Selton Mello não Consegue Segurar o Filme

Confesso que me sinto completamente desconfortável quando o roteiro, a história, de um filme muda drasticamente, no meio dele. Me sinto desconfortável porque ao meu ver, é um sinal de que o roteirista é inexperiente, pois não consegue ligar um fato ao outro de maneira melhor, então opta por mudar de repente, sem mais nem menos, o filme todo. Temos assim a impressão de que estamos assistindo a dois filmes. Claro que não estou falando de filmes como “Psicose”, onde Hitchcock e seu roteirista exploram ao máximo os personagens e a trama precisava, com certeza se encaminhar por outro rumo. Mas a diferença de obras-primas como “Psicose” e filmes como “Hancock” (um bom exemplo de filme, que na metade, muda completamente a história), é que “Hancock”, ao mudar totalmente o filme, mudou totalmente a sua ideia e a ideia do espectador, já “Psicose” continuou com sua ideia fixa. Além de inexperiente, as vezes sinto que o roteirista possui falta de criatividade, ou seja, quando suas ideias acabam, ele simplesmente muda completamente o roteiro. Infelizmente, “Uma Mulher Invisível” possui este erro: até a metade do filme, presenciamos uma história, e depois, ela muda completamente. Me decepcionei quando o filme se encerrou. Ao final das contas, não é um filme, mas sim mediano. Possui um erro fatal, capaz de condenar toda a produção: um roteiro mal escrito. O mesmo possui o erro que citei acima, além disto, não consegue criar comédia, algo que este filme prometia. Se tirarmos o roteiro, vemos um filme incrível! Uma ótima direção, parte técnica muito boa, e um elenco primoroso que conta com Selton Mello, como sempre, ótimo, Luana Piovani, Vladimir Brichta, Fernanda Torres (atriz que sou fã) e com ponta de Karina Bacci, e Marcelo Adnet. Enfim, tinha capacidade de ser bom, mas devido ao roteiro se torna mediano. O filme conta a história de um homem que se separou da mulher e cria uma mulher perfeita, mas com um problema: ela não existe. Ele se apaixona por ela, mas a relação dos dois pode ficar perigosa. “A Mulher Invisível” até consegue passar o tempo, mas não é nada especial.

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A Mulher Invisível 2 Comentários
Muitas Metáforas, Pouco Roteiro

De tanto algumas pessoas elogiarem este filme, fazerem boas críticas, confesso que criei uma forte expectativa a respeito do mesmo. Com esta expectativa, fui assistir a “Onde Vivem os Monstros”, e confesso que ao final da projeção, quando as luzes se acenderam, pensei: “Certo, toda esta expectativa, para isto?”. Não que o filme seja ruim, mas é bem mediano. Quando se inicia, até a cena em que o menino pega o barco e sai “viajando” pelo mar, “Onde Vivem os Monstros” se torna um prólogo para uma obra-prima. A partir daí, o filme decai. Certo, a produção começa a nos mostrar o imaginário do menino, como forma de escapatória da vida real. Neste momento, o filme se enche de metáforas à infância, e comparações com a vida do menino. Todavia, naquele momento, o filme decai de uma forma inesperada. Ele começa a se tornar arrastado, e um pouco enjoativo. Isto se deve ao roteiro que, naquela parte não desenvolveu de uma boa maneira. Este momento dura uns 15 minutos. Estes 15 minutos são compostos por cenas descartáveis e sem importância nenhuma para a narrativa. Um forte exemplo disto são as cenas de afeto entre o menino e os monstros. Nós já sabemos, desde o primeiro contato do menino com os monstros, que eles teriam uma forte relação de afeto, então por que acrescentar cenas de eles dormindo amontoados, de eles correndo juntos… Nisso, o filme deixa a desejar, pois se torna repetitivo e a história não se desenvolve. Passado este momento, o filme começa a melhorar. Os 30 minutos finais também são incríveis. Talvez se fossem cortados, de 101 minutos, para 90 minutos, o filme fosse muito melhor. Repito: não é um filme ruim, mas sim mediano. O lado técnico do filme é primoroso. O filme possui uma edição incrível. Também possui canções completamente cabíveis ao tema, empregadas da melhor maneira possível, no momento certo. A fotografia é invejável. Com direito a uma câmera tremula, e uma coloração amarelada, em alguns momentos até meio morta. Sem esquecer da fabulosa direção de Spike Jonze (que também escreve o filme). Diretor de filmes como “Quero Ser John Malcovich” e produtor de filmes como “Adaptação”, Jonze assume a direção, com muito carinho e zelo pela obra, e isto é refletido conforme os minutos de projeção passam. Emprestando sua voz para um personagem temos Forest Whitaker, e fazendo uma ponta no filme temos Mark Ruffalo. O filme se baseia no livro “Onde Vivem os Monstros”, e conta a história de Max, um garoto que cria um mundo imaginário, que é habitado por monstros. Ele se torna o rei do local, e começa a governar, mas as coisas saem do controle. Bem mediano!

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Onde Vivem os Monstros Seja o 1º a comentar
Realidade louca ou louca realidade?

(Antes de qualquer coisa, a leitura da crítica infra é recomendada somente àqueles que já tiveram a oportunidade de assistir a ?Ilha do Medo?, do contrário, pontos cuja ocultação mostra-se importantíssima para a criação de um clímax durante a sessão serão revelados, tornando o ato de assistir ao referido filme uma experiência infinitamente menos surpreendente e interessante aos que optarem pela leitura deste texto previamente à conferência do longa).

Desde que Leonardo Di Caprio se uniu a Martin Scorsese, o galã (Di Caprio, não Scorsese) tem rendido um leque de personagens atípicos e incomuns. Se fizermos um balanço sobre a sua parceria com o velho Marty até então, concluiremos que o ator começou com um personagem um pouco mais simples (Amsterdam Vallon) e foi evoluindo (apesar que eu colocaria Howard Hughes em um patamar de complexidade um pouco superior ao de Billy Costigan) a ponto de chegar ao ápice com este Teddy Daniels (e mesmo reconhecendo que Di Caprio esteve ligeiramente melhor em ?O Aviador? (atuação esta que julgo como sendo a melhor de sua carreira), o seu papel em ?Ilha do Medo? é, de fato, notavelmente mais complexo do que o do filme de 2004), que já nos primeiros vinte minutos de projeção se mostra detentor de um incrível ?mecanismo de defesa? (palavras proferidas pelo personagem de Max Von Sydor).

Martin Scorsese, por sua vez, vem se esforçando cada vez mais para ?faturar? o ?título? de maior lenda viva do Cinema estadunidense (já que Stanley Kubrick faleceu em 2004 e não pode mais entrar nesta ?disputa?) e opta por abordar vários dos temas os quais já abordou em seus filmes mais clássicos, adotando, todavia, formatos diferentes para tal. Explico. A loucura causada pelo vazio existencial que nos devora cotidianamente já fora utilizada pelo cineasta a fim de ilustrar o excepcional ?Taxi Driver? (meu ?Scorsese? favorito e um de meus dez filmes prediletos), entretanto, durante um período menos produtivo da carreira do genial diretor, o mesmo utilizou tal ?loucura? para compor o ótimo, embora consideravelmente abaixo do esperado: ?Vivendo no Limite?. Já em ?Ilha do Medo? a ?insanidade? (e desta vez, tal estado psíquico não estabelece uma ligação necessariamente direta com o vazio existencial a pouco citado) passa a nos exibir uma proporção visivelmente diferente à que fora exibida nos filmes anteriores e, como resultado, temos, é claro, um produto bastante distinto dos demais.

Utilizando o protagonista Teddy como cobaia da vez, o roteiro de Laeta Kalogridis estuda um personagem atormentado pelo fantasma do passado, mas não pelo cotidiano patético que leva em uma cidade dominada por uma sociedade decadente, assim como ocorria com Travis Brickle e/ou Frank Pierce. A loucura dele não é pressuposta, mas sim, aparentemente criada (e reparem que mencionei ?aparentemente criada?) e desenvolvida ao longo da trama, onde presenciamos a construção de uma persona que, a cada instante da projeção, passa a lutar contra o meio que o cerca a fim de evitar fazer parte do mesmo.

E é justamente nessa luta contra o meio pelo o qual Daniels encontra-se cercado que o roteiro nos vai preparando para um final arrebatador, que pretende surpreender até mesmos àqueles que já se contorceram de espanto ao testemunhar qual era a real relação entre os personagens de Edward Norton e Brad Pitt no magistral ?Clube da Luta?.

Esse final, aliás, é o ponto máximo de ?Ilha do Medo? e, por mais ?pistas? que o roteiro nos dê sobre a verdadeira (verdadeira?) situação a qual o personagem de Di Caprio se encontra (os inúmeros ratos que saem das tocas aparentemente sem motivo algum (coisa que não poderia ser construída em uma mente sã); o medo de realizar uma viagem em um navio cercado por água, já que, na ilha (lugar que tanto lhe causava desespero), ele convivia constantemente com situações parecidas; o ?parceiro? inexperiente que é designado para acompanhar-lhe em uma missão de certo grau de periculosidade (algo pouco típico partindo da polícia federal estadunidense, uma vez que a mesma é organizada o bastante e, na pior das hipóteses, enviaria dois profissionais de habilidades pouco, ou quase nada, desproporcionais); o fraco empenho com o qual os médicos, psiquiatras e seguranças locais trabalhavam a fim de localizar Rachel Solando, que havia desaparecido e, a princípio, revelava-se a real causa da visita de Teddy à ilha; entre muitas (muitas mesmo) outras), ainda saímos da sala de projeção desconfiados e com inúmeros questionamentos que parecem nos atormentar cada vez mais.

Afinal, por mais que a versão de Dr. Crawley (Ben Kingsley, em ótima atuação, como já era de se esperar) seja suficientemente coerente, como podemos ter certeza absoluta de que tudo não passou de uma conspiração organizada para atormentar a mente do protagonista? Em qual estória deveríamos acreditar então? Na louca realidade de Daniels? Na realidade louca de Crawley? Quem estava certo? Quem estava errado? Alguém, de fato, estava certo? Alguém, de fato, estava errado? Quem é o mocinho? Quem é o bandido? Existe, realmente, um (ou mais) mocinho(s) e um (ou mais) bandido(s)? Teddy Daniels, enfim, viveu como um monstro, ou morreu como um homem bom (e por mais que a última cena do longa se dedique a focar o farol presente na ilha e acabe nos direcionando à segunda hipótese, não há como termos certeza absoluta de nada, já que não vimos exatamente o que aconteceu, de fato)?

Enfim, se Machado de Assis, na Literatura, imortalizou o seu Bentinho, em Dom Casmurro, com o eterno e infindável impasse sobre a possível traição de Capitu, seria exagero mencionarmos que Laeta Kalogridis e Martin Scorsese, no Cinema, contam com algumas chances de imortalizarem o seu Teddy Daniels com o eterno e infindável impasse sobre a sua possível loucura? Bem, isso só o tempo irá nos dizer (adoro utilizar esta frase clichê). Mas que ?Ilha do Medo? merece esta ?imortalidade?, ah isso merece!

O quê? Atribuí quatro rolos de filme (ou estrelas, caso prefiram) à obra cinematográfica e não justifiquei o porquê extraí um ponto da avaliação da produção? Pois então vamos lá. Quando nos dirigimos ao cinema para assistir a um filme scorsesiano, realmente nos dirigimos ao cinema para assistir a um filme scorsesiano, não? E ?Ilha do Medo?, particularmente, de scorsesiano tem muito pouco, como a rápida movimentação de câmeras que o diretor adota a fim de apresentar os pavilhões A, B e C do hospital/prisão psiquiatra (que muito me fez lembrar da cena do magistral ?Os Bons Companheiros? onde Henry Hill, durante um julgamento próximo ao final do filme, aponta para Jimmy Conway e Paul Cícero e a câmera, através de um eficiente traveling, percorre o cenário e foca os rostos dos personagens) e o suave traveling empregado durante o massacre de um grupo de soldados nazistas.

No mais, a sensação que fica é a de que, por trás da ação, temos um diretor menos ousado (no que se refere à movimentação de câmeras, e não à condução da trama, é claro) do que o usual. Um cineasta que, inutilmente, opta pela humildade de não conferir à obra a marca registrada de seu trabalho e prefere adotar aspectos da estética kubrickiana, fazendo com que ?Ilha do Medo?, durante muitos de seus momentos (a tomada aérea que segue um carro adentrando os portões do hospital/prisão (idêntico à sequência em que Kubrick acompanha a família Torrance dirigindo o seu veículo, por entre as montanhas, com destino ao Hotel Overlook), o sangue do soldado nazista escorrendo escada abaixo (que lembra muito a cena do elevador), entre muitas outras) mostre uma clara relação com o excelente ?O Iluminado?.

Em suma, um ótimo exemplar da Sétima Arte que conta com um roteiro bastante atípico para uma produção hollywoodiana e, ao mesmo tempo, uma direção bem atípica para um filme scorsesiano.

Publicado por: Daniel Esteves de Barros

Ilha do Medo Seja o 1º a comentar
Crônicas de Uma Vida Miserável.

Acho que “Preciosa” tem várias outras funções além de entreter o público. Esta produção nos faz pensar, refletir sobre nossas atitudes. Será que nós estamos descriminando alguém, por algum motivo, sejam eles: cor, religião, opção sexual, aparência física? Será que não estamos dando valor ao que temos? Além de nos fazer refletir sobre nossas atitudes, esta produção de Lee Daniels, inova, revoluciona (de certa forma) e nos apresenta a talentos, até então desconhecidos. É uma surpresa ver Mariah Carey atuando bem em um filme. Surpresa também ver Mo’Nique, uma comediante, interpretando o papel da mãe de Preciosa, de maneira tão visceral! Aliás, aposto em Mo’Nique, para melhor atriz coadjuvante. É impressionante a sua atuação, principalmente em brigas verbais. Nestes momentos, Mo’Nique, faz quem esta assistindo se arrepiar! “Preciosa” nos apresenta a uma atriz brilhante, até então desconhecida: Gabourey Sidibe. Esta atriz, para mim, merecia vencer o Oscar, mas é bem provável que perca para Sandra Bullock (Não assisti a “Um Sonho Possível”, então não posso expressar minha opinião sobre Bullock, mas, de acordo com o que todos dizem, ela merece). E, ainda por cima, “Preciosa” entra para a história do Oscar, porque Lee Daniels, o diretor do longa, é o primeiro diretor negro a ser indicado. “Preciosa” possui uma trilha sonora impecável. Algumas músicas que se destacam: “It Took a Long Time” e “Destiny”. Mas, infelizmente, “Preciosa” se perde um pouco por inserir muitos desejos de Preciosa, quebrando assim, o clima de tristeza que o filme cria. Mas, de resto, o filme se sai muito bem. Possuindo uma fotografia, que em muitos momentos se torna exagerada, consegue nos passar muito bem a tristeza, a escuridão, a sujeira da casa de Preciosa, com cores mortas, amareladas, contrastando com as cores vivas e alegres dos desejos de Preciosa. “Preciosa” concorre a seis Oscars, e acho que leva em atriz coadjuvante, e talvez, em roteiro adaptado. Por falar em roteiro, é adaptado do livro “Precious: Based on the Novel Push by Sapphire”, e conta a história de uma garota obesa, negra, semi-analfabeta, mãe de uma menina de com síndrome de Down e grávida de um outro filho. Ela é estuprada pelo próprio pai e agredida pela mãe. Mas, apesar de tudo ela não desiste, entra numa escola especial, e tenta mudar sua vida. Filme muito bom, mas que não merece ganhar o Oscar de melhor filme.

Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com

Episódios Imaginativos da Fértil Mente de Tarantino!

Quentin Tarantino é um dos melhores cineastas, na minha opinião. Sua criatividade é imensa. Ele sabe muito bem acrescentar um tom humorístico aos seus filmes, sem prejudica-los. Como todos os seus outros filmes, “Bastardos Inglórios” possui violência, ironia e uma maneira diferente de contar uma história. Em seus outros filmes, Tarantino optava por um roteiro não linear para narrar a trajetória de um, ou mais personagens. Aqui, em seu mais novo filme, ele opta por contar a história de uma maneira mais linear, mas claro, dando seu toque especial, para assinar a obra. Neste filme, não viajamos tanto pelo tempo, não temos que encaixar todas as peças, como um quebra cabeça. Mas, mesmo assim, “Bastardos Inglórios” não deixa de ser uma obra-prima. Ao longo da projeção, notamos referências aos seus outros filmes, como “Kill Bill vol. 1 e 2″, “Pulp Fiction -- Tempo de Violência”… E, claro, como de praxe de Quentin, todo o filme é incrivelmente bem produzido. Tudo é impecável. Partindo da fotografia, passando pelos diálogos e pelo roteiro de mestre, pela trilha sonora que é empregada no momento mais preciso possível, até a direção, que nem preciso comentar, basta falar que sou muito fã de Quentin Tarantino. O elenco conta com Brad Pitt, reformulado, com uma ponta de Mike Myers, e com Christoph Waltz, que concorre ao Oscar de melhor ator coadjuvante, e acho que irá ganhar. “Bastardos Inglórios” concorre em cinco categorias. E, realmente, é um candidato muito forte, pena que concorre com “Avatar”, que vai tirar muitos prêmios de “Bastardos Inglórios”. Enfim, se não fosse “Avatar” (não desmerecendo “Avatar”), esta mais nova produção de Tarantino tinha fortes chances de levar edição e fotografia, mas acredito que ele não saia de mãos vazias: eu aposto em “Bastardos Inglórios” para ator coadjuvante e roteiro original. Enfim, agora é só esperar a noite do Oscar para conferir. Mas, uma coisa é incontestável, “Bastardos Inglórios” é uma obra-prima, e Quentin Tarantino é um gênio! Tarantino leva às telas sua visão imaginativa do fim de Hitler e do Nazismo. Um grupo de homens tem um missão, matar nazistas, escalpela-los e fazê-los sofrer. Mas um plano de executar Hitler vem a tona, e paralelamente, uma mulher planeja vingança contra os nazistas, por matar sua família. Filme incrível! (Obs: SE VOCÊ NÃO ASSISTIU ESTE FILME AINDA, PARE DE LER ESTA FRASE, POIS CONTÉM SPOILER. A cena em que o cinema está prestes a ser incendiado, é genial!)

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Bastardos Inglórios 1 Comentário
“Nut Up Or Shut Up”

Sabe aquele filme que estava faltando? Aquele filme de comédia incrível que você não poderia deixar de assistir? Pois bem, “Zumbilândia” é isso, e muito mais! Quando a sessão se encerrou, a sensação que eu tinha era de realização. Por ter assistido a uma obra-prima da comédia. Tamanha é a capacidade cômica e narrativa, que este filme conquistou desde os expectadores mais leigos, aos críticos de cinema. E posso afirmar que “Zumbilândia” é um dos melhores, se não o melhor, filme de comédia que estreia em 2010 no Brasil. Exagero? Não. É até difícil de descrever tamanha diversão e genialidade a que os expectadores são expostos. Eu realmente me surpreendi, pois não esperava algo tão bom! Começando por Woody Harrelson, que se encaixa perfeitamente em seu papel, por ser uma pessoa com perfil e características físicas muito parecidas com a de seu personagem. Sua interpretação? Nada de mais, mas não é isto que importa neste filme. Não ligamos muito para atuações, ou profundeza de roteiro, enquanto assistimos ao filme, pois o que vemos em tela nos contagia! E, claro, não poderia deixar de comentar a participação especialíssima de… (não vou estragar a surpresa de quem não assistiu), resultando numa das melhores e mais engraçadas sequências do filme. E o melhor de tudo é que esta participação é surpresa. No trailer não consta nada sobre ela. E isso é muito bom! Aliás, o filme faz várias referências a outros filmes que se eternizaram. Como “Laranja Mecânica”, explicitamente “Os Caça-Fantasmas”, “2012″, entre muitos outros filmes. E para quem pensa que este filme não tem um bom roteiro, se engana. O mesmo pode não ser tão profundo, mas é muito original e ágil na maneira de desenvolver a história. E, como se já não bastasse tudo isto, o filme ainda possui uma edição invejável. Não por intercalar cenas de modo genial, mas sim, pela beleza estética (sabendo aplicar na hora exata a câmera lenta), e, consequentemente o timing exato. E ainda, a fabulosa edição, enquanto algum personagem relembra as regras, ou as bota em prática, as mesmas aparecem na tela, e interagem com o ambiente em que estão. Genial! Somente pela sequência dos créditos iniciais, o filme já vale o ingresso. “Zumbilândia” possui a história de um garoto que luta para sobreviver em uma ex-Terra dominada por zumbis, denominada Zumbilândia. Ele conhece então um homem que tem o prazer de matar zumbis, e posteriormente os dois conhecem duas irmãs, que também lutam para sobreviver. Os quatro se juntam e vão rumo a um parque de diversões, mas… Vale muito a pena!(Obs: O filme foi produzido em 2009, mas lançado no Brasil somente em 2010).

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Zumbilândia Seja o 1º a comentar
Madiba

Nenhum povo entende tanto quanto o brasileiro o quão a proximidade do esporte do povo, dá este a moral para seguir bem os seus dias. Para uma parcela ganhar uma copa do mundo não traz benefícios ao povo, pois os países desenvolvidos levam bomba nos esportes e tem um bom um desenvolvimento político. Ora, esse é um pensamento que vê de um ângulo muito pequeno a situação. Com tantas mazelas políticas ver pessoas ganhando honestamente a vida e vencendo com o seu suor e representando o país no exterior é uma maneira mais do que justa de demonstrar o Brasil que deu certo. Mas, porque essa introdução se o texto é para falar de Invictus, que retrata um time de rúgbi da África do Sul? Bem, o esporte é outro, mas a intenção de Madiba, ou melhor, Mandela foi a mesma, quando tomou as dores dos Springboks, um time de Rúgbi com poucas chances na Copa do Mundo. A discussão do medo e do rancor envereda muito bem pelo filme, o medo na figura do chefe de segurança de Mandela, sempre a espera de algum atentado ao Presidente Africano, e rancor nas declarações dos personagens que não compreendem porque Mandela resolveu apoiar entre claras aspas seus algozes. Tirar de uma parcela do povo o que ela presa, não é uma forma de suprir uma antiga injustiça, Mandela queria demonstrar a mudança de sua gestão, que o fim do Apartheid teria que trazer benefícios tanto aos de pele clara quanto os de escura. Daí vem o herói do filme François Pienaar, muito bem interpretado por um parrudo Matt Damon, alguém sem mácula que inspirado por um grande líder vai lá lutar por seu país. O Clint Eastwood gosta de trabalhar com personagens que mudam de idéia no decorrer da trama, aprendendo algo importante. E parece que tem certa queda pela cor verde, vide a Menina de Ouro. A realização de um filme com um final feliz, quem diria, assim como os personagens de seus filmes marcados por uma drástica mudança de idéia, creio que talvez Clint Eastwood esteja mudando também as suas.

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Uma bala de prata, por favor

Eu esperava mais. Não que meu currículo de filmes de lobisomem seja dos mais vastos. O lobisomem americano em Londres, O Lobo com Jack Nicholson e Michelle Pheifer e Underworld, aquele do Lycan que cruza com a vampira. Eu acho mais graça nos filmes de vampiros, mas o interessante dos lobisomens é não ter controle sob suas atitudes noturnas. Ou seja, o lobisomem é uma vítima de seu dom, por assim dizer. Nisso o acerto na personalidade retraída de Laurence, muito bem interpretado por Benicio Del Toro, um bom homem que tem uma fera incontrolável dentro de si. No entanto a maneira que o rapaz se torna lobo… Sei que é uma refilmagem, que ou seguiram a risca a original, ou para dar um víeis de mais ação optaram por aquilo. Ah, vou falar poderia ser hereditário, seria prá lá de aceitável e compreensível. Sir Antony Hopkins, convence como fera, pois este interpretou a maior delas, algo que lhe rendeu um Oscar, e a personagem até recebe uma rápida e engraçada homenagem nesse filme. No entanto, falta roteiro para explicar o interesse da mocinha Gwen, papel de Emily Blunt, que como bem observou um casal ao meu lado na sessão, é a cara da Maria Fernanda Candido. Já Hugo Weaving não tem lá muito espaço para desenvolver seu Detetive Francis Aberline, já que não há segredo algum a ser desvendado, Todo mundo sabe o que Todo mundo sabe. O Lobisomem, face as suas cenas ultra violentas ganhou uma classificação etária de + de 18 anos, mas não vejo no filme nada que tire o sono de ninguém.

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O Lobisomem 1 Comentário
Sorry, You’re Fired!

Jason Reitman me surpreendeu pela primeira vez, em 2007, com “Juno”, produção também indicada a melhor filme no Oscar 2008. Uma particularidade curiosa, que se deve ressaltar, é que, os três filmes mais conhecidos e famosos deste diretor são comédias, ou como é o caso de “Amor Sem Escalas”, comédia dramática. E, geralmente, estes filme ganham uma indicação ao Oscar. Este fato me deixou com uma pulga atrás da orelha (desculpem a expressão antiquada). Será que Jason Reitman possui talento somente para comédias? Ou será que ele é talentoso em outros gêneros? Não sei. Fica ai, uma incógnita. Agora, temos que esperar seu próximo filme para responde-la. Enfim, voltando a “Amor Sem Escalas”. Posso estar contrariando a opinião de muitas pessoas, mas eu acho “Avatar” muito superior. “Amor Sem Escalas” até merecia ser indicado em algumas categorias ao Oscar (seis, contando com as duas indicações a atriz coadjuvante). Para mim, o filme não tem chance em melhor diretor, melhor filme, melhor ator e melhor atriz coadjuvante. Pode ser que ganhe em roteiro adaptado. Todavia, o filme merece sim ser indicado. O que merece destaque na produção é a sua fotografia, que opta por um tom de cor mais comum e por enquadramentos ageis, que expressam, além de naturalidade e rotina, a vida do personagem principal. No elenco, George Clooney, que desempenha uma boa interpretação, mas que na minha opinião não merecia ser indicado a melhor ator. Vemos também Vera Farmiga, esta que realmente merece ser indicada, embora acho que irá perder para Mo’Nique. Outro grande acerto do filme reside no roteiro, que ao mesmo tempo que acompanha e aprofunda a vida do personagem principal, vai nos deixando a par também da vida das duas mulheres que o cercam. Aliás, o roteiro é muito mais profundo. Ficamos sabendo da personalidade e do caráter da irmã do personagem principal (Clooney), que só conhecemos após uma hora de projeção. Por isto, acho que “Amor Sem Escalas” é um forte candidato a roteiro adaptado. De tão profunda, é até difícil de descrever a história deste filme. Tentarei. O filme acompanha a vida de um homem contratado por uma empresa para demitir funcionários. Acompanhamos então, suas viagens e as pessoas que o cercam. Vale a pena.

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Oscar de Melhor Filme? Não.

Posso estar contrariando a opinião de muitas pessoas, mas, para mim, “Guerra ao Terror” não é o melhor filme de guerra que já vi. “Apocalypse Now” e “Nascido Para Matar”, são muito melhores. Mas “Guerra ao Terror” não é um filme ruim, não. Pelo contrário, é um filme magnífico, que fica na minha lista dos melhores filmes de guerra. Oscar de melhor filme? Não, acho que não merece. O prêmio ainda fica com “Avatar”. Oscar de melhor diretor(a)? Sim, Kathrym Bigelow merece esta categoria. Se ela ganhar, vai ser a primeira diretora a ganhar um Oscar. Bem, vamos aguardar para ver. “Guerra ao Terror” é, junto de “Avatar”, o campeão de nomeações este ano, possuindo 9 indicações. Teria fortes chances de ganhar em fotografia, trilha sonora e edição, mas tem como concorrente o filme de Cameron, que com certeza irá ganhar. Uma curiosidade: Bigelow é a ex mulher de Cameron. Ambos lideram as indicações. Agora vou falar um pouco do filme em si. “Guerra ao Terror” é um retrato sufocante da guerra do Iraque. A sensação que acompanha o filme, bem como os personagens, é de pressão, cansaço, precariedade, angústia e ansiedade. Claro, que, para se conseguir chagar ao nível carregado do filme, precisa-se ter uma sincronia perfeita entre os responsáveis pela produção. E isso acontece, e vemos claramente, quando os minutos de projeção vão passando. Incrível. Uma ótima fotografia, sufocante, um som invejável, que causa sensação de apreensão, e uma direção impecável, de Kathrym Bigelow, fazem esta obra cinematográfica funcionar e ser tão boa. O estilo adotado pela diretora, faz o filme parecer um documentário, com sua forma observativa. As vezes o filme se perde um pouco no excesso de zoons no rosto dos personagens, mas isto é um pequeno detalhe, comparado a magnitude de toda a obra. Enfim, “Guerra ao Terror” fica entre os melhores 5 filmes de guerra que assisti, junto de “Apocalypse Now”, “Nascido para Matar”, “Pearl Harbor” e “O Resgate do Soldado Ryan” (entraria também “A Lista de Schindler”, mas não considero um filme de guerra). O filme acompanha os últimos dias de um batalhão anti-bomba, em plena guerra do Iraque. Muito bom!

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