidade de observação apurada, as impressionantes deduções e seu raciocínio afiado. Está tudo lá: a depressão, na ausência de casos, a ansiedade, quando tinha um à altura, as experiências químicas, os disfarces, as desconcertantes arranhadas nas cordas do violino, enquanto meditava, a admiração por Irene Adler (Rachel McAdams), a rivalidade com Lestrade, entre outras características. Downey Jr faz uma grande atuação.
Para os sherlockianos, que provavelmente serão os únicos a identificar, o filme traz referências diretas do Cânone. Algumas mais perceptíveis, como o “V.R.” gravado à bala na parede do quarto, outras menos, como as clássicas poses de Holmes (inclinar-se para frente na cadeira, apoiar os cotovelos sobre os joelhos e unir as pontas dos dedos das mãos, quando está interessado num caso e sentar com as pernas dobradas enquanto fuma um cachimbo e reflete sobre o problema). Frases célebres do detetive, como “o jogo começou”, “os menores detalhes são de maior importância e “é um erro capital teorizar antes de ter todas as evidências”, também estão presentes, dando aquela piscadinha especial apenas para os fãs.
Watson, exceto pela demasiada liberdade criativa da mente que o visualizou dando um soco em Holmes (!), está bem próximo ao descrito nos livros, e continua sendo tanto uma ajuda inestimável e inseparável do detetive, quanto o contrapeso emotivo para o homem da razão. Jude Law, fisicamente parecido com a descrição de Doyle, assume o papel de forma segura, retratando a fase em que o doutor está para se casar com Mary Morstan. No entanto, um pouco diferente da maneira em que ocorre no Cânone, onde é Holmes quem apresenta a moça a Watson, e não o contrário.
Na história do longa, Holmes se vê envolvido na busca pelo vilão Lorde Blackwood (Mark Strong) e na investigação para chegar a tempo de salvar as próximas vítimas. Ocultismo, seitas secretas e rituais de magia dão o tom ao filme e acrescentam mais suspense à trama. O enredo é bem amarrado e conta com as explicações didáticas de Holmes no final. Aqueles já acostumados à engenhosidade dos casos do Cânone não terão grande dificuldade em se antecipar a algumas das revelações, e o filme talvez não seja tão imprevisível, mas, ainda assim, a diversão está garantida. Professor Moriarty, sem ter o rosto revelado, dá o gancho para o próximo filme da série.
O figurino da época e a cenografia estão impecáveis. Ser levado por entre as ruas da Londres Vitoriana pelas câmeras vertiginosas de Ritchie é uma experiência memorável. Melhor ainda ao som da trilha de Hans Zimmer, que está em perfeita harmonia com o intenso ritmo visual do diretor.
A adaptação de Guy Ritchie presta uma homenagem decente à obra de Doyle, apesar das diferenças e liberdades. Moderniza-a e a adapta ao século XXI com respeito. Deve agradar tanto aos novatos no universo sherlockiano quanto aos fãs incondicionais.
Que venham os próximos!
Publicado por: Vinícius Moreira -- http://twitter.com/Vinyciuz
O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry e Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll figuram entre aquelas obras que adquirem sentidos distintos com o passar do tempo, ou melhor, de acordo com a maturidade do leitor. Ambos os livros já ganharam diversas versões em audiovisual encantando gerações de admiradores da sétima arte. E agora, um cineasta excêntrico chamado Spike Jonze, que já dirigiu as loucuras cinematográficas Quero Ser John Malkovich (1999) e Adaptação (2002), encara o desafio de transpor para tela o clássico Onde Vivem os Monstros (2009) de Maurice Sendak. A bela metáfora de uma criança descobrindo seus aspectos negativos como raiva, ciúmes, ira e vingança cai como uma luva para adultos que desejam apreciar um belo filme de conotação fantasiosa e melancólica. Visualmente o longa traz muitas tomadas com a câmera nas mãos do diretor, correndo esbaforido para alcançar o sentimento dos atores e, principalmente, dos bonecos. Desde História sem Fim (1984) e da saga Star Wars não víamos no cinema bonecos de “pelo e arame” tão bem feitos. O elenco que dubla os monstrinhos peludos também surpreende, com nomes como Chris Cooper (oscarizado em 2003 por Adaptação do próprio Jonze), Forest Whitaker (O Último Rei da Escócia – 2006), Paul Dano (Pequena Miss Sunshine – 2006) Catherine O’Hara (Esqueceram de Mim – 1990) e James Gandolfine (do seriado mafioso Família Soprano) dublando a criatura de maior destaque, o pequeno-grande-bi-polar Carol. A semelhança entre a personalidade do menino Max (Max Records) e Carol ultrapassam a simples conotação e adquirem ares de espelhagem interior, no sentido em que o que os olhos de um vêem, o coração do outro sente. Adultos, preparem os lenços e a mente para um mergulho em pequenos traumas de infância e só levem suas crianças ao cinema se elas forem sensíveis e imaginativas… No final das contas, esqueçam estes conselhos bobos, pois, qualquer um de coração leve e mente livre irá se emocionar em visitar, mesmo que por 100 minutos, seus monstros interiores.























