O Imensurável Ego de Tony Stark

Agora, com a recente mudança no número de indicados ao Oscar de efeitos visuais, há fortes chances de “Homem de Ferro 2″ concorrer a esta categoria, no Oscar 2011. Agora, diferente de como acontecia até ano passado, serão cinco indicados a efeitos especiais, e não três, como eram todos os anos. Assim, filmes que possuem ótimos efeitos visuais, como é o caso deste filme, mas não concorrem por haver outros filmes com efeitos superiores ao dele, poderão ter a chance neste próximo Oscar. Como ia dizendo, “Homem de Ferro” possui efeitos especiais incríveis, vale ressaltar as cenas que se passam na garagem da mansão de Tony Stark, onde vemos inúmeras folhas digitais flutuando. Stark, em certo momento, pega uma destas folhas, amassa e joga em um lixeiro também digital. Nesta cena, a sincronia entre o live-action e o digital é muito bem realizada. Não só os efeitos visuais são muito bons, como também a fotografia deste filme, que, desde seu antecessor, possui uma movimentação de câmera e ângulos atípicos de um filme de herói. É interessante a maneira com que ambos os filmes exploram as cenas de vôo. Temos a impressão de que estamos assistindo a uma gravação caseira, mas com câmeras, som e imagem profissionais. Não sei se deu para entender, mas se vocês assistirem a ele, entenderão. Nesta continuação, somos apresentados a muito mais personagens, e, como consequência, somos apresentados a uma história muito mais complexa. E isto é bom. No elenco, vemos Robert Downey Jr., como o Homem de Ferro, vemos também Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson, que não aparece muito no filme, e por fim, Mickey Rourke, como o vilão. Melhor que o primeiro, “Homem de Ferro 2″ é diversão garantida para quem gosta de blockbusters. Neste segundo filme, somos apresentados a um novo vilão, que desta vez quer acabar com o Homem de Ferro, por vingança. Vale a pena!

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Homem de Ferro 2 Seja o 1º a comentar
Sunshine

Não sei exatamente qual a opinião do público sobre esse filme, mas como algumas(poucas) pessoas tinham indicado, resolvi assistir.
De inicio tive um medo: Chris Evans. Ele só me lembra Quarteto Fántastico, que não me traz boas lembranças(acho que não traz pra ninguém). Porém logo vem um contra peso, Cliff Curtis, o espantalho de Batman Begins e que faz uma ponta em The Dark Knight. Esse sim me trouxe boas lembranças, apesar de conhecer pouco do trabalho dele.
O começo do filme pode ser meio confuso, mas apresenta umplot interessante. O esta se tornando uma estrela morta e sem sua luz os seres humanos e a vida na terra vão ser extintos. Cria-se o plano de explodir uma bomba no sol e assim criar uma reação em cadeia, iluminando o sol novamente. Porém a 1ª missão(Ícaro I) falhou e não se sabe a causa, e nós acompanhamos a nave Ícaro II.
Apesar de um início morno, o filme cresce a medida que o problemas vão aparecendo e a tripulação busca soluções. Acho inevitável a comparação com Alien- o Oitavo Passageiro, pois o filme tambem entra na mistura de suspense e ficção. Mas essa referência está longe de atrapalhar a tensão criada pelo filme, que sem grandes cenas de ação se sustenta no pscológico dos personagens. A semelhança pode não agradar alguns que irão dizer que o filme é clichê, mas esses pontos parecidos estão apenas em alguns pontos e tanto Alien quanto Sunshine são maiores que eles. O filme também é capaz de criar imagens surpreendentes: cada momento no qual se vê o sol é imprecionante e as cenas em que se “simula” a Terra também são.
O resultado final é muito bom. É um filme que me fez lembrar de como eu descobri o cinema e porque eu gostei. É um blockbuster com algo mais, diferente das bombas que saem todo ano só render dinheiro. Pra mim é difícil acreditar que esse filme não rendeu muito dinheiro.
Ps: Só para constar: eu gostei de Chris Evans no filme. Ele foi bem dessa vez e me convenceu. Cliff Curtis também foi bem, mas o personagem encaixa bem com o tipo de personagens que ele já fez. Não deve ter sido difícil.

Publicado por: Marcelo Nen

Sunshine - Alerta Solar 3 Comentários
Adeus Mortes de Qualidade!

A franquia “Premonição”, é uma franquia de 4 filmes, da qual só se espera uma coisa: morte! Se você for assistir a um filme desta franquia, não espere um roteiro bem elaborado, com personagens marcantes e atuações incríveis, não. Espere somente ver morte, violência e sangue, muito sangue! Os próprios filmes não prometem nada além disto. Acho essa “sinceridade” (os filmes já se assumem como filmes sem muitos atributos teóricos) da parte dos realizadores um fator louvável, pois assim o público não irá esperar nada mais além do prometido e assim, não se decepcionará. Certo, nenhum dos filmes da franquia se preocupam muito com o roteiro, mas “Premonição 4″ já nem se preocupa o mínimo sequer com o roteiro, ao invés disto, usa cenas, diálogos e mortes (sim, mortes!) dos outros 3 filmes anteriores. Por partes, vou começar falando de alguns elementos que são acrescentados a “trama”. Agora, em vez de uma grande premonição, somos apresentados a duas (não irei revelar o momento, pois seria spoiler). E como se não bastasse, antes de cada vítima morrer, somos apresentados a mais algumas mini premonições de como, quem e onde a vítima irá morrer. Com isso, toda a expectativa criada sobre qual morte, onde e com quem será desaparece. Chegamos então no pior, no mais lastimável erro de todo o filme: os plágios. Começando pelos diálogos. Especificamente na cena em que os personagens estão na cafeteria (acho que é uma cafeteria), e eles comentam sobre o grande acidente e ai começam a surgir os mesmos diálogos (talvez com um vírgula de diferença), e as mesmas constatações! O filme, como se não bastasse, copia ainda cenas completas dos filmes anteriores. Observe a cena em que o personagem principal, o qual não lembro o nome (para se ver como os personagens são marcantes), e sua namorada estão embrulhando, lacrando e se afastando de todos os objetos perigosos. Esta cena é uma cópia da cena do filme “Premonição”, de 2000. Mas nada disto se compara às cenas de morte, as principais cenas do filme. É difícil de acreditar, mas o roteirista de “Premonição 4″ não teve capacidade de criar mortes diferentes e, como todo o resto do filme, copiou dos 3 primeiros! Sim! As mortes são iguais as dos três primeiros filmes da série! Eu fico pensando: A única explicação cabível para isto acontecer era que o roteirista deste filme estava sob efeito de drogas enquanto escrevia este lixo! O único motivo de eu assistir a um filme da franquia “Premonição” são as mortes. E nem isto, o principal do filme, conseguiram fazer direito! Lastimável. Mas não acaba por aí, a parte técnica também decepciona. Os efeitos especiais são muito mal concebidos. Em certos momentos temos a impressão de estarmos assistindo um filme de baixíssimo orçamento, sendo que o mesmo custou 43 milhões de dólares. Enfim, a única coisa no filme que se salva são os créditos iniciais, onde vemos todas as mortes dos filmes anteriores sendo representadas em animação, com efeito de raio-x. História: Depois de uma premonição, garoto consegue salvar várias pessoas de um acidente numa pista de corrida. Mas aos poucos, cada sobrevivente vai morrendo… Ridículo. Até agora não consigo imaginar porque que este filme foi exibido nos cinemas, e ainda em 3D.

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Premonição 4 Seja o 1º a comentar
Que sono…

A última aparição do Freddy Krueger literalmente falando no cinema, foi em 2003, ainda na pele de Robert Englund, Freddy X Jason, e moralmente falando considero que o último ?Freddy Krueger? do cinema tenha sido o Coringa de Heath Ledger, o assassino risonho, imprevisível e carismático. O Freddy Krueger de Jackie Earl Haley, é apenas alguém que comprou a fantasia no mesmo lugar, sem carisma, sem humor e longe de ser assustador. Agora, eu me esforcei para fingir não ter visto o anterior, e embarcar nessa nova versão, mas não adiantou. A cada coisa trocada, a cada deslize, fui ficando com muita saudade do filme de 1984. O primeiro deslize: Nancy citar seu nome antes mesmo de a mesma apresentar na tela um pesadelo com este. Ou seja, há uma preocupação dos personagens, fazerem Freddy ser crível em pouquíssimos minutos de filme, tal como foi a insistência em dizer repetidas vezes o nome do vilão em Hannibal, A Origem, antes mesmo de o personagem ser novamente (dependendo de sua idade) apresentado ao público. Por exemplo, um dos personagens no filme original quando foi preso dizia mais ou menos assim para Nancy: ?Havia outra pessoa no quarto, eu não o vi, mas sei que era alguém com facas nos dedos?, ou seja, você põe um tipo de personagem que não acreditaria em tal tipo de coisa fronte a uma que acredita muito nisso, o que torna muito mais crível a situação. O filme parece um legado de super proteção, onde os pais sumiram com fotos e separaram um grupo de amigos para fazer se esquecer do seu grande trauma de infância. Primeiro, quem esqueceria mesmo que na sua tenra idade alguém como Freddy? E se vê claramente uma queda de braço no brainstorm da produção do filme em decidir se os ditos abusos do mortal Freddy teriam sido uma mentirinha de criança, ou um fato consumado. No terceiro ato vemos quem ganhou a queda de braço. E passa uma mensagem péssima por sinal, onde amedronta ainda mais uma possível vitima de tal abuso, e faz crer que a decisão correta de denunciar tal coisa seria o principio de uma futura punição. Eu sei que é mera ficção, mas se é para inserir algo tal sério num blockbuster, que pelomenos seja feito algo que se assemelhe ao Bastardo Amarelo de Sin City, o criminoso que no fim das contas é punido e não o contrário. Seria muito melhor manter a idéia original de um serial killer. Mas, falemos do que deu certo, cenas clássicas como a da banheira trazidas para os dias atuais, ainda provocam aquele riso e terror como antigamente. A cena da sala de aula, onde Tina está envolta numa sala completamente carbonizada com o Freddy de professor, e após acordar ver um pedaço de seu cabelo cortado, é muito boa também. Agora, a atriz Rooney Mara faz a atual Nancy apesar de linda (eu a achei a cara da Demi Moore), é muito ruinzinha, apenas no terceiro ato vemos um trabalho ali, mas que saudade da cara de medo da Heather Langenkamp. O ator que interpreta o personagem Quentin, que no original se chamava Glen, que foi interpretado por Johnny Depp, em minha opinião era o melhor na nova empreitada, até o momento da ridícula cena em que enfia uma agulha de adrenalina na própria perna, e reage de uma maneira como se acabasse de tomar um sedativo, aliais a própria seqüência leva a crer nisso, pois ele cai no sono. Aliais por falar em Quentin, o Tarantino agradece a homenagem, mas Wes Craven deve ter odiado a seqüência final, pois ele o fez de maneira muito melhor. O que nos resta é esquecer reboots, remakes, begins…, pois assim os estúdios param com isso. Desejo a todos um sono tranqüilo.

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A HORA DO PESADELO Seja o 1º a comentar
Furos na Armadura

Robert Downey Jr. é invencível realmente. Após a atuação impecável no mesmo que irregular Sherlock Homes, Downey Jr. volta à pele daquele que garante seu papel de protagonista. Robert Downey Jr. pode afirmar que é Tony Stark assim como o personagem por sua vez revela ao mundo ser o Homem de Ferro. E dessa forma, que se inicia Homem de Ferro 2, com o som da tão marcante coletiva de imprensa que encerrou o primeiro filme. Logo, vemos a imagem de Tony numa TV na Rússia, e o leito de morte do pai de um futuro arquiinimigo do Homem de Ferro, Wiplash, ou melhor, Ivan Vanko, nome próprio ao qual é chamado durante toda a projeção, numa cena que remete a cena da caverna do primeiro Homem de Ferro. Passam 6 anos, e o que se vê é um Tony Stark vaidoso em um show pirotécnico, se apresentando de uma maneira que se fosse possível na vida real o próprio Downey Jr o faria em alguma Comic Con. Mas, espera aí, onde está a cena do trailer com o beijo sexy da Pepper no capacete do Homem de Ferro? Você viu? Eu não. Bem, o ponto de partida da nova trama é exatamente o governo norte americano bater de frente com o playboy milionário que trata a arma mais poderosa do mundo como se fosse um brinquedo. Eis que é apresentado o segundo grande vilão da trama, o Wannabe Tony Stark, Justin Hammer, que surge tal um Stand Up Show. Há quem ache o máximo, há quem ache horrível, eu opto pela segunda opção. A apresentação de Rhodey na versão Don Cheadle, está à milhas de distancia da ótima de Terrence Howard do primeiro filme. Enquanto Rhodey surgia no primeiro filme como o militar confiante perante seus recrutas, o Rhodey de Don, surge de costas e após uma voz imperativa diz: ?Leia o que está escrito?, e é um incomodo que permeia durante todo o filme, o que até deveras injusto, pois é um bom ator, e poderia ter recebido um roteiro melhor. E por falar em roteiro, Jon Favreu trocou o time de roteristas do primeiro filme pelo fanfarrão Justin Theroux, e saibam que é o mesmo da comédia Trovão Tropical. E acabou que por ter uma trama sem conexões emocionais entre os personagens, por exemplo, a doce Pepper Potts, virou uma namoradinha ranzinza, e uma bela rasgada de roteiro do primeiro filme tornando Howard Stark um cara legal, com ligação direta com a S.H.I.E.L.D, o tipo de ligação que já é irritante nos quadrinhos, os pais do Peter Parker eram agentes, blá, blá, blá, pêra aí, NE!! E tal fato que tira toda a força da auto suficiência de Tony Stark, e toda a graça do discurso do vilão Ivan de Tony estar pagando pelos pecados do legado Stark. Samuel L. Jackson é Samuel L. Jackson, OK. Mas, a salvação do filme está exatamente na quase muda, mas linda e maravilhosa, Scarlett Johansson, bastante convincente nas cenas de ação a qual protagoniza, o que me animou e muito pensando na possibilidade da Distinta Concorrência realizar cenas de ação com uma determinada Gata. Tirando a ruivinha, no surprises, tirando é claro o que caiu do céu após os créditos. Homem de Ferro 2 é um bom filme sem dúvida, mas não é uma boa continuação.

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HOMEM DE FERRO 2 Seja o 1º a comentar
Que Decepção, Tim Burton!

Quando dizem que a propaganda é a alma do negócio, estão certos. Muitos filmes lucram, não por sua qualidade, mas pela expectativa que criaram nas pessoas, usando o marketing, para assisti-los. Este é o caso de “Alice no País das Maravilhas”, a mais nova adaptação do conto de Lewis Carroll, dirigido por Tim Burton, que já dirigiu filmes magníficos, como “Edward -- Mãos de Tesoura”, “Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas” e “A Noiva Cadáver”, que agora nos apresenta a um filme mediano. Como já é de praxe de Burton, esta produção adquiri um tom sombrio, com cores mortas. Aliás, a parte técnica de “Alice no País das Maravilhas” é impecável, a fotografia, intercala muito bem cores obscuras com cores alegres, para diferenciar a personalidade das duas rainhas. Os figurinos também são muito bem concebidos, vale ressaltar o figurino de Johnny Depp, como o Chapeleiro Maluco. O elenco, devo reconhecer, é recheado de estrelas, como Johnny Depp, que parece se adaptar muito bem ao papel, Helena Bonham Carter, como a Rainha de Copas e Anne Hathaway, que a pouco tempo escrevi sobre ela, na minha crítica do filme “Noivas em Guerra”, e tenho que dizer que Hathaway não voltou a ser como em “O Casamento de Rachel”, mas melhorou muito, comparado a “Noivas em Guerra”. E, para finalizar: o roteiro. É ai que o filme erra. Na verdade, este filme é uma continuação a história original de Alice. Nesta mais nova adaptação do livro “Alice no País das Maravilhas”, o Chapeleiro Maluco tem muito mais destaque, e podemos descobrir um pouco mais sobre Alice, sua vida, sua família e seu estilo. Mas, para estes prós, o roteiro também nos apresenta a muitos contras. Um deles por exemplo, é nos apresentar a uma história fraca, rasa, sem aprofundamento. Outro ponto negativo, em relação ao roteiro, é que história apresentada a nós é desinteressante, chata e clichê. Ou seja, toda a profundidade da obra de Lewis Carroll, é exterminada neste filme. Resumindo: Tecnicamente impecável, mas decepciona no roteiro. O mesmo narra a jornada, quando Alice volta ao país das maravilhas. Agora ela tem que impedir o domínio da Rainha de Copas. Me decepcionou.

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Alice no País das Maravilhas Seja o 1º a comentar
Carell + Fey = Alto teor de risadas!

Há atores que se combinam. E geralmente, um filme com eles, se torna sucesso. É o caso de Steve Carell e Tina Fey, em \”Uma Noite Fora de Série\”. Junte dois atores carismáticos, um roteiro hilário e uma produção bem executada e você conseguirá criar um filme muito bom! É exatamente isto que acontece nesta produção. Acima de tudo, \”Uma Noite Fora de Série\” é um filme objetivo, vai direto ao ponto, sem enrolar e nos faz chorar de tanto rir! Há três cenas (as quais não irei revelar), que são hilárias. Só estas cenas já compensam o valor do ingresso. Mas claro, o filme possui muitos outros pontos positivos, como o roteiro, muito original, e o elenco, composto por Steve Carell e Tina Fey, como a dupla principal. Carell e Fey se encaixam muito bem. Já nos coadjuvantes, temos Mark Wahlberg e Ray Liotta, e uma pequena ponta do vocalista do grupo Black Eyed Peas, Will I Am. Mas quem realmente rouba a cena são o casal protagonista, o que é um fato louvável, levando em conta que os protagonistas principais devem cativar o público, e levar o filme. Perto de Carell e Fey, os outros coadjuvantes não são nada. Enfim, vou encerrar minha crítica por aqui, e fica a critério de vocês assistirem ou não. Mas o meu conselho e a minha opinião é: Não perca tempo, corra até o cinema, compre ingressos e assista a \”Uma Noite Fora de Série\”. A história: Um casal, a procura de uma noite romântica, se passa por um outro casal, para poder conseguir uma mesa em um restaurante. Mas eles não sabem que o casal que eles estavam se passando, estava metido com criminosos e chantagens. Então, eles tem que provar que não são este casal. Incrível!

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

Uma Noite Fora de Série Seja o 1º a comentar
Atuações explosivas em um filme calmo

Entre irmãos (Brothers) já me chamou atenção no trailer. Nele, cenas dramáticas e explosivas, prometendo um filme bom em atuações. Entre as cenas rápidas, deu para perceber que o ator Tobey Maguire (Homem-Aranha) estava muito mais magro do que o normal. E quando esse tipo de dedicação acontece, mostra que coisa boa vem por aí.

O filme conta a história de dois irmãos de personalidades e vidas diferentes. Um é soldado exemplar (orgulho do papai) e o outro, um ex-presidiário recém libertado. Quando o soldado (Tobey Maguire) vai numa missão ao Afeganistão e é dado como MORTO, seu irmão toma conta de sua vida, suas filhas e sua esposa. Daí você já imagina o que acontece quando ele aparece de volta? TENSO!

A promessa do trailer foi cumprida no filme. Tobey Maguire dá um show de atuação mostrando o que é paranóia, loucura, explosão, piti e raiva. O que fez ele ganhar uma indicação ao Globo de Ouro para Melhor Ator de 2009.

Mas o que eu gostei mais foi da atriz mirim de 11 anos, Bailee Madison, que interpreta a filha mais velha dele, no filme. Ela é boa ÓTIMA atriz em todos os tipos de cenas do filme: cenas de felicidade, de tensão extrema e, principalmente, em cenas de tristeza. Vai saber chorar assim na PQP! Incrível! Só digo uma coisa: A cena principal do filme, que acontece em uma mesa de jantar, é totalmente DELA! Ela carrega a cena inteira nas costas passando por cima de sete atores veteranos que estão ali com ela.

Fora isso, o filme tem mais tensão e climão-chato-em-família. Cenas do tipo, que está tudo muito calmo? daí começa leves provocações, que vão aumentando? aumentando? até que você pensa: AGORA FODEU! ESTOPIM! Vai voar coisas pela casa toda! IRRAAAÁ!

O filme também conta com Natalie Portman (V de Vingança) e Jake Gyllenhaal (O Segredo de Brokeback Mountain). Vamos dizer que essa película é um belo retrato de um trauma que vira paranóia! Eu gostei bastante e recomendo! Assistam!

Dica: NÃO vejam o trailer? ele conta o filme INTEIRO, literalmente. Repito: Não assistam o trailer!

Vão ao cinema! Cinema é cultura!

Publicado por: Vinicius Paraiba -- http://www.viniciusparaiba.com.br

Entre Irmãos Seja o 1º a comentar
PEACE & I LOVE NY

Qual a importância de um artista para a sociedade a ponto de mobilizar o povo politicamente? Porque John Lennon, um artista que foi um ícone pop, se tornou de uma hora para a outra um ativista político, ou melhor, potencialmente um pacifista? Essas e outras perguntas encontram resposta em The U.S. X John Lennon. O filme se inicia de forma irregular tecnicamente falando, pois ganha a cara de extras de DVD, com sempre alguma personalidade sentada numa cadeira que teve direta ou indiretamente uma ligação com Lennon, inclusive a viúva Yoko Ono. No entanto, a ausência dos depoimentos de Paul McCartney e Ringo Star, que por ventura poderiam enriquecer o documentário, afinal se na época de ativismo houve um afastamento de Lennon dos outros Beatles, seria bom ouvir a opinião deles hoje em dia sobre o episódio, mas acaba que não se tornando necessário, eis que as testemunhas da fase militante de John Lennon estão presentes para dar seus depoimentos no documentário. O filme retrocede a fase de infância de Lennon, buscando entender o porquê da sua rebeldia, atribuindo como motivo a separação dos pais, sendo John criado apenas por sua mãe. Aí dá um salto para a queima de discos do Beatles, após a declaração de John Lennon, que para a juventude inglesa os Beatles eram mais populares que Jesus Cristo, algo que de pronto ele tentou se retratar, pois haviam interpretado ao pé da letra sua declaração, mas enfim, essa é a parte do filme para demonstrar o quanto a força da palavra de um Beatle poderia valer. Daí, imagens dos Beatles tocando Revolution. Pula para a lua de mel televisionada de John e Yoko, em que numa atitude esperta do casal, acabou se tornando um longo protesto de paz. Claro, contestado e ridicularizado pela imprensa. Daí o filme pega ritmo, e traça aquilo que a premissa tem a intenção de demonstrar que é quanto o poeta, pacifista e cantor incomodou os Senhores da Guerra. Com uma trilha sonora que conheço muito bem, eu que sou mais entusiasta do Lennon solo do que na sua carreira junto aos Beatles, hits como Give peace a chance, Imagine, Working class Hero, e outros, e seus eventuais significados. E as imagens de arquivo, tomam o contorno de demonstrar um Lennon, mais do que vivo e compreender muito bem a sua pessoa, e seu bravo combate contra a apatia da juventude, e o quão assusta lideranças repressoras a luta pela liberdade de expressão.

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The U.S. x John Lennon 1 Comentário
O terror real (ou não)

Normalmente, o que me faz sentir medo em um filme, é o realismo e não saber se aquilo é verdade mesmo ou não. Um dos filmes que mais me marcou foi A Bruxa de Blair. A publicidade em volta daquele filme, principalmente com virais na internet, fez com que um filme barato se tornasse recordista de bilheteria.

Eu, na época com 13 ou 14 anos, quando terminei de assistir ao filme, tive a impressão que precisava provar pra mim que aquilo não era verdade. A internet não ajudava muito naquela época e eu tive que ir dormir com aquele barulho.

Chegando a 2010, me aparece um filme chamado Contatos de 4º Grau (The Fourth Kind). Nele, diretamente no trailer, já havia a promessa de imagens reais amadoras, misturada com o filme em forma de reconstituição. Todo marketing existente foi em cima de que tudo era baseado em fatos reais.

Vamos dizer que, quem vai ao cinema achando que é real realmente sai impressionado de lá. Até porque, já no começo do filme, a atriz Mila Jovovich se apresenta, dando credibilidade ao conteúdo, dizendo que vai interpretar a psicóloga Dr. Abbey Tyler e que as imagens a seguir são completamente perturbadoras.

A sinopse é mais ou menos isso: O filme se passa no Alasca, onde misteriosamente são registrados um grande número de desaparecimentos. Quando a psicóloga Dr. Abigail começa a gravar suas sessões com pacientes traumatizados acaba descobrindo as mais perturbadoras evidências de abduções alienígenas, jamais reveladas ao público. Veja os fatos documentados por filmagens reais e tire suas conclusões.

Ok a tacada foi boa. Os atores que aparecem nas supostas fitas reais amadoras não são creditados no final. Sim o filme consegue o objetivo dele, que é assustar.

Mas na era da informação, a verdade sempre acaba vindo a público.

Um mês antes do lançamento do filme, os jornais Alaska descobriram que Abigail foi criada pelos próprios produtores. Funcionários do governo do Alasca declararam que não há nenhuma pessoa, com este nome, licenciada para trabalhar em qualquer função no Estado. E por fim o diretor do Alaska Psychiatric Institute e o presidente da Associação de Psicologia do Alasca declararam jamais ter ouvido falar de Abigail Tyler.

Provado tudo isso qual a graça do filme?

Quando um filme inteiro joga todo o seu peso em cima de um ponto só e é levado nessa única base durante os 98 minutos no MÍNIMO, a única coisa que tem que funcionar é o que eles estão dizendo que é verdade.

Um mês antes do lançamento, o único pilar de sustentação de Contatos de 4º Grau foi derrubado pela imprensa. E quem diria a mesma ferramenta que Bruxa de Blair usou a seu favor, lá em 1999, faturando 248 milhões em bilheteria, Contatos de 4º Grau tentou usar dez anos depois e acabou dando um tiro no pé.

Ou não … tire suas conclusões.

Publicado por: Vinicius Paraiba

Contatos de 4º Grau 2 Comentários