Os Ângulos de “Traffic”

Um texto meu das antigas, que até postei em um blogzinho rescentemente. Não liguém eu era muito verdinho ainda, rsrsrs…

Um dia desses comprei o filme Traffic, de qual sou fã por varias questões que me deixaram fascinado pela obra. Gostaria de fazer uma pequena lembrança, sobre um dos, se não o maior filme da carreira de Steven Soderbergh. Primeiro vamos conhecer um pouco da vida desse cineasta competente.

Desde pequeno sempre gostou de fazer suas filmagens, pegando emprestados equipamentos e se espelhando em varios diretores. Fez vários curtas durante sua juventude. Trabalhando de Faz Tudo em produções cinematográficas, aprendeu muitas coisas. Logo no inicio da sua carreira com Sexo, Mentiras e Videotape ganhou A Palma de Ouro no festival de Cannes.

Hoje ele é tido como um dos cineastas mais promissores do século 21, fazendo super produções como “Onze Homens e Um Segredo”, “Erin Brockovich, uma mulher de talento” e Traffic, que vamos falar agora e tentar demonstrar a genialidade do mesmo nesse filme.

Em 2000 Quando o lançamento de Erin Brockovich, uma mulher de talento foi assunto de elogios dos críticos, Soderbergh lança Traffic, e se firma para sempre na história do cinema. Tornando-se um dos poucos cineastas a receber duas indicações ao Oscar de melhor diretor, por dois trabalhos em uma mesma edição.

O filme inspirado em uma velha minissérie britânica chamada Traffik. A fita fala sobre o tráfico de drogas, mostrando a visão desde o consumidor ao traficante, com três histórias paralelas. O thriller tenta provar, como determinadas classes sociais, nacionais e federais, sofrem com o problema das vendas de drogas em todo mundo, declinando para uma mesma situação.

O elenco do filme é espetacular, uma coisa a ser falada sobre esse diretor, é que ele gosta sempre de contar com um super time de atores em seus trabalhos. Exemplo disso é Onze Homens e Um Segredotido como o mais caro elenco de todos os tempos. Em Traffic, vemos Bennicio Del Toro, Michael Douglas, Don Chadle, Denis Quaid e Catarine Zeta Jones, esbanjando emoção e nos remetendo ao dilema vivido pelas pessoas que tem envolvimento direto e indireto com o mundo das drogas. Bennicio Dell Toro faz aqui o maior papel de sua carreira, como um policial estadual de uma cidade do México, onde ele aprende ao decorrer de sua vida profissional, que para conseguir determinadas coisas, é preciso sacrificar algumas e passar por situações que nenhum ser humano sonharia ao menos em ver.

O estilo de filmagem e direção de Traffic é o que me chama mais atenção. Tonalidades de cores para determinadas cenas das histórias paralelas. No México temos um aspecto bem árido, meio amarelado asceso, mostrando calor e intensidade que a nação representa. Já nos EUA vemos uma tonalidade azul, preocupada demais com seu trabalho e vida social, esquecendo do seu bem maior (Família). Em outra mostra o cinema simples de uma típica família rica, onde a mulher de um grande traficante que foi preso, com quem ela teve um filho. Ver-se sem saída e acaba seguindo os passos do marido, sem ao menos pensar o que esta fazendo a tantas outras famílias como a dela própria.
Os ângulos de câmera do filme, é um referêncial especial do diretor. Tentando sempre nos colocar em uma falsa primeira pessoa, atrás da cabeça do ouvidor, desfocando a mesma e fixando no falante. Notando assim expressões mais humanas e reais do nosso dia a dia.

Num todo vejo o filme como a obra mais brilhante da carreira de Steven Soderbergh. Não so pela realização do trabalho como diretor, mas também por mostrar aos espectadores uma visão mais à fundo, do mundo do tráfico em varias nações, visando assim que os danos são os mesmo. Não importando raça, cultura, poder aquisitivo ou financeiro.

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Publicado por: Wilker (Willtage) Medeiros -- willtage@gmail.com

500 Dias Para se Pensar

Até que ponto um romântico assumido pode levar na brincadeira algo que gostaria que fosse sério? Para sempre?
Até onde alguém pode ir em busca de fazer nascer o amor em um coração ermo?
Seguimos a vida de Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) por 500 dias, desde o momento em que ele põe os olhos pela primeira vez na bela, porém distante, Summer Finn (Zooey Deschannel), até o desfecho dessa bela história, contada de maneira atemporal, intercalando os dias do início, meio e fim. Nos fazendo, a cada minuto-dia desta jornada, sentir o tapa da realidade, fazendo nos torcer, chorar, rir e imaginar o final desta.
Com uma trilha sonora curiosa no mínimo, o diretor prende a nossa atenção, cada fato com a música apropriada, cada música lembrando algo de importância na vida do casal. Sempre com um pé nostálgico nas décadas de 70 e 80.
Algo de bom surge deste relacionamento: o crescimento dos dois personagens. Esta é a lição. Não importa o que aconteça, não importa se acontece como queremos ou não, o que vale é o que ganhamos no tempo que temos com a pessoa amada.

Publicado por: Júlio César Nardone -- andrionsthoughts.blogspot.com

500 Days of Summer 1 Comentário
AVATAR DE IVETE SANGALO EM 3D NO CINEMA

Em um escritório em Salvador, mais de 100 pessoas se debruçam em computadores para montar um longa-metragem brasileiro estrelado por Ivete Sangalo, que será protagonizado pelo avatar da cantora: Ivete Stellar. “Hoje quando se pensa em cinema, animação 3D é o assunto do momento. “Estamos fazendo a versão 100% brasileira para assistir com aqueles óculos coloridos, e com distribuição internacional”, diz o diretor Renato Barreto. Um trailer inicial foi elaborado no ano passado para possíveis colaboradores, e a mocinha já ganhou as feições da cantora: “Teremos mais qualidade quando o longa sair”, antecipa-se Barreto.
Algumas “baianidades” devem pincelar o longa, como a “nave-trio” da heroína, que a fará planar sobre cenários turísticos da Bahia e de outras regiões do Brasil. Os vilões também tiveram inspiração caseira: “Vieram das carrancas que espantam maus espíritos”, diz Motta.

Publicado por: denison rosario

IVETE STELLAR E A PEDRA DA LUZ Seja o 1º a comentar
O Reino de Max

Max Records é o melhor ator de 12 anos de idade do mundo, e a prova disso é Onde vivem os monstros? Eu acreditei no mundo extraordinário ao qual Max fugiu, por causa da cresça do mesmo: Os gritos, as corridas, o medo, a amizade e o choro. Mas, sem sombra de dúvida a produção teve um trato muito competente na criação dos monstros: Carol, Kw, Douglas, Ira, Judith, Alexander e Bernard, ainda mais com a perfeita interação de Max com estes que torna aquele mundo crível. Já esmiuçado por outros que cada um dos monstros seria cada sentimento de Max, no entanto sem discordar de tal assertiva, digo que os personagens são tão bem construídos que a pessoa mesmo não estando atenta a essa informação pode enxergar cada monstro como um ser estranho e independente de Max. Ser tratado como um Rei após contar uma mentira, e ter a tarefa de afastar a tristeza por assim dizer daquela ilha, talvez seja tão árduo quanto a tarefa da mãe de Max manter ele sob controle. Quando Max está diante de Carol, o mostro mais perigoso dentre os outros, pode-se dizer que ele troca de lugar com a mãe, para manter aquela wild thing em paz. Onde vivem os monstros? Ao redor e no intimo de cada um de nós. Tão forte quanto a imagem de uma mãe adormecer tranqüila após o seu filho ter voltado para casa.

Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/

Onde vivem os monstros? 1 Comentário
NÃÃÃÃÃOOoo !

Lembro bem de quando anunciaram que ia ter um live-action de Dragon-ball, acho que foi o dia mais feliz da minha vida ! Lembro também que a estréia prevista era para Agosto de 2008, tive muitas esperanças para esse filme, acompanhava noticias diárias, começaram a vir as fotos, até ai tudo bem, o primeiro trailer, já comecei a me preocupar, principalmente pelo fato de que o Piccolo era quase branco !
Certo, estava eu na pré-estréia do filme, com muitas expectativas para versão dublada, no qual eu estava indo, bem, agora vamos ao filme…
RIDÍCULO !!! Eu que achava o live-action japonês feito antigamente ruim, essa versão da FOX conseguiu estragar0″O” anime !

Começando o filme temos a luta entre Goku e seu Avô, a luta estava indo bem até **SPOILER** A PORRA DAQUELA VOADORA que o Goku “fez”, eu VI o cabo puxando o Goku ! **SPOILER** é então que no aniversário de 18 anos de Goku ele vai em uma festa que ele foi convidado na escola [NA ESCOLA !!!], e a dona da festa era ela, a originalmente princesa filha do Rei Cutelo, Chichi, que no filme, é só uma adolescente “normal”. Sem querer contar muito do filme, a Mai [originalmente trabalhava com Pilaf] está agora trabalhando com Piccolo [que na história do filme, os Namekuseijin tinham dominado os Saiyajins !!], Goku encontra Bulma, que o ajuda a encontrar o Mestre Kame, também encontram Yamcha e Chi-chi [de novo] a trama acontece em torna da busca pelas Esferas do Dragão, de um jeito ridículo e é quando vem a tão esperada”batalha final” Piccolo x Goku, que é uma das seqüencias mais deprimentes para quem é fã do anime, Goku se transforma em Oozaru, como mostrado nos trailers [para quem não lembra, no desenho era o Macaco Gigante] que na batalha final **SPOILER** não é nada mais do que um Lobisomem, ele enforcando Mestre Kame, a mão do Oozaru é do tamanho de uma mão normal, e o Goku ainda se destransforma ! **SPOILER**
Para acabar de vez, temos o Kamehameha, para quem assistiu, ou ainda vai assistir, preste atenção, quando o Goku solta o Kamehameha, a como está a mão, a mão não, o braço dele… **SPOILER** os braços estão abertos !! como se ele fosse soltar uma Genki Dama, a ainda por cima Goku solta o Kamehameha e vai em direção a Piccolo VOANDO [voar + kamehameha = impossivel], acho que foi um apelo do diretor para perecer a cena em que Goku, no anime, solta um Kamehameha no chão, voa em direção de Piccolo [Piccolo Daimaoh] e o atravessa **SPOILER**

Bem, o que no filme ficou “aceitável” : A dublagem [mesmo elenco original do anime], a Bulma, Yamcha e Mestre Kame…

O resto, não ficou bom, os efeitos especiais não ficaram bons,
O filme em resumo é um filme “Sessão da Tarde” de aventura infantil, mas não é Dragon Ball…

O que, acho eu, era para ser o final do filme:

O live action antigo Parte 1/9:

Piccolo e Mai
http://movietips.files.wordpress.com/2009/06/img_dragonball_evolution_
1512_1.jpg

Piccolo e Mai 2 [ATENÇÃO, VEJA NESSA IMAGEM, ENTRE A LUVA E A ROUPA DE PICCOLO, não está maquiado !!!]
http://dbof.files.wordpress.com/2008/12/dragonball_bts_002sm.jpg

Um exemplo do péssimo cenário:
http://cinemapipocaealgomais.zip.net/images/200905216987123dbepo.jpg

Piccolo branco:
http://upanimes.files.wordpress.com/2009/04/dragonball_piccolo21.jpg

Bem, é isso…

Publicado por: Vinícius Moreira -- http://twitter.com/Vinyciuz

Dragon Ball Evolution 2 Comentários
Dúvida

Em primeiro lugar gostaria de falar das atuações, Meryl Streep (Irmã Aloysius), Philip Seymour Hoffman e Amy Adams (Irmã James) são muito boas, impecáveis !

Agora o filme, a temática, não é algo novo, mas mesmo assim, um tanto quanto pesada, o filme em si é um pouco tenso, sendo difícil de entender e com vários pontos em abertos, várias dúvidas, e eu acho que isso dá um mérito a mais pro filme, aumentando a autenticidade ao guardar o segredo, durante as gravações os outros atores estavam tão em dúvida quando seus papéis, assim como o público também não conseguirá firmar-se totalmente de um lado do conflito. Essa tensa atmosfera é obtida pelo carisma do padre Flynn contra a dureza de coração da Irmã Beauvier.

Para os amantes de um bom drama, apoiado em um conflito interessante, recomendo “Dúvida”. O fato de expor assuntos que lamentavelmente estão começando a se tornar “banais” nos dias de hoje é apenas mais um mérito a ser somado.

Publicado por: Vinícius Moreira -- http://twitter.com/Vinyciuz

Frost/Nixon

Confesso que essa critica não será uma de minhas melhores pois não é um assunto que estou familiarizado…
SIM ! O filme é Ótimo. SIM ! Eu estudei um pouco do assunto antes, e depois, de ver o filme. SIM ! Eu achei a entrevista original no youtube, e postarei todas as partes a seguir. Mas a conclusão mais exata que eu tiro é que, quem conhece do assunto, que presenciou os fatos narrados no filme, vai amar o filme, muito mais que eu amei. Ótimo filme, recomendo à todos que assistam !

Entrevista Frost Nixon parte 1/6

Entrevista Frost Nixon parte 2/6

3/6

4/6

5/6

6/6

Recomendo assistirem a entrevista depois de ver o filme, para ver o quão “fiel” ficou o filme em relação à realidade.

Publicado por: Vinícius Moreira -- http://twitter.com/Vinyciuz

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Sherlock Holmes para fãs… e não !

Sherlock Holmes, novo filme de Guy Ritchie, fez sua estréia nos cinemas brasileiros no dia 8 de janeiro, trazendo curiosidade ao público em geral e um misto de ansiedade e desconfiança ao público sherlockiano. Afinal, o que esperar de um filme que se propõe a ser um blockbuster recheado de ação, tornar-se uma série, agradar ao público jovem e exaltar as habilidades de luta do detetive? Ainda por cima, com um ator que em nada se parece com o Sherlock Holmes original? Bem, podemos elevar nossas expectativas!

Apesar da diferença física e de uma certa pitada humorística a mais em seu personagem, Robert Downey Jr nos apresenta um Holmes carismático que mantém a essência do que sempre tornou o detetive tão interessante : a capacidade de observação apurada, as impressionantes deduções e seu raciocínio afiado. Está tudo lá: a depressão, na ausência de casos, a ansiedade, quando tinha um à altura, as experiências químicas, os disfarces, as desconcertantes arranhadas nas cordas do violino, enquanto meditava, a admiração por Irene Adler (Rachel McAdams), a rivalidade com Lestrade, entre outras características. Downey Jr faz uma grande atuação.

Para os sherlockianos, que provavelmente serão os únicos a identificar, o filme traz referências diretas do Cânone. Algumas mais perceptíveis, como o “V.R.” gravado à bala na parede do quarto, outras menos, como as clássicas poses de Holmes (inclinar-se para frente na cadeira, apoiar os cotovelos sobre os joelhos e unir as pontas dos dedos das mãos, quando está interessado num caso e sentar com as pernas dobradas enquanto fuma um cachimbo e reflete sobre o problema). Frases célebres do detetive, como “o jogo começou”, “os menores detalhes são de maior importância e “é um erro capital teorizar antes de ter todas as evidências”, também estão presentes, dando aquela piscadinha especial apenas para os fãs.
Watson, exceto pela demasiada liberdade criativa da mente que o visualizou dando um soco em Holmes (!), está bem próximo ao descrito nos livros, e continua sendo tanto uma ajuda inestimável e inseparável do detetive, quanto o contrapeso emotivo para o homem da razão. Jude Law, fisicamente parecido com a descrição de Doyle, assume o papel de forma segura, retratando a fase em que o doutor está para se casar com Mary Morstan. No entanto, um pouco diferente da maneira em que ocorre no Cânone, onde é Holmes quem apresenta a moça a Watson, e não o contrário.

Na história do longa, Holmes se vê envolvido na busca pelo vilão Lorde Blackwood (Mark Strong) e na investigação para chegar a tempo de salvar as próximas vítimas. Ocultismo, seitas secretas e rituais de magia dão o tom ao filme e acrescentam mais suspense à trama. O enredo é bem amarrado e conta com as explicações didáticas de Holmes no final. Aqueles já acostumados à engenhosidade dos casos do Cânone não terão grande dificuldade em se antecipar a algumas das revelações, e o filme talvez não seja tão imprevisível, mas, ainda assim, a diversão está garantida. Professor Moriarty, sem ter o rosto revelado, dá o gancho para o próximo filme da série.
O figurino da época e a cenografia estão impecáveis. Ser levado por entre as ruas da Londres Vitoriana pelas câmeras vertiginosas de Ritchie é uma experiência memorável. Melhor ainda ao som da trilha de Hans Zimmer, que está em perfeita harmonia com o intenso ritmo visual do diretor.

A adaptação de Guy Ritchie presta uma homenagem decente à obra de Doyle, apesar das diferenças e liberdades. Moderniza-a e a adapta ao século XXI com respeito. Deve agradar tanto aos novatos no universo sherlockiano quanto aos fãs incondicionais.

Que venham os próximos!

Publicado por: Vinícius Moreira -- http://twitter.com/Vinyciuz

Sherlock Holmes 1 Comentário
A Saga Crepúsculo: Lua Nova

Você já deve ter pela experiência de tentar assistir televisão enquanto duas ou três pessoas ficam conversando ao seu lado. Agora imagina mais de 250 pessoas gritando numa sala de cinema enquanto você tenta prestar atenção a um filme de duas horas e dez minutos de duração. Isso foi o que aconteceu na estreia de A Saga Crepúsculo: Lua Nova, ou seja, uma total falta de educação. As pessoas da sala não sabiam respeitar nem a obra que tanto adoram. Esse tipo de desorganização não acontece com outras franquias como Harry Potter ou Homem-Aranha. Como fã das três sagas, começo a perceber que a maioria absoluta dos ditos “fãs” da Saga Crepúsculo está lá (na sala de exibição) para ver homens sem camisa.
Feita a crítica aos fãs, vamos à crítica à obra. A Saga Crepúsculo: Lua Nova, a tão esperada adaptação cinematográfica da segunda parte da obra vampiresca de Stephenie Meyer chegou com tudo nos cinemas de todo o mundo. Os recordes foram vários, mas o mais impressionante foi o de maior arrecadação de abertura: nada menos que 72,7 milhões de dólares, ultrapassando Batman -- O Cavaleiro das Trevas, que ocupava o primeiro lugar com 67,2 milhões.
Desta vez Bella Swan (Kristen Stewart) se vê só na monótona cidade de Forks quando a família de seu namorado -- e vampiro -- Edward Cullen (Robert Pattinson) decide ir embora da cidade. Em meio a uma grande melancolia, Bella ainda é perseguida pela terrível vampira Victoria (Rachelle Lefevre) e encontra forças para suportar o abandono de seu amado em sua amizade com Jacob Black (Taylor Lautner), que também se encontra em fase de mudanças.
A roteirista Melissa Rosenberg, produtora e roteirista do seriado Dexter, realizou um trabalho dificílimo ao adaptar o livro para as telas. Lua Nova, o livro, é conhecido entre seus fãs como o pior livro da série, não necessariamente por ser ruim, mas devido à sua monotonia que, na minha opinião, é necessária. Por contar a história de Bella quando esta se encontra sem um sentido para sua vida, a história é arrastada, sem muitos acontecimentos que não fossem a rotina e os sofrimentos internos da personagem principal. Como o filme não poderia seguir o mesmo rumo, Melissa acrescenta ao roteiro cenas de ação e outros acontecimentos que só são citados na obra original pois, como, no livro, a história nos é contada pela própria Bella, só vemos o que a personagem vê. Isso enriquece muito o filme e evita que o mesmo se torne linear demais, o que seria prejudicial. Foi possível até mesmo fazer com que Edward não ficasse fora de cena na maior parte do tempo, o que acontece no livro de Stephenie Meyer. Ao invés de Bella só ouvir o vampiro em sua mente, ela passa a vê-lo. Foi uma forma de atender ao “pedido” da produtora (que não queria perder em bilheteria devido à pequena participação de Pattinson) e de tornar mais entendível o fato de que Bella estava tendo alucinações.
Apesar de tudo isso, o roteiro comete algumas falhas conjuntas com a direção e o elenco. Diferentemente ao filme anterior, a sequência tropeça bastante nas cenas de Isabella Swan e Edward Cullen, o casal principal. Kristen Stewart (O Quarto do Pânico) e Robert Pattinson (Harry Potter e o Cálice de Fogo), intérpretes dos dois personagens principais, não chegam nem perto de atingir a química necessária entre seus personagens. O que em Crepúsculo estava excelente passa a ser muito estranho. Pattinson interpreta um Edward carrancudo a todo momento, o que não se parece em nada com o original. Kristen fala muito pausadamente, tentando passar emoção demais, e o resultado é bastante negativo. Fora isso, Chris Weitz (American Pie) e sua equipe não dão mais a mínima para as aparências, pois não tentam mais disfarçar a idade de Pattinson, que deveria aparentar ter os eternos 17 anos de Edward, assim como sua irmã Alice, interpretada por Ashley Greene (Crepúsculo).
Falando em Weitz, deve-se considerar que estas são duas das poucas, mas graves, falhas do diretor. Ele faz muito bonito quando o assunto é a parte técnica do filme, assim como o fez no belo A Bússola de Ouro. Os cenários conseguem ser ainda mais fiéis ao livro do que o filme anterior -- destaque para Volterra e a sede subterrânea dos Volturi. A fotografia também está maravilhosa e os efeitos especiais estão infinitamente melhores, apesar de ainda não poderem se igualar aos de outras superproduções cinematográficas, o que seria até injusto. A Saga Crepúsculo: Lua Nova teve um custo de 50 milhões de dólares, o que é muito pouco para um produções que exigem muito efeitos gráficos. Para se ter ideia, Harry Potter e o Enigma do Príncipe (David Yates) e Transformers: A Vingança dos Derrotados (Michael Bay) tiveram orçamentos que ultrapassam os 200 milhões de dólares cada. Weitz só teve 13 milhões a mais que Katherine Hardwicke (Aos Treze), diretora de Crepúsculo, e fez algo muito superior. Não só nos efeitos, mas também nas contratações.
Os novos atores da saga fazem um trabalho impecável. Desses deve-se destacar dois: Michael Sheen (Frost/Nixon) e Dakota Fanning (Guerras dos Mundos). Sheen interpreta um dos três líderes do clã Volturi, Aro, e Dakota faz a “jovem” Jane. Com pequenas participações, mas de grande importância para o futuro da cinessérie, os dois dão uma demonstração do que virá nos próximos filmes. Já dos atores que estavam no primeiro filme, há um a se destacar: Taylor Lautner (Doze é Demais 2). O jovem ator de 17 anos, que interpreta Jacob Black, o melhor amigo de Bella, era incerto para fazer a adaptação de Lua Nova devido à grandes mudanças físicas que ocorrem em seu personagem, exigindo um ator mais alto e bem mais musculoso. Lautner conseguiu ganhar 17 quilos de massa muscular durante o periodo entre as gravações dos dois filmes e ganhou o papel. Além de todo esse esforço, Taylor interpreta muito bem e é, dos tres atores principais, o mais talentoso até aqui.
Algo que não se pode negar é a superioridade de A Saga Crepúsculo: Lua Nova ao seu antecessor Crepúsculo. Mas esta sequência poderia ser muito melhor do que foi devido a alguns erros que poderiam ser corrigidos sem muito trabalho. Se Weitz também fosse diretor do próximo filme da saga, eu apostaria em seu sucesso, devido ao excelente trabalho que o diretor realiza em cenas de ação e efeitos especiais. Mas vamos esperar para ver o que David Slade (30 Dias de Noite), contratado para assumir a adptação aos cinemas de Eclipse, pode fazer além de filmes de terror e suspense, como o chato MeninaMá.com.

Publicado por: Leonardo Gadêlha -- www.cinematuto.blogspot.com

A Saga Crepúsculo: Lua Nova Seja o 1º a comentar
Avatar

Alguns posts atrás, eu comentei que não deveria esperar muito de um filme cujo trailer tinha somente uma fala (e era uma fala estúpida: “This is great”) e só cenas de ação. Foi bom pensar assim, porque com baixas expectativas, Avatar me surpreendeu. Não muito, mas surpreendeu.

A história se passa em Pandora, no ano 2154 (da Terra). Pandora é um satélite do planeta Polyphemus, que orbita a estrela Alpha Centauri A. Uma corporação investiu muita grana para extrair um metal, o unobtanium (unobtainable = inobtível), que vale milhões de dólares o quilo. Lá, encontraram resistência do povo nativo, os Na’vi, que são azuis. Para tentar diminuir a resistência dos Na’vi, e conhecer melhor a natureza do planeta, a corporação tem uma equipe de cientistas que desenvolveu os Avatares, corpos com DNA Na’vi e humano, que são “pilotados” pelos humanos cujo DNA foi usado. Um destes pilotos foi assassinado antes de ir para Pandora, então seu irmão gêmeo, Jake Sully, um ex-fuzileiro naval, foi chamado para tomar seu lugar, já que seu DNA é igual.

O roteiro não tem nada intrinsicamente novo. É a história do invasor que se une aos nativos injustiçados, motivado pelo seu amor por uma nativa e por sua compreensão da cultura local. O único personagem que se transforma, nessa história, é próprio Jake Sully, que no começo é um soldado entre cientistas, com pouco interesse pelo povo Na’vi.

Um ponto interessante do filme é que ele conta a história da mineração, mas num nível interplanetário. O que a corporação está fazendo em Pandora é o mesmo que foi feito na África e na América durante muito tempo: as corporações dos países ricos localizavam grandes reservas minerais e de pedras preciosas e expulsavam os nativos. Ainda bem que hoje em dia isso mudou. Pelo menos na minha experiência com mineradoras, vi que o trabalho de relacionamento com as comunidades é muito sério. Claro que facilita quando você tem algo a oferecer que interesse a essas comunidades. No caso dos Na’vi, nada que os humanos pudessem oferecer lhes interessaria, tudo o que eles queriam era continuar no lugar deles.

A referência mais próxima que eu tenho para os Na’vi são os elfos. Eles têm alguns aspectos que se parecem com estereótipos de tribos nativas africanas, mas com uma leveza e elegância élfica. Por outro lado, sua ligação com a natureza não é mística, como a dos elfos. Eles literalmente conectam seus neurônios com os dos outros seres vivos. Isso lhes dá uma compreensão holística da natureza, e eles entendem o papel de cada ser vivo no mundo. Isso me lembrou os elfos da série Eragon, que como parte do treinamento têm de aprender a sentir os outros seres e se conectar a eles. Por falar em Eragon, a floresta de Pandora é muito parecida com o que imaginei de Ellesméra.

Eu disse que o roteiro fraco, mas ainda assim ele é bem amarrado. Detalhes que são apresentados no começo do filme são retomados de forma importante mais tarde, então não tem nada sobrando. Os diálogos não se destacam, mas algumas falas de efeito do Quaritch, chefe de segurança e vilão principal, são boas, no nível de “Adoro o cheiro de napalm pela manhã”.

Os efeitos são, naturalmente, surpreendentes. Na minha opinião, o filme quase pode ser considerado uma animação, já que praticamente tudo é computação gráfica. Todo o cenário da floresta é CG, os personagens Na’vi são CG, os helicópteros e armas são CG. Ainda assim, boa parte do filme foi rodado da Nova Zelândia, local que, como sabemos desde O Senhor dos Anéis, tem paisagens que se prestam muito bem a esse fim. As próteses e props e objetos de cena foram feitos pela WETA Workshop, a mesma que fez armas e armaduras para O Senhor dos Anéis.

Postado também em http://geladeiraoraculo.blogspot.com

Publicado por: Toni