Aprendi a gostar das músicas de Daniel, devido ao meu pai, que sempre escutava, e reescutava as músicas do mesmo. Então, aos poucos fui me acostumando e aprendendo a gostar deste cantor. Há várias cantoras que viraram atrizes, mas o diferencial é que elas tinham talento, e Daniel, não. Daniel serve somente para cantar, única e exclusivamente, cantar. Agora, este cantor esta tentando, fracassadamente, engressar na carreira cinematográfica. Somente espero que ele esqueça desta carreira de ator, pois somente manchará a reputação do cinema brasileiro. Na verdade, deixando Daniel de lado, um pouco, este filme não tem razão de existir. É incrível a discincronia que os atores, diretor e participantes exercem. Confesso que antes de assistir a este filme, não estava com muitas expectativas, mas também não esperava que iria ser tão ruim! A parte técnica nem parece ser do século XXI! A sonoplastia do filme é horrível! O som, pior ainda! A edição de som…. uma comédia. Faltam-me palavras para descrever. Uma direção ruim, um roteiro (baseado na música “O Menino da Porteira”) fraco. Aliás, uma música não é capaz de gerar um ótimo roteiro, a não ser que o roteirista seja extremamente criativo e capaz, o que não é o caso deste filme. Uma parte técnica horrível, e muito abaixo da média, se juntam e formam este fracasso: “O Menino da Porteira”. Horrível! Refilmagem, do filme de 1976, com o mesmo nome, “O Menino da Porteira” conta a história de um peão, que é contratado para transportar uma boiada para um grupo contra o chefe da região. Então, este chefe se revolta e tenta expulsá-los da região. Nisto, o peão conhece um menino que sempre abre a porteira para ele. Os dois começam uma grande amizade. Uma droga! Não vale a pena. Fica ai então, o meu consentimento a respeito deste filme. Espero que Daniel não continue a carreira de ator, e espero que “O Menino da Porteira” seja esquecido o quanto antes possível!
Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com
É um trabalho muito difícil fazer um filme, onde os personagens estão fazendo um outro filme, ou seja, há um filme dentro de outro filme. Mais difícil ainda é os atores interpretarem sua própria profissão, mas de maneira cômica, e propositalmente malfeita. Juntando este dois fatores, seria muito difícil conseguir fazer um filme assim, pois precisaria, acima de tudo do trabalho de equipe do diretor, do roteirista e dos atores. “Saneamento Básico” faz isto e consegue se sair muito, muito bem! Ainda há pessoas que desprezam o cinema brasileiro, desprezam 0s atores brasileiros e desprezam os diretores brasileiros, e este filme veio, para dar um soco na cara dos preconceituosos que consideram o cinema nacional inferior. É incrível e memorável o trabalho de equipe que os atores e o diretor/roteirista exercem. Lembro-me da primeira vez que assisti um filme de Jorge Furtado, lembro-me que foi um documentário apresentado em minha escola. Se chamava “Ilha das Flores”. Desde lá, aprecio Jorge pelos seus trabalhos, e “Saneamento Básico” prova mais uma vez, que Furtado é um ótimo diretor, ele nos dá orgulho de dizer que Jorge Furtado é BRASILEIRO! Isto só aconteceu também comigo, com Fernando Meirelles, um dos melhores diretores da atualidade. E não só por ai que os elogios param. Na parte do elenco, gostaria de elogiar e ressaltar o meu apresso por Fernanda Torres, com sua impecável atuação, aliás, virei fã desta atriz, pois é uma pessoa que, claramente nasceu para comédia, é espontânea, natural e divertida. Vale ressaltar também Camila Pitanga, muito bem, Lázaro Ramos, não tão bem quanto podia, mas até consegue se sair bem, e Wagner Moura, também muito bem. A parte técnica é impecável. Vale ressaltar os enquadramentos de câmera muito originais que Jorge Furtado opta. Do roteiro, não vou falar muito, pois senão vou me estender demais, mas posso lhes assegurar que é um dos melhores roteiros que vi até hoje, do cinema brasileiro! A história: Uma cidade precisa, urgente, de um tratamento de esgoto, de um saneamento básico, então eles decidem fazer um filme, para um festival, e o dinheiro do prêmio, se eles ganhassem, seria convertido para o saneamento básico da cidade. Uma comédia original, inteligente, hilária, e muito boa, vale a pena!
Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com
Como um diretor consegue sempre fazer a mesma coisa, mesma coisa, e nunca aperfeiçoar? Pois é, Roland Emmerich consegue fazer isso, o mesmo diretor de O Dia Depois de Amanhã, e Independence Day, aqui dirigi 2012, um filme sobre a teoria maia que o fim do mundo vai acabar em 2012, e aqui ele consegue fazer uma teoria legal se transformar num filme bomba!
O começo do filme, pelo menos uma hora do longa, são até atraentes, mas depois disso, 2012 cai em um melodrama familiar e efeitos especiais em excesso.
O que o diretor não entendeu, é o que pra começar, um filme catástrofe não pode se focar em uma pessoa nem em uma familia, mas sim na catástrofe, e em 2012 o foco é a familia americana, cujo o pai da familia é interpretado pelo John Cusack, e o resto da familia, com os mesmos clichês dessas historinhas familiares bestas!Só por isso, já não vale o ingresso.
Depois, quando deu uma hora de filme em média, começa a sobrar efeitos especiais(que as vezes são bem feitos, as vezes falham) e acabam esquecendo do roteiro, ou seja, uma falha terrível que afunda o filme de vez!
Então, o longa não se salva nem por poucos momentos agradáveis, devo ressaltar, bem poucos. 2012 não é um filme sobre catástrofe, é um filme que é uma catástrofe!
Publicado por: Júlio Pereira
Confesso que nunca senti uma sensação de medo, claustrofobia tão grande dentro de uma sala de cinema, até assistir “Rec” (2007), após a monótona apresentação dos personagens, a tensão no filme começa a aumentar descontroladamente, você agora tem medo de olhar para a tela da sala de cinema, mais precisa saber o que acontece… E após essa 1 hora e meia de filme, aproximadamente, você pensa, “Uau, esse foi o melhor filme que eu já vi na minha vida !!”
Isso foi o que senti ao ver “Rec” pela primeira vez em uma sala de cinema semi -- cheia, o que tornou a sensação de claustrofobia ainda mais, por pensar de que eu estava sozinho ali…
“Rec” teve um orçamento baixo, comparado aos filmes atuais, cerca de 1 milhão se não me engano, e arrecadou milhares de dólares no mundo. O diretor consegue com que você pense que esta dentro do filme, ao lado de Ángela Vidal (Manuela Velasco), ou melhor, te dá a sensação de que você é Pablo, o camera man, algo realmente maravilhoso que se transforma em momentos de terror. O fato que faz esse filme melhor que os outros do gênero é o realismo, **SPOILER O diretor disse que teve cenas em que ele escondeu o “susto” dos atores, como na cena em que um dos bombeiros se joga da escada, só quem sabia o que iria acontecer era o diretor, o que deixou o susto dos atores, e o nosso, mais real FIM DO SPOILER**
O filme é, se não me engano, o terceiro filme filmado em “hand cam”, o primeiro foi “Bruxas de Blair” e o outro foi “Cloverfield -- O Monstro”, em seguida “Rec”, para mim, o melhor dos três, uma prova de que o “Rec” é tão “realista” no ponto de “dar medo” é que o crítico Maurício Saldanha no Cabine Celular do Rec, digamos assim, teve que “tomar um ar” no meio do filme, pois suas seqüencias de terror não param um instante. O fato da ausência de efeitos especiais no filme só o enobrece, por conta do filme ter bastante maquiagem e pouquissimo efeito especial faz com que o filme seja, ainda mais, realista. Por fim, além do filme ter sido elogiado pela crítica, também teve uma grande aprovação popular, provando ser bom não só pra quem entende de cinema mas também para os que estão começando a entender do assunto mais profundamente.
Como prova de seu grande sucesso, “Rec” teve uma refilmagem americana (Quarentena) fato que faz o filme original, pra mim, só melhorar.
E uma curiosidade: “Quarentena” era para ter sido lançado primeiro que “Rec” no Brasil mas a distribuidora “passou a perna” em Quarentena e “Rec” foi lançado primeiro nas salas de cinema nacionais…
Realmente Recomendo… 5/5
Publicado por: Vinícius Moreira -- http://twitter.com/Vinyciuz
É impressionante com um filme pode ainda estar na memória de várias gerações, “O Mágico de Oz” é um filme estadunidense de 1939, produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer. É baseado no livro infantil homônimo de L. Frank Baum, no qual a garota Dorothy é capturada por um tornado no Kansas e levada a uma terra fantástica de bruxas, de leões covardes, de espantalhos falantes e de muito mais. Estrelado por Judy Garland, Frank Morgan, Ray Bolger, Jack Haley, Bert Lahr, Billie Burke e Margaret Hamilton.
Mesmo não sendo o primeiro filme produzido em Technicolor (como muitos acreditam), O Mágico de Oz faz um uso notável da técnica; as seqüências no Kansas possuem um preto-e-branco com tons em marrom, enquanto as cenas em Oz recebem as cores do Technicolor. E em especial essa cena em que a garota Dorothy sai de sua casa, já na terra de Oz, e a cena passa de preto-e-branco com tons de marrom pra um colorido magnífico, fato que guarda tal filme na memória de tantos.
Apesar de estarmos na geração dos filmes de efeitos especiais multimilionários, algo como a simplicidade de um filme antigo é de apaixonar, não só “O Mágico de Oz” mas também “Tomates Verdes Fritos” e tantos outros que conquistaram gerações.
Com musicas e danças maravilhosos e atuações impecáveis, este filme conseguiu, não só entrar na 6ª colocação na Lista dos 100 Maiores Filmes Americanos de todos os tempos, divulgada em 1998 pelo American Film Institute (AFI), mas também ocupar a 3ª colocação na Lista dos 25 Maiores Musicais Americanos de todos os tempos, idealizada pelo American Film Institute (AFI) e divulgada em 2006, fora ter ganhado um Oscar de melhor trilha sonora e outro de melhor canção original. Em um breve resumo, o filme é magnífico para todos os amantes de cinema, todos que leram o livro, todos que gostam de filmes americanos e de musicais, é um filme que fez quem vos fala, sair de um mundo de mega-produções e mega-orçamentos para parar e apreciar o que realmente foi um marco na história cinematográfica, um filme que apesar de antigo me fez deslumbrar, rir, e tantas outras emoções que hoje ainda são me proporcionadas por alguns filmes Cult, mas para aqueles que ficam presos a o que o “Tele Cine Premium” passa todos os sábados de noite, que tal explorar novas fronteiras, ir além do atual, busque filme tal incríveis quanto “O Mágico de Oz”, tais como “Os 10 Mandamentos” (as duas verões são maravilhosas), “Casablanca” (filme que foi parodiado em um episódio do desenho “Os Padrinhos Mágicos”), o clássico dramatico “Tomates verdes fritos” e tantos outros que não seriam possível escrever em uma simples crítica…
Publicado por: Vinícius Moreira -- http://twitter.com/Vinyciuz
A melhor característica de This Is It, é não ter a menor cara de póstumo. Vemos que muito embora com todas as reservas foram alimentadas que por parte da imprensa, e um tanto pelo comportamento de Michael, é bem verdade, foram apenas negras nuvens para deixar de enxergar que o Mito ainda estava lá. Um artista exigente que fazia questão de pensar no público, para que a parte orgânica de seu show lembrasse aos fãs aquilo que eles gostaram tanto, em seus discos. Sempre com sua voz plácida, ele demonstra todo o comando, mas ao mesmo tempo a cumplicidade com a qual exigia que os que estivessem junto a ele também sentissem. Não importa o quão grandiosa tenha ficado a estruturas de seus shows. A preocupação em realizar um Espetáculo que estava sendo levada em conta. Por vezes a capela, por vezes para acertar o timing, de suas músicas, mas nunca como um ditador, sempre dizendo: “É por isso que nós ensaiamos”. A palavra nós tem conotação e uma importância tal que uma das cenas mais bonitas do filme é quando sua guitarrista para de tocar junto com o resto do arranjo, e Michael chega para ela e diz: “Não pare, essa é sua deixa para brilhar”, e a conduz com sua voz com a maneira que ela deve tocar sua guitarra. O mesmo se pode dizer de suas vocais que ensaia com ele “I Just can´t stop loving you”. Fora o clima de molecagem com os seus dançarinos que a cada ensaio ficava no gargarejo fazendo o papel de platéia. Falando do diretor do espetáculo, que cara competente, e que pai por assim dizer, um zelo que talvez tivesse tido em sua família, quem sabe sua vida não tivesse sido bem melhor. Falando em referencia cinematográficas, o que é Michael Jackson inserido em uma cena de Gilda? Que maravilhoso aquilo, quase que premonitório, como soubesse que aquela cena inserida em seu show iria para o cinema. A presença do Michael Jackson militante de suas causas ecológicas também não poderia faltar, com uma atuação de uma garotinha no clipe do show espetacular. “Alguma lágrima?”, por incrível que pareça, em Billie Jean, por mais que ele tivesse outras músicas em seu repertório que denotassem mais emoção, não tem como não cantar junto toda a malandragem dessa música e nessa hora eu realmente após meses de sua partida, eu derramei lágrimas por sua ausência. Duas semanas é muito pouco para um filme tão importante assim. Então é isso. This is it. Escrevi esse texto escutando BAD, meu disco preferido do Rei do Pop.
Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/
Com mais de 80 anos, e alguns anos sem dirigir para o cinema, após uma fase morna, onde foi de certa forma obrigado pelos estúdios a dirigir filmes medíocres e sem sucesso (nem de crítica nem de público) como “A Manhã Seguinte” (1986), “Negócios de Família” (1989), o diretor Sidney Lumet, com “Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto”, tem o vigor de um jovem diretor independente. O filme tem um roteiro enxuto, embora não-convencional (com suas idas e vindas no tempo), poucos personagens, mas bem desenvolvidos e entregues aos atores certos, e uma trama que prende. À medida que a história vai se desenrolando, é fácil perceber que o filme antevê o fracasso do plano inicial, e vai nos revelando aos poucos as terríveis consequências. Como Mike Nichols (e sua volta também triunfante, com “Closer -- Perto Demais”), parece que Lumet tem seu recado de ancião para dar ao mundo (através dos espectadores de seu filme): vivemos uma crise sem precedentes de valores morais e éticos, as pessoas estão perdidas, mas seu olhar parece vê-las como vítimas e não vilões. “Antes..” é um filme forte. Não há nada de incrivelmente original (seria muito pedir isso a um cineasta com mais de 80 anos..), mas é um filme feito com honestidade, talento e cuidados aos detalhes, que parecem perdidos no tempo da velha Hollywodd pós-decada de 70. Vale a pena!
Publicado por: Sidnei Cassal
O tema alienígenas já foi muito explorado. Sempre quando vamos assistir a um filme abrangendo este tema, já sabemos tudo o que vai acontecer no filme. Sabemos que uma nave se alojará sobre a cidade, ou na cidade. Os humanos tentarão fazer contato, e após isto, os aliens saírão de suas naves, e começarão, com raios e armas ultra-avançadas, a destruir o nosso planeta, exterminar a raça humana. E por fim, quando a projeção estiver se encerrando, os intrusos vindos de outro planeta serão mandados embora ou serão destruídos, e a Terra irá se salvar. Clichê, não?! Ok, alguns filmes, com esta mesma história conseguem se sair bem, mas claro, com alguns auxílios, como a direção, a edição, e inovações na parte técnica. Mas, para um filme de alienígenas surpreender, é necessário que ele seja original, e “Distrito 9″ é muito, muito original! Os primeiros, não sei ao certo, 40 min. de projeção são gravados com a mesma técnica de filmes como “A Bruxa de Blair”, “Cloverfield -- Monstro”, “REC”, “Filme Caseiro”, “Quarentena” e “Mar Aberto”, mas com uma pequena diferença: não é gravada com uma câmera caseira, e sim, com uma câmera de reportagens. Adoro este estilo de filmagens, pois nos permite ver somente o que os personagens vêem. Da mais veracidade ao filme. Enfim, depois de mais ou menos 40 min., quando o personagem sai do Distrito 9, começamos a ver o filme aos ângulos da câmera do próprio cineasta. Mas as inovações não param por ai. “Distrito 9″ assume o estilo de narrativa documental, ou seja, durante a projeção, somos apresentados a depoimentos de pessoas que se envolveram com o caso, que participaram do caso, ou até mesmo, moradores que estavam perto da região do Distrito 9. O filme ainda, em alguns momentos nos apresenta a cenas gravadas do ângulo de uma câmera de segurança. Incrível! O novato Neill Blomkamp, dirige este filme, o seu primeiro longa-metragem, antes ele somente fazia filmes de curta metragem, como “Yellow”, “Halo” e “Alive in Joburg”, no qual este filme foi baseado. Neill Blomkamp. Gravem bem este nome, pois este é um diretor muito promissor na carreira de longa metragens. Tudo neste filme é novidade, até a história, regida por um ótimo roteiro, escrito também por Blomkamp, que narra a história de uma nave alienígena que se instala em cima de Joanesburgo. Após anos, e anos, o governo entra na nave e resgata os alienígenas, que nela estavam, e os abrigaram num local chamado Distrito 9. Mas a coexistência pacífica entre humanos e alienígenas começa a ser rompida. Então, o governo decide transferi-los para uma área mais longe da cidade, e uma equipe é encarregada de dar a notícia aos aliens, mas o capitão desta missão entra em contato com um objeto alienígena, e começa a mudar… De resto, nem preciso comentar muito, que é impecável, desde a parte técnica inteira, se destacando a fotografia, até as atuações, enfim, magnífico! Não esperava que este filme seria tão bom assim, uma das grandes surpresas do ano!Obrigado Peter Jackson por produzir este filme, e dar incentivo a, aparentemente, grande carreia que Neill Blomkamp terá.
Publicado por: Selton Dutra Zen -- cdecinema.blogspot.com
Eu esperava o Ensaio sobre a cegueira dos Ets, mas não é. Em nenhum momento você se sente absorvido pelo ambiente do Distrito 9, senti falta disso, o ponto de vista não do invasor, mas do local, assim como o Camarão Christopher e seu filho. O Wikus (Sharlto Copley) é um bom personagem, por não ser nem bom, nem mau, ele tem deslizes por uma questão de pura ignorância, mas quando infectado reage da maneira egoísta como agiria qualquer pessoa, até por causa da maneira como a MNU, trata os Camarões. Aliais é fácil traçar paralelos entre Wikus e Seth (Jeff Goldblum) de A Mosca de Cronenberg. Nem parece que o filme tem mais de uma hora, tendo em vista o ritmo frenético, ainda mais no terceiro ato ganhando as características de um ótimo filme de ação. Há, por ventura, contradições como, por exemplo, em um momento Christopher diz a Wikus (Sharlto Copley) que não pode deixar seu povo virar cobaia, mas quando tem a oportunidade de fugir o faz sem a tal preocupação. Gostei da maneira como concluiu, mas ao invés do Wikus se tornar o Camarão na sua alma, a exemplo de Christopher, fica limitado a sua aparência.
Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/
Esse foi o ano dos filmes da 2.ª Guerra Mundial, tivemos O Leitor de Stephen Daldry, Operação Valkiria de Bryan Singer e no Brasil, Tempos de Paz que fala do drama de um Polonês que sobreviveu aos horrores da Guerra. Levando em conta que O Leitor questiona o que você faria no lugar deles, Valkiria fala dos que lutaram contra o regime estabelecido, e Tempos de Paz dos pontos em comum entre as torturas de guerra e os porões da ditadura, consideramos que todos têm em comum, buscar na realidade uma base para poder discutir bem o assunto. Bastardos Inglórios, não tem essa pretensão, até disserta bem sobre certos fatos históricos, cinematográficos e faz divertidas referencias, mas deve ser encarado com a mesma seriedade de alguém que está assistindo a Kill Bill Vol.1 ou Vol.2. Ou seja, não pense que ira a sala de cinema assistir a uma obra edificante no que tange ao ponto de vista histórico e tudo mais. Não, apesar de ser ambientado na segunda guerra, é cinema para diversão, assim como qualquer outra obra que Tarantino tenha realizado até hoje. Mas, claro, ele realiza isso da maneira mais refinada possível, e na força dos idiomas e diálogos que prendem nossa atenção durante 153min. de duração. Sem dúvida nenhuma o grande destaque do filme fica por conta do oficial Landa (Christoph Waltz), com seus interrogatórios inteligentes e precisos, e todos os seus trejeitos e sua habilidade em falar várias línguas. Bate uma certa frustração em o cartaz destacar tanto os Bastardos, mas aquilo que o trailer vende, não chega a ser a gasolina do filme. Temos sim os escalpos e a violência pontual de Taranta, mas reside no terror psicológico, os pontos de maior violência do filme. A subtrama da francesa Emanuelle (Mélanie Laurent) dá um rumo muito mais interessante ao filme do que as pretensões dos Bastardos. Poderia ganhar todos os rolos, se não tivesse um se queimado, como os vários nas cenas do próprio filme, ao vermos a morte de certa figura histórica. Não precisava. Pulp Fiction ainda é A sua obra prima.
Publicado por: QUEIROZ -- http://escritosmalditos.blogspot.com/




















