“O Visitante” Despercebido, mas não por mim!

Outro post antigo meu, quando esse filme foi lançado…

Muita gente acha que chorar em filmes, documentários, musicas, peças, em fim, chorar pelo áudio visual visto em terceira pessoa, é um sentimento fingido ou forçado. Sem saber que até para os ateus, não é preciso tocar para sentir, nem testemunhar para viver o que é passado.
E é exatamente o acontece comigo em demasiados filmes. Não só dos gêneros drama, romance, thriller ou coisa do tipo. Mas sim com todos os outros, de comédia a ação. Eu sinto diversas emoções, e uma delas é chorar.

Fiz essa pequena declaração para falar de um filme que assistir O Visitante. Como muitos sabem, a indústria de cinema é enorme em todo mundo, especialmente em Hollywood que é tido como o berço da sétima arte. E diversos filmes que são lançados por lá, muitas vezes ruins, mas alguns muito bons vêm aqui pro Brasil não tendo uma boa divulgação. Passando assim despercebido pelo público, e até pelos mais curiosos.

Foi isso que aconteceu com O Visitante. Um filmaço, que me surpreendeu em vários aspectos. Tanto no tema abordado (imigração), como no estilo de fazer um drama nesse gênero, sem deixar o filme falso ou até mesmo chato. Fui assisti-lo devido a indicação de Richard Jenkins ao Oscar 2009, como melhor ator. Eu o tinha visto recentemente, em um filme dos irmãos Coen, Queime Depois de Ler, onde ele fazia uma participação pequena, comparado ao seu grande talento. Contracenou ao lado de George Clooney e Brad Pitt nesse mesmo filme, e ficou como terceiro plano na trama. Mas mesmo assim é notável a atuação do mesmo.

Em O Visitante, Richard vive o papel de um professor viúvo, que mora em Connecticut/EUA, e esta para lançar seu 4° livro, como firmamento de influência a sociedade americana. A vida dele é aparentemente muito comum e tranqüila, mas percebe-se que ele não é feliz, ate pelo seu jeito meio rude e desatento, quando atua na sua profissão.

Ao ir a uma conferência em Manhattan, visita um dos seus apartamentos, e pra sua surpresa encontra uma mulher, negra com aparência de um país africano, tomando banho na banheira do seu apartamento. Ela logo grita e pedi socorro, diz que um homem esta invadindo a casa dela, e chama o namorado, com traços israelense, que logo vem socorrê-la e tirar satisfação com o sujeito. Que logo depois explica que o apartamento é dele e que eles foram enganados por quem alugou ao casal.

Sem ter para onde ir, eles pedem desculpas mesmo assim e saem a procura de outro cômodo. O professor com um sentimento de pena pediu pra que eles fiquem pelo menos por alguns dias, até encontrarem um lugar para viver. Com o tempo, o rapaz que é músico, torna-se amido do mesmo, e os dois começam a saírem juntos.
O professor tem interesse pela musica e em especial pelo instrumento que o rapaz toca (um tipo de atabaque). O musico o-ensina como tocar e ele que vivia uma vida sem graça, acaba encontrando um amigo e um novo passa-tempo de quebra.

Em uma das saídas, na volta para casa, os dois pegam o metrô, e ao passar na catraca o rapaz prende o instrumento sem querer e é obrigado pulá-la. O guarda vão em cima dele como se tivessem atrás de um ladrão e o revistam. O professor descobre ali que ele é um imigrante, e que estava nos Estados Unidos para conseguir com sua musica dinheiro para poder sustentar a sua família e viver.

Sem saber o que fazer, o velho volta para casa e diz a esposa que o marido dela tinha sido preso, ela se desespera e ele contrata um advogado com seus próprios recursos para tentar tira-lo de lá. Mas nada adianta, e para completar o drama, a mãe do rapaz chega a Manhattan e descobre que o filho tinha sido preso por ser imigrante. Como ela mesma era também não pode fazer nada. Mas tarde ela e o professor demonstram sentimentos recíprocos um pelo outro.

O drama é triste, e ao mesmo tempo alegre. Ao mostrar o envolvimento e revolta desse cidadão Americano, que descobre o amor, amizade e o sentido da vida em imigrantes que tentavam simplesmente viver tranquilamente. Inconformado com a legislação nojenta que os EUA têm, o professor xinga o órgão público no qual o musico estava preso. Pois deportaram-no sem mínimo aviso, para o seu lugar de origem. E fica aqui a minha indignação e revolta por determinadas leis de certos governos. É realmente absurda algumas coisas que temos que cumprir.

Também dizer que, o filme além de deixar uma linda mensagem, encanta de várias formas. Não só pela grande atuação de Richard Jenkins, mas sim por todo conteúdo apresentado no mesmo. Em ver o amor acontecer, e um homem como aquele mudar, eu me emocionei bastante, e confesso que chorei, chorei sem vergonha alguma.

Assistam a O Visitante, Um filmaço!

http://twitter.com/willtage

Publicado por: Wilker (Willtage) Medeiros -- willtage@gmail.com

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