“ Infelizmente faltou algo para se tornar uma experiência inesquecível.”
Vinicius Colares – Blog Dr. Caligari
“Tão inspirado quanto o clássico infantil de onde veio”.
Cadão Volpato – IG São Paulo
“É uma contagiante exaltação das pulsões mais primitivas – perigosas, até – da infância.”
Você já deve ter pela experiência de tentar assistir televisão enquanto duas ou três pessoas ficam conversando ao seu lado. Agora imagina mais de 250 pessoas gritando numa sala de cinema enquanto você tenta prestar atenção a um filme de duas horas e dez minutos de duração. Isso foi o que aconteceu na estreia de A Saga Crepúsculo: Lua Nova, ou seja, uma total falta de educação. As pessoas da sala não sabiam respeitar nem a obra que tanto adoram. Esse tipo de desorganização não acontece com outras franquias como Harry Potter ou Homem-Aranha. Como fã das três sagas, começo a perceber que a maioria absoluta dos ditos “fãs” da Saga Crepúsculo está lá (na sala de exibição) para ver homens sem camisa.
Feita a crítica aos fãs, vamos à crítica à obra. A Saga Crepúsculo: Lua Nova, a tão esperada adaptação cinematográfica da segunda parte da obra vampiresca de Stephenie Meyer chegou com tudo nos cinemas de todo o mundo. Os recordes foram vários, mas o mais impressionante foi o de maior arrecadação de abertura: nada menos que 72,7 milhões de dólares, ultrapassando Batman -- O Cavaleiro das Trevas, que ocupava o primeiro lugar com 67,2 milhões.
Desta vez Bella Swan (Kristen Stewart) se vê só na monótona cidade de Forks quando a família de seu namorado -- e vampiro -- Edward Cullen (Robert Pattinson) decide ir embora da cidade. Em meio a uma grande melancolia, Bella ainda é perseguida pela terrível vampira Victoria (Rachelle Lefevre) e encontra forças para suportar o abandono de seu amado em sua amizade com Jacob Black (Taylor Lautner), que também se encontra em fase de mudanças.
A roteirista Melissa Rosenberg, produtora e roteirista do seriado Dexter, realizou um trabalho dificílimo ao adaptar o livro para as telas. Lua Nova, o livro, é conhecido entre seus fãs como o pior livro da série, não necessariamente por ser ruim, mas devido à sua monotonia que, na minha opinião, é necessária. Por contar a história de Bella quando esta se encontra sem um sentido para sua vida, a história é arrastada, sem muitos acontecimentos que não fossem a rotina e os sofrimentos internos da personagem principal. Como o filme não poderia seguir o mesmo rumo, Melissa acrescenta ao roteiro cenas de ação e outros acontecimentos que só são citados na obra original pois, como, no livro, a história nos é contada pela própria Bella, só vemos o que a personagem vê. Isso enriquece muito o filme e evita que o mesmo se torne linear demais, o que seria prejudicial. Foi possível até mesmo fazer com que Edward não ficasse fora de cena na maior parte do tempo, o que acontece no livro de Stephenie Meyer. Ao invés de Bella só ouvir o vampiro em sua mente, ela passa a vê-lo. Foi uma forma de atender ao “pedido” da produtora (que não queria perder em bilheteria devido à pequena participação de Pattinson) e de tornar mais entendível o fato de que Bella estava tendo alucinações.
Apesar de tudo isso, o roteiro comete algumas falhas conjuntas com a direção e o elenco. Diferentemente ao filme anterior, a sequência tropeça bastante nas cenas de Isabella Swan e Edward Cullen, o casal principal. Kristen Stewart (O Quarto do Pânico) e Robert Pattinson (Harry Potter e o Cálice de Fogo), intérpretes dos dois personagens principais, não chegam nem perto de atingir a química necessária entre seus personagens. O que em Crepúsculo estava excelente passa a ser muito estranho. Pattinson interpreta um Edward carrancudo a todo momento, o que não se parece em nada com o original. Kristen fala muito pausadamente, tentando passar emoção demais, e o resultado é bastante negativo. Fora isso, Chris Weitz (American Pie) e sua equipe não dão mais a mínima para as aparências, pois não tentam mais disfarçar a idade de Pattinson, que deveria aparentar ter os eternos 17 anos de Edward, assim como sua irmã Alice, interpretada por Ashley Greene (Crepúsculo).
Falando em Weitz, deve-se considerar que estas são duas das poucas, mas graves, falhas do diretor. Ele faz muito bonito quando o assunto é a parte técnica do filme, assim como o fez no belo A Bússola de Ouro. Os cenários conseguem ser ainda mais fiéis ao livro do que o filme anterior -- destaque para Volterra e a sede subterrânea dos Volturi. A fotografia também está maravilhosa e os efeitos especiais estão infinitamente melhores, apesar de ainda não poderem se igualar aos de outras superproduções cinematográficas, o que seria até injusto. A Saga Crepúsculo: Lua Nova teve um custo de 50 milhões de dólares, o que é muito pouco para um produções que exigem muito efeitos gráficos. Para se ter ideia, Harry Potter e o Enigma do Príncipe (David Yates) e Transformers: A Vingança dos Derrotados (Michael Bay) tiveram orçamentos que ultrapassam os 200 milhões de dólares cada. Weitz só teve 13 milhões a mais que Katherine Hardwicke (Aos Treze), diretora de Crepúsculo, e fez algo muito superior. Não só nos efeitos, mas também nas contratações.
Os novos atores da saga fazem um trabalho impecável. Desses deve-se destacar dois: Michael Sheen (Frost/Nixon) e Dakota Fanning (Guerras dos Mundos). Sheen interpreta um dos três líderes do clã Volturi, Aro, e Dakota faz a “jovem” Jane. Com pequenas participações, mas de grande importância para o futuro da cinessérie, os dois dão uma demonstração do que virá nos próximos filmes. Já dos atores que estavam no primeiro filme, há um a se destacar: Taylor Lautner (Doze é Demais 2). O jovem ator de 17 anos, que interpreta Jacob Black, o melhor amigo de Bella, era incerto para fazer a adaptação de Lua Nova devido à grandes mudanças físicas que ocorrem em seu personagem, exigindo um ator mais alto e bem mais musculoso. Lautner conseguiu ganhar 17 quilos de massa muscular durante o periodo entre as gravações dos dois filmes e ganhou o papel. Além de todo esse esforço, Taylor interpreta muito bem e é, dos tres atores principais, o mais talentoso até aqui.
Algo que não se pode negar é a superioridade de A Saga Crepúsculo: Lua Nova ao seu antecessor Crepúsculo. Mas esta sequência poderia ser muito melhor do que foi devido a alguns erros que poderiam ser corrigidos sem muito trabalho. Se Weitz também fosse diretor do próximo filme da saga, eu apostaria em seu sucesso, devido ao excelente trabalho que o diretor realiza em cenas de ação e efeitos especiais. Mas vamos esperar para ver o que David Slade (30 Dias de Noite), contratado para assumir a adptação aos cinemas de Eclipse, pode fazer além de filmes de terror e suspense, como o chato MeninaMá.com.
Publicado por: Leonardo Gadêlha -- www.cinematuto.blogspot.com
Quem estiver acostumado com a sóbria narrativa literária com que Arthur Conan Doyle conduz suas personas nos livros de Sherlock Holmes, pode se preparar para uma revolução e modernização deste clássico detetive. O roteiro que conduz o primeiro filme da franquia (sim, o final dá margem para uma continuação) tem tudo que uma boa trama de aventura, mistério e suspense pede, menos obviedade. As pistas estão soltas no decorrer da história retratada em Sherlock Holmes (2009) para serem deduzidas e amarradas durante o clímax pelo investigador inglês. Mas a intelectualidade é apenas um charme vitoriano, junto com figurinos, direção de arte e ambientação do século retrasado. Os modernosos socos e sopapos típicos dos longas de Guy Ritchie, como Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998) e Snatch – Porcos e Diamantes (2000) estão lá em belas câmeras lentas com exclusiva narração de Holmes para cada movimento a ser feito, como se a pancadaria também tivesse pistas à serem desvendadas, ou melhor, desafios à serem literalmente derrubados! Ângulos impensáveis, excelente trilha sonora de Hans Zimmer (responsável pelo som em Cavaleiro das Trevas – 2008) e elenco afiadíssimo formado por Robert Downey Jr. (Sherlock), Jude Law (Watson) e Rachel McAdams (Irene Adler) completam a obra que promete iniciar com o pé direito as grandes estréias de 2010. Um ótimo começo… E que venha Moriaty!
“Seu programa para esse verão já está garantido.”
Marcelo Forlani -- Omelete
“Quem entrar na sessão inadvertidamente se sentirá como em RocknRolla: numa grande roubada.”
Tatiana Rezende – Minha Notícia
Alguns posts atrás, eu comentei que não deveria esperar muito de um filme cujo trailer tinha somente uma fala (e era uma fala estúpida: “This is great”) e só cenas de ação. Foi bom pensar assim, porque com baixas expectativas, Avatar me surpreendeu. Não muito, mas surpreendeu.
A história se passa em Pandora, no ano 2154 (da Terra). Pandora é um satélite do planeta Polyphemus, que orbita a estrela Alpha Centauri A. Uma corporação investiu muita grana para extrair um metal, o unobtanium (unobtainable = inobtível), que vale milhões de dólares o quilo. Lá, encontraram resistência do povo nativo, os Na’vi, que são azuis. Para tentar diminuir a resistência dos Na’vi, e conhecer melhor a natureza do planeta, a corporação tem uma equipe de cientistas que desenvolveu os Avatares, corpos com DNA Na’vi e humano, que são “pilotados” pelos humanos cujo DNA foi usado. Um destes pilotos foi assassinado antes de ir para Pandora, então seu irmão gêmeo, Jake Sully, um ex-fuzileiro naval, foi chamado para tomar seu lugar, já que seu DNA é igual.
O roteiro não tem nada intrinsicamente novo. É a história do invasor que se une aos nativos injustiçados, motivado pelo seu amor por uma nativa e por sua compreensão da cultura local. O único personagem que se transforma, nessa história, é próprio Jake Sully, que no começo é um soldado entre cientistas, com pouco interesse pelo povo Na’vi.
Um ponto interessante do filme é que ele conta a história da mineração, mas num nível interplanetário. O que a corporação está fazendo em Pandora é o mesmo que foi feito na África e na América durante muito tempo: as corporações dos países ricos localizavam grandes reservas minerais e de pedras preciosas e expulsavam os nativos. Ainda bem que hoje em dia isso mudou. Pelo menos na minha experiência com mineradoras, vi que o trabalho de relacionamento com as comunidades é muito sério. Claro que facilita quando você tem algo a oferecer que interesse a essas comunidades. No caso dos Na’vi, nada que os humanos pudessem oferecer lhes interessaria, tudo o que eles queriam era continuar no lugar deles.
A referência mais próxima que eu tenho para os Na’vi são os elfos. Eles têm alguns aspectos que se parecem com estereótipos de tribos nativas africanas, mas com uma leveza e elegância élfica. Por outro lado, sua ligação com a natureza não é mística, como a dos elfos. Eles literalmente conectam seus neurônios com os dos outros seres vivos. Isso lhes dá uma compreensão holística da natureza, e eles entendem o papel de cada ser vivo no mundo. Isso me lembrou os elfos da série Eragon, que como parte do treinamento têm de aprender a sentir os outros seres e se conectar a eles. Por falar em Eragon, a floresta de Pandora é muito parecida com o que imaginei de Ellesméra.
Eu disse que o roteiro fraco, mas ainda assim ele é bem amarrado. Detalhes que são apresentados no começo do filme são retomados de forma importante mais tarde, então não tem nada sobrando. Os diálogos não se destacam, mas algumas falas de efeito do Quaritch, chefe de segurança e vilão principal, são boas, no nível de “Adoro o cheiro de napalm pela manhã”.
Os efeitos são, naturalmente, surpreendentes. Na minha opinião, o filme quase pode ser considerado uma animação, já que praticamente tudo é computação gráfica. Todo o cenário da floresta é CG, os personagens Na’vi são CG, os helicópteros e armas são CG. Ainda assim, boa parte do filme foi rodado da Nova Zelândia, local que, como sabemos desde O Senhor dos Anéis, tem paisagens que se prestam muito bem a esse fim. As próteses e props e objetos de cena foram feitos pela WETA Workshop, a mesma que fez armas e armaduras para O Senhor dos Anéis.
Postado também em http://geladeiraoraculo.blogspot.com
Publicado por: Toni
James Cameron revolucionou o cinema uma vez com “O Exterminador do Futuro”, revolucionou novamente, com “Titanic” e agora, mais uma vez, ele revoluciona, não só o cinema, mas também a indústria de efeitos visuais, com “Avatar”. Sem Cameron, o cinema não seria o mesmo. É incrível a técnica usada neste filme. É um dos filmes com melhores efeitos visuais já feitos, na minha opnião, e com certeza, ganhará o Oscar(de efeitos visuais). O mundo de Pandora é tão bem criado, que em certas vezes achamos que aquele mundo realmente existe. Vemos blocos de terra voando, vemos animais esdrúxulos, e uma fauna fora da realidade, que acende no escuro, e isto tudo parece cabível e real, devido a magnitude dos efeitos. Na verdade, não só dos efeitos, tudo, num conjunto, forma esta obra magnífica, que merece ser lembrada para sempre, como “Titanic” e “O Exterminador do Futuro”. Aliás, voltando a Pandora, cada folha, cada árvore, cada espécie e o dialeto dos Na’vi foram criados um a um, com todo o carinho e dedicação de Cameron, e o resultado vemos em tela. Ainda bem, que o primeiro filme do ano de 2010 que assisti, foi “Avatar”. Começei o ano com pé direito! Aliás, tudo na parte técnica merece destaque, tudo. Desde os fabulosas e inacreditáveis efeitos especiais, passando pela trilha sonora, que cumpre o seu papel de realçar os sentimentos, até a criação, dos Na’vi e dos Avatares. Isto, também merece destaque. A começar pelos movimentos dos personagens, onde foi usada a captura digital, o que permite melhor interpretação e muito mais naturalidade e veracidade aos “bonecos”. Outro avanço que “Avatar” traz são os olhos dos personagens, que antes eram a parte mais difícil, James Cameron, aqui, consegue uma enorme profundidade nos olhos de seus personagens. Impressionante! James Cameron dirige, perfeitamente, e escreve “Avatar”. Na verdade, Cameron consegue a proeza de inventar uma história simples, e transformá-la numa coisa tão bela, e com o seu modo narrativo, inovadora. No elenco, temos Sigourney Weaver, numa interpretação incrível, como a cientista apaixonada por Pandora. Também vemos Michelle Rodriguez, como a piloto das naves de batalha, também muito bem. Enfim, parabéns a James Cameron por revolucionar mais uma vez o cinema e parabéns a todos os envolvidos neste filme, por terem realizado um trabalho tão primoroso. A história: Um homem paraplégico é enviado, por meio de seu Avatar, para a selva de Pandora, para conquistar a confiança do povo Na’vi, e convencê-los a se retirarem de lá, para os militares poderem explorar uma pedra que há em baixo da tribo deles. Mas tudo se complica, e as coisas começam a piorar…. Vale muito, muito a pena!
Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com
Há filmes, que nos fazem ter vergonha de ser brasileiros, como é o caso de “1972″ e “Entre Lençóis”. Por onde começar? É até difícil de descrever tamanho fracasso que é este filme. Pois bem, vou respirar fundo e começar… Vamos começar pelos atores. Bem, o elenco conta com somente dois atores, somente eles, durante uma hora meia, sem atores coadjuvantes, nem figurantes, só eles. Este dois são: a bela Paola Oliveira, e Reynaldo Gianecchini. Certo, para sustentar um filme, ainda mais um filme que só possui dois atores, estes precisam ser bons, e infelizmente, não é o que acontece com Paola e Reynaldo. Não estou menosprezando os dois, mas neste filme, eles não estão bem. Os dois não combinam, e estão extremamente desconfortáveis, o que faz o filme soar artificial. Na verdade, não são só os atores que fazem o filme soar artificial. Não. Tudo, em conjunto, faz o filme soar artificial. Com uma péssima edição, o filme se segue… é medonho o jeito com que “Entre Lençóis” é editado. Em momentos, parece que foi editado no Movie Maker. Possuindo efeitos de transição absolutamente ridículos e inconvenientes, que são adotados somente da metade da projeção ao final! Ridículo! Mais ridículo ainda é a movimentação e o enquadramento da câmera, que insiste em implicitar cenas de sexo, e explicitar simples cenas de conversa. Enfim, eu acho que qualquer um que tenha o mínimo de noção, ou mesmo sanidade faria melhor. E agora, chegamos ao roteiro. Meu Deus! Não sei se riu ou se choro, porque é neste quesito que o filme chega ao fundo do poço! Com diálogos extremamente superficiais e mal escritos, que esperam ser levados a sério, que são as cenas de conversa do filme. Os diálogos são tão mal escritos, que as vezes nem acreditamos no que escutamos, e ainda, o roteiro nos apresenta erros ortográficos absolutamente inacreditáveis. Provavelmente quando a pessoa estava escrevendo este roteiro (que não sei o nome, e nem quero saber), ela estava se drogando, ou estava bêbada, pois isto que vemos em tela é inadmissível! Enfim, fica ai a dica, se você é masoquista ou gosta de se torturar, assista “Entre Lençóis”, agora se você presa pela sua inteligência passe longe deste filme. O filme se passa todo num motel e conta a história de um casal que, aos poucos vai se conhecendo e se apaixonando no quarto de um motel. Ridículo, um insulto a nossa inteligência!
Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com
Os melhores filmes e diretores de todos os tempos -- lista pessoal
Para que serve uma lista dos melhores? Para servir de base para quem está começando a se interessar…ou para fazer renascer uma velha paixão… ou para se ver as coisas com outros olhos…ou mesmo para provocar…
Todo blog, site, revista ou coluna sobre cinema tem sua lista dos melhores diretores e filmes. A questão é: há alguma importância nesse tipo de coisa? Parece que a mania de listas é aplicável ao cinema muito mais do que às outras artes. Alguém levaria a sério uma comparação entre, digamos, Beethoven, Brahms e Bach? A Nona de Beethoven e a Nona de Mahler? Alguém teria coragem de perguntar quem é o maior escultor ou o maior pintor de todos os tempos? Claro que não, mas isso parece aceitável com os filmes. Algo me diz que estas listas são mais uma diversão, uma brincadeira de adulto.
Finalmente, apesar de essas enquetes configurarem um mero passatempo, elas formam uma brincadeira que soube impor uma certa respeitabilidade, de maneira abrangente, embora previsível, e, de certa forma, considerado útil para qualquer fã da sétima arte.
Eis a minha lista pessoal:
1. Cidadão Kane (Orson Welles) EUA
2. Um Corpo Que Cai (Alfred Hitchcock) INGLES
3. 8 ½ (Federico Fellini) ITALIANO
4. La Nave Va (Federico Fellini) ITALIANO
5. Camille Claudel (Bruno Nuytten) FRANCES
6. A Longa Noite de Loucura (Mauro Bolognini) ITALIANO
7. Kagemusha, a Sombra do Samurai (Akira Kurosawa) JAPONES
8. Sociedade dos Poetas Mortos (Peter Weir) EUA
9. O Encouraçado Potenkim (Sergei Eisenstein) RUSSO
10. Cantando na Chuva (Stanley Donen) EUA
11. O Poderoso Chefão (Francis Ford Coppola) EUA
12. Lolita (Stanley Kubrick) INGLES
13. Mephisto (István Szabó) HUNGARO
14. Os Infiltrados (Martin Scorsese) EUA
15. O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante (Peter Greenaway) INGLES
16. Violência e Paixão (Luchino Visconti) ITALIANO
17. Fantasma da Liberdade (Luis Buñuel) ESPANHOL
18. Lawrence da Arábia (David Lean) INGLES
19. A Doce Vida (Federico Fellini) ITALIANO
20. Os Bons Companheiros (Martin Scorsese) EUA
21. Psicose (Alfred Hitchcock) INGLES
22. Casablanca (Michael Curtiz) EUA
23. Crepúsculo dos Deuses (Billy Wilder) EUA
24. Lua de Fel (Roman Polanski) POLONES
25. Morangos Silvestres (Ingmar Bergman) SUECO
26. Sonata de Outono (Ingmar Bergman) SUECO
27. O Boulevard do Crime (Marcel Carné) FRANCES
28. Apocalypse Now (Francis Ford Coppola) EUA
29. O Sétimo Selo (Ingmar Bergman) SUECO
30. Janela Indiscreta (Alfred Hitchcock) INGLES
31. Amarcord (Federico Fellini) ITALIANO
32. A Malvada (Joseph L. Mankiewicz) EUA
33. A Ponte do Rio Kwai (David Lean) INGLES
34. Persona (Ingmar Bergman) SUECO
35. Amadeus (Milos Forman) TCHECO
36. Laranja Mecânica (Stanley Kubrick) INGLES
37. E o Vento Levou (Victor Fleming) EUA
38. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Woody Allen) EUA
39. Fargo (Joel Coen) EUA
40. Onde Os Fracos Não Tem Vez (Joel Coen) EUA
41. Manhattan (Woody Allen) EUA
42. A Noviça Rebelde (Robert Wise) EUA
43. A Liberdade é Azul (Krzysztof Kieslowski) POLONES
44. Interlúdio (Alfred Hitchcock) INGLES
45. Deus e o Diabo na Terra do Sol (Glauber Rocha) BRASIL
46. Lacombe Lucien (Louis Malle) FRANCES
47. Meu Jantar com André (Louis Malle) FRANCES
48. Tio Vânia em Nova York (Louis Malle) FRANCES
49. Hiroshima, Meu Amor (Alain Resnais) FRANCES
50. Hannah e Suas Irmãs (Woody Allen) EUA
51. A Fraternidade É Vermelha (Krzysztof Kieslowski) POLONES
52. Terra em Transe (Glauber Rocha) BRASIL
53. Disque M para Matar (Alfred Hitchcock) INGLES
54. Festim Diabólico (Alfred Hitchcock) INGLES
55. Era uma Vez no Oeste (Sergio Leone) ITALIANO
56. Discreto Charme da Burguesia (Luis Buñuel) ESPANHOL
57. Hamlet (Laurence Olivier) INGLES
58. Os Pássaros (Alfred Hitchcock) INGLES
59. Memórias (Woody Allen) EUA
60. Tiros na Broadway (Woody Allen) EUA
61. A Excêntrica Família de Antônia (Marleen Gorris) HOLANDA
62. O Anjo Exterminador (Luis Buñuel) ESPANHOL
63. O Anjo Azul (Josef von Sternberg) AUSTRIACO
64. Cinema Paradiso (Giuseppe Tornatore) ITALIANO
65. Satyricon (Federico Fellini) ITALIANO
66. Cenas de um Casamento (Ingmar Bergman) SUECO
67. Da Vida das Marionetes (Ingmar Bergman) SUECO
68. Morte em Veneza (Luchino Visconti) ITALIANO
69. Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (Pedro Almodóvar) ESPANHOL
70. Pepi, Luci Bom y otras Chicas del Montón (Pedro Almodovar) ESPANHOL
71. Os Guarda-chuvas do Amor (Jacques Demy) FRANCES
72. O Leopardo (Luchino Visconti) ITALIANO
73. Os Primos (Claude Chabrol) FRANCES
74. O Sol por Testemunha (René Clément) FRANCES
75. Este Obscuro Objeto do Desejo (Luis Buñuel)
76. Beau Pere (Bertrand Blier)
77. Platoon (Oliver Stone) EUA
78. Wall Street (Oliver Stone) EUA
79. Noites de Cabíria (Federico Fellini) ITALIANO
80. Julieta dos Espíritos (Federico Fellini) ITALIANO
81. Maridos e Esposas (Woody Allen) EUA
82. O Olho do Diabo (Ingmar Bergman) SUECO
Publicado por: denison souza rosario
A Terra, o planeta que nos acolhe, grita por socorro. Ás vezes ela clama de forma violenta, derramando lágrimas de tempestades e soluços trovejados. Em outros tempos ela sorri ao desabrochar de orquídeas raras em faunas intocadas. Gaia, por fim, ainda tenta respirar, mesmo com suas montanhas gélidas derretendo a cada árvore que padece. E não adianta em nada os homens de poder se sentarem em suas mesas de madeira reflorestada e fazerem suas políticas, seja no Rio, Kyoto ou Copenhagen. Gaia ainda chora. Ainda bem que homens de coragem usam a sua inteligência criativa para chamar a atenção de quem ainda insiste em se alienar na falsa esperança de que a Natureza responderá por si só, ou através de avatares. Avatar (2009) custou caro: 400 milhões de dólares. Pense em todo carbono produzido por essa montanha de dinheiro. Agora pare, sinta e, principalmente, reflita. Os seres azuis designados como Na´vi e a lua de Pandora são apenas ralas metáforas da raça humana, construída com engenhosa e assombrosa tecnologia? Não. Os avatares são tão profundos quanto qualquer alma ou espírito. Há uma jornada do herói, isto é fato para qualquer roteiro épico (e viva Joseph Campbell!). Mas há majoritariamente VIDA e uma bela e visualmente poética (in)direta sobre a merda (!) que a raça humana anda fazendo com Gaia, a machucando profunda e cancerosamente. Vamos nos deixar sucumbir pela iminente crise ambiental ou esperar que um Jake, Lula ou Obama nos devolva a paz verde? Eu, particularmente, não prefiro esperar… Veja Avatar em Imax, 3D, 2D, E-mule ou Pirata. Se a bela e pura semente da vida não te tocar o mínimo que seja, então você não é filho de Gaia…
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“Com Avatar, James Cameron deixa de ser Rei de um Mundo para se tornar Deus de seu próprio planeta.”
Érico Borgo -- Omelete
“Avatar é sim, um espetáculo grandioso, bonito de se ver em Imax, e que, no mínimo, tem que ser visto em 3D.”
Janaina Pereira -- CinePop
“Cameron leva o cinema mais longe do que Peter Jackson na trilogia O Senhor dos Anéis”
Luiz Carlos Merten – Estadão





















